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Grutas de Minas Gerais revelam traços da pré-história e belezas naturais


Uma das mais importantes áreas de visitação de cavernas do Brasil, a Rota Peter Lund será uma atração para os visitantes que vierem a Minas durante a Copa.

O visitante que chegar a Minas Gerais durante a Copa do Mundo vai encontrar paisagens estonteantes e históricas. A Rota das Grutas de Peter Lund, por exemplo, é uma das mais importantes áreas de visitação de cavernas do Brasil. Somando mais de 2,4 mil hectares de áreas naturais, a região possui cerca de 50 cavernas e 170 sítios arqueológicos.

A rota passa pelos municípios de Belo Horizonte, Cordisburgo, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo e Sete Lagoas, reunindo sete marcos principais: o Museu de Ciências Naturais - PUC Minas (Belo Horizonte), o túmulo Dr. Peter W Lund (Lagoa Santa), o Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire (Lagoa Santa), o Museu Peter Lund (Lagoa Santa), o Receptivo Gruta Rei do Mato (Sete Lagoas), o Museu da Gruta do Maquiné (Cordisburgo) e Museu Casa Guimarães Rosa (Cordisburgo) . A área abrange ainda três unidades de conservação: o Parque Estadual do Sumidouro, em Lagoa Santa e Pedro Leopoldo; o Monumento Natural Gruta Rei do Mato, em Sete lagoas, e o Monumento Natural Peter Lund, em Cordisburgo.

De acordo o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), 111 mil turistas visitaram a Rota Lund (Parque Estadual do Sumidouro, o Monumento Natural Gruta Rei do Mato e o Monumento Natural Peter Lund) em 2013, o que demonstra o potencial turístico da região. “A Rota Lund está sendo preparada para receber visitantes e esperamos aumentar cada vez mais o fluxo turístico nessa região, tão importante para a história da humanidade. Por ser perto da capital, é um atrativo que temos indicado bastante para os turistas que vem para a Copa do Mundo”, afirma a subsecretária de Turismo, Silvana Nascimento.

Roteiro

O roteiro começa no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, na capital mineira. São sete exposições fixas que guardam parte da história do naturalista dinamarquês Peter Lund (1801-1880). Um dos destaques é a réplica do crânio de Luzia, um dos mais antigos registros de humanos já encontrados nas Américas.

A segunda parada é em Lagoa Santa, que abriga a Gruta da Lapinha. Localizada no Parque Estadual do Sumidouro, a gruta tem 40 metros de profundidade e 511 metros de extensão. Sua formação data de 600 milhões de anos. O interior da caverna é formado por ornamentações em formas variadas esculpidas pelo tempo, abrigando o Salão de Entrada, a Sala da Catarata, a Sala da Couve-Flor, o Salão da Catedral, a Sala das Pirâmides, o Canto do Abajur, a Sala dos Carneiros e a Galeria do Presépio. A maioria dos salões possui iluminação em LED, que valoriza as formações minerais predominantes: estalagmites (formadas no solo) e estalactites (formadas no teto).

A porta de entrada para a gruta é o Museu Peter Lund. Situado no Receptivo Turístico da Lapinha, guarda exposição arqueológica do acervo de Peter Lund, trazido do Museu de História Natural da Dinamarca. Foi inaugurado pelo príncipe herdeiro do país europeu, Frederik André Henrik Christian, e pelo ex-governador Antonio Anastasia, em setembro de 2012.

Ainda em Lagoa Santa, está o túmulo de Peter Lund e o Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire, com referências de políticas de proteção do patrimônio arqueológico e informações sobre a pré-história local.

A visita à Lagoa do Sumidouro é imperdível. Passando pela Trilha do Sumidouro, o percurso começa na Casa Fernão Dias, que foi ponto de passagem do bandeirante e de sua tropa, e segue para o mirante, de onde é possível vislumbrar toda a extensão da lagoa. No trajeto de volta, passa-se pelo paredão com pinturas rupestres de extrema importância arqueológica e histórica. O retorno é feito pela orla da lagoa, até o ponto de partida.

Sete Lagoas

O próximo ponto da rota é a Gruta Rei do Mato, no município de Sete Lagoas. A gruta tem 998 metros de extensão, dos quais 220 m estão abertos à visitação pública. Possui quatro salões com pinturas rupestres de aproximadamente 6.000 anos. As formações calcárias da caverna são raras no mundo. Lá, além das pinturas, foram encontradas ferramentas indígenas petrificadas.

Seguindo o roteiro, a próxima atração fica no município de Cordisburgo, terra do escritor Guimarães Rosa (1908-1967), onde se localiza a Gruta de Maquiné. A caverna de 650 metros de extensão é composta por sete salões: Vestíbulo, Colunas, Altar ou Trono, Carneiro ou Elefante, Piscinas e Fadas. A sétima câmara é dividida em duas partes, Dr. Lund e Cemitério, esta última fechada à visitação. Em Cordisburgo, é possível ainda visitar o Museu Casa Guimarães Rosa. No local onde funcionava o receptivo e o restaurante da gruta está instalado o Museu de Maquiné. Um túnel eletrônico leva o visitante a modernos painéis, vídeos e instalações interativas com curiosidades sobre o local. Réplicas de fósseis e de ossadas de animais podem ser encontradas no museu. A museografia foi montada de forma a conduzir o visitante desde a porta de entrada, com fitas de LED.


Linha do tempo – Peter Lund

1801 – Peter Wilhelm Lund nasce em Copenhague (Dinamarca).

1821 – Forma-se em medicina pela Universidade de Copenhague, especializando-se em botânica e zoologia.

1825 – Viaja pela primeira vez ao Brasil, para São Paulo e Rio de Janeiro, onde fica até 1829, atuando como botânico.

1833 – Retorna ao Brasil, onde fica definitivamente, e traz consigo o botânico alemão Ludwig Riedel. Juntos, visitam vários estados.

1834 – Em Curvelo, Lund tem seu primeiro contato com cavernas e fósseis brasileiros.

1835 – Fixa residência em Lagoa Santa e começa a fazer escavações na região. Em Cordisburgo, encontra fósseis de animal extinto na Gruta de Maquiné.

1842 – Até esta data, Lund já havia explorado mais de 200 cavernas na região e descrito 115 espécies de animais, entre os quais o tigre de dentes de sabre.

1843 – Encontra na região vestígios de homens pré-históricos, que ficaria conhecido posteriormente como o Homem de Lagoa Santa.

1845 – Lund encerra suas atividades e envia sua coleção de cerca de 20 mil itens para a Dinamarca.

1880 – No dia 25 de março, aos 78 anos, morre em Lagoa Santa.





Fonte: Agência Minas

Caminho Religioso da Estrada Real convida à reflexão e à espiritualidade

O Santuário Nossa Senhora da Piedade é uma referência para a devoção da padroeira de Minas

Circuito que vai de Caeté (MG) a Aparecida (SP) - e vice versa - é inspirado pela rota de Santiago de Compostela, na Espanha, e reúne diversos atributos mineiros.

O Caminho Religioso da Estrada Real: de Padroeira a Padroeira, projeto em implantação pelo Governo de Minas por meio de parceria entre secretarias de Estado e representantes de Dioceses e Arquidioceses de abrangência do Caminho Velho da Estrada Real, do Novo e do Sabarabuçu, será um roteiro integrado de turismo religioso à disposição dos turistas nacionais e internacionais.

Em destaque na capa da edição da revista Veja BH desta semana, o projeto envolve 86 municípios, com 1.033,5 quilômetros (incluindo a bifurcação de Ouro Preto) destinados à peregrinação e meditação, situados entre os santuários da Serra da Piedade, em Minas Gerais, e da Padroeira do Brasil, em Aparecida, São Paulo. A previsão é a de que as intervenções sejam concluídas até abril, segundo informações da secretaria de Estado de Turismo e Esportes.

Planejado para que os turistas e visitantes percorram o trajeto a pé, a cavalo ou de bicicleta, o roteiro possui demarcações para que os visitantes possam se orientar por meio das sinalizações e guias ilustrados com mapas. Nessa opção que se enquadra no segmento de turismo religioso, estão reunidas 37 localidades, num circuito inspirado pela rota de Santiago de Compostela, na Espanha.

Como opções para conhecer mais da arte, história, gastronomia e religiosidade mineira, os visitantes podem partir, por exemplo, de Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte, aponta a reportagem. Saindo de lá, o primeiro passo é dado no Santuário Nossa Senhora da Piedade, referência para devoção da padroeira de Minas. O santuário, que fica no topo de uma montanha, a 1.746 metros de altitude, reúne obras e memórias de sua criação, em 1797, e pode ser visto de nove cidades diferentes.

No trajeto até Aparecida, destino final do Caminho Religioso, os visitantes passam pelas cidades de Mariana (cidade histórica mineira onde está, por exemplo, o Santuário de Nossa Senhora do Carmo), Catas Altas (Santuário do Caraça), Lagoa Dourada (referência em gastronomia), Ouro Preto (patrimônio mundial da humanidade), Carrancas (polo do ecoturismo no Sul de Minas), Cruzília (terra do "melhor queijo do Brasil"), Passa Quatro (memória viva da história de Minas Gerais) e Guaratinguetá (cidade paulista onde nasceu o primeiro santo brasileiro, Frei Galvão).

De acordo com a revista, ao partir de Caeté, o visitante terá como destino final o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. No ponto de chegada, mais uma opção para a reflexão e a busca da espiritualidade, já que pode ser visitado o segundo maior templo católico do mundo. O espaço só não é maior que a famosa Basílica de São Pedro, no Vaticano. O trajeto, no entanto, é de mão dupla, e não há, segundo a Secretaria, um marco zero ou ponto final pré-estabelecidos.





Fonte: Agência Minas

São Tomé das Letras: estilo alternativo e místico atrai turistas


Quem chega a São Tomé das Letras (MG) logo é envolvido por um clima místico e um estilo alternativo. A cidade, que é quase toda feita de pedra, reúne pessoas vestidas com a moda hippie e moradores com "causos" diferentes e que despertam a curiosidade dos turistas.
Localizada a 304 km da capital Belo Horizonte (MG) e a 350 km de São Paulo (SP), a cidade de pouco mais de seis mil habitantes recebe turistas durante o ano todo. No entanto, são nas férias de julho e na tradicional festa de agosto que o movimento aumenta em cerca de 60%, segundo a Secretaria de Turismo e os donos de pousadas do município.

Ruas e casas de pedra chamam a atenção (Foto: Tiago Campos / G1)

Salvo a alta temporada e os feriados, uma das características de São Tomé das Letras é o fato do turista não precisar se programar com meses ou semanas de antecedência para ir à cidade. Maria Aparecida de Souza é funcionária de uma pousada e diz que é comum receber hóspedes em cima da hora.
"Acontece bastante das pessoas decidirem passar o fim de semana aqui em cima da hora. Tem gente que chega na cidade sem hospedagem e só decide isso aqui", afirma.

O analista de suporte Márcio Saldão Lopes em
uma de suas passagens em São Tomé das
Letras (Foto: Arquivo pessoal)

O analista de suporte Márcio Saldão Lopes é de São José do Campos (SP) e já visitou São Tomé das Letras três vezes. "A primeira vez foi totalmente ao acaso. Estava viajando pelo interior de Minas e decidimos conhecer a cidade. A segunda vez foi com três amigos e nós planejamos um pouco melhor, mas nada que necessitasse muito tempo e pesquisas. A terceira fui levar outros dois amigos pra conhecer a cidade, reservei a pousada em uma data próxima e decidimos onde iríamos assim que chegamos lá", diz.
A cidade também tem um roteiro rápido e que pode ter grande parte cumprida em um final de semana. "Na minha opinião, é uma cidade que você conhece boa parte em um feriado curtinho, mas dá vontade de ir mais vezes pra conhecer as atrações pendentes ou aproveitar mais as que já conheceu. Espero voltar ainda uma quarta vez", afirma Lopes.

Atrações
São Tomé das Letras tem 30 pontos turísticos e conta com um serviço de guias. As cachoeiras, oito no total, e as grutas são o grande atrativo. "As belezas naturais da cidade junto com as construções de pedra chamam a atenção dos turistas. Tem gente que vem aqui para tirar foto da rua", diz o secretário de Turismo da cidade, Wilson Carvalho.

São Tomé das Letras tem oito cachoeiras: Véu da Noiva é uma delas (Foto: Tiago Campos / G1)

Entre as cachoeiras mais visitadas está a do Vale das Borboletas. Quem chega ao local é recepcionado por várias borboletas voando em círculos. "Tem épocas que aqui fica lotado desses animais. Por algum motivo essas borboletas escolheram esse local para se reproduzir", informa o secretário.



Pôr do Rock agita a galera na pirâmide (Foto: Adi
Barbosa / TV Pirâmide)

Para quem gosta de olhar as estrelas ou curtir um belo nascer ou pôr do sol, a opção é o mirante ou a pirâmide, que ficam no topo da cidade. Todo segundo sábado do mês acontece o "Pôr do Rock", onde uma banda de rock' n roll se instala na pirâmide a partir das 15h. O resultado é um visual deslumbrante que dificilmente o turista vai esquecer.
O artesanato é predominante na cidade. Itens como incensários, apanhadores de sonhos, camisetas estilizadas, panelas e lembranças feitas de pedra podem ser encontrados tanto na rua quanto em diversas lojas do município.

Um dos comerciantes é o argentino Pablo Nientzoff, que mora há 26 anos em São Tomé das Letras. Ele percebe um crescimento de 50% nos negócios durante o mês de julho e feriados. Apaixonado pela cidade, ele não voltou mais para o país de origem. "Já tinha morado em São Paulo, mas quando vim para cá ver um amigo fui atraído pela aura mística daqui. Nunca tinha visto algo parecido na Argentina", conta.

Lojas de artesanato estão espalhadas pela cidade (Foto: Tiago Campos / G1)

Para quem gosta de rock pesado ou alternativo, a cidade oferece bares com música ao vivo. Além disso, os fãs do cantor Ventania, que mora na cidade, têm a chance de ver a casa do artista e até mesmo ter a sorte de encontrá-lo andando pelas ruas.

Pousadas e restaurantes

São Tomé das Letras conta com 55 pousadas cujas diárias para casais variam de R$80 a R$120, mas os turistas encontram pacotes especiais durante os feriados e a alta temporada. Para os mais aventureiros, a cidade ainda conta com 10 áreas de camping.

Já que uma das épocas de maior fluxo de turistas é no inverno, algumas pousadas oferecem lareiras para aquecer os hóspedes. Segundo Carvalho, mesmo no frio as cachoeiras são muito visitadas. "Nessa época, as pessoas visitam as cachoeiras mais para fazer fotos e curtir o visual", explica.
Acompanhando o misticismo da cidade, muitas pousadas têm decorações bastante interessantes. Magos, duendes, gnomos e outras criaturas lendárias estão presentes nas fachadas e até mesmo nos quartos.

Para quem gosta de rock pesado ou alternativo, a cidade oferece bares com música ao vivo. Além disso, os fãs do cantor Ventania, que mora na cidade, têm a chance de ver a casa do artista e até mesmo ter a sorte de encontrá-lo andando pelas ruas.


Comida típica mineira atrai turistas (Foto: Tiago
Campos / G1)

Entre as receitas de sucesso na cidade está o Baião Mineiro, que consiste em arroz com carne seca e feijão, cubos de queijo-minas meia cura derretidos e dois ovos fritos por cima, acompanhado de quibebe de abóbora, tudo servido em panelas de pedra.

"A nossa característica é a comida artesanal. Nós não usamos nada industrializado e tentamos fazer todas as receitas na panela de pedra sabão", afirma o dono do restaurante que serve a receita, Luiz Fernando Silveira.

Festa de Agosto

A tradicional "Festa de Agosto", que reúne renomados músicos brasileiros, também é muito apreciada pelos turistas. Cantores como Zeca Baleiro, Zé Ramalho e Alceu Valença já participaram da festa que acontece no centro de eventos da cidade.
Este ano as principais atrações são Milton Nascimento, Sérgio Reis e Raimundos. "A festa acontece esse ano no fim de semana dos dias 16, 17 e 18 de agosto. São esperadas cerca de seis mil pessoas e, neste caso, quem vier em cima da hora corre o risco de não ter lugar para ficar hospedado", informa Carvalho.

Milton Nascimento é presença garantida na Festa de Agosto deste ano (Foto: Divulgação/Paulo Uchôa)

Para informações de pousadas e pontos turísticos em São Tomé das Letras, basta entrar em contato com o receptivo turístico da cidade pelo telefone (35)3237-1276.









Fonte: Informações G1


'Descanse em paz' era o título da propaganda de turismo em 1878 no Brasil


Parece piada, mas o Jornal Estadão publicou o anúncio em sua página de classificados em 10 de outubro de 1878

“Grande Hotel da Paz. Excelentes aposentos, aceio, cozinha de primeira ordem, prontidão no serviço, comida a toda hora. Carros e bonde para todos os trens da estrada de ferro desde 4 horas da manhã até a noite. Ceia depois dos espetáculos. Preços muito moderados. Rua de São Bento, 39.

Você gostaria de descansar em paz no hotel do anúncio ?

Página do Jornal Estadão na época abaixo:










Fonte: Informações Estadão

Sul de Minas: Estâncias hidrominerais e a elite brasileira


Sabe as estâncias hidrominerais mineiras? Elas eram muito procuradas pela elite brasileira nas primeiras décadas do século 20. Políticos, escritores, artistas, aristocratas e integrantes da burguesia emergente passavam temporadas na região, atraídos pelas fontes de águas raras, sulfurosas e com poderes de cura.

O presidente Getúlio Vargas, por exemplo, tinha no Palace Hotel de Poços de Caldas uma suíte com a mesma decoração do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, então capital do País. Juscelino Kubitschek também foi presença constante na cidade, assim como outras figuras importantes da vida nacional, como Rui Barbosa, Santos Dumont e Olavo Bilac.


Além dos banhos e piscinas térmicas, o grande monde desfrutava de caminhadas, passeios a cavalo, bailes e jogatinas. Numa época em que o jogo ainda era liberado no Brasil, ricos apostadores batiam cartão em cassinos animados nos tempos áureos por grandes artistas da época, como Carmen Miranda, Orlando Silva e Carlos Galhardo.

Outras estâncias hidrominerais se desenvolveram nessa época. O segundo volume da enciclopédia Nosso Século revela que “a gente chic da cidade ia passar suas vacances em Paris ou no Rio de Janeiro, mas muitos preferiam as estações de águas de Minas, as melhores do Brasil”. 


Além de Poços de Caldas, o texto cita “Caxambu (frequentada assiduamente pelo presidente Rodrigues Alves), Cambuquira (paraíso de políticos e comerciantes) e Lambari (reino do coronel Joaquim Manoel de Melo, proprietário do Cassino Lambari)”.

O primeiro visitante ilustre das estâncias hidrominerais mineiras, é bem verdade, havia aparecido décadas antes, em 1886.

 Foi o imperador Dom Pedro II, que, acompanhado da imperatriz Dona Tereza Cristina, inaugurou na região um ramal da Estrada de Ferro Mogiana. Três anos depois, Poços de Caldas foi desmembrada de Caldas e elevada à categoria de vila. O nome vinha da cidade de Caldas da Rainha, em Portugal, terma muito freqüentada pela família real.



As numerosas fontes de águas minerais de São Lourenço, um dos menores municípios mineiros, também atraíam muita gente.

Situado ao pé da Serra da Mantiqueira, às margens do Rio Verde, foi fundado no século 17 por Lourenço Castanho Tazques, um desbravador que conseguiu vencer os temíveis índios cataguazes e montar em 1675 um acampamento na área.

Nessa época, bandeirantes já passavam por ali em busca de ouro, pedras e índios, sem atentar para a riqueza terapêutica das águas. Só muitas décadas depois, as histórias sobre as fontes alcalinas e seus benefícios no auxílio ao tratamento de arteriosclerose, hipertensão, insuficiência cardíaca e outros problemas se espalharam.


A alguns quilômetros de São Lourenço, Cambuquira era outra cidade muito procurada para férias.

Surgiu após a descoberta das fontes de águas minerais na antiga Fazenda Boa Vista e também ganhou seu Parque das Águas, com fontes hidrominerais de grande valor terapêutico (gasosa, ferruginosa, magnesiana e sulfurosa).

Como outras cidades do Circuito das Águas, teve sua fase áurea como balneário na primeira metade do século 20, quando costumava receber a visita de personalidades, que se hospedavam nas belas construções dos hotéis do centro.


A proibição do jogo, em 1946, e a descoberta do antibiótico tiveram forte impacto no turismo das estâncias. O termalismo deixou de ser a maneira mais eficaz de tratar doenças. E os cassinos foram fechados. A economia local sofreu um grande abalo. Até que a região – e sobretudo Poços de Caldas – entrou no “ciclo da lua-de-mel” e virou um dos destinos prediletos de recém-casados em meados do século. Depois, foi descoberta pela classe média e grandes grupos passaram a frequentar suas termas e fontes, antes restritas à elite.






Fonte: Estadão

O "Oscar" da gastronomia em Madri terá Minas como maior homenageado


Madri tem edifícios de elegante arquitetura espalhados pela cidade, com muitos monumentos históricos

Com 12 chefs convidados especialmente para o evento, uma caravana representando Minas Gerais chega neste final de semana à capital espanhola para participar do Madrid Fusion, o “Oscar” da gastronomia mundial, que acontece de 21 a 23. O Estado é o grande homenageado da festa, que é o maior congresso da área, e vai mostrar ao mundo toda a diversidade e o sabor de sua cozinha.

O Madrid Fusion é a reunião da cúpula internacional da gastronomia de alto nível e o mais importante evento do ramo no mundo. Reúne renomados chefs para apresentar as últimas inovações culinárias.

Outros países, como México, Peru, Coreia do Sul, Austrália e Singapura já foram convidados para o Festival, que acontece todos os anos. A primeira edição aconteceu em 2002, na Espanha mesmo. Em 2011, o Congresso reuniu mais de 1.100 jornalistas especializados, de todo o mundo, o que mostra a importância da gastronomia.


Cachaça, água e café

Minas Gerais foi escolhida para representar o Brasil no Madrid Fusion. O fato de ser um Estado, e não um país inteiro, a ser homenageado já é, por si só, um fato inédito.

O único representante que o Brasil já teve na história do Madrid Fusion foi o chef Alex Atala, que participou do congresso há dois anos. Atala foi eleito o quarto melhor chef do mundo na atualidade, com seu restaurante D.O.M., na capital paulista. E ele estará presente ao Madrid Fusion novamente, claro.

Na capital espanhola, 12 chefs mineiros vão apresentar o melhor de nossa culinária típica, apresentando ao mundo do pão de queijo à cachaça, do café aos licores artesanais, do doce de leite ao tutu à mineira.

Os 12 chefs escolhidos foram: Edson Puiati (Senac Minas); Eduardo Avelar (Conspiração Gastronômica); Eduardo Maia (Festival Comida de Buteco); Felipe Rameh; Frederico Trindade (Restaurante Trindade); Guilherme Melo (Restaurante Hermengarda); Ivo Faria (Restaurante Vecchio Sogno); Leonardo Paixão (Taste Vin); Dona Lucinha (Restaurante Dona Lucinha); Dona Nelsa (Restaurante Xapuri); Pablo Oazen (Assunta) e Rafael Cardoso (Restaurante Atlântico).

O governador Antonio Anastasia e o secretário de Turismo de Minas, Agostinho Patrus, estarão presentes.









Fonte: Hoje em Dia

Estiagem em Furnas seca o turismo


Baixo nível do Lago de Furnas afeta toda a economia da região, que se movimenta em torno dos visitantes. Chuva fraca dos últimos dias acende a esperança, mas ainda é insuficiente

Ainda é cedo para comemorar, mas um dia e meio de chuva fina e a recuperação de 15 centímetros na altura da água medida ontem no Balneário Escarpas do Lago, no município de Capitólio, no Lago de Furnas, alimentam a esperança de que o reservatório da usina voltar a se recuperar ainda em janeiro. Mesmo assim, na avaliação de quem trabalha com a atividade turística na represa, vai levar cerca de dois anos para que a água atinja o seu nível máximo. Enquanto uma recuperação mínima não acontece, os prejuízos no turismo vão sendo contabilizados até mesmo nos locais mais próximos à usina e ao leito do Rio Grande, onde o volume de água é maior.

Proprietário do restaurante que leva seu nome em Escarpas, Chico Pintado diz que o movimento caiu pelo menos 30% neste verão

No restaurante Chico Pintado, em Escarpas do Lago, o movimento caiu cerca de 30% neste início de ano por conta da seca. Francisco de Assis Silva, proprietário do estabelecimento, que trabalha no balneário há 32 anos, explica que o motivo da retração na demanda é o baixo nível de água na represa. Com uma baixa de 14,7 metros no reservatório, a navegação ficou mais difícil. Há galhos de árvores que estavam submersas saindo à superfície e muitos tocos ao longo do espelho d'água, o que torna a navegação mais perigosa. "O pessoal vem para navegar. A maior parte das pessoas que têm casa por aqui possui um barco. Por isso houve uma retração no movimento", diz ele.

Ele teme, porém, que o reservatório não se recupere, mas, com a chuva que começou a cair, tem esperanças de que o lago encha nem que seja o suficente para permitir uma navegação mais tranquila. "Ainda está chovendo pouco. Para recuperar o nível normal, é preciso chover muito forte, daquelas chuvas com enchentes", acredita. Até a tarde de anteontem, de acordo com ele, o verão em Furnas não contabilizava sequer um dia chuvoso.


Atracados

A situação deixa na berlinda as marinas instaladas na região. Sem navegabilidade segura, os donos dos barcos não querem tirar suas embarcações da garagem, contratos vão sendo cancelados e a inadimplência aumenta. O proprietário de uma das marinas da região, que não quer se identificar por medo de uma debandada ainda maior dos clientes, explica que desde novembro os donos dos barcos se recusam a sair para a represa.

"Registramos queda de 30% em nosso número de clientes desde novembro, fora o crescimento da inadimplência. Está difícil manter os contratos", admite. Na opinião dele, se o nível da represa não se recuperar consideravelmente, poderá haver racionamento de energia elétrica no fim de 2013. "Em 2001, foi a última vez que registramos o lago tão seco, Com a água baixa, ninguém quer sair de barco", lamenta. As outras marinas da região vivem um drama semelhante. Só nas proximidades de Capitólio são quatro.


"Em algumas pousadas, antes dessa seca a água chegava até a porta. Agora é preciso caminhar um quilômetro até o lago", afirma Ricardo Rodrigues, diretor social do Balneário Escarpas do Lago e proprietário do restaurante Maria das Tranças, em Belo Horizonte. Ele explica que no clube campestre de Escarpas existem duas garagens,uma seca e uma molhada. Com o nível da água na normalidade, os proprietários podiam pegar seus barcos e colocá-los na água percorrendo uma distância mínima de 50 metros e máxima de 200 metros.

"Agora, temos que pegar o barco que está na garagem seca, rebocá-lo com um trator, atravessar parte do balneário com ele, passar pela rua principal, e só então se tem acesso ao lago", diz Rodrigues. De acordo com ele, o tempo que se levava para pôr uma embarcação na água passou de 10 para 35 minutos, dependendo do tamanho do barco.
Custo alto

Com isso, o custo, somente com essa movimentação, subiu cerca de 200%. "Os equipamentos precisam ficar ligados, os colaboradores trabalham por mais tempo, tivemos que tirar um trator de jardinagem e transferi-lo para as operações de içar e arrear os barcos", justifica. Além disso, o fluxo da navegação reduziu porque está mais perigoso sair de lancha.

Em Escarpas, existem 396 vagas para embarcações na garagem seca e 235 na molhada. Normalmente, no dia 31 de dezembro, um proprietário de lancha que chegasse ao clube por volta das 17h não teria onde estacionar, mas hoje pode escolher o lugar onde vai deixar seu barco. "Nossa expectativa é de que leve dois anos para que o lago volte a ficar totalmente cheio. Depois da seca que começou em 1999, o reservatório só se recuoerou em 2002", afirma Rodrigues.

Internet para salvar o negócio

Com a água longe de ser o principal atrativo em Furnas, a alternativa dos hotéis e pousadas tem sido investir em pacotes promocionais anunciados em sites de compras coletivas, além de atividades de lazer em terra e passeios curtos em partes da represa onde ainda há navegabilidade. Regiões próximas, como a Serra da Canastra, também têm sido utilizadas como destino para os turistas que escolhem os hotéis das regiões atingidas pela seca. Há quem garanta que a posição privilegiada tenha minimizado os impactos trazidos pela baixa na represa, mas a maioria dos proprietários e gerentes reclama do prejuízo. 

No Balneário do Lago, que tem 56 apartamentos, entre suítes, chalés e quartos standart, inovar tem sido a saída para manter a taxa de ocupação, que neste mês recuou pelo menos 15%. Em um site de compras coletivas, o espaço oferece três diárias, que antes custavam R$ 1.131, por R$ 770. O problema, de acordo com o gerente-geral, Mozart Santos, é que, ao chegar ao local e se deparar com uma represa quase vazia, muitos hóspedes ficam frustrados. Para não perder clientela, o hotel oferece uma série de compensações, descontos e atividades dentro do próprio complexo. “Oferecemos um atendimento diferenciado, em alguns casos até um quarto melhor que o contratado, porque entendemos que o cliente precisa ser conquistado”, comenta. 

Em Pimenta, outro complexo hoteleiro também tenta se recuperar das perdas com promoção. Em um site de compras coletivas, anuncia três diárias por R$ 750. Antes, o mesmo pacote valia R$ 1 mil. Segundo a gerente, que preferiu não se identificar, a alternativa vem para salvar parte do prejuízo do hotel, que registrou 100% de ocupação na mesma época do ano passado e hoje tem hoje apenas 40% dos 150 quartos ocupados. “Muitos chegam aqui e desistem. Vão embora. E nós temos de devolver o dinheiro”, afirma. Os prejuízos, no entanto, devem seguir até o carnaval, já que, na opinião da gerente, a represa não deverá se recuperar até lá. “Em 15 de janeiro do ano passado, tínhamos fechado todas as reservas de carnaval. Hoje ainda tenho muitas vagas e a represa está bem abaixo do normal”, conta a gerente. Segundo ela, muitos outros hotéis vivem situação semelhante. 

Privilégio da água

No Hotel Escarpas do Lago, favorecido pela proximidade da nascente do Rio Grande, que alimenta o lago da Usina de Furnas, a taxa de ocupação está em 100%. Isso porque no local ainda é possível fazer os passeios de barco. “Não tivemos queda e tudo está funcionando como nos anos anteriores”, garante o gerente Erick Alves Oliveira. Mesmo assim, o estabelecimento aderiu à venda de pacotes via internet, mas alega tê-lo feito para democratizar o passeio. “Enquanto nós não dividimos o pacote, nos sites de compra coletiva eles dividem em até 10 vezes sem juros. Hoje, muitos viajam porque há flexibilidade no pagamento”, comenta o gerente.

Baixa no Lago de Furnas compromete turismo na região

Turismo enfrenta dificuldades com a baixa do Lago de Furnas (Foto: Reprodução EPTV / Erlei Peixoto)

O novo ano trouxe um feriado prolongado em pleno verão, época ideal para muitos turistas procurarem programas à beira água. Mas quem escolheu o Lago de Furnas como destino, acabou ficando decepcionado com o que encontrou nas pousadas. O nível do lago continua muitos metros abaixo do normal e a vista que todos esperavam não está mais lá. Neste início de ano, a reserva em algumas pousadas não chegou a 60%.

O comerciante Eliel Silva Fernandes, de Itatiba (SP), fez a reserva atraído pelas imagens da pousada no site. Uma amiga do comerciante, que esteve na região há seis meses, indicou a pousada, mas quando chegaram ao local não encontraram o que esperavam. "Foi muita decepção, porque eu fiz uma propaganda excepcional, mas o lago estava vazio. E a represa é tudo", comenta Maria Evani Contel. "Agora eu quero voltar quando tiver água né", disse o comerciante Eliel.

Quem procurou o lugar pensando em pescar, também ficou decepcionado. "A gente já esteve aqui há 10, 15 anos e é uma decepção. Para o turismo, as consequências são graves", comenta o economista Jorge Odainá Neto.

Em uma pousada entre Areado (MG) e Alfenas (MG), a estrutura foi construída dentro da represa, mas o local já não tem atraído os visitantes. A água foi embora e levou com ela a paisagem belíssima antes vista da pousada. O publicitário Willian Anderson Gregio comenta que a água seria essencial para poder apreciar a paisagem da pousada, e com o nível baixo, a paisagem é uma imensidão de mato.

A dona da pousada afirma que nunca teve um período tão fraco. As reservas de vagas não chegam a 60%. A alternativa buscada pela administração, segundo ela, é investir na recreação, com piscina, área de lazer e caprichando na comida.

Simoni Santana Moisés, empresária de uma pousada em Carmo do Rio Claro (MG),  conta que só não teve prejuízo porque há vinte anos algumas famílias reservam chalés com antecedência e não desistiram mesmo sabendo que não encontrariam as belas paisagens que sempre viram por aqui.

Duas paulistas que sempre vêm com a família para o lugar lembram-se de tudo que faziam. "A gente nadava no lago, pescava, ia para uma ilha. É uma tristeza ver que o lago está assim", comentam. Para elas, a piscina salvou o passeio.

'Passarela de Fama' encanta turistas e moradores


A passarela que liga o centro da cidade de Fama com o bairro São Pedro está em fase final de acabamento e deve ser inaugurada em breve.

O belo projeto une beleza e utilidade, e mesmo estando ainda inacabada já é local de visitas de turistas e moradores, e vem recebendo elogios de todos.



Mais uma obra da administração do prefeito Dr. Jean Carlo Roupa Prado que mostra a criatividade e a preocupação com o meio ambiente.

Turismo religioso deve atrair visitantes para Minas no feriado de Corpus Christi


A religiosidade toma conta dos municípios mineiros no feriado de Corpus Christi. Este ano, a data será celebrada na quinta-feira e a Secretaria de Estado de Turismo preparou, com base no calendário de eventos do Estado, dicas para que o turista possa acompanhar as principais celebrações que acontecem em Minas Gerais. De acordo com o secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus Filho, a religiosidade é uma das principais características do turismo mineiro. “Em todas as nossas regiões, e em todas as nossas cidades, as comunidades preparam para celebrar o Corpus Christi e receber fiéis e os turistas que estarão em nosso Estado para o feriado religioso. É uma das principais expressões da arte, da cultura e da fé em Minas Gerais”, destacou.

Belo Horizonte e entorno

A Arquidiocese de Belo Horizonte realiza, a partir das 14 horas, da quinta-feira (07), no Mineirinho, a 14ª Torcida de Deus. O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor realiza a celebração eucarística que será seguida de apresentações musicais variadas, como a dupla Marcelinho de Lima e Camargo.

Em Santa Luzia, será realizada missa campal no largo do Santuário de Santa Luzia, às 17h. Após a missa, será realizada procissão pelas principais ruas da cidade.

Para quem quiser aproveitar o feriado e visitar o maior centro de arte contemporânea da América Latina, o Inhotim, estará funcionando das 9h30 às 17h30. O Instituto preparou programação especial e realiza a 8ª Semana do Meio Ambiente Inhotim, com diversas atividades especiais, como palestras, oficinas e minicursos.


Cidades Históricas

Em Sabará as primeiras celebrações de Corpus Christi acontecem a partir de terça-feira (05), às 19h30, com missa na Igreja do Rosário, no centro da cidade. No dia 07, às 8h, será realizada missa campal no adro na Igreja Nossa Senhora do Rosário, seguida de procissão que passará pela prefeitura, Praça Tangará e Matriz Conceição. Os moradores enfeitam suas casas para que a procissão possa passar.

Em São João del Rei, até a quarta-feira (06), as celebrações acontecem na Catedral, às 19h. Na quinta-feira (07), a missa será realizada às 16h, seguida da Majestosa Procissão do Santíssimo Sacramento pelas ruas da cidade histórica.

Diamantina realiza confecção dos tapetes que colorem as ruas da cidade, a partir das 08h, do dia 07. Materiais como serragem colorida, borra de café e farinha se transformam em lindos desenhos que traduzem expressões de fé e religiosidade ornamentando a passagem da procissão, que acontece às 16h, saindo da Catedral Metropolitana em direção a Igreja da Luz.

Em Congonhas, as celebrações acontecem durante todo o dia. Às 10h e às 19h, a missa acontece na Basílica da cidade. Às 18h, a procissão sai da Basílica e percorre as ruas da cidade. Às 19h, haverá missa campal na Igreja Matriz. Mariana terá missa na Catedral, às 07h e às 10h. Às 8h, será celebrada missa também na Igreja Nossa Senhora Aparecida. Às 17h, haverá missa na Praça dos Ferroviários, seguida de procissão.

Ouro Preto respira história e religiosidade e as celebrações de Corpus Christi acontecem, no dia 07 de junho, às 07h, na Igreja de Nossa Senhora do Pilar. Após a missa, às 07 horas, os fiéis seguem em procissão com parada para bênçãos pelas ruas da cidade. O turista pode aproveitar o feriado para conhecer os vários museus e as igrejas barrocas que atraem fieis de todas as partes do país.








Fonte: Estado de Minas

São Tomé das Letras - Justiça proibe acesso à Gruta do Carimbado


Local é muito procurado por visitantes. Lendas dizem que dá para chegar em Machu Picchu por ela.

Uma das atrações mais conhecidas de São Tomé das Letras, no Sul de Minas, está com acesso restrito às visitações. A "Gruta do Carimbado" foi cercado por alambrados com cerca de dois metros de altura. O motivo é uma Ação Civil Pública do Ministério Público, que pediu a proteção da gruta, que estava sendo depredada e que agora foi acatada pela Justiça. Toda a área foi fechada com portões e alambrados como forma de proteger a gruta da exploração de turistas e da mineração.

O local é propício para quem busca harmonia e contato com a natureza. A gruta fica em uma área particular, que fica próximo a mineradoras. Em maio do ano passado, o Ministério Público já havia solicitado a interdição para a Justiça, mas o pedido foi negado. Em dezembro, uma nova liminar foi acatada pelo juiz da 2ª Vara Cível de Três Corações, Márcio Benfica. Um laudo feito por técnicos do Ministério Público apontou que a gruta estava sendo destruída pela ação de visitantes e pelo trabalho de mineração nas proximidades.

O secretário de Turismo de São Tomé das Letras, Evaldo Pompeu, informou que a prefeitura vai recorrer da decisão judicial que interditou a gruta. Segundo ele, um plano de manejo foi elaborado para preservar os pontos turísticos do município.

Ainda cabe recurso à decisão. O proprietário da área onde fica a gruta tem um prazo de 10 dias para cumprir as determinações e está sujeito a pagar multa de R$ 10 mil por dia se a decisão não for cumprida. Também foi determinado que as mineradoras mantenham uma distância de 30 metros da gruta.

Até em Machu Picchu

Há muitas histórias e lendas referentes à "Gruta do Carimbado" de São Tomé das Letras. Não há como saber o que é verdade, mas a fama é antiga e conhecida até no exterior. Alguns atribuem o nome da gruta pelo fato da roupa sair toda carimbada de terra e saibro após o visitante entrar em seus labirintos. Há também uma outra versão em que seria possível entrar na gruta e sair em Machu Picchu, no Peru. Acredita-se que os labirintos da gruta jamais foram totalmente explorados e que seria possível levar o visitante até a cidade sagrada dos Incas.






Fonte:eptv

Chuva eleva o nível do Lago de Furnas e traz lucro para região em MG

Hotel Nautico - Estância Turística de Fama - MG


Hotéis e campings ficam cheios em Alfenas, no Sul de MG.
Piscicultores também comemoram a cheia.


O Lago de Furnas nos últimos dias atingiu quase o nível máximo, em Alfenas, no Sul de Minas Gerais. O aumento do volume de água é resultado das chuvas que caíram na região.

A cheia no lago é boa para os comerciantes, turistas lotam os hotéis. São as pessoas à procura de lazer. A pescaria é uma das alternativas e camping também fica cheio.

Em dezembro de 2010, foi registrado o menor nível do lago dos últimos três anos. Na última semana, o nível do lago já registrava um aumento considerável. Em menos de um mês, a água subiu cerca de três metros e está aproximadamente um metro do nível máximo.

Quando não há água para os piscicultores, eles precisam trabalhar com tanques menores e a produção cai pela metade. Com o lago cheio, eles devem produzir mais de 500 quilos de peixe por semana.









Fonte:g1.globo.com

Inscrições para Instituto Brasileiro de Turismo terminam na segunda (20)

São 84 vagas para postos de trabalho imediatos e outros 420 para reserva

Termina na próxima segunda-feira (20) o prazo de inscrições para o concurso público do Instituto Brasileiro de Turismo. Ao todo são 500 vagas, 84 delas para postos de trabalho imediatos e outras 420 para reserva.

As vagas são para candidatos com níveis médio e superior de ensino. Entre as funções estão os cargos de agente administrativo, economista e técnico em comunicação social. Os salários variam de R$ 1.950,23 a R$ 4.834,22.

Para mais informações, clique aqui.