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População da zona rural cai 10,3% em 10 anos na região


O Sul de Minas acompanha a tendência de todo o país quando o assunto é o número de pessoas que deixam o campo para morar na cidade. Dados definitivos divulgados pelo IBGE do Censo de 2010 mostram que o número de moradores na zona rural vem diminuindo. Em 2001, viviam nas cidades da região 1,740 milhão de pessoas. Dez anos depois, esse número passou para 1,980 milhão, um crescimento de 13,8%. Já na zona rural, houve redução de 10,3% no número de habitantes. Em 2000, eram 511.462 moradores contra 458.389 em 2010.

No entanto, há municípios no Sul de Minas que estão indo contra essa tendência. Campo do Meio, por exemplo, é uma exceção. Os números do IBGE mostram que em 10 anos a população na zona rural cresceu. De 1.397 em 2000 passou para 1.417 em 2010, um crescimento pequeno, mas que mostra que algumas pessoas tentaram viver na cidade, mas acabaram voltando para a roça. A população urbana do município também cresceu pouco: passou de 10.039 em 2000 para 10.059 em 2010.

Veja alguns dados da região e a comparação com o censo de 2000:

Sul de Minas

Censo de 2.000
TOTAL -> 2.251.629
URBANA -> 1.740.167
RURAL -> 511.462

Censo de 2010
TOTAL -> 2.438.611
URBANA -> 1.980.222
RURAL -> 458.389

Poços de Caldas
Censo de 2000
135.627 habitantes
Censo de 2010
152.435 habitantes

Pouso Alegre
Censo de 2000
106.776 habitantes
Censo de 2010
130.615 habitantes

Varginha
Censo de 2000
108.998 habitantes
Censo de 2010
123.081 habitantes

Passos
Censo de 2000
97.211 habitantes
Censo de 2010
106.290 habitantes

Fonte: IBGE

Mexida no bolo municipal divide prefeitos

Censo 2010 do IBGE alterou a rotina de mais de uma centena de municípios

Projeto de lei em tramitação no Senado cria fator de compensação para 172 cidades do país, sendo 10 municípios de Minas


Projeto de lei em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado pretende mudar a forma de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e corrigir distorções no repasse de recursos. A proposta permite que dez cidades de Minas Gerais que tiveram redução no número de habitantes tenham uma compensação. Na outra ponta, porém, 60% dos municípios mineiros terão os repasses revisados para baixo. O montante chegaria a R$ 135 milhões em dez anos.


O PL 184/2010, de autoria do ex-senador e atual governador do Acre, Tião Viana (PT), foi proposto para minimizar as perdas que os municípios têm por causa da revisão populacional feita pelo IBGE. Todo ano, o instituto tem que informar o Tesouro Nacional o total de habitantes de cada cidade brasileira, para que o FPM possa ser calculado. No ano em que não há censo ou recontagem, o IBGE faz uma estimativa, frequentemente contestada no próprio instituto, no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Judiciário. O Censo 2010 apontou que 172 cidades no país tiveram redução populacional, sendo dez em Minas. Estes municípios perderam, neste ano, R$ 16 milhões com o resultado do Censo.


Pela sistemática atual, o FPM é distribuído em função do número de habitantes que o município possui. Os repasses são divididos por faixas habitacionais, cada uma delas com um coeficiente que determina o valor que a cidade vai receber. O menor coeficiente é 0.6 para municípios com até 10.188 moradores e o maior é 4.0, para cidades com mais de 156.217 habitantes. Capitais e municípios do interior com população acima desse patamar recebem também outras cotas do fundo, conforme o número de habitantes. Hoje, para um município mudar de faixa, para cima ou para baixo, é necessário haver uma variação de 3.397 no número de habitantes.


A proposta em análise no Senado prevê que o coeficiente 0.6 será aplicado para municípios com até 5.095 habitantes. A cada morador acima desse patamar, será acrescido um fator que diminui as distorções entre as faixas. O índice inicial é de 0,000039254 por habitante, alcançando 0,000058893 para municípios com até 16.980 moradores. Acima disto, o fator cai conforme aumenta a população, até o limite de 156.217 moradores.


Levantamento realizado pela Associação Mineira de Municípios (AMM) aponta que, se as novas regras forem aprovadas pelo Congresso, 335 cidades do Estado vão receber mais repasses do FPM. A maioria (517), porém, vai perder recursos. No caso de Belo Horizonte, a situação não muda.


Para que a alteração não provoque um impacto brusco nos orçamento dos municípios que vão ter os repasses reduzidos, o projeto de lei prevê que o desconto da diferença será anual e feito em dez anos. Ou seja, a cada ano o município teria descontado do repasse total 10% do valor que teria direito.


“Como há um salto no valor do coeficiente na passagem de uma faixa para outra, o acréscimo ou redução de alguns poucos habitantes pode provocar grandes aumentos ou quedas na receita do FPM”, escreve Tião Viana na justificativa do projeto. A proposta está com o relator, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que pediu à consultoria técnica do Senado um estudo sobre o tema.


Projeto divide opinião dos prefeitos


Embora a proposta apresente a possibilidade de diminuir as distorções na distribuição dos recursos para os municípios, não há consenso entre os prefeitos. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, diz que a entidade ainda está fazendo estudos para tomar uma posição a respeito, mas já demonstra receio com o projeto.


“Estamos muito preocupados. A ideia é boa, mas é igual a reforma tributária: quando individualiza, alguns perdem e outros ganham. Isso gera contendas”, avalia Ziulkoski. Para o presidente da CNM é preciso ouvir os prefeitos para tomar uma posição.


Em sintonia com o colega nacional, o presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM) e prefeito de São Gonçalo do Pará (10.398 habitantes), Ângelo Roncalli (PR), acha que é preciso discutir muito para tomar uma decisão sobre o caso. O prefeito de Matias Cardoso (9.979 moradores), João Codorval (PT), não quer esperar os estudos para decidir. “Se essa lei não for aprovada, vai inviabilizar a administração de vários municípios”. Já o prefeito de Matias Barbosa (13.435 habitantes), Luiz Carlos Marques (PT), defende outra solução. “Só vai resolver a situação quando pensarem que o país começa nos municípios. É preciso reservar uma fatia maior do bolo para as cidades. Hoje, quase tudo vai para o Estado e a União”, reclama.


“Se (o desconto) fosse (feito) de uma vez (seria danoso), mas como vai ser diluído em dez anos, não é tanto assim. É uma forma de corrigir as distorções (que há) entre os repasses para os municípios”, avalia a analista econômica da AMM, Angélica Ferreti, responsável pelo levantamento.


Há quem fale até em renúncia


Para administrar os municípios que tiveram redução de população após o Censo 2010, os prefeitos dessas cidades optaram por diminuir os serviços oferecidos à população. Alguns até pensam em deixar o cargo por não saber como lidar com a nova realidade.


O prefeito de Matias Cardoso (Norte), João Codorval (PT), diz que o município vai perder R$ 1,7 milhão neste ano com o Censo. Em 2010, o município recebeu R$ 5,1 milhões de repasse do FPM e a previsão para este ano é de receber R$ 4,9 milhões. Se fosse utilizado o coeficiente do ano passado, Matias Cardoso receberia R$ 6,6 milhões. O IBGE indica que o município tinha 8.600 pessoas no Censo do ano 2000 e 9.387 na pesquisa de 2010. Após reclamação da prefeitura, técnicos do instituto estiveram no município e aferiram mais 592 habitantes, totalizando 9.979 pessoas. “Não fizeram recontagem, o serviço foi mal feito. Não consideraram quem trabalha fora do município”, reclama o petista do levantamento do IBGE. Segundo publicação da Associação Mineira de Municípios, a cidade teria 10.819 habitantes.


“A situação está crítica. Estou para parar até o transporte escolar. Tenho três quadras e praças sem iluminação porque tem cinco meses que não pago a Cemig. Entre pagar o funcionalismo e pagar a Cemig, prefiro pagar os servidores”, afirma Codorval. O prefeito diz que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já o advertiu de que o município está ultrapassando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal com o pagamento de funcionários. “O que tenho que fazer? Já demiti três secretários, os 17 guardas municipais e outros 80 servidores. Tenho que demitir mais 150. A saída é fechar postos de saúde e escolas nos distritos rurais”, diz o prefeito. Codorval afirma que construiu sete postos de saúde e, com a redução do FPM, não tem condição de manter o funcionamento. “Está inviável. Estou pensando seriamente em renunciar ao mandato”, afirma.


Em Matias Barbosa (Zona da Mata), o prefeito Luiz Carlos Marques (PT) argumenta que superdimensionaram o tamanho da população nos últimos anos e por isso o município perdeu receita do FPM. Em 2010, a prefeitura recebeu R$ 6,3 milhões em repasses do FPM. Se fosse usado o mesmo coeficiente do ano passado, o município receberia R$ 8,2 milhões. Com o novo fator, porém, a prefeitura vai receber R$ 6,6 milhões. Segundo o IBGE, o município tinha 12.323 habitantes em 2000. O Censo apurou primeiramente 13.222 e o número final de moradores foi de 13.435.


“Interfere, sim, na administração. Perdemos algum investimento, mas temos uma administração enxuta. Não podemos permitir que isso prejudique o município”, diz Marques. O prefeito afirma que reduziu os investimentos na área de Saúde para manter as contas da prefeitura em dia. “Constitucionalmente, temos que investir 15% do que arrecadamos. Investíamos 25% e reduzimos”, diz. Com os cortes, a população tem que esperar entre três e quatro meses para realizar exames médicos. Antes, segundo o prefeito, o prazo era de uma semana.









Fonte:hojeemdia.com.br

Poços de Caldas continua maior cidade com 152.496 habitantes

Números definitivos do Censo foram divulgados nesta segunda-feira
O IBGE divulgou nesta segunda-feira (29) os dados atualizados e definitivos do Censo 2010. Conforme, os números, Poços de Caldas continua sendo a maior cidade do Sul de Minas com 152.496 habitantes. Pouso Alegre, a segunda maior cidade da região, foi o município que apresentou o maior crescimento em 10 anos. Passou de 106.776 moradores em 2000 para 130.586 em 2010. Varginha tem agora 123.120 habitantes e Passos, 106.313.
Lavras é agora a quinta maior cidade da região com 92.171 moradores. Itajubá tem agora 90.679 habitantes.

Para saber mais informações sobre os números de outras cidades, CLIQUE AQUI.

População brasileira é de 190.732.694 pessoas, diz Censo .

O Brasil tem 190.732.694 milhões de habitantes. O dado preciso acaba de ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no balanço final do Censo 2010, que está sendo apresentado, neste momento, no Rio. A divulgação revela dados definitivos referentes à população, distribuição por sexo e por zona rural ou urbana.

A região Sudeste continua sendo a mais populosa do Brasil, com 80,35 milhões, mas sua participação na população total do país reduziu-se entre 2000 e 2010 - de 42,8% para 42,1%. As regiões Nordeste e Sul também encolheram proporcionalmente, enquanto aumentou o peso das regiões Norte (de 7,6% para 8,3%) e Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%).

São Paulo é o estado mais populoso, com 41,25 milhões de pessoas, seguido por Minas Gerais (19,60 milhões) e Rio de Janeiro (15,99 milhões). Os estados que mais cresceram no período estão no Norte: Amapá (40,18%), Roraima (39,10%) e Acre (31,44%).

De acordo com o IBGE, dezenove municípios mais que dobraram a população, desde 2000. O município que apresentou maior crescimento foi Balbinos, em São Paulo (199,47%). Há dez anos, eram 1.313 habitantes. Em 2010, o número passou para 3.932.

O número de mulheres ainda é maior que o número de homens - e o desequilíbrio aumentou entre 2000 e 2010. Para cada 100 mulheres, existem hoje 95,9 homens. Há dez anos, havia 96,9.

O Censo 2010 visitou 67,6 milhões de domicílios em todo o Brasil, e entrevistou moradores em 56,5 milhões dessas unidades. Nos cerca de 4 meses de levantamento, trabalharam 230 mil pessoas, dos quais 191 mil recenseadores. Nos domicílios fechados, o IBGE estimou o número de habitantes, utilizando uma prática adotada por institutos de estatística em todo o mundo.







Fonte:www.oriobranco.net

População de Extrema cresce 46,8% em 10 anos

Entre as maiores cidades, destaque foi Pouso Alegre com 18,7% de crescimento


Extrema foi o município do Sul de Minas que teve o maior crescimento populacional nos últimos dez anos. Em uma década, a população da cidade que faz divisa com o Estado de São Paulo, aumentou quase pela metade. No ano 2000, o município tinha 19.219 habitantes e em 2010, o IBGE constatou a presença de 28.227 moradores: um crescimento de 46,8%.

Logo atrás de Extrema, a cidade que mais se destacou foi São Bento Abade, com um aumento de 21,46% em sua população. Juruaia, com 20,23% na população foi a terceira cidade que mais cresceu. O Sul de Minas registrou um crescimento de 7,34%, acima de Minas Gerais (7,09%) e da Região Sudeste (7,24%). Em dez anos, a população brasileira aumentou em 9,37%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O órgão anunciou a população residente em cada um dos 5.565 municípios brasileiros segundo os resultados da coleta do Censo Demográfico 2010, realizado entre os dias 1º de agosto e 31 de outubro. Mais de 185 milhões de pessoas (185.712.713) foram recenseadas em todo o Brasil.

Maiores cidades

Entre as sete maiores cidades da região, Pouso alegre foi a que a população mais aumentou nos últimos dez anos. Segundo os dados do IBGE, o município teve um aumento de 18,7% passando de 106.776 habitantes no ano 2000 para 126.836 em 2010. A cidade de Lavras vem depois com um aumento de 13,4%. Entre as menores cidades da região, destaque para Senador José Bento, cuja população encolheu em 21,3% em dez anos.

Os resultados serão apresentados às prefeituras por meio de ofício e reuniões promovidas pelo IBGE. A partir desta quinta-feira, as prefeituras terão 20 dias para se manifestarem sobre os números divulgados.

As que mais cresceram

2000 2010 Crescimento

Extrema - 19.219 - 28.227 - (+46,8%)
São Bento Abade - 3.737 - 4.539 - (+21,46%)
Juruaia - 7.680 - 9.234 - (+20,2%)
Santa Rita Sapucaí - 31.264 - 37.364 - (+19,51%)
Jacutinga - 19.004 - 22.699 - (+19,44%)
Pouso Alegre - 106.776 - 126.836 - (+18,7%)
Lavras - 78.772 - 89.380 - (+13,4%)
Varginha - 108.998 - 120.975 - (+10,9%)
Poços de Caldas - 135.627 - 149.667 - (+10,3%)
Alfenas - 66.957 - 72.535 - (+8,3%)
Itajubá - 84.135 - 90.654 - (+7,7%)
Passos - 97.211 - 104.691 - (+7,6%)

As que mais caíram

Senador José Bento - 2.371 - 1.864 - (-21,3%)
São Pedro União - 5.618 - 5.040 - (-10,29%)
Marmelópolis - 3.293 - 2.968 - (-9,87%)
Pouso Alto - 6.669 - 6.213 - (-6,84%)
Santana da Vargem - 7.521 - 7.087 - (-5,77%)

Se você quiser mais informações sobre o crescimento populacional de sua cidade, clique aqui.



Fonte:eptv