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Músico que não quis apertar a mão de Aécio Neves sofre ameaças

 O músico Fábio Martins, que se negou a cumprimentar o senador Aécio Neves (PSDB) durante visita ao Aglomerado da Serra na semana passada, vai procurar a Polícia Militar para fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.) depois de sofrer ameaças e injúrias em redes sociais.

Fábio Martins relatou em uma rede social que vem sofrendo, desde que não apertou a mão de Aécio Neves, insultos raciais e ameaças de agressão física. “Farei um B.O. para me defender de qualquer coisa que possa vir a me acontecer. Infelizmente, parece que ainda vivemos na época da repressão militar ou em um feudo”, disse em seu perfil do Facebook.

Embora o ato de deixar Aécio com as mãos abanando tenha ganhado repercussão, Martins disse ao jornal O TEMPO que não é ligado a nenhum partido ou candidato.




Fonte: O Tempo

Pai denunciou a Santa Casa de Poços de Caldas por suposto tráfico de órgãos do filho

Garoto de 10 anos teve os órgãos retirados na Santa Casa de Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)

“Fui ameaçado, intimado e humilhado”, disse o gerente de sistemas Paulo Pavesi, de 44 anos, que em 2008 precisou pedir asilo à Itália para sair de Poços de Caldas (MG) após denunciar irregularidades na retirada de órgãos do filho Paulo Veronesi Pavesi, em 2000.

O caso voltou a ter repercussão após a condenação de quatro médicos envolvidos com a remoção e o transplante de órgãos do paciente José Domingos de Carvalho, morto aos 38 anos em 18 de abril de 2011, na Santa Casa de Poços de Caldas.

De acordo com Pavesi, desde que denunciou no ano 2000 a cobrança feita pelo hospital referente à internação do filho, que morreu aos 10 anos após cair de uma altura de 10 metros e teve os órgãos retirados na Santa Casa da cidade, passou a ser ameaçado. “A cidade se voltou contra mim e me apontaram como alguém que queria destruir a Santa Casa. Passei a receber e-mails e recados de todos os lados. Me denunciaram à Justiça por injúria, calúnia e difamação, até eu deixar a cidade”, contou.

A denúncia do hospital e da retirada dos órgãos teve início quando Pavesi foi pagar a conta do hospital. “Eu percebi que tinha algo errado no prontuário que me mostraram. Tinha muitas rasuras e a cobrança era claramente abusiva. Até então eu nem imaginava o que haviam feito, foi então que levei o caso ao Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos”, comentou.

Após desentendimentos com o Ministério Público durante o processo de investigação do caso que ficou conhecido como a Máfia dos Órgãos, Pavesi recebeu o convite de uma Ong italiana de combate à pedofilia para apresentar o caso na Europa e em seguida pediu asilo ao país. “Eles entenderam que eu corria riscos e me apoiaram no pedido de asilo. Mas a mudança foi traumática.

Pedir asilo não é algo agradável. Fui enviado para um centro de asilados onde dividia o quarto com um paquistanês e dois nigerianos, que se tornaram muito amigos, mas era como se eu estivesse preso em um regime semi-aberto. Eu podia sair às 8h mas tinha que voltar antes das 19h. Era monitorado durante 24 horas, embora tenha sido muito bem tratado. Contudo, a Itália hoje é a minha pátria. Amo o país como se estivesse nascido aqui”, disse.

Paulo Pavesi em coletiva de imprensa na Europa sobre o documentário H.O.T. (Foto: Arquivo Pessoal)

Atualmente Pavesi vive em Londres. Ele conseguiu a cidadania italiana um ano após chegar ao país e não precisou mais do asilo. No entanto ele não pretende voltar ao Brasil, nem mesmo para acompanhar o julgamento dos quatro médicos indiciados por homicídio doloso pela retirada dos órgãos do garoto de 10 anos. “Não volto mais para o Brasil. Não vale a pena. A minha presença não vai mudar em nada o julgamento e depois de tudo que vi, não posso afirmar que haverá julgamento. Temo que o juiz não fique muito tempo no cargo, já que está afrontando os poderes da cidade”, destacou. 
Mesmo longe, o gerente de sistemas teme as ameaças sofridas. “Afrontei poderes que até hoje ninguém em Poços de Caldas teve coragem de afrontar. Obviamente que existe risco”, disse.

Com o asilo, Pavesi ficou longe do Brasil, mas não deixou de acompanhar o caso, as investigações e posta em um blog na  internet fatos referentes ao processo. Participou também do documentário italiano Human Organ Traffic (HOT), que aborda o tráfico de órgãos no mundo.


Minas reforça escolta de 16 magistrados que estão ameaçados de morte

De acordo com o CNJ, em todo o país há pelo menos 100 juízes e desembargadores sob a mira de criminosos


Os serviços de inteligência das polícias Civil e Militar de Minas Gerais reforçaram a segurança dos 16 magistrados do Estado ameaçados de morte por bandidos. Após a execução da juíza Patrícia Acioli na sexta-feira (12), no Rio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que, em todo o país, há pelo menos 100 magistrados correndo risco de morrer. Os tribunais de Minas e de São Paulo não informaram ao CNJ quantos juízes e desembargadores estão ameaçados, o que pode aumentar o número.

O Hoje Em Dia apurou que, em Minas, a lista dos ameaçados inclui 16 juízes e desembargadores, que recebem proteção especial da Polícia Militar. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte estão jurados de morte um juiz de Ribeirão das Neves e um de Contagem. Há dois meses, estes magistrados são escoltados para os fóruns e ficam 24 horas com militares que trabalham sem a farda.

O Paraná é o Estado que tem o maior número de juízes ameaçados (30), seguido por Minas Gerais (16) e, em terceiro, Rio de Janeiro (13).

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, disse na sexta-feira que o assassinato da juíza Patrícia Acioli atingiu o Brasil no que há de mais importante: o Poder Judiciário. Há cerca de três meses, a Corregedoria pediu aos tribunais de todo o país que informassem quantos juízes estavam sendo ameaçados e se eles vinham recebendo proteção.

Eliana Calmon reconheceu que existem falhas na proteção aos juízes. “Temos cochilado um pouco”, afirmou. Ela disse, porém, que todas as vezes que a Corregedoria Nacional de Justiça é procurada por um juiz ameaçado, são tomadas providências. Exemplo citado foi o de uma juíza de Pernambuco ameaçada de morte por um grupo de extermínio e que agora tem escolta permanente e usa carro blindado.

A corregedora ressaltou que a execução da juíza Patrícia Acioli pode assustar um pouco a magistratura, mas não irá inibir a atuação dos juízes. Segundo ela, foi oferecida à juíza a possibilidade de transferência da vara criminal onde ela atuava para outra, mais amena. No entanto, Patrícia Acioli teria dito não querer mudar porque amava o que fazia.

Patrícia Acioli era conhecida por atuar de forma rigorosa contra grupos de extermínio e milícias. Ela retornava do trabalho quando foi assassinada, às 23h45. De acordo com vizinhos, quatro homens em duas motos participaram da execução. O nome da juíza era um dos 12 que constavam de uma “lista negra” encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro deste ano em Guarapari (ES) acusado de chefiar um grupo de extermínio.









Fonte:hojeemdia.com.br