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Lista de procurados inclui criminosos do interior de Minas

Cidadão pode ajudar com informações anônimas através do 181


Faltando menos de dois meses para completar um ano, o programa Procura-se, que divulga fotos dos criminosos mais procurados em Minas, entrou na sua terceira fase. Lançada na manhã de ontem, pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), responsável pela iniciativa, a lista inclui 11 novos criminosos, além do traficante Roni Peixoto, 41, foragido desde julho do ano passado e procurado desde a segunda fase do projeto.

O objetivo do programa é prender os foragidos a partir das denúncias anônimas, que podem ser feitas através do telefone 181.

Cartazes com as fotos dos suspeitos serão afixados em locais com grande aglomeração de pessoas.
Entre os procurados estão envolvidos com tráfico de drogas, assassinatos, roubos, furtos e latrocínios (roubos seguidos de morte).

Antes restrita à região metropolitana de Belo Horizonte, a nova lista inclui agora criminosos das Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) de Juiz de Fora, Montes Claros, Governador Valadares, Ipatinga e Uberlândia.

"Ampliamos o Procura-se para o interior com a intenção de reduzir os índices de criminalidade no Estado. Já prendemos 13 dos 18 alvos divulgados. Contamos com o apoio da população, que pode fornecer qualquer informação sobre os procurados por meio do Disque-Denúncia Unificado. O sigilo e o anonimato são garantidos", afirmou o secretário Rômulo de Carvalho Ferraz. A página facebook.com/defesasocial.mg tem a relação e as fotos dos foragidos.

Justiça de Minas concede liberdade a um dos maiores criminosos do país

Um dos criminosos considerados pela polícia e pelo Ministério Público como um dos mais violentos e perigosos do país ganhou a liberdade novamente. Preso em dezembro de 2009, Claudio Maia Santos foi condenado por assaltos a bancos e carros fortes, acusado de chefiar uma das maiores quadrilhas do país. Ele foi beneficiado por um habeas-corpus concedido no dia 4 deste mês pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Claudio foi preso em São Paulo durante uma operação policial que foi batizada de Barret, uma referência à metralhadora antiaérea utilizada pelo grupo nas ações. A quadrilha por ele chefiada seria autora de pelo menos 30 roubos em cidades do interior do Brasil, principalmente em Estados do Nordeste, Minas Gerais e São Paulo.

Um dos últimos assaltos praticados pela quadrilha, segundo a Polícia Civil, ocorreu em fevereiro de 2009 em Nova Mutum, no Mato Grosso. Pouco depois foi preso um dos líderes do grupo, João Ferreira Lima, conhecido como João de Goiânia. Ele foi capturado durante a operação Vandec III, nome dado em referência a um policial morto durante uma ação da quadrilha na cidade mineira de São Gotardo, no Alto Paranaíba.











Fonte:otempo

Criminosos livres para matar


Oração. Ontem, no CT Lanna Drumond, jogadores do América pararam treino para homenagear colega assassinado em assalto, na Pampulha


Os jovens acusados de assassinar, na madrugada de domingo, o jogador William Morais, 19, do América, durante uma tentativa de assalto na Pampulha, deveriam estar presos quando cometeram o crime. Velhos conhecidos da polícia por uma série de assaltos e envolvimento no tráfico de drogas, Daivisson Carlos Bazílio Moreira, 18, e o comparsa Hebert Lopes dos Santos, 23, haviam sido detidos duas semanas antes do assassinato. De volta às ruas, no entanto, não se intimidaram e voltaram a agir.

Na maioria das vezes, contam os policiais, Daivisson se beneficiava do fato de ser menor de idade. O mesmo fazia Darisson Ferraz da Silva, que completou a maioridade no mês passado e é autor confesso do disparo que matou o jogador. Pelas contas dos policiais que atuam na região, quando menor, Darisson foi capturado pelo menos nove vezes.

Os militares que efetuaram a prisão dos três em outras ocasiões classificam os criminosos como "arrogantes, cruéis e frios". Sempre juntos, eles agem como uma gangue. No bairro Santa Terezinha, na Pampulha, e em bairros da região Noroeste, onde também atuam, "impõem o terror". "A comunidade tem medo deles", conta o soldado Vanderson Feliciano Jacinto, do 34º Batalhão da PM.

A última prisão de Daivisson e Hebert antes do crime, no último dia 20, segundo o policial, foi por uso de drogas e porte ilegal de armas. Não passaram um dia sequer na prisão. "Estão sempre armados porque são jurados de morte por uma gangue rival".

O soldado conta que já perdeu a conta de quantas vezes prendeu o trio. "Em um mês, foram duas vezes com armas diferentes. Eles são arrogantes e agressivos. O Darisson ficou mais revoltado depois que o irmão foi morto pela gangue rival na porta de casa".

Os outros dois também têm diversas ocorrências no currículo, mas só Hebert cumpriu medida socioeducativa.

O soldado Alessandro Portugal, que capturou os três após o assassinato do jogador, lembrou a frieza dos rapazes. Eles estavam na casa de Darisson. "Era uma espécie de festa. Eles estavam calmos, fritando batata, bebendo e fumando maconha".

O presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da OAB-MG, Adilson Rocha, explicou que os crimes pelos quais os três foram detidos são de baixo potencial e, por isso, eles respondem em liberdade.









Fonte:otempo