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Inundação obriga família a deixar casa em Machado


Ribeirão está três metros acima do nível normal




Uma família moradora do bairro Santa Luiza, em Machado, teve que deixar sua casa, na manhã desta terça-feira (8), devido ao transbordamento do ribeirão Machado. A família está abrigada em uma escola da cidade.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Alfenas, o ribeirão está três metros acima do nível normal.

Desaparecido

O nível do ribeirão Machado está dificultando as buscas do taxista Joaquim Paulino de Souza, 63 anos, desaparecido desde domingo (6), quando pescava.

A polícia foi avisada pela família sobre o desaparecimento e foi ao local verificar. No barco do taxista estavam apenas um galho grande e um boné de Souza.

As buscas estão sendo realizadas pelo Corpo de Bombeiros de Alfenas








Fonte:eptv

"Eu vivo com as enchentes há 35 anos"

Moradores de Três Corações estão debaixo d'água faz uma semana. Janeiro, para eles, sempre é o mês de perder alguma coisa


Alagada há uma semana, Três Corações, cidade do sul de Minas Gerais onde Pelé nasceu, está devastada. Ano após ano, os moradores sabem que vão perder alguma coisa por causa das chuvas de janeiro. O aposentado José Gabriel da Cruz, de 74 anos, conta que há 35 anos presencia os desastres causados pela força das águas, na Vila Viana, bairro simples da cidade do craque, às margens do rio Verde. Hoje, Três Corações é uma das cidades de Minas mais afetadas pelas chuvas. E não há sinal de que a situação vá melhorar.

Conformado com a situação, todos os anos ele retira os móveis de sua casa para evitar perdas, como ocorreu no ano 2000. “Os bombeiros vieram e pediram para a gente sair, mas eu não tenho medo. Já estou acostumado e sei que não há perigo", conta ele. "No ano 2000, perdi móveis e colchões. Neste ano, minha filha teve a casa alagada e saiu. Meu neto, que mora em outra casa aqui do bairro, também saiu. Eles ainda não voltaram porque a água não baixou. Eu vivo com as enchentes há 35 anos”, contou o aposentado, já acostumado com as cheias do rio. De acordo com a prefeitura, o rio Verde chegou a subir oito metros. Outro rio da cidade subiu seis metros.

A rodoviária também foi parcialmente atingida pelas fortes chuvas nos últimos dias. O engenheiro Fábio Savioli, 44 anos, disse ter medo que uma tromba d´água piore a situação. “Todo ano é isso. Todo ano as famílias saem, mas este ano foi pior que no ano passado. Nessa hora o prefeito fala que não adianta, masque vai tomar providência”, lamentou.

Famílias perdem a casa
Ilhadas, as famílias recebem mantimentos levados de barco pelos bombeiros. O Exército ajuda no trabalho com barcos a motor, enquanto pescadores emprestam seus barcos a remo para minimizar o sofrimento dos atingidos. Moradora do bairro vizinho ao Carranca, a manicure Keli Cristiane da Silva, 24, teve parte dos fundos de sua casa alagada pela cheia do rio Verde. Como Fábio Savioli, ela disse que as perdas neste ano pioraram, em comparação com 2010.

A situação mais crítica em Três Corações é no bairro Cinturão Verde, onde cerca de 40 famílias estão desabrigadas há 10 dias. Natalino Silvestre Barbosa, 32 anos, desempregado, decidiu acampar às margens da cheia do rio, com aproximadamente 10 cachorros. Ele mora com os sogros e a filha e há 15 anos constata os problemas causados pelas enchentes. Os parentes dele estão em abrigos improvisados na cidade, em escolas e igrejas. Ao todo, são 16 abrigos.

A prefeitura estima que mais de 800 pessoas estejam desabrigadas e desalojadas em Três Corações, cidade com pouco mais de 70 mil habitantes.

O presidente da Defesa Civil e secretário de Meio Ambiente, Marcelo Murad, avisou que o município está preparado para abrigar mais 70 pessoas. “Pelo boletim que estamos acompanhando, ainda teremos chuva até na sexta-feira. Quando a água baixar é preciso estar atento para que as famílias não voltem imediatamente. É preciso fazer uma higienização antes”, avisou.

Alerta contra saques

No bairro Cinturão Verde, moradores decidiram montar um esquema de vigília. Eles contam que há roubos de fiação elétrica das casas, aparelhos de TV, antenas parabólica a até geladeiras, que boiam nas sujas águas que invadiram as ruas. “Não deu tempo de tirar tudo da minha casa. Perdi sofá, cama, televisão, cômoda. Além disso, ainda tem gente roubando fiação e utensílios que bóiam nas águas”, contou o desempregado Natalino.

Muitas vias da cidade estão interditadas por causa do alagamento de 13 bairros. Ao passar pelas ruas das áreas mais atingidas, baratas e muito lixo dividem espaço com a perplexidade dos moradores. Por causa da sujeira, há riscos de doenças e a prefeitura providenciou vacinas antitetânica e de febre amarela.

O presidente da Defesa Civil e secretário de Meio Ambiente transfere a responsabilidades de investimentos em prevenção para os governos estadual, comandado por Antonio Anastasia (PSDB), e federal, chefiado por Dilma Rousseff (PT). Ele informou que a Secretária de Meio Ambiente foi criada na atual administração, do prefeito Fausto Ximenes (PSDB), e que a prefeitura possui infraestrutura para elaboração de projetos, mas faltam recursos. “Os governos do estado e federal investem muito mais em reconstrução do que em prevenção”, reclamou, emendando que a prevenção se restringiu à capacitação de funcionários da Defesa Civil.

Alexandre da Silva, 36, desempregado, morador do Cinturão Verde, lamenta que o auxílio com cestas básicas se restrinja aos ocupantes de abrigos. Quem optou por ficar em casa de parentes não tem acesso à ajuda humanitária. Além disso, ele reclama que a ajuda tem sido insuficiente. “Sei que estão distribuíndo poucas cestas básicas para muitas famílias. Há muita solidariedade, mas ainda falta comida. O povo não precisa de cesta básica, o povo precisa de melhoria”.

Questionado sobre a fama de Três Corações por causa de Pelé, Alexandre Silva foi direto. “Para fazer estátua do Pelé tem dinheiro, mas para fazer melhoria para o povo não tem”, finalizou, decepcionado.








Fonte:ig.com.br

Represa se rompe com a chuva e inunda casas

Temporal de meia hora causou estragos na cidade

A chuva novamente causou estragos, ontem à noite, em São Sebastião da Bela Vista, no Sul de Minas. Uma forte chuva caiu por volta das 21h30 fez o ribeirão que passa pela cidade subir cerca de dois metros acima do nível normal. A repersa que fica próxima ao bairro Areião não suportou o volume de água e se rompeu inundando seis casas.

Em pelo menos duas residências, os moradores perderam praticamente tudo. Eles contam que a enxurrada foi muito forte e que em menos de cinco minutos a água tomou conta das casas, derrubando muros e trazendo muita lama e sujeira. A situação já voltou ao normal no bairro. Os acessos aos bairros Areião e Santanal ficou impedido até a manhã desta quinta-feira (2) quando caminhões e máquinas da prefeitura retiraram as barreiras de trra que desceram dos barrancos.

A Defesa Civil do município doou cestas básicas e colchões para as famílias atingidas pela chuva. Ninguém ficou desabrigado.

Granizo

Na semana passada, uma chuva de granizo com ventos fortes já tinha feito estragos na área urbana de São Sebastião da Bela Vista. Pelo menos 30 casas foram parcialmente destelhadas. Dez árvores caíram na praça principal. A energia ficou interrompida por cinco horas e parte da cobertura de um galpão de reciclagem no centro da cidade caiu. Toda a cobertura do estádio municipal foi lançada em cima de duas construções próximas. Ninguém ficou ferido ou desalojado.







Fonte:eptv

Chuva forte alaga casas em bairro rural no sul de Minas

A chuva intensa da noite de quarta-feira no sul de Minas Gerais deixou cerca de 30 pessoas desabrigadas em São Sebastião da Bela Vista. Ontem pela noite havia suspeita de que a represa, que fica próxima ao bairro Areão, havia se rompido com a força das águas. Após análise da Defesa Civil foi verificada que a represa sofreu pequenas danificações e não foi o motivo da inundação nas casas.

"O que houve foi uma grande precipitação de chuva, mas não o rompimento da represa. As águas da chuva passaram pela represa, chegando a danificá-la, mas não foi rompida", disse o coordenador da Defesa Civil, Crisitiano Higi.

Segundo Cristiano, a água que atingiu o bairro rural Areão veio da serra. Com o desastre, seis casas foram inundadas e em duas delas, os moradores perderam todos os seus bens. O coordenador da Defesa Civil disse que as estruturas das casas não foram danificadas. Com as chuvas, os moradores foram para as casas de amigos e vizinhos que não foram atingidas.







Fonte:terra.com.br