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Menino faminto mama em cadela na Índia

A cadela não se alterou e permitiu que o menino, identificado como Chotu Kumar, fosse sugar o seu leite. 

"Nossa família é pobre. Às vezes passo fome. A cadela não me morde. Eu gosto dela e ela gosta de mim. Eu mamo três vezes por dia e o leite parece doce para mim", contou o menino, de acordo com reportagem do "Sun".

Chotu contou que muitos vizinhos desaparovam o seu hábito:

"Muitas pessoas não gostam da minha amizade com os cães, mas eu sou feliz. Se a cadela não está perto de casa eu vou atrás dela. Ela sempre fica feliz quando me vê e deixa que eu mame".

A situação financeira da família se agravou bastante após a morte do pai de Chotu, quatro anos atrás. Os Kumar recebem alimentos do governo, mas a situação ainda é de penúria.

A moradia da família indiana


Projeto Minas Sem Fome investe na qualidade de vida no Sul de Minas

A produção de polvilho é tradicional no município de Muzambinho, no Sul de Minas. A atividade é importante fonte de renda para famílias de pequenos agricultores que se dedicam ao cultivo da mandioca e recentemente a fabricação de polvilho no município ganhou um estímulo a mais. Por meio do Minas Sem Fome - Projeto Estruturador do Governo de Minas Gerais, foi implantada uma unidade de processamento. A utilização de equipamentos modernos e o trabalho em associativismo trouxeram boas expectativas para os produtores.A unidade foi inaugurada no primeiro semestre deste ano e funciona no prédio da Associação Comunitária Bairro Macaúba. Cerca de R$ 60 mil, recursos do Minas Sem Fome, foram utilizados para a compra de balanças, armário de aço, seladora de mesa, carrinho de plataforma, esteira transportadora, peneira, misturador de grão de polvilho, e desmembrador de polvilho, entre outros.A matéria-prima para fabricar o polvilho é produzida por 20 agricultores familiares, que cultivam uma área de 95 hectares de mandioca. Na safra deste ano, foram colhidas 500 toneladas de mandioca, o que possibilitou a produção de cinco toneladas de polvilho. A unidade ainda está em fase de teste e a expectativa é que nos próximos anos a produção da fábrica seja três vezes mais.Antes da instalação da unidade de processamento, o polvilho era produzido de maneira artesanal pelas famílias. Dona Maria Aparecida lembra bem. “Era muito trabalhoso e demorado”, conta. A produção de polvilho é uma renda extra para a família de dona Maria, que tem a cafeicultura como principal atividade. Para a produtora, a implantação da unidade vai impulsionar cada vez mais a atividade no município. “Agora nós temos condições de produzir em maior quantidade e com mais qualidade. Com o tempo, nós podemos alcançar novos mercados”, diz Maria Aparecida.Os produtores ainda recebem todas as orientações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater). Desde os cuidados com a lavoura de mandioca até o preparo e comercialização do polvilho. “Com a fábrica, eles vão agregar valor ao produto que já produziam e podem conquistar novos mercados”, diz a extensionista Eunice Granato Neto.

Minas Sem Fome

Muzambinho é um entre muitos municípios de Minas Gerais que são beneficiados pelo Minas Sem Fome, executado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) por meio da Emater. A iniciativa visa estimular a produção de alimentos, agregação de valor e geração de renda. A ideia é melhorar as condições de segurança alimentar e nutricional da população e promover a inclusão das famílias de baixa renda no processo produtivo.

“O Minas Sem Fome ajuda a melhorar a renda do agricultor familiar e tem a missão de contribuir para que muitas famílias saiam da situação de pobreza”, diz o gerente do Minas Sem Fome da Emater-MG, Flávio Antônio.

Ao todo 776 municípios já foram beneficiados. Em sete anos de programa foram investidos R$ 90 milhões. Para 2011, o Governo de Minas Gerais vai investir no Minas Sem Fome R$ 8,4 milhões e a meta é atender 280 mil famílias.

Entre as principais ações do programa estão a distribuição de sementes, implantação de hortas e sistemas comunitários de abastecimento de água e a entrega de tanques de resfriamento de leite.

A Emater é responsável pela mobilização dos agricultores, compra e distribuição dos insumos e assistência técnica.

“Não se trata apenas da distribuição de insumos, mas a Emater acompanha a implantação e o desenvolvimento dos projetos. Os agricultores recebem capacitação da empresa para que eles utilizem corretamente os equipamentos e que produzam melhor. Dessa forma, as famílias têm mais possibilidades de obter sucesso com os projetos”, diz Flávio Antônio.
Entre 2003 e 2010, o Minas Sem Fome distribuiu 623 mil sacos de sementes (arroz, feijão, milho e sorgo) para a implantação de lavouras, beneficiando 623 mil famílias. Também foram entregues 311 tanques comunitários de resfriamento de leite. A ação beneficiou 4.785 famílias.

O Minas Sem Fome também contribui para amenizar os problemas com a escassez de água no Estado. Mais de 20 mil famílias do semiárido mineiro foram contempladas com a implantação de 548 sistemas comunitários de abastecimento de água. Só no município de São Francisco, no Norte de Minas, foram investidos R$ 885 mil para a implantação de 46 projetos. Foram distribuídos kits com reservatório de água com capacidade para 20 mil litros, sistema de bombeamento, canos e hidrômetros. Com a ação, 2.491 famílias passaram a ter água limpa e encanada em suas casas.

Antes da implantação dos sistemas comunitários de abastecimento, a família de João Gonçalves Filho dependia do caminhão pipa da prefeitura. “O município é muito grande e às vezes o caminhão demorava”, diz o produtor. Muitas vezes, João Filho tinha de percorrer dois quilômetros até um tanque construído para matar a sede do gado. A água suja tinha que passar por um processo demorado de purificação e só então ser utilizada pela família do produtor. Com a implantação dos sistemas de abastecimento tudo ficou mais fácil. Agora, a família do João Filho tem água limpa e em quantidade suficiente. “Graças a Deus está 100%. Temos água para beber e fazer os serviços domésticos. Melhorou muito”, diz o produtor.



Fonte:correiodoslagos.com.br

FALTOU COMIDA

Mais de 11 milhões de brasileiros

Em 2009, quase 6% da população brasileira passou fome por não ter recursos suficientes para comprar comida.

Apesar de representar uma melhora em relação aos 8,2% de 2004, significa que 11,2 milhões de pessoas viviam em situação de insegurança alimentar grave no país, segundo o instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE). Cerca de um milhão delas eram crianças de zero a quatro anos.

O conceito de insegurança alimentar grave, usado na pesquisa, significa que a falta de recursos para comprar alimentos acaba afetando até as crianças, que sofrem uma ruptura nos padrões de alimentação ou até a redução da quantidade de alimentos consumidos. A situação também ocorre quando algum indivíduo da família, seja ele criança ou não, fica o dia inteiro sem comer por falta de dinheiro para comprar comida.

Para obter os resultados, o IBGE aplicou um questionário com 14 perguntas aos domicílios entrevistados para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Os moradores eram requisitados a responder às questões com base na experiência dos três meses anteriores à pesquisa.

Apesar de indicarem que o direito à alimentação adequada, previsto na Constituição, ainda não é integralmente respeitado no país, os dados revelam uma melhora em relação a 2004, data da realização da primeira edição da pesquisa.

65,8%

dos brasileiros foram considerados em segurança alimentar, ou seja, sem preocupações com o acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente.

20,9%

apresentaram insegurança alimentar leve, o que significa que ou eles ficaram com medo de que a comida acabasse antes de terem dinheiro para comprar mais ou tiveram uma alimentação de pior qualidade como forma de garantir o abastecimento na quantidade necessária.




Fonte:/www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/j