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Pimentel destaca apoio à agricultura durante campanha no Sul de Minas

Pimentel fez campanha nessa sexta em Três Corações e Alfenas, prometendo incentivos para a região


O candidato da coligação “Minas pra Você” ao governo de Minas, Fernando Pimentel (PT), garantiu, nessa sexta-feira (5), no sul de Minas, que caso eleito, a região terá todo o apoio econômico para as culturas agrícolas.

“Vamos proporcionar linhas de crédito, de apoio aos financiamentos, e também do estudo de redução de impostos”.
Pimentel esteve nos municípios de Três Corações e Alfenas e afirmou que a região é um polo agrícola “importantíssimo” não só para o Estado, mas para todo o país.

O petista reafirmou que o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de Minas Gerais é um dos mais altos do Brasil, e de acordo com ele, isso atrapalha o desenvolvimento econômico do Estado.

O candidato do PT reconheceu que o Estado enfrenta um período difícil de seca e garantiu que priorizará estudos para amenizar o problema.

“A seca é uma questão importante. No Norte de Minas a situação também é muito grave. Iremos, imediatamente, se vencermos a eleição, estudar linhas de crédito e qualquer tipo de apoio que o governo federal venha dar para as regiões e para todos os agricultores afetados”, explicou.

O candidato do PT também destacou que a estiagem prejudica o turismo da região. Segundo Pimentel, o Lago de Furnas é um importante equipamento turístico do Sul de Minas.

“O lago tem que ser apropriado dessa forma, não apenas como gerador de energia elétrica, mas também como um polo turístico da região e do Estado. E infelizmente, isso não foi feito nesses 12 anos de governo do PSDB”, afirmou.
 
Pimentel voltou a criticar a política de segurança pública do atual governo estadual e afirmou que os índices de criminalidade aumentaram muito em Minas Gerais. “Outros Estados que são tidos como violentos conseguiram diminuir esse índice”.

De acordo com o petista, o que deve ser feito é recuperar a autoridade policial.

“A autoridade pública esta desgastada. Vamos apoiar fortemente as duas policias, a militar e a civil, recuperar a carreira e o salário da policia civil, equipar melhor a policia militar. Isso é possível fazer com o planejamento regionalizado de segurança, que nós vamos implantar”, prometeu.
 
Administração regionalizada
 
Em visita ao Sul de Minas, Pimentel reafirmou que fará um governo regionalizado. “Não vamos criar um órgão novo nem dar emprego para ninguém. É simplesmente organizar as entidades governamentais e a sociedade civil num fórum em cada região do Estado. São esses fóruns que definirão as demandas prioritárias de cada região”.
 





Fonte: Hoje Em Dia

Estudo mostra relação entre pesticida e desaparecimento de abelhas


A causa do sumiço drástico dos insetos intriga pesquisadores e criadores
Desaparecimento drástico de abelhas, além de prejudicar a produção de mel, traz danos para agricultura

Experimentos realizados por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard encontraram relação entre o uso de inseticidas comuns e o Colapso das Colmeias (termo conhecido em inglês como Colony Colapse Disorder ou CCD), fenômeno onde abelhas abandonam suas colmeias. A pesquisa será publicada na edição de junho da revista Bulletin of Insectology.

Partindo da hipótese de que o inseticida imidacloprid é responsável por aumentar o desaparecimento de abelhas, cientistas estudaram o comportamento desses insetos quando expostos ou não à substância. O experimento foi realizado em Worcester County, no estado americano de Massachusetts.

Como o imidacloprid é bastante utilizado em plantações de milho dos EUA, as abelhas poderiam entrar em contato com essa substância através do néctar das plantas ou do xarope de milho, utilizado por apicultores para alimentá-las.

Em um período de 23 semanas, os pesquisadores monitoraram abelhas um total de 20 colmeias espalhadas em quatro campos distintos. A distância entre os campos era de 12 quilômetros e foram colocadas cinco colmeias em cada um. Quatro receberam diferentes níveis do inseticida e uma não teve contato com a substância. Até 12 semanas de dosagem de imidacloprid, não houve alteração nas colmeias. Passadas as 23 semanas, 15 das 16 colméias tratadas com o pesticida foram extintas enquanto as outras quatro, que não receberam doses da substância química, continuaram vivas. As primeiras a serem exterminadas foram aquelas expostas ao mais alto nível da substância química.

De acordo com o pesquisador, as características da morte das colmeias é condizente com o CCD. Após o desaparecimento das abelhas, foram encontrados apenas armazenamento de comida, pólen e jovens abelhas próximas de um pequeno grupo de abelhas mortas, caracterizando uma situação de abandono. Quando são outras as causas responsáveis pelo colapso de colmeias, como doença ou peste, é comum encontrar um grande número de abelhas mortas dentro e fora das colmeias afetadas. O experimento permitiu ao professor concluir que não é necessária uma grande quantidade do inseticida para afetar as abelhas "Nosso experimento usou quantidades de pesticida abaixo das normalmente encontradas no ambiente", justifica.

Para Lu, o sumiço das abelhas não prejudica apenas os apicultores. Ele defende que descobrir a fundo os causadores do CCD é essencial já que, além de produzirem mel, as abelhas são as principais polinizadoras de aproximadamente um terço da safra dos Estados Unidos, incluindo plantações de frutas, vegetais, castanhas e de matérias-primas para produção de ração, como alfafa e trevo. O pesquisador prevê que o desaparecimento desses insetos poderia resultar na perda de bilhões de dólares para a agricultura.

Estudos semelhantes — Um grupo de pesquisadores franceses realizou recentemente outra pesquisa para relacionar o uso de inseticidas com o CCD. Os cientistas fizeram uma comparação entre dois grupos de abelhas, um sem contato com pesticida e um segundo que recebeu doses de thiamtethoxam (substância pertencente à mesma classe de inseticidas do imidacloprid, os neonicotinoides). Os dois grupos de abelhas foram afastados de suas colmeias e as que receberam doses de inseticida tiveram mais dificuldade para voltar para casa. O estudo é intitulado A commom pesticide decreases foragind success and survival in honey bees e foi publicado na revista Science em março deste ano.









Fonte: Folha