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Reservatórios das hidrelétrica em baixa reduzem verba de cidades

Minas foi o Estado mais afetado do Brasil, que registrou queda de 4,7% no ano passado

Os baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas em 2013 derrubaram a arrecadação dos municípios que recebem a Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e os royalties da energia, verbas repassadas às cidades que têm área alagada para instalação de usinas.

Como os recursos são atrelados à produção energética (quanto maior a produção, maior o repasse), os valores foram reduzidos drasticamente. Em Minas, a queda no repasse foi de 26,7%, caindo de R$ 171,5 milhões em 2012 para R$ 135,3 milhões em 2013.

O Estado foi mais afetado do que o Brasil, que registrou queda de 4,7%, passando de R$ 2,2 bilhões em 2012 para 2,1 bilhões no ano passado. O motivo da diferença é a vocação de Minas Gerais para a geração hídrica: 70% dos reservatórios do país estão em solo mineiro.


Na “caixa d’água” do Brasil, 152 municípios recebem o benefício. O maior repasse em 2013 foi para Santa Vitória, município banhado pelo reservatório da usina de São Simão, a maior da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). No ano, Santa Vitória, que possui cerca de 19 mil habitantes, recebeu R$ 4,2 milhões em compensação pelo alagamento de área produtiva, montante 35,7% inferior aos R$ 5,8 milhões de 2012.


Segunda fonte

A contribuição é a segunda maior fonte de arrecadação da cidade, perdendo apenas para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), segundo o prefeito Genésio Franco de Morais Neto.

O montante que Santa Vitória recebeu de CFURH em 2013 representa quase um quinto do orçamento total realizado pela cidade em 2009, de R$ 21 milhões, segundo último balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O prefeito lamenta a redução. “A CFURH ajuda, e muito, a melhorar a condição de vida da população”, afirma. Segundo a legislação, o recurso pode ser aplicado em programas de saúde, educação e segurança. É vetado, no entanto, para pagamento de dívidas (exceto da União) e de folha de pessoal.

Em Santa Vitória, conforme Morais Neto, mais de 25% do montante foram investidos em educação. “Investimos, principalmente, em transporte escolar”, afirma.

Importantíssimo

Em Perdizes, o recurso também é muito bem-vindo, apesar da queda de 15% entre os R$ 4,6 milhões recebidos em 2012 e os R$ 4 milhões de 2013, segundo o prefeito da cidade, Fernando Marangoni. Ele diz que no município, que sedia a usina de Nova Ponte, da Cemig, a arrecadação geral têm crescido menos a cada ano.

Uma redução no repasse da contribuição do setor de energia deixa o quadro ainda mais nublado. “Usamos a CFURH para cobrir todos os gastos do município, com exceção da folha de pagamento. Ele é importantíssimo”, afirma.

Recuo da arrecadação assusta os prefeitos

O município de Morada Nova de Minas, que é banhado pelo reservatório da hidrelétrica de Três Marias, da Cemig, recebeu R$ 4,2 milhões em 2013 a título de Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e royalties de energia. O valor é 35,7% menor do que o recolhido em 2012.

A redução assustou o prefeito da cidade, Walter Francisco de Moura. “As dívidas do município estão nas alturas. Contamos com este recurso para quitá-las. Com a redução, somos muito afetados”, diz. Segundo ele, uma nova queda traria sérios problemas ao município, de 8.600 habitantes.

Moura afirma que o montante em 2013 foi destinado ao pagamento de algumas parcelas de um empréstimo de R$ 2 milhões feito junto ao Banco do Brasil para quitação de dívidas com a previdência dos 600 funcionários municipais. A folha de pagamento, de aproximadamente R$ 800 mil, também recebeu uma parcela da CFURH.

O restante foi usado para manter o hospital municipal, que custa cerca de R$ 200 mil à cidade mensalmente, e para manutenção de veículos.

Em Sacramento, município que abriga as hidrelétricas de Jaguara, da Cemig, e Pai Joaquim e Estreito, de Furnas, o recolhimento em 2013 foi de R$ 5,6 milhões, redução de 39,2% na comparação com 2012. O prefeito de Sacramento, Bruno Scalon, afirma que teve que segurar os gastos. “A arrecadação menor prejudica o acerto de contas com os credores do município”, diz.

Térmicas compensaram a queda

Em 2013, o Brasil gerou 12,9% a menos de energia hidrelétrica do que em 2012. No ano, a geração a partir da força hidráulica somou 314,1 milhões de megawatts-hora (MWh), contra 354,7 milhões de MWh no ano retrasado.

A solução para a queda da geração hidrelétrica foi acionar as usinas térmicas. Como o combustível utilizado por essas usinas é mais caro, haverá impacto nas contas de energia neste ano.




Fonte: Hoje Em Dia

Mesmo com chuva, Lago de Furnas só deve voltar ao normal em 2 anos

Nível da represa de Furnas deve se recuperar em cerca de 2 anos com chuvas (Foto: Reprodução EPTV

Somente no início de 2013, choveu mais de 40% do que estava previsto no Sul de Minas, o que foi muito bom para aumentar o nível do Lago de Furnas. Em um mês e meio, ele já subiu mais de cinco metros. Para o Comitê da Bacia Hidrográfica de Furnas, se o volume de chuvas continuar abundante, é possível que o reservatório se recupere em cerca de dois anos.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, em dezembro do ano passado a represa atingiu o nível mais baixo dos últimos 12 anos, chegando a quase 15 metros do limite máximo. Na época, uma ponte que fica no município de Alfenas (MG) normalmente encoberta pela água chegou a reaparecer, e agora, quase toda a estrutura da ponte já está na água novamente.

O solo ressecado que se via na região não existe mais. Os tanques-rede,  que foram desativados, estão de volta na água onde já é possível navegar.

Tudo isso pode ser observado ao longo dos 34 municípios  banhados pela represa. As transformações trazem esperança para os produtores que vivem do entorno do lago, como em Fama (MG), onde a economia gira em torno do turismo.

"O povo vem aqui por causa da represa, eles gostam da represa, então é muito importante pra nós a água estar cheia nesse período de festas, de feriados", comenta o comerciante João Luiz de Souza. Para ele, as pessoas já estão se preparando para passar o carnaval na cidade.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica de Furnas, Fausto Costa, está otimista com a melhora do lago, porém ele afirma que ainda é preciso mais chuva na região.

"Fez diferença, foi muito positivo, mas precisamos que a chuva venha em grande quantidade em um período prolongado. Isso traz a expectativa de que em dois anos ele volte a seu nível normal", afirma ele.

Segundo o Instituto Somar, em janeiro deste ano choveu mais de 68% do previsto para o mês, com 447 milímetros de chuva. Em fevereiro, só nos seis primeiros dias do mês, já choveu a metade do esperado para o restante do período.

No dia 14 de dezembro, o nível estava em 753,18 acima do nível do mar. Nesta quarta-feira, 6 de fevereiro, o nível era de 758,76. A represa já subiu 5,63 metros em um mês e 20 dias, uma média de 10 centímetros por dia.







Fonte:g1

Municípios banhados por Furnas já contabilizam prejuízos superiores a R$ 100 milhões


As oito turbinas da hidrelétrica de Furnas, a mãe dos reservatórios de energia no Brasil, que alimenta 11 usinas importantes do país até chegar a Itaipu, na fronteira do território nacional com o Paraguai, estão permanecendo desligadas da meia-noite às 6h. Durante o dia, a usina está gerando energia, mas em quantidade bem menor do que deveria. Ontem, o nível de água do reservatório, situado 220 metros acima do nível do mar, estava em 153,3 metros. Se baixar para 150 metros, a usina atingirá seu "nível do morto", ou seja, deixará de operar.

O volume de água é tão baixo que o cemitério da velha São José da Barra, primeiro municípo inundado pelo lago da represa de Furnas, reapareceu. Em Três Pontas, duas pontes que ligam o município às cidades de Paraguaçu e Elói Mendes, reapareceram e estão sendo usadas, inclusive por caminhões pesados, depois de 11 anos submersas.

A última vez que elas emergiram foi em 2001, ano do racionamento de energia no Brasil. As pontes ficaram debaixo d'água em 1962, quando o lago de Furnas foi formado. Em Guapé, as ruínas da igreja da cidade velha, que está no fundo da represa há 50 anos, também ressurgiram.

Ponte que estava submersa há 11 anos já serve de passagem entre as cidades de Três Pontas e Elói Mendes (Foto: Euler Junior /EM/D.A Press)

 O turismo, a pesca e a agricultura na região dos 34 municípios banhados pela represa de Furnas estão prejudicados e, segundo a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), os prejuízos chegam a R$ 100 milhões. As perdas vão desde a queda na demanda nos postos de gasolina, que esperavam um bom movimento para este início do ano, até a redução no movimento nos supermercados, restaurantes, pousadas e hotéis, marinas. Sem contar os desfalques apurados na pecuária, na agricultura irrigada e na piscicultura. "São 3,5 mil quilômetros de área alagada. A última vez que o nível da represa caiu como agora foi em 2001”, diz o secretário-executivo da Alago e presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas do Lago de Furnas, Fausto Costa.

Há nove meses, Aluísio Vicente da Silva investiu R$ 10 mil na montagem de um bar com quiosques às margens da represa, na nova São José da Barra. Ele esperava obter o retorno do seu investimento em seis meses, mas não foi isso o que ocorreu. Com a seca, a água, que fica a 150 metros do estabelecimento dele, virou barro e ninguém pode mais nadar. "Agora, nem sei quando vou conseguir recuperar o dinheiro que investi. Antes de a água secar, a gente recebia cerca de 70 pessoas nos fins de semana. Agora, não aparecem nem 30”, sustenta, diante de um cenário desolador.

O padre Eduardo Pádua de Carvalho é pároco em Passos, município vizinho a São José da Barra. Ele tem um rancho às margens do lago, onde passa férias todos os anos. Ao todo, o pároco tem oito vizinhos. Neste janeiro, no entanto, a única casa aberta é a dele.`”Quem veio passar o fim de ano se assustou porque a represa ficou muito longe do rancho e não dava para puxar água. Cisternas de 22 metros secaram. Quem aparece está indo buscar água na minha casa, a única onde tem água", afirma.

Padre Eduardo aproveitou que a represa está baixa para levar amigos para visitar o cemitério da velha São José da Barra, que emergiu das águas. Um a um, os visitantes vão levando as pedras do antigo mortuário. De acordo com Aluíso Vicente, é o que vem acontecendo com a maioria das pessoas que vai conhecer o local. Só no grupo de padre Eduardo foram duas pedras grandes. “Estamos levando como lembrança”, explicou.

O prefeito de Três Pontas, Paulo Luiz Rabelo, diz que próximo às pontes que reapareceram no meio da várzea em que se transformou a represa há pousadas e vários restaurentes que estão secos. Antônio Sérgio Araújo, supervisor de operações de Furnas, explica que a usina cumpre um papel regulador da vazão de água para a alimentação da região e de outras usinas. “Estamos gastando nossa caixa-d’água. Agora era o período de encher", afirma.

Reflexo na produção

O impacto de um racionamento de energia, embora por enquanto fora do cenário traçado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), será forte nas fábricas mineiras num ano que o setor correrá atrás da recuperação. As perdas podem chegar, com facilidade, a 1% do PIB industrial do estado, estima Lincoln Gonçalves Fernandes, presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da Fiemg. A produção da indústria mineira voltou a amargar queda em novembro, de 0,7%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano e nos últimos 12 meses, o estado mantém taxas positivas, de 1,3% e 0,9% respectivamente, desempenho superior ao da média nacional. A diferença frente ao Brasil está na contribuição importante da indústria automotiva no estado.






Baixa no Lago de Furnas compromete turismo na região

Turismo enfrenta dificuldades com a baixa do Lago de Furnas (Foto: Reprodução EPTV / Erlei Peixoto)

O novo ano trouxe um feriado prolongado em pleno verão, época ideal para muitos turistas procurarem programas à beira água. Mas quem escolheu o Lago de Furnas como destino, acabou ficando decepcionado com o que encontrou nas pousadas. O nível do lago continua muitos metros abaixo do normal e a vista que todos esperavam não está mais lá. Neste início de ano, a reserva em algumas pousadas não chegou a 60%.

O comerciante Eliel Silva Fernandes, de Itatiba (SP), fez a reserva atraído pelas imagens da pousada no site. Uma amiga do comerciante, que esteve na região há seis meses, indicou a pousada, mas quando chegaram ao local não encontraram o que esperavam. "Foi muita decepção, porque eu fiz uma propaganda excepcional, mas o lago estava vazio. E a represa é tudo", comenta Maria Evani Contel. "Agora eu quero voltar quando tiver água né", disse o comerciante Eliel.

Quem procurou o lugar pensando em pescar, também ficou decepcionado. "A gente já esteve aqui há 10, 15 anos e é uma decepção. Para o turismo, as consequências são graves", comenta o economista Jorge Odainá Neto.

Em uma pousada entre Areado (MG) e Alfenas (MG), a estrutura foi construída dentro da represa, mas o local já não tem atraído os visitantes. A água foi embora e levou com ela a paisagem belíssima antes vista da pousada. O publicitário Willian Anderson Gregio comenta que a água seria essencial para poder apreciar a paisagem da pousada, e com o nível baixo, a paisagem é uma imensidão de mato.

A dona da pousada afirma que nunca teve um período tão fraco. As reservas de vagas não chegam a 60%. A alternativa buscada pela administração, segundo ela, é investir na recreação, com piscina, área de lazer e caprichando na comida.

Simoni Santana Moisés, empresária de uma pousada em Carmo do Rio Claro (MG),  conta que só não teve prejuízo porque há vinte anos algumas famílias reservam chalés com antecedência e não desistiram mesmo sabendo que não encontrariam as belas paisagens que sempre viram por aqui.

Duas paulistas que sempre vêm com a família para o lugar lembram-se de tudo que faziam. "A gente nadava no lago, pescava, ia para uma ilha. É uma tristeza ver que o lago está assim", comentam. Para elas, a piscina salvou o passeio.

Baixa de Furnas provoca morte de 7 toneladas de peixes no Sul de Minas


Baixa do Lago de Furnas provoca morte de peixes em Campo Belo. (Foto: Sgto Douglas Alexandre dos Santos / PM Ambiental)

Segundo Emater, oxigenação e maior temperatura provocaram as mortes.

Sete toneladas de peixes foram encontrados mortos no bairro dos Alexandres, na zona rural de Campo Belo (MG). As imagens foram divulgadas neste sábado (15) pela Polícia Militar do Meio Ambiente. Segundo a polícia, os peixes pertenciam a um produtor de tilápias que perdeu toda a criação, que estava armazenada em 19 tanques-rede.

Conforme a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), a morte dos peixes está relacionada com a baixa do nível do Lago de Furnas, que está cerca de 14 metros abaixo de seu nível normal. Ainda segundo a Emater, a baixa do nível do lago provoca a falta de oxigenação e a elevação da temperatura da água causaram as mortes dos animais.

Fama-MG:Represa de Furnas baixa 14 metros destroi embarcações e prejudica comércio

Barcos estão 'atolados' em terra firme por falta de água em Fama. (Foto: Wagner Rodrigues de Oliveira)

Apesar da chuva que caiu no Sul de Minas nos últimos dias, o nível do Lago de Furnas ainda está muito baixo: cerca de 14 metros abaixo da cota máxima. Esta é a pior seca no reservatório desde 2001. Em Fama (MG), a navegação pelo lago está praticamente impossível. Com isso, lanchas e casas flutuantes estão às margens da represa, em terra firme.

Casas que antes ficaram às margens do lago, agora estão distantes. (Foto: Wagner Rodrigues de Oliveira)

Além disso, ruínas de uma estação de trem também começaram a aparecer com a falta de água. Casas e condomínios, antes muito próximas do lago, agora estão distantes, separadas da água por uma grande faixa de terra.









Fonte: Informações g1

Baixa no Lago de Furnas divide opiniões em Fama


A matéria foi publicada no portal G1 SUL DE MINAS, e usaram a foto abaixo para ilustrar mostrando a baixa na represa de Furnas.
Puro sensacionalismo, quem ver essa foto vai achar que que o 'mar virou sertão' como diz a canção de Sá & Guarabira. A represa está baixa sim, mas ainda existe.


Seca no Lago de Furnas preocupa moradores e prejudica abastecimento de energia (Foto: Reprodução EPTV / Devanir Gino)

A cada dia o cenário do Lago de Furnas vem mudando. A pior seca dos últimos 10 anos continua preocupando os moradores do entorno. O lago baixou mais um metro em relação a última semana e agora está 14 metros abaixo da cota máxima. Esta é a pior situação registrada desde 2002, quando a empresa chegou a 21% da capacidade.

No entanto, a baixa tem revelado situações curiosas e divide opiniões entre moradores e turistas. Com a instalação da represa de Furnas em 1964, toda a área no município de Fama foi alagada, mas agora, com a baixa do nível, é possível visualizar uma ponte e uma estrada de ferro que ligava o Sul de Minas ao Estado de São Paulo, passando por cidades como Alfenas (MG), Varginha (MG) e Três Corações (MG).

A cidade tem pouco mais de 16 quilômetros inundados pelo lago e a ponte estava submersa desde 1964. Os moradores dizem ter visto a cena apenas em duas ocasiões: em 1992 e 2002.
Elzio Bodra conheceu vive há três anos em Fama (MG) e conheceu o lago cheio. “Eu não sabia que ele poderia baixar tanto, ficar tão abaixo do nível como está agora. Fica quase impossível de navegar”, diz.

Já o aposentado José Carlos de Moraes veio até a região para fazer turismo, mas está decepcionado. “Eu esperava encontrar o lago cheio, mas com esta baixa, tem pouco o que fazer”, destaca.

Entretanto, a possibilidade de visualizar a ponte e a estrada transformaram o local em um ponto de passeio e pesca. “O pessoal tem vindo até aqui para ver a ponte que estava encoberta”, comenta a dona de casa Zeni Ferreira dos Santos.

O local também privilegia a pesca. “Nós usamos a ponte que está aparecendo para poder pescar, mas tem pouco peixe agora, conta o aposentado Francisco dos Santos.

Ponte entre Boa Esperança e Campo Belo aparece com baixa de Furnas

Ponte entre Boa Esperança e Campo Belo aparece com a queda do nível de Furnas. (Foto: Reprodução EPTV)

Estrutura da década de 1960 está à mostra.

A queda do nível do Lago de Furnas assusta moradores e continua gerando imagens impressionantes no Sul de Minas. Mais uma ponte, que normalmente fica encoberta pela água, veio à tona e agora pode ser vista por quem passa na região. Após anos, a estrutura usada na década de 1960 entre Campo Belo (MG) e Boa Esperança (MG), agora está visível.

A imagem foi enviada através do VC no G1 pelo internauta Hélton Sena de Souza. A estrutura fica próxima da Ponte de Boa Esperança e para chegar até ela, é preciso fazer o acesso pelo povoado do Boticão. Segundo Souza, a ponte que agora pode ser vista, é pouco conhecida dos moradores da região.

"Com a baixa das águas de Furnas, surge esta ponte que poucos conhecem e que segundo relato de alguns moradores, foi feita na década de 60, com a finalidade de ligar Campo Belo à Boa Esperança. Mas infelizmente, com a construção da Barragem de Furnas e consequentemente a cheia da represa, a mesma ficou inutilizada."

De acordo com a Associação dos Municípios do Entorno do Lago de Furnas (Alago), o nível do lago está cerca de 12 metros abaixo do normal. Segundo o presidente da entidade, Fausto Costa, a tendência é de que a partir de agora a situação possa se estabilizar. "Essas chuvas que caíram nos últimos dias não fizeram diferença para o nível do lago. Nós aguardamos a chegada de dezembro e as chuvas de janeiro, fevereiro e março para que essa situação possa se modificar", disse o representante da associação.






Fonte:g1

Baixa umidade do ar aumenta problemas respiratórios no Sul de Minas

Passos registrou, somente em julho, quatro dias com índice abaixo do ideal da OMS

A baixa umidade relativa do ar tem causado surtos de problemas respiratórios em cidades do Sul de Minas. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), somente em julho, Passos registrou quatro dias com índices abaixo dos 30% que, de acordo com a Organização Mundial de saúde, caracterizam estado de atenção.

O aumento nas doenças respiratórias reflete na alta procura por unidades médicas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Passos, nesta época do ano o número de atendimentos relacionados a asma, bronquite e sinusite, na rede municipal, aumenta em 15% entre adultos e em 30% na pediatria.

Em Poços de Caldas, segundo a Policlínica do município, aumenta cerca de 20%. Dos 170 atendimentos diários no pronto socorro de Varginha, 70% são voltados para esse tipo de ocorrência. "Lavo o chão para limpar a poeira”, comenta a aposentada Isa Aparecida Barbosa, que tem asma e antecipa que os problemas de saúde da época vão prejudicar toda sua família. Para amenizar o clima seco, diariamente ela enche bacias d’água e molha toalhas, que ficam ao lado do sofá.












Fonte:eptv