A Secretaria Municipal de Saúde de Monte Santo de Minas, no Sul do estado, recebeu nessa quarta-feira (30) o resultado dos exames que detectou a presença da bactéria streptococos beta hemolítico, que é encontrada no leite e seus derivados, em pelo menos 50 moradores da cidade. A análise foi feita a partir do material colhido na garganta dos pacientes.
Os exames foram feitos em laboratórios particulares de Belo Horizonte e pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED). Ao todo, 136 casos foram notificados na cidade desde dezembro de 2012, quando os primeiros pacientes procuraram as unidades de saúde com fortes dores de cabeça, inchaço na garganta, febre e dor no corpo.
De acordo com o secretário de saúde do município, José Maurício Lima Rezende, dos 136 notificados apenas 50 foram analisados, porque os demais já haviam sido medicados com antibióticos, o que iria comprometer o resultado dos exames. “Para o atendimento laboratorial e consultas, a cidade tem boa estrutura, mas como alguns casos mais graves necessitaram de sessões de hemodiálise, tivemos que recorrer à cidade de São Sebastião do Paraíso, mas a situação já está sob controle", disse.
Ainda segundo o secretário, um trabalho conjunto entre a prefeitura, Secretária Municipal de Saúde, Vigilância Sanitária, Instituto Mineiro de Agropecuária (Ima) e Emater alertam a população para não consumirem leite sem ferver; da mesma forma, que não comprem queijos, iogurtes, manteigas e até sorvetes que não tragam na embalagem o selo de inspeção, garantindo sua qualidade e procedência. Um latícínio da cidade foi interditado.
As cidades mineiras de Nova Serrana e Guaranésia também tiveram um surto dessa mesma bactéria em 1998 e 2003, respectivamente.
Fonte: Informações O Tempo












