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2016 - Marcha para Jesus será realizada neste sábado em Alfenas

A Marcha para Jesus será realizada, em Alfenas, neste sábado (20). O evento contará com apresentação de Priscila Alcântara e Tom Carfi.

A Marcha para Jesus será realizada neste final de semana em Alfenas. Acontecendo no sábado (20) o evento começará às 15h com a concentração no Trevo de Alfenas, onde acontecerá o show de Priscila Alcântara. De lá eles seguiram até a Praça Getúlio Vargas, onde a partir das 18h Tom Carfi fará o encerramento.

A Marcha para Jesus é um evento interdenominical (realizado conjuntamente por diversas denominações evangélicas). De abrangência internacional ela acontece anualmente em diversas cidades do mundo.

De 1994 a 2000 o evento ocorria, em cerca de 170 países na mesma data, tornando-se global.


Judas, e não Jesus, teria sido crucificado

São Barnabé foi discípulo de Jesus e nega que o mestre tenha sido crucificado

Estudioso do islamismo avalia textos antigos e diz encontrar equívocos históricos e geográficos


O texto não tem nada de novo, ao contrário, acredita-se que tenha sido escrito nos séculos V ou VI, mas foi descoberto há 13 anos, após a polícia turca ter desmantelado uma rede de venda ilegal de antiguidades, de escavações e de posse de explosivos.

Vez por outra, alguém encontra um motivo para resgatá-lo do baú. Dessa vez, a descoberta atraiu a atenção do mundo depois que o Vaticano teria feito uma requisição oficial para ver o livro. Entretanto, ainda não se sabe se o pedido foi atendido.


As origens do suposto evangelho são desconhecidas, mas o site National Turk afirma que o livro foi mantido no palácio da Justiça da capital turca, Ancara, e seria transferido sob escolta policial armada para o Museu Etnográfico da cidade.


Para a agência iraniana Basij Press, a descoberta é tão importante que vai abalar a política mundial.


As páginas do livro são de couro tratado, estão negras por causa da ação do tempo, mas as letras em douradas ainda possibilitam sua leitura.


As autoridades turcas acreditam que se trata de uma versão autêntica do evangelho de Barnabé, um discípulo de Jesus que ficou conhecido por suas viagens com o apóstolo Paulo, descritas no livro de Atos.


O livro afirma que Jesus nunca foi crucificado e que Cristo previu a vinda do profeta Maomé. Escrito em siríaco, um dialeto do aramaico, língua que teria sido falada por Jesus Cristo, o evangelho vaticinaria inclusive a chegada do último Messias islâmico.


Para o teólogo Samuel Green, capelão inter-religioso, ministro da igreja anglicana da Tasmânia, na Austrália, especialista e palestrante sobre islamismo, o evangelho de Barnabé foi escrito por um judeu do primeiro século depois de Cristo que viajou com Jesus.


“Se Barnabé realmente é o autor, então seria de esperar que ele estivesse familiarizado com os fatos básicos da vida judaica de seu tempo. Mas não é o que acontece”.
Green comenta que, bem no começo do evangelho de Barnabé, Jesus é chamado de Cristo. “Durante os últimos dias, Deus nos visitou através de seu profeta Jesus Cristo (pág.2)”. Entretanto, por toda parte do livro, Jesus nega ser o Messias. “Eu não sou o Messias” (cap. 42).


“Como Jesus pode ser o Cristo e negar ser o Messias quando ambas as palavras significam exatamente a mesma coisa? Quem quer que seja que escreveu esse livro não sabia que o significado da palavra grega “Cristo” é “Messias”. Barnabé foi um hebreu que viveu na ilha de Ciprus, de língua grega. Como poderia ter cometido esse equívoco”, indaga Green.

O teólogo vai listando outros equívocos do evangelho. “O capítulo três diz que Herodes e Pilatos governaram a Judeia na época do nascimento de Jesus, mas eles nunca governaram juntos. Herodes governou a Judeia sozinho de 37 a 4 a.C., enquanto Pilatos governou trinta anos após, de 26 a 36 d.C. O verdadeiro Barnabé viveu durante os tempos de Pilatos, então se ele realmente escreveu esse livro, como poderia ter cometido tal equívoco?”.

Green também sustenta que o evangelho de Barnabé comete erros básicos sobre o idioma, história e geografia do mundo judeu do primeiro século, falhas que lançam dúvida sobre a declaração de que Barnabé era mesmo do século I d.C.

O livro atribuído a Barnabé é dissonante porque ora apoia o ensino do Islã, ora não. “O Alcorão ensina que Jesus é o Messias e nunca ensinou que Mohamed é o Messias, mas o texto de Bar nabé nega que Jesus seja o Messias e ainda diz que Mohamed o é. Ambas as ideias contradizem o Alcorão”, finaliza o teólogo.








Fonte:ANA ELIZABETH DINIZ -  www.otempo.com.br

O que sabemos sobre Jesus

Uma pintura de Jesus feita por volta de 1900. Os relatos dos Evangelhos de Lucas e Mateus sobre sua infância são conflitantes e se chocam com fatos históricos (Fotos: Imagebroker/Dr. Wilfried Bahnmü )

Ele teve uma mulher? Descendia dos patriarcas judeus? A vida de Cristo como a conhecemos vem de relatos que, em boa parte, não estão nos Evangelhos – quando eles estão, os textos se contradizem

Neste período que celebra o nascimento de Jesus Cristo, poucos assuntos poderiam ser mais momentosos que um recém-descoberto fragmento de um papiro, batizado de “O Evangelho da Mulher de Jesus” pela professora Karen King, da Universidade Harvard, que anunciou a novidade. Esse pequeno achado voltou a levantar questões sobre o que sabemos a respeito da história de Jesus de Nazaré, e se há outros Evangelhos fora do Novo Testamento que possam contribuir com alguma informação valiosa.

O fragmento, do tamanho de um cartão de crédito, está escrito em copta, a língua do Antigo Egito. Tem apenas oito linhas cortadas de texto. Em uma delas, Jesus fala sobre “minha mulher”. Os teóricos da conspiração imediatamente enxergaram uma revelação dos céus e alegaram que a notícia comprova a visão do estado matrimonial de Jesus detalhada por esta altíssima autoridade, Dan Brown, no livro O código Da Vinci. Cristãos conservadores dizem que um papiro tão insignificante não prova nada. A pesquisadora Karen King e seus colegas tomaram o caminho do meio.

Dada a estimativa de que o fragmento data do século IV, mais de 300 anos depois de Jesus e seus parentes terem existido, eles afirmam que isso mostra em que acreditavam os cristãos sobre Jesus naquela época, mas nada se pode concluir sobre o que aconteceu realmente durante sua vida.

Muitos especialistas em cristianismo antigo consideraram o fragmento uma farsa, algo forjado recentemente por um amador que, ao contrário de Karen King, não era bem versado nos detalhes da gramática copta. O veredicto ainda não está dado. Aguardam-se os resultados da análise da tinta, para descobrir se era antiga ou moderna. Mesmo se o texto for falso, como é provável, isso nos alerta para o fato de que há Evangelhos com informações divergentes das versões amplamente aceitas hoje.

Precisamos lembrar que muito do “conhecimento comum” sobre a criança de Belém não pode ser achado em nenhuma escritura. Alguns exemplos óbvios: em nenhum momento, a Bíblia diz em que ano Jesus veio ao mundo, ou se ele nasceu em 25 de dezembro. Tampouco coloca um boi e um burro em torno de sua manjedoura nem diz que eram três os Reis Magos que foram visitá-lo.

Por muitos séculos, os cristãos extraíram informações sobre o nascimento de Jesus não do Novo Testamento, mas sim de escritos populares. Um dos mais conhecidos é o Proto-Evangelho de Tiago, provavelmente do fim do século II, 100 anos após os Evangelhos canônicos. É bastante improvável que haja alguma informação histórica confiável nesse texto. No entanto, os cristãos ao longo da Idade Média raramente estavam interessados em precisão histórica. Eles amavam histórias, especialmente as que pouco tinham a ver com a aparição do Filho de Deus no mundo.

Em muitos aspectos, o Proto-Evangelho de Tiago é guiado pela preocupação em saber detalhes da mãe de Jesus, a Virgem Maria. Por que ela foi a escolhida para dar à luz o Filho de Deus? Esse texto é o primeiro relato sobre o milagroso nascimento de Maria. Sua mãe, Ana, seria estéril, mas Deus lhe deu a graça da concepção.

Quando Maria nasceu, Ana a dedicou a Deus e fez do quarto da filha um santuário no qual ela viveu à parte das influências mundanas pelos primeiros três anos de vida. Maria foi então levada pelos pais para o Templo de Deus em Jerusalém. Criada pelos guardiães do templo, era alimentada diariamente por um anjo vindo dos céus. Quando ela se aproximou da puberdade, os guardiães escolheram um homem para lhe servir de companheiro. Era um viúvo mais velho chamado José, que inicialmente se recusou a ter essa responsabilidade.

Os guardiães lhe disseram que Deus não aceitaria um “não” como resposta. Desde então, milhões de cristãos retratam José como um homem idoso e Maria uma jovem (pense em todas as ilustrações do casal viajando para Belém ou no momento da Natividade), além de crer que os “irmãos” de Jesus (incluindo Tiago, o suposto autor dos escritos) são filhos de José de um casamento anterior. Isso não está na Bíblia.

A história continua adentrando pelo território familiar: um anjo anuncia a Maria que ela conceberá pelo Espírito Santo. José se exaspera com a gravidez da mulher por achar que fora traído, mas depois descobre o que aconteceu. Na viagem para Belém, Jesus nasce. Há numerosos detalhes apócrifos, entre eles uma fascinante descrição em primeira pessoa, de José, sobre como o tempo parou quando Jesus veio ao mundo. Ele vê pássaros imóveis no ar e um grupo de homens comendo com as mãos paralisadas a meio caminho da boca.

Ainda mais notável é o que acontece depois da aparição de Jesus. Na hora do parto, José sai para procurar uma parteira que ajude Maria. Quando os dois voltam, é tarde demais: a gruta (e não um estábulo) está tomada por uma luz ofuscante; a criança já nasceu e anda (com menos de uma hora de vida!) em direção ao colo da mãe. A parteira vai atrás de uma colega, Salomé, e anuncia que uma virgem deu à luz. Salomé é incrédula e diz que só acreditará se ela mesma examinar Maria. Ela o faz e, para seu espanto, constata que Maria está fisicamente intacta. A mão que Salomé usou para tocar Maria começa a pegar fogo, como uma punição por sua descrença. Por instrução divina, ela acolhe a criança, e sua mão volta ao normal. Esse é o primeiro milagre registrado de Jesus.

Os leitores que não estão familiarizados com essas histórias tendem a achá-las obviamente inverossímeis. Raramente temos a mesma impressão de histórias conhecidas de nossa infância que são igualmente espetaculares e soam bizarras para pessoas que as ouvem pela primeira vez. Os relatos sobre Jesus são totalmente fantasiosos? Depende de quem responde. Em novembro, o papa Bento XVI publicou seu terceiro livro sobre a vida de Jesus, concentrado nos relatos do Novo Testamento. Apesar de Joseph Ratzinger ter construído uma respitável trajetória como teólogo antes de se tornar papa, não se trata de um livro catedrático escrito por um pesquisador. É uma obra perfeita para qualquer cristão que defenda os Evangelhos não só por seu valor teológico, mas como relato histórico. Mas não agrada a quem quer saber o que aconteceu de fato na vida de Jesus.

Um grande número de estudiosos – católicos, protestantes, judeus, agnósticos – reconhece que há problemas nos tradicionais relatos de Mateus e Lucas, os dois evangelistas que abordam a infância de Jesus. Por mais que eles sejam valiosas reflexões sobre o significado e a importância do Filho de Deus, não são o tipo de fonte histórica aceitável para quem deseja reconstruir com seriedade os eventos históricos. Para alguns cristãos, isso é um problema. Para outros, é uma libertação, porque os desobriga de basear sua fé em relatos imprecisos.

Reprodução do papiro recém-descoberto em que o trecho “minha mulher” é atribuído a Jesus. Testes da tinta usada dirão se o fragmento escrito em copta é autêntico (Foto: Harvard University, Karen L. King/AP)

Os dois primeiros capítulos do Evangelho de Mateus e os dois iniciais de Lucas são bastante distintos um do outro, a ponto de parecer inconciliáveis. De cara, divergem sobre a genealogia de José: cada um cita pai, avô e bisavô diferentes. Lucas e Mateus querem vincular José à linha ancestral dos patriarcas judeus, mas nenhum deles tem dados confiáveis para comprovar isso. Por isso, criaram genealogias com esse intuito, que acabaram se tornando conflitantes. As discrepâncias se estendem ao longo dos outros capítulos.

Esses dois Evangelhos também exibem contradições com fatos conhecidos da história. Apenas Lucas narra a viagem de Nazaré a Belém feita por José e Maria para se registrar num censo no qual “o mundo inteiro” deveria ser contado, sob o governo do imperador César Augusto. O mundo inteiro? Lucas só pode ter tido a intenção de dizer “todo o Império Romano”. Mesmo isso não pode estar certo. Há boa documentação sobre o tempo de César, e não houve nenhum censo durante todo o seu reinado, que dirá um em que as pessoas precisavam se registrar na terra de seus antepassados. Pelo relato de Lucas, José e Maria precisavam se registrar em Belém, porque José descendia do rei Davi. No entanto, Davi viveu milhares de anos antes. Toda a população sob o governo romano estava retornando a sua terra ancestral? Imagine as migrações em massa para esse censo. 

Nenhum historiador daquela época não pensaria que aquilo pudesse ser digno de registro? O Evangelho não é uma história baseada em fatos. É uma narrativa construída para explicar como Jesus poderia ter nascido em Belém – onde o Messias estava por vir –, se todos sabiam que a família dele era de Nazaré.

Há outras tantas informações implausíveis nos relatos. Em Mateus, os Reis Magos seguem a estrela na direção de Belém, até que ela para sobre a casa onde está Jesus (por que, aliás, a família de Jesus vivia numa casa, se eles estavam recém-chegados para se registrar no censo?). Como uma estrela, ou qualquer corpo celeste, pode guiar alguém até um local específico? E como pode parar sobre uma determinada casa?
Muitos cristãos se ofendem com os questionamentos dos Evangelhos, mas essa reação não tem razão de ser. Os relatos sobre a vida de Jesus no Novo Testamento nunca foram chamados de “histórias”, mas sim de “evangelhos”, o que quer dizer “proclamações de boas-novas”. Esses livros têm o objetivo de declarar verdades religiosas, não fatos históricos. Isso pode não ser uma boa notícia para os crentes que pensam que a verdade tem de estar necessariamente vinculada à história. Mas, aos que têm uma visão mais ampla, um gosto mais apurado pela literatura e uma noção do significado de teologia, a história do Menino Jesus e sua aparição no mundo se fundamentam não no que realmente aconteceu. Sustentam-se, sim, naquilo que desfrutam todos os que acreditam que histórias como essa levam a uma verdade maior.

Bart Ehrman é professor de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte e autor de O problema com Deus
  

Fonte: Revista Época


Papiro do século 4 sugere que Jesus Cristo foi casado


Uma historiadora da Universidade de Harvard identificou um pedaço de papiro datado do século 4 que sugere que Jesus Cristo teria se casado. No fragmento, escrito no idioma copta, surgido do Egito antigo, há uma frase nunca vista nas Escrituras: “Jesus lhes disse: ‘Minha mulher…” A frase é interrompida neste ponto, mas, na linha de baixo, lê-se “…ela será capaz de ser minha discípula”.

“A tradição cristã sustentou por muito tempo que Jesus não era casado, mesmo sem provas históricas confiáveis para corroborar essa afirmação”, disse em nota a historiadora Karen King, que anunciou a descoberta num encontro de especialistas na cultura copta em Roma. Entretanto, Karen, que já publicou vários livros sobre descobertas recentes relativas aos Evangelhos, lembra que “esse novo evangelho não prova que Jesus foi casado”.

A origem do fragmento é um mistério, assim como a identidade de seu proprietário, que preferiu o anonimato. Até ontem, a historiadora o havia mostrado apenas a um seleto grupo de especialistas em papirologia e na língua copta. Eles concluíram que a probabilidade de o fragmento ser falso é remota.

a descoberta pode reacender o debate em torno da polêmica: Jesus foi casado? Maria Madalena foi sua mulher? Ele teve uma mulher entre seus apóstolos? São perguntas feitas desde os primeiros séculos da Cristandade, mas que se tornam relevantes hoje com o debate em torno da possibilidade de mulheres assumirem funções de padres.




Fonte: Informações Estadão e Reuters

Páscoa Cristã


Para os cristãos, a Páscoa tem o propósito de relembrar a salvação em Cristo através da morte e ressurreição de Jesus.


Os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó passaram mais de quatrocentos anos escravizados no Egito, assim, Deus decidiu libertá-los dessa escravidão. Moisés foi o escolhido por Deus para libertar o povo, sendo, então, o líder do êxodo.

Moisés, atendendo ao chamado de Deus, foi ter com Faraó, transmitindo-lhe a mensagem divina: “Deixa ir meu povo para que me sirva”. A fim de provar a Faraó a vontade divina, Moisés invocou pragas contra o Egito. As pragas começaram a ser lançadas, mas assim que se cessavam Faraó continuava a pecar, mantendo-se contra a vontade de Deus. Assim, a décima e última praga fora lançada - Deus enviou um anjo destruidor através da terra do Egito a fim de ceifar a vida de todo primogênito: “E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR.” (Ex. 12.12).

Contudo, como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor Deus enviou uma ordem ao seu povo. Cada família deveria tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito, e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; as famílias menores poderiam dividir um único cordeiro. Parte do sangue do cordeiro sacrificado deveria ser passada nas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Assim, o anjo, ao passar por aquela terra, passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue sobre elas – daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima” ou “poupar”. Assim, os israelitas foram protegidos da morte, através do sangue do cordeiro morto. É importante ressaltar que Deus ordenou o sinal de sangue não porque Ele não era capaz de identificar seu povo, mas porque queria ensinar a eles sobre a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-os para o advento do “Cordeiro de Deus”, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” Jo 1,29b).

Naquela noite os israelitas deveriam estar preparados para viajar. Eles deveriam assar o cordeiro, preparar ervas amargas e pães sem fermento (na Bíblia, o fermento simboliza, normalmente, o pecado e a corrupção; esses pães asmos simbolizavam a separação entre os israelitas redimidos e o Egito). O povo deveria estar pronto para a refeição ordenada ao anoitecer, a fim de partir apressadamente. Assim se fez, tal como o Senhor dissera.

O povo de Deus, a partir desse momento da história, passou a celebrar a Páscoa em toda primavera, já que as instruções divinas relatavam ser essa celebração um “estatuto perpétuo”, conforme o livro de Exôdo 12.14: “E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” Assim, em cada páscoa, os israelitas, juntamente com suas famílias, sacrificavam um cordeiro, retiravam de suas casas todo fermento e comiam ervas amargas e contavam a história de seus ancestrais, de como viveram o êxodo na terra do Egito e a libertação da escravidão ao Faraó – era dever dos pais usar a Páscoa para ensinarem aos filhos a verdade sobre a redenção da escravidão e do pecado, que Deus efetuara em seu favor e que através disso fez deles um povo especial sob seus cuidados.

Nos tempos do Novo Testamento, os judeus (israelitas) observavam a Páscoa da mesma maneira. Jesus, aos doze anos de idade, foi levado a Jerusalém por seus pais para a celebração da Páscoa (Lc 2.41-50), posteriormente, Jesus participou dessa celebração em Jerusalém a cada ano. A última ceia de que Jesus participou com seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi a refeição da Páscoa.

Para os cristãos, a Páscoa tem o propósito de lembrar a salvação em Cristo e da redenção do pecado e da escravidão a Satanás, pois Jesus foi crucificado na Páscoa, como cordeiro pascoal (1 Co 5.7), que liberta do pecado e da morte todos aqueles que nEle creem.



Bíblia de Estudo Pentecostal – Antigo e Novo Testamento, Flórida - EUA: Life Publishers, 1995.




Fonte:brasilescola

Livro brasileiro defende tese que Jesus Cristo era um extraterrestre

A teoria não é nova, mas continua polêmica. Em 1968, o suiço Erich von Dänike publicou o livro "Eram os Deuses Astronautas?", que sugeria que seres de outros planetas visitam a Terra há milênios. A prova disso seriam obras magníficas de civilizações antigas, como as pirâmides, StoneHenge, as linhas de Nazca e outros mistérios ao redor do mundo.

Agora uma hipótese parecida promete abalar o maior símbolo de fé de boa parcela dos habitantes terrenos. Trata-se do livro Jesus Extraterrestre - A Origem (Editora Giroto, 336 páginas – R$ 39,90), do brasileiro Leo Mark, lançado justamente no Domingo da Páscoa.

Primeiro de uma trilogia, o livro é um romance baseado em fatos reais, coletados em mais de dez anos de estudos feitos pelo autor. Segundo Mark, Jesus Cristo na verdade é um extraterrestre, que tenta salvar a humanidade de plano de outros ETs que pretendem dominar os humanos e fazê-los de escravos. Tudo isso a partir da interpretação atualizada de passagens bíblicas, confrontadas com documentos de povos como os sumérios e pesquisas sobre eventos paranormais e ufológicos.


Livro foi lançado em português e inglês
Dessa forma, todos os milagres feitos por Cristo e experiências vividas por seus seguidores, na verdade são contatos imediatos com extraterrestres. No enredo, Maria Madalena estava grávida de Jesus. Após a morte ressurreição, Cristo voltou para sua nave e Maria Madalena partiu com José de Arimateia para a França. Lá, ela deu a luz a uma menina e deu origem à descendência de Jesus.

A história salta para 1992, quando Jesus renasce sob nome de David, que passa a ser perseguido por um grupo de extraterrestres, conhecido como Iluminati, que pretende matá-lo. Dessa luta entre Jesus e os Iluminati poderá sair a Terceira Guerra Mundial.

O livro foi lançado também nos Estados Unidos e possui versão para iPad. Um capítulo dessa história pode ser acessado gratuitamente no site da obra. Um enredo envolvendo religião, mistérios e nova ordem social. É ver para crer.







Fonte:uai.com.br

Chuva forte faz rio transbordar em Córrego do Bom Jesus

Nível da água já começou a baixar


A forte chuva que atingiu Córrego do Bom Jesus, no Sul de Minas Gerais, na noite deste domingo (2) fez com que o nível do rio que corta a cidade ficasse bem elevado. Na Vila Claret dez casas foram atingidas.De acorco com a Polícia Militar, o volume da água já baixou e os moradores não foram retirados das casas atingidas.






Fonte:eptv

Jesus: Ele rompeu amarras e consolidou uma nova era

O homem não deve estar a serviço da lei, mas a lei deve estar a serviço do homem. Foi seguindo este preceito que Jesus Cristo marcou sua época e continua influenciando a humanidade até hoje. Para Ele, mais importante que cumprir a lei era resgatar o homem.


Em sua passagem pelo mundo, causou alvoroço na sociedade em que vivia ao dar atenção à parcela mais desprezada da população, como doentes e prostitutas, por serem considerados pecaminosos.

Ao invés de rejeitá-los, como seria natural, Jesus tratou-os com amor, falou com eles e deixou ser tocado por eles. Como aconteceu com a mulher que sofria com o fluxo de sangue, a qual foi curada por Jesus. Segundo lembra o filósofo Fausi dos Santos, o sangue para os judeus era algo extremamente impuro. Por conta disso, não comem carne que tenha uma gota sequer de sangue. É uma regra que foi contestada por Jesus, quando ele disse que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai dela.

Jesus utilizou de uma pedagogia avançada para a época ao usar parábolas para passar ao povo seus ensinamentos. A simplicidade dele e de suas palavras seduzia as pessoas mais simples, que, por conta disso, identificavam-se com ele. Para Fausi, a simplicidade foi o grande diferencial de Jesus.

Embora, ele fosse simples em seu modo de falar, parte de seus ensinamentos tornou-se incompreensível para uma parcela do povo judaico, principalmente os políticos da época. “Quando Jesus falava de um novo reino, isso incomodava os políticos porque eles imaginavam algo físico, atrelado ao poder material. Quando se deram conta de que Jesus falava de outro reino, com base no plano espiritual, era tarde demais. Jesus já havia sido julgado e condenado”, explica Fausi.

O filósofo lembra que, ao contrário dos profetas que vieram antes de Jesus, o filho de Deus não trouxe um discurso apocalíptico. O tom era mais voltado à pregação do amor, da vida e da salvação.

Data do nascimento é cercada de incertezas

Sobre o nascimento de Jesus, a única certeza é que o fato aconteceu. Dizer quando aconteceu é uma discussão cercada de mistérios e polêmicas. A Bíblia não traz nenhum registro sobre data. As igrejas cristãs celebram o nascimento em dias diferentes e os cientistas não concordam com nenhuma das duas.

Pelas análises de relatos históricos e bíblicos, Jesus nasceu em uma época mais próxima aos meses de março e abril. Cientistas argumentam que dezembro é uma época de frio intenso em Israel, região onde Cristo nasceu. Portanto, alguns fatos narrados pela Bíblia como a viagem à pé dos Reis Magos e o pastoreio de ovelhas ao ar livre à noite seriam pouco prováveis.

De acordo com o cientista da religião, Antônio Carlos da Silva Barros, o nascimento de Jesus é comemorado no dia 25 de dezembro porque nessa época do ano eram realizadas na Mesopotâmia algumas festas. Entre elas, uma dedicada ao deus Saturno, que começava em 17 de dezembro e terminava em 1 de janeiro.

No meio desta festa, ocorria o que se chama de inverno do solstício. Segundo o cientista, é quando o sol amanhece fraco e ganha força, chegando à sua plenitude. “Era a festa do nascimento do Sol”, explica Antônio Carlos. E essa festa era celebrada sempre no dia 25 de dezembro.

Por volta dos séculos III e IV, o cientista relata que os romanos começaram a viver uma conversão ao cristianismo e os cristão se apropriam dessa festa. Ao invés de dedicá-la ao deus Saturno, passam a oferecê-la ao novo Sol, que é Jesus Cristo. “A partir daí, os cristãos passam a celebrar o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro”, diz.

Já a igreja cristã ortodoxa, mais centrada no Oriente, celebra a data um pouco depois, no dia 6 de janeiro.

“Não sabemos o dia certo. Alguns dizem que foi em abril. Até hoje, não existem elementos históricos que comprovam a data”, comenta. Segundo Antônio Carlos, naquele tempo não existia preocupação com datas. Mesmo no Brasil, ele cita que não havia, até cerca de 200 anos atrás, o costume de documentar com exatidão os nascimentos.

“Independentemente de data, a existência de Jesus é comprovada. A presença dele no mundo é aceita tanto em um contexto teológico quanto em um contexto histórico. Isso não tem como negar”, afirma.

O Natal é uma celebração litúrgica que lembra o nascimento de Jesus. Segundo o cientista, mesmo diante de uma sociedade consumista, preocupada com os presentes, com as viagens, com a roupa nova, o espírito natalino é mais forte. “Ele supera a visão consumista. Faz com que as famílias se reúnam para celebrar. O espírito de natal é celebrativo, ele está além da história, da geografia e da ciência”, completa.

Adilson Camargo

Fonte:jcnet.com.br