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Prefeituras "fechadas para balanço" prejudicam 400 mil


Em pelo menos seis cidades mineiras, a primeira ação dos prefeitos que tomaram posse em 1º de janeiro foi baixar as portas da prefeitura. O motivo alegado pelos novos gestores, em todos os casos, é o caos nas finanças públicas, o que inclui a herança de dívidas e a falta de informações obtidas - no período de transição entre os mandatos - sobre a estrutura da administração.

Em Santa Luzia, na região metropolitana, em Araçuaí e Berilo, no Vale do Jequitinhonha, em Francisco Sá e Manga, ambas no Norte de Minas, e em Lavras, no Sul do Estado, as sedes estão fechadas para atendimento à população e só devem retomar as atividades no fim do mês.</CW>

No total, quase 400 mil pessoas estão sendo prejudicadas, todos os dias, pela situação. De modo geral, apenas serviços básicos, como os de saúde e coleta de lixo, continuam funcionando nesses municípios.

Em Lavras, que tem aproximadamente 100 mil habitantes, o prefeito, Dr. Marcos Cherem (PSD), publicou um decreto no primeiro dia do ano e fechou a prefeitura da cidade "para balanço". O gestor garante que os serviços básicos, como atendimento à saúde e limpeza urbana, e mesmo obras de contenção de enchentes, são mantidos. Cherem coloca a culpa do tortuoso começo de mandato na administração anterior, já que, de acordo com ele, assumiu a prefeitura com dívidas de quase R$ 30 milhões e até com risco de corte no fornecimento de água e luz.

Diante do quadro, o prefeito praticamente exime sua gestão da tarefa de fechar as contas no azul neste ano. "Não vamos conseguir equacionar esses problemas antes do final de 2013", previu Cherem.

Os servidores municipais estão com salários atrasados e, segundo o novo prefeito, os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que foram depositados na conta servirão apenas para pagar parte do que a prefeitura deve para os funcionários.

As despesas com pessoal em Lavras somam R$ 5 milhões por mês. A prefeitura, segundo decreto publicado no dia 2, só deverá ser reaberta para atendimento ao público em 23 de janeiro.

Ordem é denunciar "herança"

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) é autor de aproximadamente 3.000 ações contra gestores municipais por improbidade administrativa em consequência de irregularidades nas finanças públicas.

Nas cidades mineiras que estão convivendo com rombos nas finanças, os atuais prefeitos deram início a auditorias nos cofres municipais. Entretanto, segundo Leonardo Barbabela, promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, os novos prefeitos devem procurar o MPMG e denunciar as irregularidades encontradas.

"O prefeito que entra tem que procurar reunir os elementos de prova necessários e procurar o Ministério Público. O MPMG pode determinar a investigação imediatamente e verificar, por exemplo, se houve enriquecimento ilícito", explicou.

Barbabela alertou, ainda, que a situação enfrentada pelos novos administradores também pode ser vivenciada pelo próximo. "O atual tem que tomar cuidado para não incorrer no mesmo erro", destacou.

A denúncia pode levar o ex-prefeito a responder por ato de improbidade, que custará a suspensão de seus direitos políticos por dez anos, perda da função pública e pagamento de multa. (LP)

Medida radical resulta da ausência de transição

Dos 5.565 municípios brasileiros, em apenas 27% houve reeleição. Nos mais de 4.000 em que um prefeito passou o cargo para outro, era necessária a troca de informações entre as equipes, com um balanço de como terminava o mandato.

"Aqui não houve transição", acusou o prefeito de Santa Luzia, Carlos Calixto (PSB). A denúncia é feita também por outros prefeitos que assumiram o cargo há dez dias e se depararam com problemas em caixa.

Com essa justificativa, Calixto determinou o fechamento de 18 dos 22 postos de saúde do município. A reportagem esteve na cidade nesta semana e verificou as consequências práticas da medida. Superlotação nas quatro unidades que seguem abertas e a dificuldade da população em contar com o serviço básico são apenas algumas delas. Segundo a prefeitura, os postos de saúde devem ser reabertos gradativamente a partir da próxima semana.

Após as eleições do ano passado, o governo federal elaborou uma cartilha para facilitar a transição dos cargos. Entre as orientações, estão a instalação de uma equipe com representantes dos dois governos e a ênfase na obrigatoriedade da prestação de contas. (LP)

Idosa deixa herança de R$ 26 milhões para vizinha que levava pão e leite para ela


Betty Harris deixou R$ 26 milhões para a vizinha Foto: Reprodução da internet/ Daily Mail

A idosa Betty Harris, que morreu viúva e sem filhos aos 95 anos em 2009, deixou sua fortuna avaliada em R$ 26 milhões para uma vizinha que cuidou dela, num bairro nobre de Sydney, na Austrália. Beatrice Gray ajudava com tarefas como levar pão e leite e tirar o lixo para a amiga. A vizinha se limitou a contar ao "Daily Telegraph" apenas que é "muito grata a Betty Harris".

Segundo informações, Betty queria deixar seu dinheiro para Beatrice e o marido porque eles não estavam esperando, além de não confiar nos sobrinhos. "Estou determinada a fazer com que os meus parentes, depois do que me fizeram passar, não fiquem com um centavo", teria dito a idosa.

Inicialmente, a fortuna de Betty ficaria para os sobrinhos, que atualmente lutam pelo dinheiro na Justiça. Em 1996, ela fez um testamento para a sobrinha Caralie Hart, mas mudou de ideia quando soube que a jovem queria colocá-la numa casa de repouso e nomear um representante para assumir o controle das finanças.

A idosa acabou perdendo o controle do dinheiro através de uma série de medidas legais, e teve que pedir um empréstimo à vizinha. Beatrice e o marido ajudaram a idosa a pagar as contas do carro, organizar as finanças e garantiram que ela não fosse “roubada”.

Durante uma audiência do processo, foi revelado que Betty não tinha contato com os sobrinhos e sobrinhas. Ela disse a funcionários do hospital, em 2005, que não falava com eles há 13 anos.








Fonte: Extra

Filho de padre briga por bens

Patrimônio. Fazenda em Paracatu é um dos objetos de disputa entre o suposto filho e o resto da família

O inusitado marca a disputa por uma herança milionária em uma família nos municípios de Paracatu, Noroeste do Estado, e Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Isso porque o dono do patrimônio tão desejado é um padre. Roldão Gonçalves Rodrigues, 59, morreu de infarto em agosto de 2010 e deixou terras, joias, dinheiro e um carro. E, além dos bens materiais, ele também teria deixado um filho.

O vendedor Fabrício Augusto Nascentes, 31, briga na Justiça desde o fim do ano passado pelo reconhecimento de paternidade e pela herança do padre. Um exame de DNA feito em uma clínica particular de Patos de Minas comprovou a paternidade e a mãe dele, que até então se calava sobre o pai, confirmou o vínculo. Do outro lado do cabo de guerra estão os quatro irmãos e 36 sobrinhos do religioso, que afirmam que o vendedor só se interessa por dinheiro e que o desejo do padre era ‘investir’ o patrimônio em obras de caridade.

A descoberta do herdeiro foi revelada dois meses depois da morte do padre. Durante a abertura do inventário, Fabrício, que mora em Patos de Minas, teria sido informado que o pai que procurava há anos seria o padre Roldão. Em entrevista ao "Fantástico", da Rede Globo, o vendedor contou que um primo foi quem contou sobre a paternidade.

Após a confirmação da história pela mãe, Fabrício procurou pelos tios, que concordaram em fazer o teste de DNA. "Na época, ele (Fabrício) disse que faria tudo junto com a testemunha que escolhêssemos, mas isso não aconteceu", contou a prima Evalda das Dores. Segundo ela, o vendedor nunca se interessou em conhecer a família ou a história da vida do padre. "Ele só manifestou interesse na herança", afirmou Evalda.

Segundo informações não oficiais, a pequena fortuna estimada em R$ 5 milhões foi obtida quando o pároco trabalhou como capelão no Exército. "Já estamos realizando o desejo do meu tio com a clínica para dependentes químicos que funciona na fazenda em Paracatu", disse a sobrinha.

Ninguém da família soube precisar quanto tempo o religioso serviu a carreira militar. Mas, com um salário de R$ 10 mil, o religioso conquistou o patrimônio que é administrado em grande parte pelos sobrinhos.

Justiça. Ao todo, três processos correm na Justiça: a abertura do inventário, o reconhecimento de paternidade e a validade de um testamento feito pelo padre, mas não registrado - nele, ele dividia os bens entre os quatro irmãos e todos os sobrinhos.

Enquanto isso, Fabrício já teria recebido de uma tia cerca de 8.000 euros. "Se ficar comprovado que ele (Fabrício) não é filho do meu tio, vamos buscar tudo de volta na Justiça", disse Edvalda das Dores.








Fonte:otempo

Viúva deixa herança de 10 milhões de euros para gato preto

Bicho de sorte


Tommaso é um gato preto de quatro anos que tinha tudo para dar 'errado' na vida, se acreditasse em superstições. Talvez por isso seja hoje um gato multimilionário. Ele acaba de herdar cerca de 10 milhões de euros (R$ 24 milhões) de sua dona, identificada apenas como uma viúva de 94 anos. Ela morreu na Itália em novembro e deixou para o bichano essa fortuna, em casas e apartamentos espalhados por aquele país.

O testamento, segundo o jornal 'The Guardian', foi escrito um ano antes de a viúva morrer. Ela já havia pedido a seus advogados que procurassem uma entidade protetora, mas nenhuma foi aprovada. A viúva conheceu então, num parque, Stefania, uma enfermeira que por acaso também amante de animais.

Stefania acabou trabalhando com a senhora (e Tommaso) até a morte dela, quando descobriu que herdara os milhões para que cuidasse adequadamente do agora 'órfão' Tommaso.

A enfermeira disse ao jornal que jamais imaginou que a viúva fosse rica, e muito menos que fosse lhe deixar algo de tanto valor.







Fonte:folha