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Nova igreja gerou uma espécie de guerra santa entre a população religiosa de Alfenas

Galpão onde seguidores do padre André se reúnem tem 600 metros quadrados e chega a abrigar 400 pessoas aos domingos (Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )

Inconformado com a punição, sacerdote atrai multidões de devotos e desperta uma cisão na comunidade de fiéis de um dos municípios mais católicos de Minas Gerais

Alfenas – Cerca de 300 fiéis olham fixamente para o altar montado no galpão de 600 metros quadrados na periferia de Alfenas, no Sul de Minas, a 378 quilômetros de Belo Horizonte. As luzes se apagam e, por pouco mais de 10 minutos, o padre André Aparecido Silva, de 34 anos, iluminado por uma lanterna, passeia entre os presentes com a imagem dourada, de formato arredondado, contendo uma hóstia – o Santíssimo Sacramento da Igreja Católica. Alguns se ajoelham, choram, uma mulher grávida toca o objeto sagrado enquanto acaricia a barriga e senhoras rezam em voz alta, ao passo que o violonista vai aumentando o tom da voz para ditar a emoção.

Durante uma hora e meia, o discurso ameno e conciliador do sacerdote conduz a celebração, semelhante à de qualquer outra igreja católica sobre a face da terra – não fosse por um motivo. Em 7 de maio, André recebeu a excomunhão – a pena mais severa imposta sob as leis do Vaticano – por ter criado uma nova religião, a Igreja Católica Independente, que segue os mesmos preceitos e ritos da igreja milenar fundada por Pedro, mas sem qualquer vínculo com a hierarquia do Vaticano. A criação da nova igreja gerou uma espécie de guerra santa entre a população religiosa de Alfenas, uma cidade de 78 mil habitantes, dos quais 57 mil (73%) se declararam católicos no último Censo, em 2010 – percentual superior ao do Brasil (64,6%) e ao de Minas Gerais (70,4%).

A ampla maioria católica da cidade está distribuída em cinco paróquias, a mais nova delas a de São Sebastião e São Cristóvão, da qual André foi pároco nos últimos seis anos, até ser afastado da função no fim de agosto do ano passado. Na ocasião, o bispo da diocese de Guaxupé, dom José Lanza Neto, o afastou do cargo devido à “delicada situação financeira da paróquia”. O bispo cobrava explicações sobre o uso do dinheiro proveniente da venda de parte de um terreno de 26 mil metros quadrados, localizado em frente à paróquia, no Bairro Santa Maria, comprado em 2011 por R$ 550 mil.

Segundo André, o valor da venda de 10 mil m² por R$ 1,088 milhão – negociação que ocorreu após uma supervalorização imobiliária na região – serviu para quitar as parcelas restantes da área total, adquirir uma casa paroquial no valor de R$ 280 mil, reformar igrejas e capelas pertencentes à paróquia, além de construir e reformar casas de pessoas carentes – o que, segundo o padre, não seria permitido pela diocese. À exceção do dinheiro direcionado aos mais necessitados, todo o montante arrecadado e gasto constava na prestação de contas enviada à diocese, que, mesmo aprovada em 2012, não aliviou a punição imposta pelo bispo.

Desde então, o que se viu em Alfenas foi uma queda de braço entre o padre e a diocese, entremeada de acusações, decretos e repreensões, que serviram para dividir a opinião dos moradores. Em 15 de setembro, o bispo dom José Lanza emitiu uma repreensão canônica, alegando que o padre, ao explicar os motivos de seu afastamento à comunidade, havia feito discurso “altamente agressivo, com afirmações injustas e inverídicas” contra ele. O sacerdote foi obrigado a pedir desculpas diante dos paroquianos. Dez dias depois, mesmo aceitando o pedido de perdão, o bispo emitiu um preceito (similar a um decreto) impondo afastamento a André de qualquer celebração pública, por um ano, além de outras restrições que, caso não cumpridas, poderiam culminar no afastamento definitivo.

O religioso não cumpriu as ordens episcopais e, desde outubro, passou a celebrar missas em sua casa. Com o crescimento do número de fiéis nas celebrações restritas, o padre decidiu criar, em março, a Igreja Católica Independente, que segue os mesmos ritos e preceitos das missas tradicionais. A criação culminou na excomunhão latae sententiae (ou automática, sem julgamento) de padre André, pelo delito de cisma (recusa de sujeição ao sumo pontífice). Segundo o Código de Direito Canônico, comete-se o delito de cisma por duas maneiras: quando alguém se nega a se submeter ao papa, negando sua autoridade; e quando se nega a comungar com os membros da Igreja. O delito é punido automaticamente com a excomunhão, cuja a competência de aplicá-la é do bispo diocesano.

COBRANÇAS E SILÊNCIO

A excomunhão da igreja contribuiu para o aumento da repercussão do caso e, consequentemente, para o crescimento da animosidade entre os fiéis que permaneceram na paróquia e os que migraram para a Igreja Católica Independente. As celebrações alternativas, às quartas e domingos, em um galpão alugado e bancado por devotos em uma região carente da cidade, têm reunido centenas de pessoas por encontro – superando a casa das 400, aos domingos. A intenção, segundo o padre, não é expandir a nova igreja, mas se dedicar à comunidade, com a criação de casas de assistência a pessoas carentes.

André recebeu a reportagem do Estado de Minas em uma sala anexa à recém-fundada igreja. Durante mais de uma hora, falou dos planos para a iniciativa, apresentou documentos e prestação de contas e comentou a polêmica que dividiu os fiéis da cidade. Tanto ele quanto os devotos que migraram para a nova religião cobram da diocese explicações sobre o afastamento e as punições, que consideram desproporcionais.

A reportagem procurou o bispo dom José Lanza Neto. Por telefone, o chanceler da cúria, Claiton Ramos, disse que a diocese não se pronunciaria e que tudo sobre o caso está exposto em notas oficiais no site. O atual pároco da São Sebastião e São Cristóvão, padre Gilmar Antônio Pimenta, não quis gravar entrevista. Em conversa informal, na secretaria da paróquia, disse não estar autorizado a falar e que teria pouco a contribuir, já que chegou à cidade depois do afastamento. Disse que a comunidade está se recuperando e que a fé segue inabalada.








Fonte:Estado de Minas

Padre é flagrado fazendo sexo na casa paroquial e será indiciado por estupro de menina de sete anos



Não é só no Vaticano que a Igreja Católica vive às voltas com denúncias de escândalos sexuais. Em Niterói, a Polícia Civil vai indiciar um padre por estupro de vulnerável. Ele teria abusado de uma menina, hoje com 10 anos, quando ela ainda tinha 7 anos. Mas não foi só: de acordo com depoimentos prestados na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói, Emilson Soares Corrêa também manteve relações sexuais com outra menor, sua afilhada e irmã da outra vítima, desde quando ela tinha 13 anos.

Emilson, de 56 anos, era o responsável pela paróquia da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, no bairro do Cubango. Uma das vítimas era coroinha da igreja e foi batizada, aos 13 anos, pelo padre, que também foi o padrinho de batismo. A partir do batizado, "O padre passou a aliciá-la e tocá-la em suas partes íntimas em troca de presentes como sorvetes, chocolates e passeios", conforme relatou a vítima, hoje com 19 anos, à polícia.

O EXTRA teve acesso a um vídeo, feito pela vítima, que mostra Emilson fazendo sexo com uma adolescente em plena casa paroquial. Segundo a vítima, que armou a situação para denunciar o padre, a garota teria 15 anos.

A denúncia foi levada à delegacia pelo pai das meninas. Segundo ele, foi sua ex-mulher que flagrou a filha mais velha discutindo com o padre. Na ocasião, ela revelou à mãe que se relacionava sexualmente com o padrinho.

- Quando soube que minha filha mais velha estava sendo abusada, perguntei à mais nova se havia ocorrido algo com ela. Ela disse que durante um passeio a um sítio, quando tinha sete anos, o padre tocou em sua partes íntimas - contou ele.

Envolvimento emocional

Em petição enviada à delegacia, Emilson confessa ter mantido relações sexuais com a mais velha das duas irmãs, mas só a partir de quando ela completou 18 anos. Segundo o texto, ele "se sentiu envolvido emocionalmente" com a menina.

A delegada Marta Dominguez, que abriu o inquérito, explica que a denúncia só leva em consideração o estupro da irmã mais nova. Segundo ela, o caso da outra menina não se enquadra no crime: a vítima já tem mais de 14 anos, e não ficou provado que houve ameaça.

Sacerdote é suspenso pela Arquidiocese

Diante da denúncia, a Arquidiocese de Niterói informa que decidiu pela "suspensão temporária do sacerdote". Atualmente, o padre não é responsável por nenhuma paróquia. O órgão também alegou, em nota, que a acusação está sendo investigada e que "o próprio sacerdote levou a denúncia ao conhecimento do Ministério Público, para que apure a veracidade ou não da mesma".

A delegada Marta Dominguez disse que só aguarda um depoimento do pai das vítimas para encerrar o inquérito. O padre foi procurado em quatro números de telefone - inclusive aqueles citados em seu depoimento - mas não foi encontrado.
‘Pode haver estupro, mesmo sem sexo’, diz delegada Marta Dominguez
Qual denúncia será oferecida ao Ministério Público?
Ainda falta fechar o inquérito. Quero ouvir o pai das vítimas mais uma vez. Mas, em relação à irmã mais nova, houve estupro de vulnerável. No caso da mais velha, não é possível enquadrá-lo no crime.

Por quê?

Não há nenhuma prova que o padre tenha ameaçado ou violentado ela. Sem contar que ela afirma, em depoimento, ter filmado o padre fazendo sexo com ela quando já tinha mais de 18 anos.
O padre compareceu à delegacia para depôr?
Ele não depôs, mas no dia 12 de dezembro enviou uma petição confessando que havia feito sexo com a irmã mais velha, mas só quando ela já era maior, depois de 2012.

Ele pode ter feito sexo com a irmã mais nova?

Ela fez exame de corpo de delito e, no resultado, comprovou-se que ela ainda é virgem. Mas o relato da menina, em que ela afirma que o padre tocou em suas partes íntimas, já basta para a concretização do crime.

O flagrante

O pai das vítimas, em depoimento, diz que armou com a filha o flagrante do padre: ele afirma que "determinou que sua filha mantivesse relação sexual com o acusado e filmasse com o telefone celular".

A filmagem

No vídeo, filmado pela vítima, já com 19 anos, uma menina faz sexo com o padre na casa paroquial, nos fundos da igreja. Ao fundo, é possível ver uma reprodução da Santa Ceia. Segundo o denunciante, a menina que aparece no vídeo teria 15 anos.

A confissão

O pai das duas vítimas afirmou, em depoimento, que, no dia 22 de novembro do ano passado, chamou o padre em sua casa e, exigindo explicações, mostrou o vídeo. Ele relata que, na ocasião, o padre pediu perdão.

Na Arquidiocese

Em seu depoimento à polícia, o pai das vítimas também conta que levou o vídeo ao arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias para que fossem tomadas providências em relação ao caso. Segundo o relato, o arcebispo estava acompanhado de dois advogados na ocasião. No final do diálogo, na saída da Arquidiocese, o pai afirma que "percebeu que estava sendo seguido por dois homens que se encontravam no local".

No Vaticano

Segundo o jornal italiano "La Repubblica", o Papa Bento XVI, que já anunciou sua renúncia para o mês de março, teria decido deixar a Igreja depois de receber um dossiê de mais de 300 páginas com detalhes de práticas de corrupção, promiscuidade e o mapeamento de uma rede de prostituição homossexual dentro do Vaticano.

VatiLeaks

Em janeiro de 2012, partes do documento já haviam sido roubados no episódio conhecido como VatiLeaks. A expressão é uma comparação com o fenômeno Wikileaks.







Fonte: Extra

Doação de terras a São Sebastião obriga moradores a pagar à Igreja Católica para ter posse legal do imóvel onde vivem

MIRABELA – A aposentada Maria José dos Santos, de 68 anos, mora em uma casa que herdou dos pais. De origem humilde, chama a atenção pela vaidade. Usa vestido de cetim amarelo e brincos prateados. Os cabelos, mantém bem arrumados. Mas com poucos recursos financeiros, não consegue reformar a própria casa, onde não há nem vaso sanitário. “A gente acaba improvisando, usando o quintal”, lamenta a mulher.


O dinheiro curto e a precariedade do casebre não são os únicos e nem o maior dos problemas da aposentada. Maria José tem medo de perder a posse do imóvel em que vive desde que nasceu. O motivo: não tem como quitar a dívida com São Sebastião, o verdadeiro dono do terreno onde a moradia foi erguida.


Pelo mesmo drama passam cerca de 3 mil dos 15 mil moradores de Mirabela, no Norte de Minas. Um deles é o desempregado Gean Carlos Fernando da Silva. Com a mulher, a filha de 1 ano e 7 meses e uma tia, ele também ocupa um imóvel que foi dos pais. “Não sei se, como eles, poderei deixar a casa para meus filhos. Meu sonho é regularizar essa situação. Mas a verdade é que não tenho condições de pagar ao santo”, desabafa o pai de família.


Por estar assentada em terras doadas por quatro fazendeiros a São Sebastião, Mirabela é conhecida como a “Cidade do Santo”. O secretário de Esporte, Lazer e Cultura do município, Fábio de Jesus Ribeiro Silva, afirma que o problema afeta principalmente os moradores do Centro, que vivem ao redor da Igreja de São Sebastião. “Eles não possuem registro dos imóveis”, diz.


Segundo Fábio, o atual prefeito, Lacerdino Garcia, e os anteriores tentaram regularizar a situação. Mas todos os chefes do Executivo esbarraram em inúmeros entraves burocráticos.


Um dos obstáculos é um fato jurídico inusitado: sem a posse legal da propriedade, os habitantes não conseguem lavrar a escritura em cartório, porque ali já está registrado que o dono das terras é o santo.


Restaria, então, requerer o direito de posse valendo-se do usucapião. Mas como o argumento não pode ser aplicado a bens do Estado, em todos os níveis, é incapaz de resolver a questão. Simplesmente pelo fato de a Igreja Católica integrar o Vaticano, que tem status de Estado.


O imbróglio jurídico se arrasta há mais de cem anos. Fábio explica que para regularizar a situação, o morador que adquiriu terras ou imóveis por meio de um contrato de compra e venda, mais conhecido como “contrato de gaveta”, tem que repassar à Arquidiocese de Montes Claros, que abrange Mirabela, um valor médio de R$ 5 por metro quadrado. “O que significa pagar duas vezes pelo mesmo terreno, sem contar as benfeitorias”, destaca o secretário.


Foi o que fez o vidraceiro Sidney Soares dos Reis, de 41 anos. Depois de comprar a casa onde mora por meio de um contrato de gaveta, ele resolveu montar um negócio no mesmo lote. Para isso, precisou de um financiamento.
Mas sem um documento oficial que comprovasse ser ele o proprietário do terreno, Sidney se viu obrigado a procurar a Arquidiocese de Montes Claros. E teve que desembolsar R$ 1.064 pelos 200 metros quadrados do lote.


“Na época da negociação, o procurador da Arquidiocese, que resolveu todos os trâmites, fez questão de ressaltar que o arcebispo estava fazendo uma caridade, pois o valor correto seria de R$ 1.600. Mas o ‘desconto’ já estava autorizado”, afirma o vidraceiro. Ele considera irregular o pagamento à Igreja Católica. “Comprei a casa e tive outra despesa para garantir a posse definitiva”, diz.


Confusão começou em 1899


Segundo a Prefeitura de Mirabela, as primeiras casas da cidade foram construídas em 1882, ao redor da Capela de São Sebastião – templo erguido por quatro ricos fazendeiros. Mas, em 1899, eles resolveram doar parte das terras para o santo de devoção. O documento de transferência foi registrado no cartório de Brasília de Minas, também no Norte do Estado.


O trecho final do termo deixa claro o direito de posse da Igreja Católica: “Por assim terem concordado, transferem ao doado Marthir São Sebastião todo direito, ação e posse do referido, podendo torna-lo judicial e extrajudicial, e os doadores, por suas pessoas e bens, obrigam-se a garantir a dádiva e defende-la quando forem chamados à autoria”.


Com isso, os imóveis da área pertencente à Igreja Católica passaram a ser comercializados pelo “representante” do santo, o arcebispo da Arquidiocese de Montes Claros.


A comunidade local sempre contestou a venda de imóveis pela igreja e muitos se recusam a pagar por casas adquiridas há décadas por meio de contratos de compra e venda registrados em cartório.


O delegado aposentado João Fiúza da Rocha é o morador mais antigo da cidade. Aos 104 anos, mas lúcido e com boa memória, ele chegou a conhecer os quatro fazendeiros. A casa dele, comprada em 1971, também não tem escritura. “Eu realmente não me preocupo. Paguei o valor justo pelo que é meu e será de meus filhos, netos e bisnetos. Considero que meus herdeiros legítimos não têm com o que se preocupar, pois ninguém vai tomar o que é deles”, diz.


Mesma opinião tem o ex-vereador Nilton Rodrigues Gusmão, de 77 anos. “Tenho um contrato de compra e venda e sou eu quem paga os impostos. Esta casa não pertence a São Sebastião e jamais alguém vai interferir nesta condição”, avisa.


O chefe de gabinete da Prefeitura de Mirabela, Antônio Márcio Vieira Lopes, considera a situação um “retrocesso”. “Impede o crescimento do município, que encontra dificuldades para captar investidores e financiamentos”.


Várias casas no Centro de Mirabela estão abandonadas e em péssimo estado de conservação. Um morador que pediu anonimato afirma que os imóveis foram deixados por pessoas humildes que, sem perspectivas de “quitar a dívida com o santo”, resolveram viver com parentes.
Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, alguns moradores tentaram discutir o problema com o atual padre da cidade. Mas ele não teria aceitado debater o assunto, dizendo que “o santo não estava na Terra, mas tinha representantes para defender seus interesses”. Procurado, o padre não quis dar entrevista.


Santo latifundiário está na mira do Estado


O impasse secular envolvendo a Igreja Católica, São Sebastião, a administração pública e os moradores de Mirabela, no Norte de Minas, começa a ganhar novos capítulos. Diante da complicada situação jurídica envolvendo parte dos lotes da cidade, a Secretaria de Estado Extraordinária de Regularização Fundiária (Seerf) e o Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter-MG) informaram que já foi solicitado, junto aos cartórios de imóveis de Montes Claros, uma Certidão de Inteiro Teor referente às terras que ficam no entorno da Igreja de São Sebastião.


Em princípio, o objetivo é avaliar a documentação e verificar se também existem terras devolutas, ou seja, áreas públicas que em nenhum momento integraram o patrimônio privado, ainda que estejam irregularmente em posse de particulares.


O termo “devoluta” relaciona-se ao conceito de terra devolvida ou a ser devolvida ao Estado. Desde o início do ano, a Seerf já regularizou a situação de 201 imóveis em Mirabela. Mas todos eram rurais. Além disso, outros 105 documentos de legitimação de posse devem ser entregues até o fim de 2011.


A secretaria preferiu não se manifestar sobre as terras doadas a São Sebastião até que toda a documentação pedida aos cartórios de Montes Claros seja analisada.


No último dia 8, o prefeito de Mirabela, Lacerdino Garcia, esteve reunido com o secretário de Estado de Regularização Fundiária, Manoel Costa, em Belo Horizonte. Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, Antônio Márcio Vieira Lopes, durante o encontro foi decidido que técnicos vão fazer um estudo para identificar a situação real na sede do município – não só das propriedades doadas a São Sebastião, mas também em toda a área urbana.


“Em relação às terras pertencentes à Igreja Católica, vamos estudar a possibilidade de um entendimento pacífico entre a prefeitura, o Instituto de Terras de Minas Gerais e a Mitra Diocesana, visando à regularização dos imóveis, uma vez que só a zona rural está sendo legitimada”, diz o representante da prefeitura.


O atual arcebispo da Arquidiocese de Montes Claros, Dom José Alberto, foi procurado várias vezes pelo Hoje em Dia para falar sobre as terras “pertencentes” a São Sebastião e a viabilidade de um acordo. Mas, segundo a secretaria da Arquidiocese, ele estava viajando e seria a única pessoa autorizada a falar sobre a “Cidade do Santo”.









Fonte:hojeemdia.com.br

Igreja Católica aprova aplicativo para iPhone que permite que fieis se confessem

Já pensou em se confessar sem ter que sair de casa? Isso já é possível por meio de um aplicativo criado para iPhone, chamado Confissão, que pode ser a “ajuda perfeita para todo penitente”, conforme anunciou a própria Apple.

O aplicativo já foi aprovado pela Igreja Católica e está a venda na loja virtual da Apple, iTunes, por US$ 1,99 (R$ 3,32).

O objetivo é orientar o usuário sobre o ato da confissão e permitir que os usuários “gravem” seus próprios pecados. Além disso, também é possível fazer um exame de consciência sobre o pecado que cometeu.

De acordo com os idealizadores, o objetivo não é substituir a confissão tradicional, pelo contrário. A Little iApps afirmou que quer que as pessoas se envolvam mais com os aspectos religiosos, por meio da tecnologia. Ainda de acordo com a empresa, o aplicativo foi criado sob orientação de padres e foi aprovado pelo bispo Kevin Rhoades da diocese de Fort Wayne, em Indiana.









Fonte:otempo

Papa: A Igreja deve questionar seus erros

CIDADE DO VATICANO — O Papa Bento XVI afirmou nesta segunda-feira (20/12) que a Igreja deve questionar os próprios erros, para que escândalos, como os casos de pedofilia envolvendo religiosos, não se repitam.

"Devemos discutir o que é errado... na nossa maneira de definir o que é um cristão", disse o papa, ao receber membros da cúria romana para as felicitações de Natal.

Em discurso, no qual apresenta um panorama do ano que passou, Bento XVI destaca longamente a "humilhação" vivida pela Igreja Católica em seguida aos escândalos que a abalaram neste período: "devemos acolher esta humilhação como exortação à verdade e um apelo à renovação", disse ele.

Segundo o papa, a Igreja deve deve "se interrogar sobre o que poderá fazer para reparar o máximo possível (esta) injustiça" e "ser capaz de penitência".

Repetiu ter sido "abalado" por estes escândalos, com dimensão "inimaginável", que "ferem profundamente a pessoa humana na sua infância, causando dano para toda a vida". O olhar da Igreja "cobriu-se de poeira" durante o Ano sacerdotal (ano dedicado aos padres, de junho de 2009 a 2010), lamentou ele.

Afirmando estar "consciente da gravidade particular deste pecado cometido pelos padres e da responsabilidade correspondente" da Igreja, acrescentou: "não se pode calar o contexto no qual os acontecimentos se produziram".

"Existe um mercado de pornografia infantil, que parece, de uma certa forma, ser sempre e mais considerado pela sociedade como coisa normal", precisou.

"Nos anos 70, a pedofilia foi teorizada como coisa pertencente ao homem e à criança", acrescentou ele. E nesta época, "a moral cessou de existir", disse ainda.

Denunciou também "o turismo sexual" que "ameaça toda uma geração e atinge sua liberdade e dignidade", e a "droga" que, "com uma força crescente, estende seus tentáculos sobre o globo terrestre inteiro".

Desde a revelação há um ano de centenas de abusos cometidos na Irlanda, escândalos semelhantes explodiram nos Estados Unidos e em vários países da Europa, entre eles a Alemanha, país natal do papa, provocando a mais grave crise no seio da Igreja Igreja Católica nas últimas décadas.

Festival de música sertaneja católica prevê reunir 40 mil pessoas

Encontro em Cachoeira Paulista-SP terá cavalgadas, procissões com carros de boi e show do padre Fábio de Melo


De 19 a 21 de novembro a Chácara Santa Cruz, em Cachoeira Paulista/SP, sedia a quarta edição do Canção Nova Sertaneja com o tema “A boa semente”, uma grande festa em homenagem ao povo rural. O evento conta com diversas atração culturais como Cavalgadas, Romarias, Comidas típicas, Shows, Procissão, Carro de Boi e muito mais. A expectativa dos organizadores é de reunir 40 mil pessoas.

Na programação do encontro, estão nomes conhecidos no meio católico, como a cantora Adriana e a dupla Toninho e Jonas e o tricampeão de rodeios em touros, Adriano Moraes, também missionário da comunidade Canção Nova.

O padre Fábio de Melo será um dos destaques do evento com o show de seu CD “Sou um Zé da Silva e tantos outros”. A apresentação será no sábado, 20, às 21h. O evento contará, ainda, com missas, pregações, adoração ao Santíssimo Sacramento, grupos de oração e atrações culturais como cavalgadas, romarias, bênção dos animais e o Terço Mariano na Ermida da Mãe Rainha, a capela onde os carros de boi se encontram após procissão.

Serviço:
Acampamento Canção Nova Sertaneja
Dias: 19, 20 e 21 de novemrbo
Local: Sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP)
Entrada: gratuita
Show: Padre Fábio de Melo “Sou um Zé da Silva e tantos outros” no sábado, 20, às 21h





Fonte:www.arenafama.com

SUL DE MINAS - Cachorrinha "Católica" é atração de moradores em Campanha

Cadelinha frequenta eventos religiosos e chama atenção da população

Uma cachorrinha tem chamado a atenção dos moradores de Campanha, no Sul de Minas. A cadelinha, que já recebeu o nome de "Católica", é presença garantida nas missas e velórios. Ela também acompanha todas as procissões. Só que a religiosidade da cachorra não se resume apenas às celebrações católicas: até no centro espírita ela é vista com frequência.

Católica é tão querida que já ganhou uma comunidade em um site de relacionamento. No orkut, a comunidade dela se chama "Cachorra pop de Campanha". São quase 200 participantes. Mesmo com tanta fama, Católica costuma pregar alguns sustos de vez em quando. Há pouco tempo, ela sumiu. Foi durante uma romaria para Aparecida (SP). Ela acompanhou a procissão, mas se perdeu e só foi encontrada uma semana depois.

Quase todos os moradores de Campanha tem alguma história a contar sobre a cachorrinha famosa. Nem todas estão relacionadas a assuntos religiosos. Certa vez ela teria ido por conta própria até a porta de um pet shop. Foi lá que a médica veterinária que estava de plantão percebeu que o animal precisava de uma cirurgia.

A cadelinha Católica mora na rua, mas recebe o carinho de muitos moradores. Em várias casas ela recebe tratamento vip: ganha água, ração e carinho. Entre tantas voltinhas pelas ruas da cidade, ela não esquece do seu compromisso do dia. Na hora da missa, ela entra na igreja e se acomoda sem cerimônias no altar. Sem incomodar ninguém, ela fica lá o tempo todo, paradinha, tirando uma soneca. Quando a celebração termina, ela simplesmente vai embora, como se sua missão já estivesse cumprida.

Fonte:globo.com