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Ministério Público cumpre mandados de prisão no Sul de Minas por fraude em licitações

Na segunda fase da Operação VIP, que teve início às 6 horas da manhã desta quinta-feira (7), no Sul de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) colhe provas e informações para subsidiar as investigações. O caso apura a atuação de quadrilha especializada fraudar licitações para contratar shows artísticos.

Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Nepomuceno, Ilicínea e Machado. Os presos estão sendo encaminhados para a Delegacia de Nepomuceno, onde o MP irá ouví-los e analisar o material recolhido. Durante as buscas, além de documentos que interessam à investigação em curso, foi apreendida uma arma de fogo.

Participam do planejamento e execução das diligências cinco promotores de Justiça, 18 servidores do MPMG e 52 policiais militares.

A operação é uma ação conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Nepomuceno, do Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Gepp), do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Varginha) e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal (Caocrimo).

Operação VIP

No ano de 2013 o MPMG iniciou investigações para apurar fraudes na contratação de shows artísticos e locação de estruturas temporárias (palco, banheiros químicos, etc) na região de Lavras, identificando a participação de prefeitos, servidores públicos e empresários em mais de 40 municípios.

Em outubro de 2013 foi deflagrada a primeira fase da Operação VIP, quando foram propostas ações de improbidade administrativa e ações criminais na comarca de Lavras, com a colaboração premiada de um dos empresários envolvidos.




Fonte:Hoje Em Dia

MPE deflagra operação em 19 prefeituras contra esquema de fraude em combustível


A Procuradoria de Combate aos Crimes Praticados por Prefeitos, do Ministério Público Estadual (MPE) em BH, deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 5, uma operação para coibir fraudes na aquisição de combustíveis envolvendo 19 prefeituras do interior do Estado. Em outras seis cidades estão ocorrendo mandado de busca e apreensão, mas não existem indícios de participação dos prefeitos. No total, a operação atinge 25 cidades. Não há estimativa de valores desviados. De acordo com os investigadores, existem indícios de participação dos prefeitos com uma organização criminosa atuante em todo Estado. Tanto que a operação está sendo acompanhada pelos desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ), tendo em vista que os gestores investigados possuem foro privilegiado por prerrogativa de função.



Com autorização judicial, mandados de busca e apreensão de documentos estão sendo cumpridos nos municípios de Montes Claros, Almenara, Augusto de Lima, Bandeira, Bocaiúva, Bom Jesus do Galho, Botumirim, Felixlândia, Frei Inocêncio, Gameleiras, Glaucilândia, Ipiaçu, Matipó, Minas Novas, Santa Fé de Minas, São José da Lapa, São Lourenço, Tapira e Vespasiano. No último domingo, o Hoje em Dia revelou que 106 prefeitos respondem processos criminais movidos pela procuradoria em BH.

Batizada de "Operação Catagêneses", a ação tem como objetivo colher provas para instruir inquérito, aberto em 2013. Por enquanto, nenhum mandado de prisão foi expedido. Além dos prefeitos, o esquema tem a participação de donos dos postos de combustíveis e funcionários desses estabelecimentos.

Segundo as investigações, o esquema desviou recursos públicos das prefeituras e câmaras municipais gerando enriquecimento ilícito para os políticos. Entre os indícios de crimes, incluem a elevada desproporcionalidade entre as despesas anuais com combustíveis por parte das prefeituras investigadas se comparado com o montante da arrecadação tributária anual.

De acordo com o MPE, havia dois tipos de fraudes. Uma delas consistia na duplicidade de abastecimento. Dessa forma, grande parte dos abastecimentos pendentes na memória do software do Emissor de Cupom Fiscal era descarregada no CNPJ da prefeitura. A duplicidade é caracterizada uma vez pelo suposto consumidor, que não pedia o cupom fiscal de abastecimento, e outra vez pela prefeitura, que tomava a mesma medida.

Na outra modalidade de fraude, mesmo quando o comprador exigia o cupom fiscal, o funcionário do posto cancelava a compra posteriormente. Assim, o documento ficava como pendente no software vinculado ao emissor do cupom. Mais de 500 pessoas estão envolvidas com a operação, entre eles, integrantes do MPE, Polícia Civil e Receita Estadual. Catagênese é uma das quatro fases da formação do Petróleo. Nessa etapa, ocorre o aumento da temperatura e da pressão.






Fonte: Hoje Em Dia

Ajuste em contrato lesa Furnas em R$ 10 milhões

Por enriquecimento ilícito e danos ao erário, ex-diretores de Furnas, entre eles o ex-presidente Carlos Nadalutti Filho, e uma empresa de engenharia podem ter que devolver R$ 9,940 milhões, resultado de um aditivo contratual apontado como ilegal pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP). Nadalutti foi alçado à presidência da estatal por indicação do então deputado e hoje presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é também apontado como responsável pela indicação de seu antecessor. Fora da cadeira de presidente de Furnas, Nadalutti hoje é diretor em duas empresas onde Furnas tem participação de 40% – Enerpeixe e Foz do Chapecó, ambas do setor de energia.

No último dia 19 de fevereiro, o MP ingressou com ação civil por improbidade administrativa no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que aceitou a denúncia e vai julgar o ressarcimento dos quase R$ 10 milhões à Furnas Centrais Elétricas. O montante é o valor de um aditivo de 100% do contrato assinado pela estatal com a Marte Engenharia, em 2010, e que estaria em desacordo com a Lei de Licitações. Além da empresa contratada e de Nadalutti, outros quatro servidores da estatal são réus no processo.

O MP pede também uma liminar para o bloqueio dos bens dos réus até o valor da causa. Conforme a denúncia do MP, a natureza do contrato impossibilitava que o aditivo superasse o percentual de 25% do valor inicial do contrato, conforme ordena a Lei 8.666/1993.

“Denota-se que o contrato de prestação de serviços celebrado entre Furnas e a empresa Marte Engenharia possuía prazo e objeto específico, não admitindo a sua prorrogação integral, mas, tão somente, a possibilidade de ajuste do tempo e do valor, este em, no máximo, 25% do preço original. Entretanto, descumprindo a regra
expressa da Lei de Licitações, os requeridos permitiram a extensão do contrato, sem nova licitação, criando novo prazo para conclusão e, notadamente, aumento do valor contratado em 100% do preço original”, diz a denúncia.

Nadalutti esteve no comando de Furnas entre outubro de 2008 e fevereiro de 2011. Seu antecessor era Luiz Paulo Conde, também nome da “quota” do PMDB. Ele deixou o cargo em uma tentativa do Planalto de reduzir a influência peemedebista sobre a empresa. Seu sucessor é o atual presidente, Flávio Decat. “Essas diretorias em outras empresas ligadas à Furnas reforça a tese de beneficiamento”, diz o promotor responsável pelo caso, Eduardo Nepomuceno. Ele informou que todos os envolvidos no caso já foram ouvidos pelo MP quando a investigação estava em fase de inquérito, seja pessoalmente ou por meio de cartas precatórias.

A Marte Engenharia, segundo seu registro na Receita Federal, tem como sócios administradores: Cláudio dos Santos Fonseca, Jean Silva Cintra e Américo Esteves Rodrigues. A SNC-Lavallin Miner LLC e a SNC Lavalin Inc aparecem como sócios pessoas jurídicas com domicílio no exterior. Hoje, Fonseca é o presidente da empresa.
Réus alegaram que parecer jurídico embasava aditivoO contrato original firmado entre Furnas Centrais Elétricas e a Marte Engenharia foi precedido de licitação e
celebrado durante as obras de modernização da Usina Hidrelétrica de Furnas. O objeto do contrato era a prestação de serviços de “engenharia do proprietário” para acompanhamento e fiscalização da execução de obras.
A assinatura ocorreu em março de 2008.

Em 17 de março de 2010 foi assinado o aditivo, sem nova licitação, e que reajustou o valor do contrato em 100%, atingindo R$ 19,880 milhões, e deu mais 48 meses de prazo para a prestação dos serviços. Réu no processo e à época dos fatos superintendente de Construções de Furnas, Clóvis Harly de Deus Ribeiro disse que não se lembra com exatidão do caso. “Não tenho como dizer nada porque não me lembro, eram muitos contratos que passavam pela minha superintendência. Mas certamente há algum equívoco e a empresa vai esclarecer”.

Segundo o promotor Eduardo Nepomuceno, a alegação dos réus é a de que “um parecer jurídico sustentava o aditivo ou de que a responsabilidade era de outras diretorias”.
A Marte Engenharia foi procurada e não respondeu aos questionamentos. A reportagem tentou contato com Carlos Nadalutti por meio do seu telefone residencial e por meio da empresa onde atua hoje como diretor, mas também não houve resposta. Marcio Antônio Arantes Porto também foi procurado por telefone, mas não foi encontrado.
Carlos José Ferreira e Marcelo Brandão Carneiro não foram localizados.

A assessoria de imprensa de Furnas se posicionou por meio de nota. “O Departamento Jurídico de Furnas ainda não foi formalmente notificado dos termos da ação nem teve acesso aos autos, razão pela qual não é possível fazer nenhuma avaliação sobre o caso”.





Fonte:Hoje Em Dia

Ministério Público denuncia 58 envolvidos em fraude de CNH no sul de Minas

PC descobriu esquema de pagamento de propina para aprovação de candidatos em exames de legislação e direção em Três Corações
Divulgação

Donos de autoescolas e servidor público recebiam propina em troca da aprovação de candidatos

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou 58 pessoas envolvidas em fraude na obtenção de CNH (Carteira Nacional de Habilitação), no sul de Minas Gerais. Eles estão sendo indiciadas pelos crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações e podem pegar até 12 anos de prisão.  

Segundo o órgão, a denúncia é resultado de uma investigação realizada pela Polícia Civil de Varginha que descobriu um esquema de emissão fraudulenta de carteiras de habilitação em 2011 e 2012. Entre os envolvidos estariam donos de autoescola, candidatos e um servidor público.

De acordo com promotor de Justiça Mário Antônio Conceição, os candidatos interessados em obter a carteira ou mudar de categoria pagavam propina aos donos de algumas autoescolas e o dinheiro era dividido com o servidor público denunciado.  

As investigações apontaram também que o servidor público, além de trabalhar na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Varginha, também exercia a função de examinador de trânsito na Ciretran de Três Corações, onde os candidatos eram aprovados. Foi apurado ainda que os candidatos que obtiveram a carteira por esse meio sequer compareceram à cidade de Três Corações para se submeter aos exames.  

Além da condenação dos envolvidos, o Ministério Público pediu ainda a fixação de uma multa e o afastamento do servidor público de suas funções até o final do processo.




Fonte:r7

Promotor pede à Justiça fim de prova em que bezerro morreu em Barretos SP

O Ministério Público ajuizou nesta quinta-feira (28) uma ação civil que pede à Justiça o fim da prova de bulldog na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (a 423 km de São Paulo). A prova, na qual o peão tem de imobilizar o bezerro usando as mãos, não é realizada desde 2012. Em 2011, um animal precisou ser sacrificado após ser derrubado na arena e não conseguir se levantar. O bezerro saiu carregado do local. A Promotoria pede também que a associação Os Independentes, responsável pela organização da festa, pague multa de R$ 144.800 por dano moral coletivo devido à morte do bezerro.

  Para o promotor Flávio Okamoto, a ação  violou o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e livre de práticas cruéis contra animais, que sofreu "verdadeiro abalo psicológico frente aos fatos". Conforme Okamoto, a ação foi ajuizada depois que a associação se recusou a firmar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) sobre a não realização da prova. Para ele, ao se recusar a banir permanentemente a prova, a associação estimula "a perpetuação da cruel modalidade em outros rodeios do país". Ele acusa a associação de, por anos, ter submetido dezenas de bezerros a tratamento cruel e sofrimento físico e psíquico.

Na ação, o promotor pede que a associação seja obrigada a não promover e não permitir que se realize a prova nos eventos sob sua organização, em especial nas próximas edições da Festa do Peão de Boiadeiro. Okamoto pede ainda que, caso a associação realize a prova, pague multa diária de R$ 100 mil, além da indenização por dano moral coletivo. A organização da Festa do Peão informou, por meio de sua assessoria, que ainda não foi notificada da ação.




Fonte: www.folhadaregiao.com.br