A advogada da mulher que foi morta pelo ex-marido policial e que se suicidou em seguida na noite desta sexta-feira (13), Raquel Piconez Vieira Gomes Oliveira, disse que a polícia poderia ter evitado a tragédia. Para ela, Marlúcio Ferreira Migliorini não tinha condições de ser cabo da Polícia Militar de Boa Esperança (MG).
“Como que a Polícia Militar permite que um homem sem condições psicológicas exerça esse tipo de profissão? Para mim, o grande culpado por omissão foi o Batalhão de Polícia Militar de Boa Esperança”, afirma Raquel.
De acordo com a advogada, Adicéia dos Reis Vagas Migliorini já havia tentado registrar boletins de ocorrência por diversas vezes contra o marido, mas nunca conseguiu pelo fato dele ser um policial militar.
"Nós só conseguimos depois que eu estive junto com ela e ela registrou. No dia 11 de fevereiro eles tiveram uma briga, mas os policiais militares foram ao local, o acalmaram e limparam a cena do crime. Não quiseram registrar o caso. Se a polícia tivesse feito o trabalho deles, isso não teria acontecido", disse a advogada.
O capitão da Polícia Militar de Boa Esperança, Francisco José Lyra, afirma desconhecer qualquer tipo de corporativismo feito a favor do cabo.
“Eu estou ciente de apenas um acionamento feito pela vítima que inclusive foi feito junto à advogada dela, onde ela alegava ter sido agredida pelo marido. Com base nisso, foi feita a ocorrência onde a própria advogada entrou com uma solicitação de medida protetiva à vítima”, explica Lyra.
O cabo da PM e a esposa que havia sido raptada por ele foram encontrados mortos em um cafezal na noite desta sexta-feira (13), em Boa Esperança. De acordo com a PM, o dono da fazenda encontrou os corpos dentro do carro do policial com perfurações na cabeça. A polícia acredita que o cabo de 38 anos atirou na esposa de 32 anos e se matou em seguida.
Segundo o advogado responsável pelo cabo, Antônio Roberto Rezende, o casal já havia feito a separação de corpos e aguardava uma audiência para uma tentativa de conciliação. A advogada de Adicéia, Raquel Piconez Vieira Gomes Oliveira, informou que as ameaças sofridas pela vítima eram constantes e que ela já havia aconselhado a mulher a sair da cidade, pois ela havia sido ameaçada de morte durante a semana pelo policial. A advogada ainda afirmou que o cabo fazia uso constante de bebida alcoólica.
O casal deixa dois filhos, de 14 e 12 anos, que ficam agora sob os cuidados dos avós materno e paterno. Os corpos foram enterrados na tarde deste sábado (14), no Cemitério Municipal de Boa Esperança.
Fonte: G1
“Como que a Polícia Militar permite que um homem sem condições psicológicas exerça esse tipo de profissão? Para mim, o grande culpado por omissão foi o Batalhão de Polícia Militar de Boa Esperança”, afirma Raquel.
De acordo com a advogada, Adicéia dos Reis Vagas Migliorini já havia tentado registrar boletins de ocorrência por diversas vezes contra o marido, mas nunca conseguiu pelo fato dele ser um policial militar.
"Nós só conseguimos depois que eu estive junto com ela e ela registrou. No dia 11 de fevereiro eles tiveram uma briga, mas os policiais militares foram ao local, o acalmaram e limparam a cena do crime. Não quiseram registrar o caso. Se a polícia tivesse feito o trabalho deles, isso não teria acontecido", disse a advogada.
O capitão da Polícia Militar de Boa Esperança, Francisco José Lyra, afirma desconhecer qualquer tipo de corporativismo feito a favor do cabo.
“Eu estou ciente de apenas um acionamento feito pela vítima que inclusive foi feito junto à advogada dela, onde ela alegava ter sido agredida pelo marido. Com base nisso, foi feita a ocorrência onde a própria advogada entrou com uma solicitação de medida protetiva à vítima”, explica Lyra.
O cabo da PM e a esposa que havia sido raptada por ele foram encontrados mortos em um cafezal na noite desta sexta-feira (13), em Boa Esperança. De acordo com a PM, o dono da fazenda encontrou os corpos dentro do carro do policial com perfurações na cabeça. A polícia acredita que o cabo de 38 anos atirou na esposa de 32 anos e se matou em seguida.
Segundo o advogado responsável pelo cabo, Antônio Roberto Rezende, o casal já havia feito a separação de corpos e aguardava uma audiência para uma tentativa de conciliação. A advogada de Adicéia, Raquel Piconez Vieira Gomes Oliveira, informou que as ameaças sofridas pela vítima eram constantes e que ela já havia aconselhado a mulher a sair da cidade, pois ela havia sido ameaçada de morte durante a semana pelo policial. A advogada ainda afirmou que o cabo fazia uso constante de bebida alcoólica.
O casal deixa dois filhos, de 14 e 12 anos, que ficam agora sob os cuidados dos avós materno e paterno. Os corpos foram enterrados na tarde deste sábado (14), no Cemitério Municipal de Boa Esperança.
Fonte: G1












