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Fama MG - Médicos do SUS cobram para fazer cirurgias

Em Fama-MG os casos de cirurgías são encaminhados para Alfenas MG, cirurgías que são pagas pelo SUS-Sistema Único de Saúde, mas pelas quais os médicos querem cobrar por fora.

Eles argumentam que o SUS paga muito pouco e por isso eles cobram. Que o SUS deveria pagar melhor concordamos, mas então porque eles continuam trabalhando para o SUS ?. Porque uma grande quantidade de usuários do SUS se assustam com seus problemas de saúde e acabam pagando para os tais médicos, isso a custa de sacrifícios como vender seus escassos bens, se endividando com empréstimos etc.

E esses médicos continuam "trabalhando", ou "atendendo" os paciêntes encaminhado até eles, com o único intuito de ganhar dinheiro com essas cirurgias.

E esses mesmos médicos são contra o Programa Mais Médicos lançado pelo governo, como diz a canção 'que país é esse'.

Você pode e deve denunciar esses médicos na Ouvidoria do Ministério da Saúde, para denunciar clique AQUI

Leia a matéria abaixo sobre um médico que fazia a mesma coisa e responde processo por: Crimes de concussão (exigir dinheiro em razão do cargo em que ocupa) e falsidade ideológica, por ter falsificado o atestado médico.

Médico cobra R$ 2 mil para fazer cirurgia pelo SUS e privilegia paciente

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou um médico de Apucarana, no norte do estado, por cobrar R$ 2 mil para fazer uma cirurgia de joelho pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em um paciente e o ensinar como "furar" a fila da saúde pública. O próprio paciente, o vigilante Gilberto Marques dos Santos, filmou as ações do ortopedista Hélio Cebrian e o denunciou.

"Já no primeiro dia ele falou que ia operar. Disse: 'Se você não quiser esperar de um ano e dois na fila, a quantia é essa", diz Santos. O vigilante diz ter emprestado cinco cheques para para pagar a cirurgia - em uma das gravações, Cebrian aparece pedindo cheques para o paciente.

Cebrian também ensina o vigilante a simular uma contusão para não enfrentar a fila do SUS. "Você vai chegar lá com duas muletas, sem pisar, simulando que você está com dor, senão não conseguimos fazer isso com urgência", disse o médico.

O vigilante conta que, meses depois da operação, o médico ainda fez um atestado falso para que o paciente tivesse benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). "Vou fazer um atestado dos meses lá para trás, de seis meses, que é o máximo de tempo que o INSS afasta alguém", declara Cebrian.

O ortopedista confirma a denúncia e diz que usou o dinheiro para comprar instrumentos cirúrgicos não fornecidos pelo SUS. "A gente compra esse material e, infelizmente, o paciente tem que pagar por isso. Fazemos as coisas na bondade. Errado? Sim, é errado. Mas você faz na boa fé", explicou o médico, em entrevista à RPC TV. O cirurgião vai responder pelos crimes de concussão (exigir dinheiro em razão do cargo em que ocupa) e falsidade ideológica, por ter falsificado o atestado médico.

Matéria publicada pelo G1 link abaixo:




Médico suspeito de cobrar serviços custeados pelo SUS é preso em Campos Gerais PR


Isso aconteceu em Campos Gerais do Paraná, mas aqui no Sul de Minas acontece diariamente, médicos querem dinheiro para fazer cirurgia pelo SUS. Se isso estiver acontecendo com você procure o Ministério Público e denuncie, isso é crime. O médico vai responder processo e pode, dependendo do caso, ser preso.

Um médico que atuava no Hospital de Caridade São Pedro, único hospital de Mallet, na região dos Campos Gerais do Paraná, está preso desde o dia 21 de agosto deste ano. Após receber denúncias da ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério Público do Paraná (MP-PR) começou uma investigação a respeito das acusações de que o médico estaria cobrando por procedimentos custeados pelo SUS. Na terça-feira (27), o MP-PR divulgou que o pedido de Habeas Corpus, protocolado pelo advogado que representa o médico, foi negado pela Justiça.
O médico é suspeito dos crimes de concussão - que significa o ato de exigir vantagem indevida ou dinheiro em razão da função ou cargo que ocupa - falsidade ideológica e constrangimento ilegal, que consiste em crimes contra a liberdade individual.

Conforme as investigações do MP-PR, o médico recentemente cobrou o pagamento de uma cesárea que já seria paga pelo SUS. As investigações apontam que o médico vem cometendo o crime há muito tempo, mas a Promotoria de Justiça não confirmou o período exato.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça, de acordo com o MP, porque o médico estaria dificultando a coleta de provas necessárias para seguir com a investigação.
A Promotoria de Justiça de Mallet pede que pacientes que eventualmente tenham sido cobrados por consultas, cirurgias ou qualquer outro procedimento realizado pelo SUS procurem a Promotoria de Justiça da cidade, que fica na Rua XV de Novembro, 412, no Centro da cidade ou pelo telefone (42) 3542-1227.

Médicos trabalham no SUS para faturar cirurgias


É certo que o 'SUS-SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE' paga mal aos médicos e as condições de trabalho são precárias, isso tem que mudar ou o governo vai ver o povo novamente nas ruas.

Mas alguns 'profissionais' tem que mudar a conduta.

Tem médico que reclama mas não abre mão do SUS, é onde ele fatura por exemplo uma cirurgia de próstata, onde eles cobram em média de cinco a sete mil reais, as vezes bem mais.

A coisa funciona assim, o médico atende pelo SUS, se o paciente estiver com câncer de próstata, ele informa que não faz cirurgia pelo SUS. Pega o doente que recebe a notícia que tem que fazer uma cirurgia para retirar um câncer com o emocional abalado, e fatura a cirurgia, pois a família preocupada acaba arrumando o dinheiro para pagar e não procura outro profissional.

Isso é correto ?, claro que não, se o SUS não paga bem ele que saia e vá trabalhar em outro lugar, isso seria a conduta correta. Mas ele usa o SUS porque é ali que ele fatura as custas dos mais carentes.

Fica a pergunta, isso pode ?

Antes de começar a fazer exames complexos com qualquer médico do SUS faça a seguinte pergunta: o senhor faz cirurgias pelo SUS, se não fizer procure outro médico.



Ademir Palácios


Começa a valer lei que garante tratamento em até 60 dias para pacientes com câncer


Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que este ano deverão ser registrados 518 mil novos casos da doença no País

Começa a valer, nesta quinta-feira, a lei que garante tratamento em até sessenta dias para pessoas com diagnóstico de câncer. A partir de hoje, os pacientes que não forem encaminhados para quimioterapia, radioterapia ou cirurgia dentro do prazo, devem procurar secretarias de saúde de suas cidades. O tempo começa a ser contado a partir do registro do prontuário.

A lei reserva exceções que são casos em que o tratamento não é indicado, câncer de pele que não seja melanoma e câncer de tireoide sem fatores clínicos. Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que este ano deverão ser registrados 518 mil novos casos da doença no País. A doença também é responsável por cerca de 15% das mortes do Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, o prazo já vem sendo cumprido na maioria dos casos. Levantamento feito pela pasta com registros dos últimos cinco anos mostra que 78% dos casos de câncer em estágio inicial iniciam o tratamento neste prazo. Entre pacientes que tiveram diagnóstico da doença em estágio avançado, 79% tiveram início também antes dos 60 dias.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que números mais confiáveis sobre a espera para o início do tratamento serão obtidos a partir dos próximos meses, quando entrar em funcionamento um Sistema de Informação de Câncer, um software oferecido pela pasta gratuitamente para secretarias. De acordo com Padilha, até agosto todos os registros de novos casos da doença terão de ser feitos por esse sistema.








Fonte: Estado de Minas

Justiça obriga municípios e estado a pagar cirurgias de redução do estômago


Diante da longa espera para a cirurgia bariátrica em Minas Gerais, os pacientes estão recorrendo à Justiça para tentar vencer a obesidade mórbida. Mas nem mesmo a decisão judicial é garantia de vaga: o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou ao estado a realização de 16 operações desde 2011, mas sete ainda não foram feitas. Em sua defesa, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) diz que precisa pagar R$ 22 mil só pela cirurgia em uma unidade particular – para não tirar a vaga de quem está na fila pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – e que, mesmo assim, enfrenta recusa por parte de hospitais e clínicas particulares, por causa do risco que alguns pacientes correm de morrer.

Levantamento feito pelo Estado de Minas no TJMG mostra que, desde 2011, há pelo menos 33 processos de pessoas querendo que a Justiça interceda para acelerar o processo. Os desembargadores, na tramitação da segunda instância, deferiram 21 pedidos, que incluem a condenação de municípios mineiros. Enquanto isso, aproximadamente 500 pessoas aguardam na fila da cirurgia bariátrica (278 no polo de Belo Horizonte; 150 a 200 em Juiz de Fora; e 40 em Uberlândia).

É o caso da doméstica desempregada Romilda Sebastiana Duarte, de 53 anos, que mora em São José da Varginha, Região Central de Minas, e que, há 12 anos, luta para conseguir chegar à mesa de cirurgia. Com 179 quilos, ela fez, esses anos todos, acompanhamento na Santa Casa de Misericórdia, em BH, mas, apesar de três riscos cirúrgicos em mãos, nunca conseguiu a internação.

“A médica dizia que eu tinha que emagrecer mais, ou pedia outro exame. Ficamos nisso por 12 anos, enquanto outras pessoas mais obesas passavam na minha frente. Até que fiz um vídeo pedindo ajuda, há dois anos, e postei na internet. Acabei conseguindo apoio do Núcleo Mineiro de Obesidade e o advogado entrou na Justiça”, conta ela. A decisão favorável foi publicada em 6 de fevereiro, sob pena de multa diária de R$ 800, e até agora o Estado não cumpriu a determinação e terá que arcar com mais essa despesa.

Romilda já não pode trabalhar, nem consegue fazer sua higiene diária sozinha. Perdeu a guarda dos filhos para o ex-marido, porque pedia a ajuda deles na hora do banho. Quando dá alguns passos, sofre com falta de ar, fora as doenças relacionadas à obesidade mórbida. Ela lembra que sempre foi gordinha, mas que perdeu o controle durante o casamento e que a separação piorou as coisas. Segundo Romilda, cada recusa da médica a deixava mais ansiosa. “Cheguei a pesar 190 quilos e consegui reduzir, mas ela mandava perder mais e eu já não conseguia. Por causa da ansiedade, acabava engordando e ouvi dela que não iria marcar a cirurgia para não assinar meu atestado de óbito”, reclama a paciente.

Segundo o advogado do núcleo Marcelo Eustáquio de Oliveira a situação de Romilda é grave e o Índice de Massa Corporal (IMC) dela chega a 87, quando o parâmetro da obesidade mórbida conta a partir de 40. Um médico voluntário do núcleo acabou refazendo os exames para que o jurídico pudesse acionar a Justiça. O advogado afirma que perdeu na primeira instância e que vai marcar uma reunião com a procuradoria do estado, para tentar marcar logo a cirurgia. “Isso tudo é um absurdo. Ela corre o risco de morrer, e não podemos esperar que isso ocorra para marcar a data da operação.”

A assessora técnica da SES Vânia Rabelo diz que, no caso de Romilda, faltam documentos e laudos médicos para que ela possa solicitar orçamento aos hospitais particulares. “Mandamos um telegrama para ela, mas voltou porque ela era desconhecida no endereço que constava no processo.” De acordo com Vânia, os relatórios médicos também já foram solicitados à 6ª Vara Cível de Fazenda Pública. “Não sabemos o estado clínico dela. E como é que o Estado vai procurar um hospital para fazer a cirurgia sem essas informações? Acaba sendo lesado por uma questão que não é sua.”

Sem urgência

A cirurgia bariátrica não é considerada uma urgência, mas o risco de morrer é sempre um dos argumentos de quem recorre à Justiça. Por outro lado, em dois anos, os desembargadores indeferiram pelo menos 12 pedidos, argumentando que os documentos anexados não comprovavam o risco. Conceder a liminar nessas situações acabaria “furando a fila” daqueles que realmente têm urgência.

“O Estado recorre das decisões porque é de praxe, até para não haver favorecimento de um caso em detrimento de outro. Mas, se for realmente um paciente grave, haverá a determinação judicial. Ocorre que muitos hospitais particulares recusam quando o quadro é tão grave”, explica Vânia. É preciso dispensar licitação e, ainda assim, a espera é demorada. “A Justiça, muitas vezes, estipula prazos impossíveis de serem cumpridos e nós temos que recorrer porque dependemos dos hospitais e de vagas no CTI”, diz a assessora técnica.

De acordo com a gerente de Regulação e Atenção Hospitalar da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte, Ninon Fortes, o município procura cumprir uma série de etapas para evitar que sobre apenas a cirurgia como opção. Há ações de controle de peso e monitoramento daqueles que têm IMC acima de 35, quando se encaminha o paciente para o endocrinologista do Ambulatório Regulador de Obesidade da Santa Casa. Há ainda um prazo de dois anos em que se tenta evitar a cirurgia, com acompanhamento de uma equipe multidiscipinar.

“Só então o paciente vai para a central de internação de BH, que é cidade polo. Os números acabam mudando, mas hoje (ontem) são 121 pacientes da capital e 157 do interior. Na quinta-feira, a fila tinha 292 pessoas e o máximo a que chegamos foi em torno de 400, porque há poucos cirurgiões habilitados e também precisamos de CTI na retaguarda”, explica Ninon. Segundo ela, só então os pacientes passam pelos exames pré-operatórios, e ainda levam de seis a oito meses para marcar a cirurgia. Há chances de contraindicação, dependo do risco, e, nesse caso, eles retornam aos cuidados do ambulatório.

Este ano, na capital, 19 cirurgias já foram realizadas pelo SUS. Em 2010, foram 64 e, dois anos depois, 86. O município informou que o Hospital Universitário São José, no Bairro Santo Agostinho, está em processo de credenciamento. “Essa cirurgia vai me fazer reviver, vai ser minha chance. Estou louca para fazê-la. Não aguento mais esse sofrimento”, desabafa Romilda.


MEMÓRIA: Mulheres são mais atingidas
O Ministério da Saúde divulgou, há três dias, que a população brasileira gasta quase R$ 490 milhões anuais para cuidar de 26 doenças relacionadas ao excesso de peso. Entre as intervenções, há ainda a cirurgia bariátrica, cuja idade mínima dos pacientes candidatos à intervenção caiu dos 18 anos para os 16. No Sistema Único de Saúde (SUS), quando se trata dos obesos, as mulheres são responsáveis por 67% dos recursos gastos: R$ 327,7 milhões. A pesquisa foi baseada nas despesas de 2011 e mostra que o maior número de problemas de peso (sobrepeso, obesidade e obesidade mórbida) atinge o sexo feminino. O estudo também mostrou que a obesidade, o sobrepeso e a obesidade mórbida vêm avançando: o aumento médio anual de quilos no corpo é de 1,05%, enquanto a obesidade chega a 0,76% e a forma mais grave da doença cresce 4,3 vezes mais que a obesidade.






Fonte: Estado de Minas