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COPASA : Abastecimento de água pode entrar em colapso no Sul de Minas


Pelo menos 11 cidades do Sul de Minas atendidas pela Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais (Copasa) estão sob risco de sofrerem um colapso no abastecimento de água.

O levantamento foi divulgado pela concessionária nesta sexta-feira (23), um dia depois de admitir que o Estado vive uma crise hídrica, e medidas de restrição de consumo podem ser tomadas.

Já a Coordenadoria de Defesa Civil de Minas Gerais informou que 26 municípios da região estão em estado de emergência e já adotam medidas de economia para evitar uma crise no abastecimento de água. O Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaí apontou ainda outras três cidades com necessidade de intervenção imediata para evitar uma crise.

Segundo a Copasa, o risco de colapso indica que o sistema não tem mais condições de manter o abastecimento. Algumas manobras devem ser implementadas nos próximos dias para construir captações emergenciais.

As cidades atendidas pela companhia que estão em alerta máximo de desabastecimento na região são Campanha (MG), Campos Gerais (MG), Candeias (MG), Cristais (MG), Itamonte (MG), Lavras (MG), São José da Barra (MG) e São Tiago (MG).

São Gonçalo do Sapucaí (MG), Nazareno (MG) e Divisa Nova (MG) são apontadas pela Copasa como locais com problemas de abastecimento. Nesses municípios a captação já ultrapassou o limite do manancial.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaí também divulgou um comunicado urgente em sua página na internet neste sábado (24) informando que, no trecho abrangido pela bacia, as cidades de Cachoeira de Minas (MG), Piranguçu (MG) e Piranguinho (MG) integram a lista dos locais onde há necessidade de intervenções imediatas.

Estado de emergência

Já a Coordenadoria de Estado de Defesa Civil de Minas Gerais publicou nesta sexta-feira (23) um decreto de emergência, que considera também localidades onde o serviço de abastecimento de água é autônomo. O decreto aponta que 11 municípios sulmineiros estão em estado de alerta, 14 enfrentam racionamento e um já adotou o sistema de rodízio.

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) deve apresentar na próxima semana uma análise da situação hídrica em Minas Gerais e pode autorizar aumento de tarifas de consumo e criação de multas.

Confira as cidades que estão em estado de emergência, segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais:

Alerta

Aguanil
Campo Belo
Cristina
Ijaci
Jesuânia
Lambari
Poços de Caldas
Senador José Bento
Silvianópolis
Soledade de Minas
Virgínia

Racionamento

Cambuí
Conceição das Pedras
Consolação
Dom Viçoso
Elói Mendes
Espírito Santo do Dourado
Luminárias
Marmelópolis
Ouro Fino
Passa Quatro
São João da Mata
São Sebastião da Bela Vista
São Sebastião do Rio Verde
Seritinga

Rodízio

Carmo de Minas






Fonte:Informações G1

Chuva dobra volume útil de água na Represa de Camargos em Itutinga

Nível da represa de Camargos melhorou com as últimas chuvas no Sul de MG (Foto: Reprodução EPTV)

Apesar da estiagem, a chuva que atingiu região nos últimos três dias melhorou a vazão da Represa de Camargos, em Itutinga (MG).  O nível de água dobrou com a chuva, que amenizou a situação crítica do reservatório.

No final da última semana, o volume útil era de 0,40% e agora está em 0,80%, o que pode não parecer muito, mas já faz a usina afastar o risco de não poder gerar mais energia. De acordo com o gerente do distrito do Rio Grande, José Marcílio Carvalho, a situação melhorou e a cidade está sendo abastecida normalmente. “Nós vamos continuar com o melhor aproveitamento da água, com canalização e pedimos que a população continue consciente”, disse.

Já a vazão, que antes da estiagem ficava em torno de 16 litros por segundo, na fase mais crítica chegou a apenas 3 litros por segundo e com as chuvas, subiu para 12 litros.

Além disso, a chuva ajudou a normalizar a situação em outras cidades da região. Até metade do mês de outubro, 11 cidades do Sul de Minas que são abastecidas pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) estavam em situação de alerta devido à baixa vazão em seus mananciais.

Agora, a companhia continua com rodízio, que é quando a água é liberada em horários pré-determinados. Contudo, 15 cidades ainda enfrentam o racionamento.




Fonte:g1

MINAS GERAIS: Municípios apelam para poços fundos para encontrar água

Na fila. Copasa vai perfurar sete poços em Santo Antônio do Monte na próxima segunda-feira; cidade sofre com a seca dos rios

Pelo menos seis cidades de Minas Gerais estão recorrendo a água subterrânea para garantir o abastecimento. Nesses municípios, a Copasa já perfurou cerca de 30 poços profundos em busca da água que seca na superfície. Em pelo menos duas dessas cidades, Campos Gerais (região Sul) e Rio Paranaíba (Alto Paranaíba), a população conviveu com uma espécie de rodízio no abastecimento antes da perfuração dos poços.

“Era uma falta d’água de horas. Tinha água de manhã numa parte da cidade e de tarde na outra”, conta um funcionário da Prefeitura de Campos Gerais, que pediu para não ser identificado. Na cidade, foram perfurados quatro poços.

“Teve um racionamento setorizado. A água chegava em um bairro e faltava em outro”, diz o secretario de Meio Ambiente de Rio Paranaíba, Newton Godoy. Segundo ele, esse sistema durou dois meses e foi interrompido nesta semana graças a um acordo que permitiu a retirada de água de uma lagoa da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que tem um campus na cidade. Esse acordo vai durar 90 dias.

A Copasa informou que está fazendo obras de melhorias no sistema de captação “com o objetivo de aumentar a oferta de água para a cidade”.

A Copasa, que atende a 600 cidades, nega a adoção de rodízio nesses municípios. De acordo com a empresa, o sistema está em vigor apenas em Pará de Minas (região Central).

No limite. Em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste do Estado, a Copasa vai começar a perfurar sete poços na próxima segunda-feira. De acordo com a secretária de Meio Ambiente da cidade, Jaqueline Rodrigues Filgueiras, não há racionamento ou rodízio no abastecimento, mas a situação está “no limite do suportável”. Há 40 dias, o caminhão que faz a coleta seletiva de resíduos foi equipado com um sistema de som para pedir à população que evite o desperdício.

Pará de Minas

Impasse. Além da seca, a situação de Pará de Minas foi agravada pelo adiamento de obras e pela não renovação do contrato de concessão com a Copasa, vencido desde 2009. Emergencialmente, foram perfurados 56 poços.

Números

6 cidades já são atendidas por poços profundos

30 poços já foram perfurados para buscar água

40% foi a queda no volume de chuvas no último verão






Fonte:O Tempo

Reservatórios estão com o menor nível de água em 13 anos

Vazio. Reservatórios do sistema Furnas estão apenas com 27,08% de sua capacidade total; turismo na região também foi afetado


Térmicas impedem que país passe por racionamento, mas vazão neste mês é de apenas 29,5%

Os reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste, que concentra 70% da capacidade de armazenamento do país, estão no nível mais baixo para setembro desde 2001, quando houve o racionamento de energia. Ontem, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível era de 29,54%, o menor deste ano. A série histórica do ONS mostra que em setembro do ano passado, o nível era de 48,71% e em 2011 chegava a 65,36%. Em 2001, era de 20,61%.

A diferença para o ano do racionamento é que hoje existem as usinas térmicas, que podem ser acionadas em caso de emergência. Atualmente, elas estão produzindo a todo vapor, para suprir a baixa dos reservatórios. Graças à utilização dessas outras fontes de energia, o risco de racionamento ficou reduzido.

“Este ano ainda não compromete. O que não pode acontecer é a natureza fazer o que está fazendo (longos períodos de seca) por mais um ou dois anos”, afirma o coordenador do curso de engenharia ambiental da Fumec, especialista na área de recursos hídricos, Sérgio Augusto Roman.

Ele lembra que o período tradicionalmente seco do ano está chegando ao fim e a tendência é que de outubro a março o nível dos reservatórios suba um pouco. Para o especialista, se as chuvas forem equivalentes à média histórica, não será preciso adotar racionamento também no ano que vem.

Emergência. Em Minas Gerais, 147 municípios já decretaram situação de emergência, de acordo com a Defesa Civil. Na mesma época do ano passado, eram 135.

De acordo com a Copasa, em junho e julho a vazão da maioria dos rios é a menor registrada nos últimos dez anos e, em alguns casos, a pior dos últimos cem anos. Como o período de menor vazão costuma ser entre setembro e outubro, a tendência é que a situação “fique ainda mais crítica”, segundo comunicado da estatal.

A empresa atende a 600 cidades no Estado e apenas em Pará de Minas, região Central, há rodízio de abastecimento. Depois do período eleitoral, a Copasa pretende retomar campanhas de consumo consciente. “Os especialistas alertam que não há registro de secas tão intensas em Minas nos últimos cem anos”, diz a empresa, em nota. 

Comissão
PBH. A Secretaria de Regulação Urbana de Belo Horizonte criou ontem uma comissão para estudar e implantar medidas para racionalizar o consumo de energia. Outras secretarias devem fazer o mesmo. 

Sócios da Santo Antônio aprovam R$ 800 mi

São Paulo. A Santo Antônio Energia, concessionária responsável pelo projeto da usina de Santo Antônio, informou que seus acionistas aprovaram aporte de R$ 850 milhões para cumprir compromissos com o mercado na próxima segunda-feira. A concessionária deve liquidar dívidas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) referentes a operações no mercado de curto prazo. A companhia não detalhou se o valor foi repassado pelos sócios em proporção equivalente à participação de cada empresa.

Também ontem, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o início das operações da 32ª turbina da hidrelétrica Santo Antônio, em Porto Velho (RO). Com a decisão, a capacidade de geração do complexo chega a 2.286 MW.





Fonte: O Tempo/ANA PAULA PEDROSA

Furnas deixa de produzir energia durante a madrugada

Para economizar água, energia não será produzida de madrugada (Foto: Tiago Campos / G1)


A Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra (MG), deixou de produzir energia elétrica durante a madrugada. A medida preventiva acontece por determinação do Operador Nacional do Sistema (ONS) diante do cenário crítico do lago.

O objetivo é garantir que o reservatório tenha o volume de água suficiente para gerar energia nos próximos meses mesmo que não chova o suficiente. O nível máximo da Represa de Furnas é de 768 metros acima do nível do mar. Atualmente, o volume de água está 11 metros abaixo da cota.

Com a estiagem, os principais rios que abastecem o reservatório, o Verde, o Sapucaí e o Grande, também estão com os níveis abaixo do normal. Segundo Fausto Costa, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica de Furnas, o baixo nível reflete diretamente no Reservatório de Furnas.

"Os principais rios que abastecem o Lago de Furnas são os Rios Verde, Sapucaí e o Grande. Eles estão com um volume muito baixo de água, reflexo de pouca chuva na região Sudeste.

Por determinação do Operador Nacional do Sistema (ONS) de energia elétrica, a Hidrelétrica de Furnas está deixando de gerar energia na madrugada, ou seja, para reter água aqui no Lago de Furnas e gerar energia nos próximos meses", explica.

Ainda segundo Costa, esse procedimento é para que nos meses de estiagem natural, ou seja, no inverno, o lago esteja com maior capacidade de água para não haver problemas de geração de energia.





Fonte: Informações G1

Estiagem seca fontes e moradores ficam sem água


Moradores de Cambuquira (MG) vem sofrendo com a falta de água neste período de estiagem. Toda a cidade é abastecida pelas fontes da Serra das Águas, que estão secando pela falta de chuvas. A distribuição de água está sendo feita por caminhões-pipa, mas há dificuldade em atender toda a população.

No Parque das Águas, o movimento aumentou. As pessoas estão buscando água pra beber, cozinhar e até para o banho. O lanterneiro Mozart Siqueira conta que no dia anterior pegou 30 litros de água na fonte, e neste sábado (8) teria que buscar mais 10 litros. Os moradores começam a ficar preocupados com a situação.

"A água é o principal 'né'. Sem energia a gente fica, acende uma vela, mas sem água não dá", comenta o carpinteiro José Getúlio.
A água que abastece o município de Cambuquira vem de nascentes na Serra das Águas, que faz limite com o município de Lambari (MG), no alto da cidade. Por causa da estiagem, o manancial está secando.

O reservatório é responsável pelo abastecimento de 70% na cidade, e sem chuvas, ele não consegue acumular água, quando o comum para essa época do ano seria que ele estivesse transbordando. "Nessa época do ano eu não tenho registro de que tenha acontecido estiagem", afirma o presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Gustavo Furtado Borges.

O reservatório com capacidade para 400 mil litros está com apenas 50 mil. A vazão que era de 12 litros por segundo reduziu pela metade. A falta d'água se agravou porque o município só conta com as nascentes. A estação de tratamento que começou a ser construída em junho do ano passado ainda não está pronta para começar a operar. "Falta colocar uma bomba no meio da adutora. Ela está sendo fabricada e no máximo um mês ela será instalada para a água do Rio São Bento começar a ser tratada", explica o presidente do SAAE municipal.

Caminhões-pipa distribuem água para população de Cambuquira (Foto: Claudemir Camilo / EPTV)

Ainda de acordo com Borges, a água que está vazando no bairro Regina Celi, relatada por moradores, vem do Rio São Bento. A empresa faz um teste na nova adutora da cidade. A água não tem tratamento e deve vazar durante todo o final de semana. Para ajudar na distribuição de água à população, caminhões-pipa do Exército estarão na cidade na próxima semana.









Fonte: g1

Carmo do Rio Claro-MG: MP dá prazo de 5 dias para Copasa solucionar problema em água

Moradores reclamam de mau cheiro e gosto ruim em água em Carmo do Rio Claro (Foto: Reprodução EPTV)

Caso não resolvido, empresa terá que pagar multa de R$ 1 milhão por dia.

O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) devido a problemas de mau cheiro e gosto ruim da água em Carmo do Rio Claro (MG). A ação judicial pediu a suspensão da cobrança da conta de água e estipulou um prazo de cinco dias para a solução do problema. Caso ele não seja resolvido, a Copasa terá que pagar uma multa de R$ 1 milhão por dia.
“O melhor fiscal que nós temos é quem abre a torneira. O que nos interessa é que a água esteja boa e que o consumidor receba isso de acordo com o que ele espera receber”, informa o promotor Cristiano Cassiolato.

De acordo com os moradores, o problema começou no carnaval. Além do gosto estranho e do cheiro forte, alguns moradores também alegam que a água estaria provocando diarreias, alergias e mal-estar. A partir da divulgação do caso nos meios de comunicação, iniciou-se uma investigação.

Exames preliminares feitos pela Fundação de Ensino Superior de Passos (MG) apontaram uma quantidade em excesso de produtos utilizados no tratamento da água. A análise apontou que o odor não era originado do Lago de Furnas, como a Copasa havia informado para a promotoria.

A prefeita da cidade, Maria Aparecida Vilela, afirma que não acredita que a situação será normalizada em apenas cinco dias e propõe uma solução em longo prazo. “A solução é colocar poços artesianos em todos os bairros que têm o reservatório da Copasa”, afirma.

A Copasa informou que não foi notificada da decisão judicial. Ainda segundo a empresa, os resultados das análises feitas diariamente no laboratório de Carmo do Rio Claro e de Belo Horizonte mostram que a água distribuída para os moradores atende aos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde.






Fonte: g1

Nanotecnologia faz sapato agora ficar imune a água e também ao barro


Imagine mergulhar uma bota na lama e ela continuar limpa? Ou mergulhar as luvas em uma bacia de água e ela não sair molhada? É o que promete o Ultra-Ever Dry, um produto que é usado para revestir objetos e mantê-los secos.

De acordo com a empresa fabricante norte-americana Ultra Tech International, o produto foi desenvolvido com base na nanotecnologia para revestir um objeto e criar uma barreira de ar na sua superfície para repelir água, óleo, concreto molhado, entre outros líquidos.

Entre as superfícies que o produto pode ser aplicado, a fabricante aponta: blocos de concreto, materiais de construção, luvas, motores, chapéus e calçados, por exemplo. O Ultra-Ever Dry é aplicado com um pulverizador e é composto por dois revestimentos.

A cor do produto é branca translúcida e ainda não foi desenvolvida uma fórmula transparente. Caso o consumidor queira uma cor personalizada, é possível fazer uma encomenda, mas a empresa pode exigir uma quantidade mínima para produzir o pedido.

Segundo a fabricante, a duração do efeito protetor vai depender das condições meteorológicas que o objeto vai ficar exposto, mas o efeito pode durar anos. No YouTube, o vídeo sobre o produto já contabiliza 2,8 milhões de visualizações.











Fonte: Estado

Moradores de Carmo do Rio Claro recebem água "podre" da Copasa


“A água está com cheiro de inseticida, estou comprando água potável para minha mãe idosa e para os meus netos. Já ouvi dizer que muitas pessoas foram parar no hospital com diarréia e vômito”. Essa foi a declaração de uma comerciante, que preferiu não se identificar, de Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas, sobre a situação da água na cidade. Há mais de uma semana, a água que sai da torneira está diferente, para alguns moradores o líquido tem cheiro de peixe, para outros o odor é de veneno. Outra moradora, que também não autorizou a divulgação de seu nome, relatou que nem quis beber a água.  “Não me arrisquei a beber, mas o cheiro é de veneno”, contou.

Além do mau-cheiro, a água pode ter deixado pessoas doentes. “Atendemos muitos casos de diarréia e vômito, mas não podemos afirmar que tem relação com a água”, disse uma técnica em enfermagem do hospital da cidade. Entretanto, os responsáveis pela instituição de saúde não foram encontrados para falar sobre o assunto.

A Copasa, responsável pela água distribuída no município, informou que, na última segunda-feira (11), o aumento do nível da água lago de Furnas provocou a movimentação de matéria orgânica localizada às margens do manancial, fato que causou alterações no aspecto da água. O órgão relatou  que o processo de tratamento foi imediatamente adequado. A empresa alegou que realizou a limpeza das redes que compõem o sistema de abastecimento de água da cidade. Nesta sexta-feira (15), a Copasa garantiu que foram realizadas dezenas de análises químicas ao longo do dia e que a água atende aos padrões do Ministério de Saúde.    

Sobre os quadros de diarréia e vômito, a Copasa informou que não há comprovoção de que os casos estejam relacionados com a água. A empresa afirmou que vai continuar monitorando a região e situação das pessoas doentes.

Nota:
A pergunta que se faz é: As autoridades eleitas por esse povo que está bebendo dessa água já cobraram da Copasa explicações e provas técnicas sobre isso ?









Fonte: O Tempo

Água Mineral em lata será novo produto mineiro


Última representante do famoso Circuito das Águas, no Sul de Minas Gerais, a ser resgatada pelo programa de revitalização das águas minerais conhecidas na região desde o século 18, a marca Lambari voltará a ser produzida em março de 2013. Além das versões de 310 e 500 ml na garrafa PET, a bebida poderá surpreender os concorrentes embalada em latas de alumínio, projeto em estudo na Copasa Águas Minerais de Minas Gerais, subsidiária da companhia mineira de saneamento que assumiu as fontes e as unidades de envase há cerca de sete anos. A reestruturação da fábrica de Lambari começou duas semanas atrás, com conclusão prevista para dezembro de um investimento de R$ 3 milhões, informou ontem o presidente da Copasa, Ricardo Simões.

Toda a planta industrial será revisada e readequada conforme as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e receberá equipamentos, boa parte deles já adquirida. Do recurso orçado, resta um aporte de R$ 900 milhões, que será destinado à adequação física das instalações, com capacidade para envasar 8 mil litros por hora. A montagem mecânica deverá se estender de janeiro a meados de fevereiro para que o primeiro carregamento chegue no mês seguinte aos consumidores de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo Ricardo Simões, o foco principal das vendas é o mercado paulista, onde as outras marcas já são comercializadas. A água mineral Caxambu foi a primeira a ser repaginada e retornar ao consumo, em 2008, seguida da Cambuquira, em 2011, e da Araxá, em julho deste ano. A Copasa vai completar um desembolso de R$ 30 milhões, iniciado em 2006, na revitalização das fontes e relançamento das bebidas.

A partir de 2013, revela Ricardo Simões, o desafio será mirar o mercado externo, especificamente as vendas na América do Sul. “Concluídos os projetos de revitalização e diante da boa aceitação do mercado, aí então vamos partir para avaliar a viabilidade das exportações”, disse o presidente da Copasa. A companhia aposta na qualidade das águas minerais de Minas como mote frente à concorrência, tendo em vista se tratar de um negócio pequeno. Afinal, a capacidade total de envase alcança 36 mil litros por hora. Na engarrafadora da marca Araxá, a empresa poderá trabalhar com um acréscimo de 4 mil litros por hora.

Oportunidade

“Os nossos objetivos nesse negócio sempre foram recuperar um patrimônio que faz parte da história de Minas Gerais e atrelar as marcas às oportunidades que a Copasa pode ter fora do estado”, disse Ricardo Simões. Naturalmente gasosa, a água Lambari tem características físico-químicas associadas à bebidas energéticas. Entre as histórias reproduzidas por gerações no Circuito das Águas, as cidades de Lambari e Caxambu disputam o mérito de suas fontes terem curado a princesa Isabel, em 1868, de uma suposta infertilidade. Ela e o marido, Louis Philippe Marie Ferdinand Gaston, o conde d’Eu, teriam desfrutado durante quatro meses das águas do Sul de Minas.

As fontes de Lambari foram descobertas em 1780 e, conforme a lenda local, seus poderes energéticos atraíram figuras ilustres como os ex-presidentes Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Wenceslau Braz e Hermes da Fonseca. Dentro do programa de reativação da produção das águas, a Copasa passou a produzir em janeiro as garrafas PET usadas no envase das marcas Araxá e Caxambu.

 Air Liquide fecha com Itabirito

O grupo francês Air Liquide, líder mundial no fornecimento de gases industriais, confirmou investimentos da ordem de R$ 90 milhões por meio de sua subsidiária brasileira para se tornar o primeiro fornecedor da nova fábrica mineira da Coca-Cola Femsa Brasil, que está sendo construída em Itabirito, na Região Central do estado. A empresa formalizou o projeto no fim de agosto à prefeitura do município, com a previsão de iniciar as obras em 30 dias. As instalações serão erguidas ao lado da unidade de refrigerantes, dentro da área cedida à franquia da Coca-Cola e que já conta com licença ambiental de instalação (LI).

O nascimento do cinturão de fornecedores por uma empresa do porte da Air Liquide é referência importante para o projeto, na avaliação do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Magno de Almeida. “Há outras empresas já interessadas em negociar, mas as conversas ainda dependem do novo plano fundiário da região do Água Limpa, da qual o distrito industrial faz parte”, afirma. A prefeitura deverá entregar na semana que vem, ao Conselho de Política Ambiental do estado (Copam), o plano diretor da área, definindo os limites para os empreendimentos industriais, condomínios fechados e as áreas de proteção ambiental.

A Air Liquide Brasil, que já é fornecedora de unidades brasileiras da Coca-Cola, vai oferecer oxigênio e matéria-prima para o sistema de gaseificação da fábrica de refrigerantes de Itabirito. O protocolo de intenção do investimento prevê a geração de até 200 empregos no quadro direto da empresa e outras 50 vagas durante o período da construção da unidade industrial. Do orçamento inicial, serão destinados R$ 55 milhões à compra de equipamentos e R$ 20 milhões às obras civis.

Obras

A Coca-Cola Femsa Brasil, maior franquia da marca no mundo, concluiu a fase de terraplenagem em itabirito. O vice-presidente de Assuntos Corporativos e Jurídico da empresa, Eduardo Lacerda, informou ontem que até o fim deste mês começa a construção da subestação de energia que atenderá a fábrica. As obras civis terão início na última semana de outubro. A unidade está orçada em R$ 250 milhões para uma capacidade de produção de 2,1 bilhões de litros de refrigerante por ano, ocupando um terreno de 300 mil metros quadrados.

As duas fábricas deverão entrar em funcionamento no fim do primeiro semestre de 2013. A Air Liquide estima faturamento inicial de R$ 27 milhões ao ano, chegando a R$ 32 milhões por ano até 2015. Nos acordos com as duas empresas, está também acertado um programa de qualificação de mão de obra em Itabirito. A prefeitura pretende concluir antes de dezembro a construção do prédio que vai abrigar uma escola da regional mineira do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MG). De acordo com o secretário municipal Geraldo Magno, as despesas que couberam ao Executivo municipal na parceria com a Federação das Indústrias de Minas (Fiemg) somam R$ 8 milhões, incluindo o terreno e as instalações da escola, no Bairro Santa Efigênia, próximo do Centro e de escolas de ensino médio. O Senai-MG assumirá a unidade com capacidade para 800 alunos. Entre as áreas de profissionalização já definidas estão a construção civil, montagem mecânica e soldagem. (MV)







Fonte: Estado de Minas