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Dono de empresa admite que cobra por raio-x do SUS em Campos Gerais


O dono da empresa contratada para realizar exames de raio-x em Campos Gerais (MG) admitiuque cobra pelos exames agendados pelo SUS, já que o valor que recebe, segundo ele, não cobre os custos reais.

A empresa Sul Minas Radiologia Ltda recebe R$ 3,7 mil para realizar em média 300 exames por mês.
"É muito pouco. O que eu recebo não é nem metade do que a cidade precisa para suprir a demanda de exames", diz o radiologista Murilo Barbosa Carneiro.

Mais moradores da cidade reclamam que precisaram pagar para fazer exames de raio-x pelo SUS, no Pronto-atendimento da cidade. Segundo eles, o problema acontece há três anos, desde que a prefeitura terceirizou o serviço. Segundo a secretária de Saúde, Vanessa Aparecida de Oliveira, a verba repassada pelo SUS não é suficiente para cobrir a demanda. Mas ela alega que não tinha conhecimento que a empresa vinha cobrando pelo serviço.

"Vai ser feita uma fiscalização e se houver alguma irregularidade a gente vai sanar. Hoje a nossa demanda é maior do que a quantidade de exames autorizada", diz ela.

A secretária de Saúde diz que já foram feitas diversas tentativas de aumentar a verba que o município recebe para realizar os exames. Os procedimentos são realizados em uma sala no prédio do Hospital São Vicente de Paulo, que é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos. A contratação da empresa foi feita pelo hospital. A provedora, Ana Maria de Mesquita, disse que vai rever o contrato.

Segundo o diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, Adalberto Fulgêncio, qualquer cobrança de exames pagos pelo SUs é ilegal. Segundo ele, as possíveis irregularidades serão apuradas.








Fonte: G1

Varginha-MG - Empresa é multada em R$ 10 mi em caso de apologia ao nazismo

A Justiça Federal em Minas Gerais multou a Telemar Norte Leste, proprietária da Oi, em R$ 10 milhões, porque a empresa se recusou a identificar o funcionário que usou computadores da sede da companhia, em Varginha, a 246 km de Belo Horizonte, para criar uma comunidade nazista na rede social Orkut.


Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a indenização, por danos morais coletivos, é uma das maiores já aplicadas. Para o MPF, além de apologia ao nazismo, a página "propagava xingamentos e ofensas a pessoas negras". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Procuradoria da República entrou com ação para identificar o autor. Inicialmente, a Oi informou que, pelo Internet Protocol (IP), tratava-se de morador de Varginha. Mas o MPF apurou que, pelas datas e horários de acesso, foram usados computadores da empresa.

A Justiça determinou que a Oi identificasse o funcionário, mas a empresa ignorou três ordens judiciais. Após quase um ano, a companhia alegou que não poderia identificá-lo por causa do "grande lapso temporal".
"Essa resposta foi uma afronta ao Judiciário.

O alegado lapso temporal foi causado pela própria empresa", disse o procurador Marcelo Ferreira. O MPF entrou com ação contra a Oi, que então alegou que a máquina ficava disponível para o público e qualquer pessoa poderia ter cometido o crime. Mas o MPF apurou que os acessos foram feitos fora de horário de expediente. A Oi recorreu, mas a Justiça ainda não se pronunciou. A Telemar Norte Leste não comenta ação judicial em andamento.



Fonte:jb.com.br