Lojas online e perfis em redes sociais expandiram mercado de usados. Vendedora de Varginha reabriu loja e teve até que contratar funcionários.
Quando se fala em brechó, muita gente pensa em um lugar para se desfazer de roupas antigas, fora de moda, sem muito uso e que só estão à venda porque ninguém quer mais. Mas essa realidade mudou, e inclusive, deixou o espaço físico para entrar na internet. Mulheres do Sul de Minas viram na rede uma forma de aumentar a renda e manter o negócio. Os clientes podem ter acesso às peças de diversos brechós pelas lojas online e redes sociais, comprando o que quiser - e pagando pouco - no conforto de casa.
A comerciante só não esperava que as antigas clientes fossem reclamar tanto e aí veio a ideia de usar a internet para disponibilizar os produtos. "Elas começaram a me procurar perguntando se ainda tinha alguma mercadoria pra trocar, ou mesmo comprar, e foi aí que eu criei uma página com compra e venda online de mercadoria [e atualmente] eu tenho uma página com 6 mil membros e outra página, que é exclusiva da loja, com 2 mil membros", conta.
Com o grupo e a página na internet, as vendas voltaram a crescer e ela reabriu a loja com muito mais procura, tanto que teve até que contratar uma vendedora e o serviço de motoboys para entregar o que é vendido online.
A facilidade na hora de comprar atrai clientes como a dona de casa Célia Batista, que está sempre de olho nas novidades. "É ótimo, porque eu dou uma olhadinha na internet e vejo alguma coisa que me interessa, aí eu já falo com ela, que reserva pra mim ou já manda o motoboy. É muito prático."
Em Machado (MG), Katuxa Paiva Braga e a sogra dela tinham algumas peças, mas não sabiam onde vender. O caminho também foi a internet. "Eu comecei postando uma peça minha mesmo, uma jaqueta, num grupo fechado da rede social e várias pessoas entraram e se interessaram pela peça. Aí consegui vender por esse grupo, e aí a Ângela [sogra] teve a ideia de montar uma página só nossa e começamos a vender a partir da página", explica.
No primeiro mês, elas tiveram quase R$ 300 de lucro, mas atualmente, com cerca de 500 peças catalogadas na página, o faturamento já é bem maior, tanto que pretendem continuar crescendo. "O plano para o futuro é aumentar, mas sempre online. Roupas, bolsas, acessórios, sapatos, mala, o que estiver em casa atrapalhando, pode trazer para o brechó", incentiva Ângela Maria Mancini Braga.
Para Fabíola Lima Mendonça, de Varginha, a ideia deu tão certo que ela resolveu aperfeiçoar o negócio. Professora, ela montou o brechó em uma rede social no ano passado e com o sucesso de vendas, acabou usando esse exemplo em um curso de empreendedorismo que fez no Sebrae.
"A gente precisa ampliar nossa rede de negócios, nossos contatos. Às vezes a gente publica um vestido na página e não vende, então a gente tem que buscar em outros classificados, outras páginas, alguém que esteja precisando daquilo que a gente tem pra vender", explica.
As vendas atualmente representam uma fonte extra de renda, mas a ideia é um dia se tornar negócio da família. "Quem sabe um dia o brechó vire uma loja física e amplie mais ainda nossa rede de negócios. Mas sem deixar a internet, que é o grande foco", completa.
Segurança
O advogado especialista em direito do consumidor, Carlos Cornwall, explica alguns cuidados que se deve tomar na hora de fazer compras nesses brechós online. "Tem que verificar se essa loja tem CNPJ, que pode ser no site da Receita Federal, e também observar se ela tem um endereço físico, ou seja, em caso de defeito, pra poder entrar em contato diretamente neste endereço para efetuar a troca", explica.
Em caso de loja virtual, Cornwall explica que o cliente tem direito de se arrepender da compra em sete dias e devolver o produto. E se o produto apresentar defeito, a empresa tem 30 dias para solucionar o problema ou a devolução do dinheiro.
Em caso de troca de produtos entre pessoas, é considerada uma relação cível, enquadrada no Código Civil. A troca deve acontecer no prazo de 180 dias. "Já é um prazo maior por se tratar de pessoas físicas que não visam lucro, mas apenas se desfazer de um negócio. E uma vez feita a promessa [da venda ou troca], ela tem que cumprir sob pena de levar multa através dos órgãos de defesa do consumidor e até mesmo de indenizações por danos materiais e morais que o consumidor venha a sofrer", completa Cornwall.
Fonte:G1
Mulheres vendem produtos de brechós pela internet
(Foto: Reprodução EPTV)
Clientes de brechós gostam de praticidade de comprar pela internet e receber produto em casa (Foto: Reprodução EPTV)
Quando se fala em brechó, muita gente pensa em um lugar para se desfazer de roupas antigas, fora de moda, sem muito uso e que só estão à venda porque ninguém quer mais. Mas essa realidade mudou, e inclusive, deixou o espaço físico para entrar na internet. Mulheres do Sul de Minas viram na rede uma forma de aumentar a renda e manter o negócio. Os clientes podem ter acesso às peças de diversos brechós pelas lojas online e redes sociais, comprando o que quiser - e pagando pouco - no conforto de casa.
Os "novos" brechós vendem produtos bons, às vezes até de marcas renomadas, que estão em perfeito estado de conservação. Mas antes de se tornarem lugar de comprar coisa boa e barata, os comerciantes, muitas vezes, não conseguiam manter o negócio. Naiara Werneck é um destes casos. Ela montou o primeiro brechó, em Varginha (MG), há seis anos, só que a loja não deu muito certo e ela resolveu fechar as portas.
A comerciante só não esperava que as antigas clientes fossem reclamar tanto e aí veio a ideia de usar a internet para disponibilizar os produtos. "Elas começaram a me procurar perguntando se ainda tinha alguma mercadoria pra trocar, ou mesmo comprar, e foi aí que eu criei uma página com compra e venda online de mercadoria [e atualmente] eu tenho uma página com 6 mil membros e outra página, que é exclusiva da loja, com 2 mil membros", conta.
Com o grupo e a página na internet, as vendas voltaram a crescer e ela reabriu a loja com muito mais procura, tanto que teve até que contratar uma vendedora e o serviço de motoboys para entregar o que é vendido online.
A facilidade na hora de comprar atrai clientes como a dona de casa Célia Batista, que está sempre de olho nas novidades. "É ótimo, porque eu dou uma olhadinha na internet e vejo alguma coisa que me interessa, aí eu já falo com ela, que reserva pra mim ou já manda o motoboy. É muito prático."
Em Machado (MG), Katuxa Paiva Braga e a sogra dela tinham algumas peças, mas não sabiam onde vender. O caminho também foi a internet. "Eu comecei postando uma peça minha mesmo, uma jaqueta, num grupo fechado da rede social e várias pessoas entraram e se interessaram pela peça. Aí consegui vender por esse grupo, e aí a Ângela [sogra] teve a ideia de montar uma página só nossa e começamos a vender a partir da página", explica.
No primeiro mês, elas tiveram quase R$ 300 de lucro, mas atualmente, com cerca de 500 peças catalogadas na página, o faturamento já é bem maior, tanto que pretendem continuar crescendo. "O plano para o futuro é aumentar, mas sempre online. Roupas, bolsas, acessórios, sapatos, mala, o que estiver em casa atrapalhando, pode trazer para o brechó", incentiva Ângela Maria Mancini Braga.
Para Fabíola Lima Mendonça, de Varginha, a ideia deu tão certo que ela resolveu aperfeiçoar o negócio. Professora, ela montou o brechó em uma rede social no ano passado e com o sucesso de vendas, acabou usando esse exemplo em um curso de empreendedorismo que fez no Sebrae.
"A gente precisa ampliar nossa rede de negócios, nossos contatos. Às vezes a gente publica um vestido na página e não vende, então a gente tem que buscar em outros classificados, outras páginas, alguém que esteja precisando daquilo que a gente tem pra vender", explica.
As vendas atualmente representam uma fonte extra de renda, mas a ideia é um dia se tornar negócio da família. "Quem sabe um dia o brechó vire uma loja física e amplie mais ainda nossa rede de negócios. Mas sem deixar a internet, que é o grande foco", completa.
Segurança
O advogado especialista em direito do consumidor, Carlos Cornwall, explica alguns cuidados que se deve tomar na hora de fazer compras nesses brechós online. "Tem que verificar se essa loja tem CNPJ, que pode ser no site da Receita Federal, e também observar se ela tem um endereço físico, ou seja, em caso de defeito, pra poder entrar em contato diretamente neste endereço para efetuar a troca", explica.
Em caso de loja virtual, Cornwall explica que o cliente tem direito de se arrepender da compra em sete dias e devolver o produto. E se o produto apresentar defeito, a empresa tem 30 dias para solucionar o problema ou a devolução do dinheiro.
Em caso de troca de produtos entre pessoas, é considerada uma relação cível, enquadrada no Código Civil. A troca deve acontecer no prazo de 180 dias. "Já é um prazo maior por se tratar de pessoas físicas que não visam lucro, mas apenas se desfazer de um negócio. E uma vez feita a promessa [da venda ou troca], ela tem que cumprir sob pena de levar multa através dos órgãos de defesa do consumidor e até mesmo de indenizações por danos materiais e morais que o consumidor venha a sofrer", completa Cornwall.
Fonte:G1































