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Furnas deixa de produzir energia durante a madrugada

Para economizar água, energia não será produzida de madrugada (Foto: Tiago Campos / G1)


A Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra (MG), deixou de produzir energia elétrica durante a madrugada. A medida preventiva acontece por determinação do Operador Nacional do Sistema (ONS) diante do cenário crítico do lago.

O objetivo é garantir que o reservatório tenha o volume de água suficiente para gerar energia nos próximos meses mesmo que não chova o suficiente. O nível máximo da Represa de Furnas é de 768 metros acima do nível do mar. Atualmente, o volume de água está 11 metros abaixo da cota.

Com a estiagem, os principais rios que abastecem o reservatório, o Verde, o Sapucaí e o Grande, também estão com os níveis abaixo do normal. Segundo Fausto Costa, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica de Furnas, o baixo nível reflete diretamente no Reservatório de Furnas.

"Os principais rios que abastecem o Lago de Furnas são os Rios Verde, Sapucaí e o Grande. Eles estão com um volume muito baixo de água, reflexo de pouca chuva na região Sudeste.

Por determinação do Operador Nacional do Sistema (ONS) de energia elétrica, a Hidrelétrica de Furnas está deixando de gerar energia na madrugada, ou seja, para reter água aqui no Lago de Furnas e gerar energia nos próximos meses", explica.

Ainda segundo Costa, esse procedimento é para que nos meses de estiagem natural, ou seja, no inverno, o lago esteja com maior capacidade de água para não haver problemas de geração de energia.





Fonte: Informações G1

Reservatórios das hidrelétrica em baixa reduzem verba de cidades

Minas foi o Estado mais afetado do Brasil, que registrou queda de 4,7% no ano passado

Os baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas em 2013 derrubaram a arrecadação dos municípios que recebem a Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e os royalties da energia, verbas repassadas às cidades que têm área alagada para instalação de usinas.

Como os recursos são atrelados à produção energética (quanto maior a produção, maior o repasse), os valores foram reduzidos drasticamente. Em Minas, a queda no repasse foi de 26,7%, caindo de R$ 171,5 milhões em 2012 para R$ 135,3 milhões em 2013.

O Estado foi mais afetado do que o Brasil, que registrou queda de 4,7%, passando de R$ 2,2 bilhões em 2012 para 2,1 bilhões no ano passado. O motivo da diferença é a vocação de Minas Gerais para a geração hídrica: 70% dos reservatórios do país estão em solo mineiro.


Na “caixa d’água” do Brasil, 152 municípios recebem o benefício. O maior repasse em 2013 foi para Santa Vitória, município banhado pelo reservatório da usina de São Simão, a maior da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). No ano, Santa Vitória, que possui cerca de 19 mil habitantes, recebeu R$ 4,2 milhões em compensação pelo alagamento de área produtiva, montante 35,7% inferior aos R$ 5,8 milhões de 2012.


Segunda fonte

A contribuição é a segunda maior fonte de arrecadação da cidade, perdendo apenas para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), segundo o prefeito Genésio Franco de Morais Neto.

O montante que Santa Vitória recebeu de CFURH em 2013 representa quase um quinto do orçamento total realizado pela cidade em 2009, de R$ 21 milhões, segundo último balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O prefeito lamenta a redução. “A CFURH ajuda, e muito, a melhorar a condição de vida da população”, afirma. Segundo a legislação, o recurso pode ser aplicado em programas de saúde, educação e segurança. É vetado, no entanto, para pagamento de dívidas (exceto da União) e de folha de pessoal.

Em Santa Vitória, conforme Morais Neto, mais de 25% do montante foram investidos em educação. “Investimos, principalmente, em transporte escolar”, afirma.

Importantíssimo

Em Perdizes, o recurso também é muito bem-vindo, apesar da queda de 15% entre os R$ 4,6 milhões recebidos em 2012 e os R$ 4 milhões de 2013, segundo o prefeito da cidade, Fernando Marangoni. Ele diz que no município, que sedia a usina de Nova Ponte, da Cemig, a arrecadação geral têm crescido menos a cada ano.

Uma redução no repasse da contribuição do setor de energia deixa o quadro ainda mais nublado. “Usamos a CFURH para cobrir todos os gastos do município, com exceção da folha de pagamento. Ele é importantíssimo”, afirma.

Recuo da arrecadação assusta os prefeitos

O município de Morada Nova de Minas, que é banhado pelo reservatório da hidrelétrica de Três Marias, da Cemig, recebeu R$ 4,2 milhões em 2013 a título de Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e royalties de energia. O valor é 35,7% menor do que o recolhido em 2012.

A redução assustou o prefeito da cidade, Walter Francisco de Moura. “As dívidas do município estão nas alturas. Contamos com este recurso para quitá-las. Com a redução, somos muito afetados”, diz. Segundo ele, uma nova queda traria sérios problemas ao município, de 8.600 habitantes.

Moura afirma que o montante em 2013 foi destinado ao pagamento de algumas parcelas de um empréstimo de R$ 2 milhões feito junto ao Banco do Brasil para quitação de dívidas com a previdência dos 600 funcionários municipais. A folha de pagamento, de aproximadamente R$ 800 mil, também recebeu uma parcela da CFURH.

O restante foi usado para manter o hospital municipal, que custa cerca de R$ 200 mil à cidade mensalmente, e para manutenção de veículos.

Em Sacramento, município que abriga as hidrelétricas de Jaguara, da Cemig, e Pai Joaquim e Estreito, de Furnas, o recolhimento em 2013 foi de R$ 5,6 milhões, redução de 39,2% na comparação com 2012. O prefeito de Sacramento, Bruno Scalon, afirma que teve que segurar os gastos. “A arrecadação menor prejudica o acerto de contas com os credores do município”, diz.

Térmicas compensaram a queda

Em 2013, o Brasil gerou 12,9% a menos de energia hidrelétrica do que em 2012. No ano, a geração a partir da força hidráulica somou 314,1 milhões de megawatts-hora (MWh), contra 354,7 milhões de MWh no ano retrasado.

A solução para a queda da geração hidrelétrica foi acionar as usinas térmicas. Como o combustível utilizado por essas usinas é mais caro, haverá impacto nas contas de energia neste ano.




Fonte: Hoje Em Dia

Apesar de chuva, Furnas ainda está com 25% da capacidade total


Lago de Furnas continua com níveis críticos. (Foto: Reprodução EPTV)

A chuva que cai no Sul de Minas nos últimos dias ainda não causou um impacto significativo no volume de água útil do Lago de Furnas. O reservatório ainda continua com cerca de 1/4 da capacidade total. Segundo a assessoria de imprensa de Furnas Centrais Elétricas, a usina está com os vertedouros fechados em São José da Barra (MG).

Toda a água está sendo usada para a produção de energia elétrica. As comportas da usina chegaram a ser abertas para que Furnas auxiliasse na produção de energia de outras usinas que fazem parte do Sistema Elétrico Nacional. A abertura das comportas foi determinada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O Lago de Furnas abastece outras seis hidrelétricas que ficam na divisa entre Minas Gerais e São Paulo.

Segundo o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica de Furnas, Fausto Costa, mesmo com o fechamento das comportas, a situação da represa só deverá se normalizar daqui a dois anos.


O nível do Lago de Furnas está pelo menos 11 metros abaixo do nível normal segundo a Associação dos Municípios do Entorno do Lago de Furnas (Alago). Conforme a associação, o prejuízo para pescadores e empresários que vivem do turismo no lago passa dos R$ 100 mil.
Hidrelétricas

Segundo a assessoria de imprensa da Furnas Centrais Elétricas, as comportas foram abertas em meados de outubro por determinação da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). De acordo com assessoria de imprensa da organização, como os reservatórios de água das hidrelétricas se aproximaram de seus níveis mínimos de armazenamento, foi solicitado a abertura das comportas para manter o fornecimento de energia elétrica.
A Hidrelétrica de Furnas é uma das principais fontes de fornecimento de energia elétrica do Brasil, sendo responsável por cerca de 15% do abastecimento nacional de energia.
No total, 12 usinas hidrelétricas estão situadas abaixo da Hidrelétrica de Furnas: oito no Rio Grande e quatro no Rio Paraná, inclusive a Usina de Itaipu (PR). Todas elas dependem do fluxo de água que corre a partir de Furnas para continuarem funcionando. Além disso, de acordo com assessoria da ONS, todas as térmicas disponíveis na região, sendo elas nucleares, a carvão, gás, diesel e óleo combustível, estão em funcionamento para manter o fornecimento normal de energia elétrica neste período de estiagem prolongada.










Fonte:g1