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TRE investiga pagamento do PT a firma do atual vice-presidente da Copasa

Pagamentos feitos pelo PT durante as eleições do ano passado e investigados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) lançam suspeitas sobre negócios acertados entre o comitê e a direção estadual do partido e uma empresa que pertence ao atual vice-presidente da Copasa, Antônio Cesar Pires de Miranda Júnior, o Juninho da Geloso.

Entre 8 de agosto e 3 de outubro do ano passado, a Estacionamento e Locação de Veículos Mangabeiras Ltda, de propriedade de Miranda Júnior, recebeu R$ 492 mil pelo aluguel de 31 caminhões. As notas fiscais são sequenciais (102 a 105) e uma delas, a 104, foi emitida antes da 103. Após questionamento do TRE, o documento foi rasurado e ficou com data posterior.

A firma, cujas atividades principais são estacionamento e locação de veículos, fica no número 4.050 da avenida Afonso Pena. Sem respeitar a numeração da avenida, o negócio fica ao lado da Pizzaria Mangabeiras, no número 4200.

“Aqui é estacionamento para os clientes da pizzaria, mas qualquer motorista pode parar, por R$ 10 a hora. Não funciona nenhuma locadora não”, disse, ao ser questionado, um funcionário que trabalha no local.

O estacionamento e locadora, além da própria pizzaria, são de propriedade de Miranda Júnior. Conhecido como Juninho da Geloso, o empresário também é dono da fábrica de gelo de mesmo nome e foi prefeito de Rio Acima, na Grande BH, de 2012 a 2015. Se afastou da prefeitura justamente para assumir a vice-presidência da Copasa, no início deste ano, por indicação do governador Fernando Pimentel (PT). Procurado no estacionamento, na pizzaria e na própria Copasa, Juninho não se pronunciou.

Outras empresas

O TRE também investiga transações financeiras realizadas pelo partido com outras duas empresas. Todas têm na locação de automóveis a principal atividade. Os pagamentos feitos às três firmas beiram os R$ 2 milhões.

Igualmente contratada pelo PT durante o período eleitoral, a BBC Consultoria e Negócios foi a que mais recebeu: R$ 822 mil.

A terceira é a Transportadora Coutinho. O empreendimento foi criado em fevereiro do ano passado e recebeu sete pagamentos do partido, entre setembro e outubro, no total de R$ 675 mil. Um dos contratos foi relativo ao aluguel de 80 ônibus.

A sede da firma fica em um local de difícil acesso em Santa Luzia, na Grande BH. À “Folha de S. Paulo”, o proprietário, Daniel Coutinho, afirmou que a empresa subloca ônibus, caminhões e vans de terceiros.

Todos os empreendimentos são microempresas e poderiam atingir, no máximo, uma receita anual de R$ 360 mil.

Empresa que recebeu R$ 822 mil tem sede compartilhada com ao menos duas firmas

Situada no bairro Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, a empresa BBC Locação e Negócios divide a sede com ao menos outras duas firmas, segundo os próprios funcionários. Uma delas, a QA Consulting, também foi contratada pelo PT durante as eleições para prestar apoio técnico em Tecnologia da Informação (TI).

A BBC foi criada em abril do ano passado e atualmente tem como atividade econômica principal a locação de automóveis. A sede se mistura entre as casas residenciais do bairro e possui uma garagem onde aparentemente não cabem mais do que 15 veículos. No entanto, a firma recebeu R$ 822 mil entre 29 de agosto e 20 de outubro de 2014 para prestar “serviços especializados de gestão e supervisão de eventos políticos, palestras, comícios, compreendendo ainda a logística e a fiscalização do transporte, estadia e alimentação para a campanha eleitoral de Fernando Pimentel”.

À época, a empresa chamava-se BBC Locação e Negócios e tinha como função principal “atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica especializada”. No dia 30 de outubro de 2014, a firma teve o nome modificado e a atividade econômica principal alterada para locação de veículos. Questionada, a BBC afirmou que possui caminhões e veículos, mas não quis afirmar quais foram os serviços prestados durante as eleições de 2014.

Resposta do PT

Por nota, o PT mineiro disse que a Lei Eleitoral prevê gastos eleitorais e “tais despesas são contratadas e pagas por meio dos documentos fiscais próprios”. Disse ainda que os dados estão na prestação de contas “não cabendo especulações com interesses obscuros, na tentativa de manchar a imagem do PT-MG e de seus candidatos”.






Fonte:Hoje Em Dia

Prefeito e vice de Campo do Meio são suspeitos de corromper eleitores

Robson Machado de Sá é acusado de corrupção eleitoral nas eleições municipais de 2012

Robson Machado de Sá e o vice Guilherme Miarelli Machado são flagrados em vídeo entregue à Polícia Federal de Varginha, no Sul de Minas, por duas mulheres que teriam recebido proposta para apoiar a candidatura deles

O prefeito e o vice-prefeito de Campo da Meio, município do Sul de Minas, foram denunciados pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), na última semana do mês de agosto. A dupla é suspeita de corromper duas eleitoras para a obtenção de votos nas eleições municipais de 2012.

Robson Machado de Sá e o vice Guilherme Miarelli Machado tiveram seus nomes publicados em uma denúncia feita no dia 29. Conforme informações do Ministério Público Federal (MPF), a dupla prometeu nomear M.G.M.L.M., e a filha M.M.M., para cargos de Agente de Saúde do município.

A tentativa de corrupção teria sido filmada pelas eleitoras e entregue a Polícia Federal de Varginha, cidade da mesma região. No entanto, em conversa com a reportagem de O TEMPO, o prefeito do município nega as acusações. "Já fomos julgados e absolvidos em 1ª e 2ª instância. Fomos absolvidos por cinco votos a um", declarou Robson.

O acusado declarou ainda que este é um processo antigo e disse não ter sido notificado. Sobre a denúncia feita no dia 29 de agosto."Nós fomos pegos de surpresa pela publicação. Não fomos avisados ainda sobre este novo processo. Vamos aguardar uma notificação oficial", reiterou  Marina Pimenta advogada dos acusados.

O texto do MPF informa que, no dia 3 de setembro de 2012, M.G.M.L.M havia sido aprovada em concurso municipal, mas a classificação alcançada havia permitido que ela fosse chamada de imediato, ficando como excedente. A denúncia explica que o então candidato a prefeitura e seu vice na chapa, teriam se dirigido até a residência da concursada e prometido que se ela retirasse da fachada de sua casa, uma placa de apoio ao concorrente na eleição, a mulher seria chamada para ocupar o cargo público.

A denúncia ainda sita que a mulher teria ligado para o então prefeito da cidade na época que teria confirmado que ela na fila de espera ela seria a próxima a ser chamada, mas, claro, se apoiasse a chapa de Robson.

Com medo, M.M.M pediu para que a dupla voltasse a sua casa em uma outra data para fechar o acordo. No dia 7, eles retornaram e a conversa foi gravada por meio de uma uma câmera escondida em uma caneta. Segundo o vídeo, a nomeação aconteceria no dia 8 de outubro do próximo ano - no caso em 2013. Os candidatos pediram, ainda, para que as eleitoral mantassem  a conversa em sigilo.

Cinco dias após a conversa, o vídeo foi entregue a Delegacia da Polícia Federal, em Varginha, na mesma região. Um inquérito foi instaurado e ficou comprovado o crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral, que afirma diz ser crime “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outros, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.

"Isso foi uma manobra da oposição. Armaram pra mim, mas eu já fui inocentado", encerrou o prefeito.

Para este tipo de crime, os denunciados estarão sujeitos a pena de até 4 anos de reclusão e pagamento de 5 a 15 dias-multa.






Fonte: O Tempo

"Uma cineasta brasileira desmontou em seis minutos a vigarice bilionária forjada pelos organizadores da Copa da Ladroagem"

Nascida em São Paulo e residente na Califórnia, a cineasta Carla Dauden presenteou o Brasil decente com um vídeo que, em 6:10, reduz a farrapos a fantasia triunfalista costurada nos últimos seis anos. Desde que ficou oficialmente decidido que o País do Futebol seria o anfitrião da Copa do Mundo de 2014, o governo federal, a Fifa e a CBF agem em cumplicidade para vender como empreitada patriótica o que sempre foi uma conjunção de negociatas bilionárias com pilantragens eleitoreiras.

Nesta segunda-feira, enquanto multidões de brasileiros incluíam o oceano de obras superfaturadas entre os alvos dos atos de protesto, Carla postou seu vídeo no YouTube. Passadas 24 horas, o número de acessos vai chegando a 600 mil (no momento desta postagem, chega a 770.642 acessos).  A menos de 12 meses do apito inicial, a fraude foi implodida. E o mundo começou a descobrir o que fizeram, fazem e pretendem continuar fazendo os governantes e supercartolas que arquitetaram a Copa da Ladroagem.









Fonte: Veja

Corrupção, sexo, e tráfico de influências no Vaticano

O jornal italiano La Repubblica garantiu nesta quinta-feira que Bento XVI decidiu renunciar após receber um informe ultrassecreto elaborado por três cardeais sobre uma trama de corrupção, sexo e tráfico de influências no Vaticano.

De acordo com o diário, em uma reportagem assinada pela jornalista Concita di Gregorio, o relatório que foi encomendado por Bento XVI a três cardeais no ano passado - o espanhol Julián Herranz, o eslovaco Jozef Tomko e o italiano Salvatore De Giorgi -, após vazamentos de documentos confidenciais em um escândalo que ficou conhecido como Vatileaks, revela um sistema de "chantagens" internas baseado em fraquezas sexuais e ambições pessoais.

O texto de 300 páginas que se refere a um "lobby gay" dentro do Vaticano, foi entregue em dezembro ao pontífice, segundo a jornalista que não esclarece como teve acesso ao documento. "Fantasias, invenções, opiniões", assegurou o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, após advertir que não comentará a reportagem e que os cardeais envolvidos não aceitarão conceder entrevistas.


Francis Arinze, cardeal da Nigéria

Com o título "Não fornicarás, nem roubarás, os mandamentos violados no informe que sacudiu o Papa", o jornal sustenta que o cardeal espanhol Herranz, do Opus Dei, ilustrou ao Papa no dia 9 de outubro do ano passado os "assuntos mais escabrosos" do relatório, em particular a existência de uma "rede transversal unida pela orientação sexual".

"Pela primeira vez a palavra homossexualidade foi pronunciada no gabinete papal", escreve o impresso italiano. A reportagem sustenta que, durante oito meses, os cardeais interrogaram muitos prelados e laicos, dividindo-os por congregação e nacionalidade, e estabeleceram que existem vários grupos de pressão dentro do Vaticano, entre eles um sujeito a chantagem, a "impropriam influentiam" por sua homossexualidade.

Outro grupo é especializado em montar e desmontar carreiras dentro da hierarquia vaticana e outro usaria recursos multimilionários para seus próprios interesses à sombra da cúpula de São Pedro através do Banco do Vaticano, segundo a publicação. Em uma publicação especial, a revista Panorama defende que o documento será determinante para a eleição do sucessor de Bento XVI, em um artigo assinado por Ignazio Ingrado.

Para as duas publicações, o Papa se convenceu que um sucessor mais jovem, forte e enérgico é o melhor indicado para fazer uma limpeza na instituição e, por isso, teria decidido deixar o Trono de Pedro no próximo dia 28 de fevereiro.








Fonte: Terra



Ilicínea - MG - MP denuncia 10 por suspeita de desvio de recursos

Investigação apontou esquema comandado por vereador e ex-secretários


Uma investigação do Ministério Público descobriu um esquema de desvio de dinheiro da Prefeitura de Ilicínea, no Sul de Minas, entre os anos de 2006 e 2008. O esquema envolveria um vereador, a mulher dele, a secretária de Educação na época e o ex-secretário de Saúde. As investigações do MP começaram em janeiro de 2009, após uma denúncia feita por dois vereadores. O esquema seria comandado pelo vereador Neidson Cristiani e a mulher dele, Neiva Maria Alves Cristiani, que era secretária de Educação na época, além do ex-secretário de Saúde Salvador Ferreira de Oliveira. Outras sete pessoas, que seriam laranjas, também estariam envolvidas nas possíveis fraudes.

Esquema

Segundo o promotor Fernando Muiz, o esquema funcionava da seguinte forma: em várias compras do Departamento de Educação aparece o nome de uma empersa chamada "Adriano da Luz", que ficaria no Leste de Minas Gerais. No entanto, segundo o promotor, no endereço citado não existe nenhuma firma. "Adriano da Luz" seria uma empresa de comércio atacadista de armarinhos e confecções, mas a ex-secretária teria comprado deles materiais escolares, além de ventiladores, armários e suplementos de informática. Alguns produtos deveriam ser entregues em uma escola municipal, mas em depoimento, a diretora da escola negou que tenha recebido parte dos materiais.

Na ação, o Ministério Público afirma ainda que Neiva, o marido e o ex-secretário de Saúde emitiam cheques nominais à empresa "Adriano da Luz", mas que na verdade o dinheiro ia parar nas contas bancárias deles ou de laranjas. Os sigilos fiscal e bancário dos acusados foram quebrados. O Ministério Público constatou que um cheque no valor de R$ 4.962,10, que têm assinaturas do vereador e do ex-prefeito da cidade, Sílvio Ribeiro de Lima, foi emitido no dia 20 de junho de 2006 e depositado na conta de Neiva no dia seguinte. Outro cheque de R$ 3.499,00, emitido em junho de 2007, foi depositado na conta de um dos filhos do casal.

O Ministério Público também suspeita da evolução do patrimônio do casal. Em 2000, quando Neidson se candidatou a vereador, ele declarou à Justiça Eleitoral que não possuia qualquer bem. Já nas eleições de 2008, declarou ter uma casa de R$ 100 mil, três alqueires de terra com 20 mil pés de cafés e 50 sacas de café no valor de R$ 12 mil. Ele também informou que custeava o curso de Medicina do filho, em um gasto mensal de R$ 3 mil. Patrimônio e despesas que o promotor considera incompatível com os ganhos de Neiva e o marido.

Denúncia

O promotor de Justiça já pediu à Justiça o bloqueio dos bens dos denunciados e ainda deve pedir a suspensão das funções públicas e dos direitos políticos dos envolvidos. O MP também quer que os suspeitos sejam condenados a pagar multa e proibidos de fazer contratos com o poder público.

O promotor Fernando Muniz disse ainda que o ex-prefeito Sílvio Ribeiro de Lima também será chamado para dar esclarecimentos à Justiça. Por telefone, Sílvio informou que não foi comunicado e que na época, como prefeito, assinava muitos cheques. Por isso, alega desconhecer que o valor de R$ 4.962 tenha sido depositado na conta da mulher do vereador. No inquérito da promotoria, consta que o ex-secretário de Saúde, Salvador Ferreira de Oliveira, reside hoje em Sete Lagoas. Ele não foi encontrado para falar sobre o assunto.





Fonte:eptv

Internautas organizam marcha contra corrupção no dia 7 de setembro

Internautas estão organizando uma marcha contra a corrupção no dia 7 de setembro, quando é comemorada a independência do país. Há duas semanas, um grupo de brasilienses lançou no Facebook, uma rede social, a ideia de fazer o protesto no Dia da Independência. Até a noite de terça-feira (30), mais de 9 mil pessoas tinham confirmado presença.

O protesto está previsto para começar às 10h do dia 7 de setembro. O local escolhido é o Museu Nacional, próximo à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde é realizado o tradicional desfile militar.








Fonte:consuladosocial

Deputado Geraldo Thadeu admite que favoreceu empresa de amigo com passagens aéreas

Denúncia foi publicada pela revista "Época"; deputado Geraldo Thadeu também teria ajudado empresa a conseguir licença ambiental


A revista "Época" desta semana publicou uma reportagem com denúncias contra o deputado federal Geraldo Thadeu, do PPS. Um ex-assessor parlamentar do deputado e ex-funcionário da Indústria União Química Farmacêutica disse à revista que Thadeu favoreceu a empresa com cerca de R$ 100 mil em passagens aéreas da cota dele na Câmara, entre 2006 e 2008.

Segundo a denúncia, ele também teria ajudado a empresa a conseguir licença ambiental para construir uma fábrica em Brasília. Geraldo Thadeu teria recebido duas caminhonetes e doações da empresa para sua campanha eleitoral. A União Química Farmacêutica tem unidades em Brasília e Pouso Alegre e pertence ao empresário Fernando Marques, amigo do deputado.

Em entrevista exclusiva à EPTV em seu gabinete em Poços de Caldas, Geraldo Thadeu falou sobre as denúncias publicadas na revista e admitiu ter cedido as passagens. "Eu sempre usei as passagens de acordo com o que a Câmara permitia. Nada além do que a Câmara permitia. Eu cedia as passagens livremente para quem pudesse, como todo parlamentar até então fazia". Perguntado sobre se era correto ceder a passagem para qualquer pessoa, o deputado respondeu: "Isso fica a juízo de cada um. Se você for condenar todo o parlamentar que cedia passagens antes das regras claras, você vai condenar o Congresso todo", afirmou.

Sobre as licenças ambientais, o deputado disse que conseguiu a liberação da licença ambiental não só para a União Química Farmacêutica, mas também para outras empresas. "Naquela época, o ministro do PPS era Ciro Gomes. E eu procurei o ministro para ajudar a esclarecer o por quê não da licença ambiental. Ele interviu junto à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e conseguiu liberar as licenças favorecendo 45 empresas no Distrito Federal. Uma delas era do meu amigo". Já sobre o empréstimo de veículos da empresa, o deputado disse que não vê problemas nisso. "Realmente de vez em quando ele emprestava os veículos dele, ficavam comigo. Como eu empresto veículo meu para pessoas amigas minhas".

Durante a última campanha política, o deputado teria recebido uma doação de R$ 406 mil de Fernando Marques. Mais uma vez, ele alegou não haver problemas nisso. "A doação está na campanha eleitoral, registrada legalmente. Foi para o TRE, as contas foram aprovadas, ela é toda legal, não tem problema nenhum", alega. Sobre o denunciante, ele diz que vem sendo ameaçado: "Ele teve lá um desentendimento, foi demitido da empresa e a partir daí, há mais de um ano, ele vem ameaçando o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz e eu, para conseguir um emprego de novo em meu gabinete", disse o deputado.

A União Química Farmacêutica, que tem unidades em Brasília e Pouso Alegre, afirmou em nota que Daniel Almeida Tavares trabalhou na empresa por quatro anos e que foi demitido no final de 2009. A nota informa ainda que a União Química desconhece a emissão de passagens aéreas da Câmara à empresa, mas admite a doação de dinheiro à campanha eleitoral do deputado. A nota, no entanto, não fala sobre a entrega das caminhonetes a Geraldo Thadeu.








Fonte:eptv

Prefeito de cidade mineira ganha avião e imóvel de empreiteiro

Ministério Público e Receita Estadual apreendem documentos em imóvel luxuoso

Haroldo Queiróz teria direcionado contrato superfaturado de R$ 6 milhões


Acusado de corrupção, o Prefeito de Bom Despacho, Haroldo de Souza Queiróz (PTB), é suspeito de ter recebido do empresário Ronaldo Valadares Gontijo, sócio da Construtora Valadares Gontijo, um apartamento em Belo Horizonte e a metade de um avião modelo Bonanza. Em troca da propina, Haroldo Queiroz teria direcionado um contrato superfaturado de R$ 6 milhões para a realização de uma obra de canalização da cidade pela empreiteira Valadares Gontijo.

De família de empreiteiros graúdos, Ronaldo Gontijo é irmão caçula do megaempresário José Celso Gontijo, dono da Construtora JC Gontijo Engenharia, uma das supostas financiadoras do chamado mensalão do DEM, como ficou conhecido o esquema de corrupção montado pelo ex-governador de Brasília José Roberto Arruda.

Com autorização da Justiça, uma força-tarefa capitaneada pela Promotoria de Defesa da Ordem Econômica e Tributária, do Ministério Público Estadual (MPE) de Minas fez na quarta-feira uma devassa em três cidades (Belo Horizonte, Bom Despacho e Nova Serrana) em busca de novas provas de enriquecimento ilícito e fraude em licitação contra o prefeito Queiróz e o empreiteiro Ronaldo Gontijo. Batizada de Cosa Nostra, a operação foi acompanhada com exclusividade pelo Hoje em Dia.

Na capital, o epicentro da ação foi no Edifício Vendome, localizado na Rua Tomaz Gonzaga, em Lourdes, onde o empreiteiro Ronaldo Gontijo mora em um apartamento de alto luxo. Avaliado em R$ 7 milhões, o imóvel ostenta uma bela fachada de granito conjugada com vidros escuros espelhados, decorado com palmeiras imperiais, além de ser equipado com piscina, quadra, salão de jogos e academia.

Depois de duas horas de busca e apreensão no local, foram confiscados dois computadores e vários documentos, como extratos bancários e recibos de pagamentos, entre outros documentos.

Simultaneamente à ação em Lourdes, uma outra equipe do MPE fazia buscas de documentos no Edifício Ville Borgonha, endereço no qual o prefeito Queiróz mantém um apartamento recebido de Ronaldo Valadares a título de propina.

No município de Bom Despacho, Região Centro- Oeste do Estado, as buscas se concentraram nas casas de familiares e de aliados políticos de Queiróz. A sede da prefeitura ficou lacrada o dia inteiro.

Além do apartamento das três filhas do prefeito, o pente fino do MPE recolheu farta documentação nas casas do secretário de Assuntos Institucionais, Acir Augusto Parreiras Júnior, e do atual presidente da Câmara Municipal de Bom Despacho, vereador Marcos Fidelis Campos (PR). Na cidade vizinha, em Nova Serrana, o MPE confiscou documentos em uma churrascaria, que seria de propriedade de Queiróz.









Fonte:hojeemdia.com.br

União tenta recuperar R$ 1,2 bilhão embolsado por corruptos

A corrupção consumiu em todo o Brasil, nos últimos 12 meses, exatamente R$ 1.230.718.923,67. Esse é o valor que o governo federal tenta recuperar das mãos de 1.115 prefeitos ou ex-prefeitos, 354 servidores ou ex-servidores, 283 diretores de órgãos públicos e 279 empresas, entre outros responsáveis por irregularidades que lesaram os cofres públicos entre dezembro de 2009 e novembro deste ano. A quantia é mais de oito vezes maior que a previsão para o prêmio acumulado da Mega-Sena da Virada este ano: R$ 150 milhões. Os números da corrupção fazem parte do relatório anual da Advocacia-Geral da União (AGU), que ajuizou ou participou de 2.603 ações judiciais em tramitação nos tribunais brasileiros.

Minas Gerais, por ser o estado com o maior número de municípios, lidera o ranking, com 280 ações – a maioria delas, 246, sob responsabilidade da unidade da AGU que engloba Belo Horizonte e as regiões Metropolitana, Central e Vale do Aço. Somente essas ações tratam de R$ 76.341.517,42 desviados por 136 prefeitos ou ex-prefeitos, 51 servidores municipais ou federais, 30 empresas contratadas pelos órgãos públicos e 12 pessoas físicas.

Entre as principais irregularidades encontradas na gestão de recursos federais repassados aos municípios estão processos licitatórios fraudulentos, uso de notas frias para comprovação de gastos e a não conclusão de obras ou de contratos. “Em alguns casos há irregularidades formais, mas, mesmo que a irregularidade não tenha sido por má-fé, o autor é responsabilizado porque ele precisa ter zelo da coisa pública”, afirma Luciane Maria Silveira, advogada da União e coordenadora do Grupo Permanente de Combate à Corrupção (GPCC).


O grupo foi criado há pouco mais de dois anos com a missão de gerenciar e verificar o uso de verbas federais nos municípios e órgãos públicos. Os integrantes têm uma linha de atuação em três frentes: prevenção por meio de consultoria na formulação dos convênios entre entes públicos; ajuizamento de ações para ressarcimento ao erário; e trabalho para conscientização da população sobre a importância de fiscalizar os gestores e a aplicação do dinheiro público.

Na luta contra o desperdício do dinheiro do contribuinte brasileiro, o GPCC conta com a atuação dos diversos ministérios federais e órgãos públicos, além da Controladoria-Geral da União (CGU), que tem hoje a tarefa de fiscalizar o uso dos recursos federais por meio de vistorias e visitas in loco a municípios escolhidos por sorteio. De acordo com Luciane Maria Silveira, no entanto, o GPCC ainda esbarra em algumas dificuldades, como a lentidão na troca de informações entre os órgãos públicos para o ajuizamento das ações judiciais de improbidade administrativa e devolução de recursos ao erário.

“É uma demora que facilita a dilapidação do patrimônio dos devedores. Hoje, depois da formalização do grupo (GPCC) é que a gente está conseguindo unir as esferas de poder. Antes era tudo muito descentralizado e não havia base de informações sólidas”, argumenta a advogada da União. A maior parte das ações (2.147) diz respeito à execução de condenações impostas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), órgão responsável pela análise dos gastos dos agentes públicos. Elas totalizaram exatos R$ 528.962.260,34.





Fonte:www.em.com.br

Brasileiros acreditam que corrupção aumentou, aponta pesquisa internacional

Uma pesquisa produzida pela organização não-governamental (ONG) Transparência Internacional concluiu que 64% dos entrevistados no Brasil acreditam que a corrupção no país aumentou nos últimos três anos. No levantamento Barômetro Global de Corrupção 2010, o Brasil aparece na 32ª colocação em um ranking de 86 países que avalia a percepção dos cidadãos sobre o aumento da improbidade no setor público. próximo dos brasileiros, estão os italianos (65%), lituanos (63%) e os sul-africanos (62%). A lista é liderada por um país africano: no Senegal, 88% dos entrevistados acham que a prática da corrupção aumentou.

A avaliação revela que os entrevistados no Brasil observam que a situação é mais grave nos partidos políticos, nos legislativos e nas polícias estaduais. A Transparência Internacional encomendou a pesquisa para o Ibope, que ouviu mil pessoas durante o mês de junho deste ano. A margem de erro do levantamento tem variação de 2,18% e 4,4%. Por outro, não foram muitos os brasileiros que reconheceram a prática de algum ato de corrupção no dia a dia: apenas 4% admitiram algum gesto do tipo, como pagar "uma cerveja"para escapar de uma multa.





Fonte:www.sidneyresende.com