Estudo mostra que Estado necessita de pelo menos 51 aterros sanitários
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) assinou, no último dia 9, um protocolo de intenções com oito municípios da Zona da Mata e dois vizinhos do Rio de Janeiro para a formação de um Consórcio Público Intermunicipal. De acordo com a Sedru, esse é o primeiro acordo de resíduos no Brasil a reunir cidades de Estados distintos.
Atualmente, apenas metade da população urbana de Minas é beneficiada com a destinação adequada do lixo. Mas esse cenário já foi bem pior. De acordo com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), em 2001, 96% dos municípios mineiros possuíam lixões.
Apesar da redução, ainda hoje 312 lixões poluem as cidades. Um sério risco à saúde pública. Pela política nacional de resíduos, municípios com mais de 20 mil habitantes estão obrigados a regularizar o sistema de resíduos. Caso contrário, estão sujeitos a pagar multas que vão de R$ 20 mil a R$ 50 mil. Nesse cenário, todas as cidades já foram autuadas.
Segundo a diretora de gestão da qualidade ambiental da Feam, Zuleika Torquetti, como esses municípios ainda não conseguiriam resolver o problema, o órgão decidiu propor soluções e realizou um estudo técnico para auxiliar no planejamento dos consórcios. "Traçamos uma estratégia de associação entre as cidades para atingir o melhor custo-benefício. O aterro ideal deve ter uma distância de pelo menos 30 km do município e atender, no mínimo, 100 mil habitantes", explica. De acordo com o estudo, Minas teria que construir 51 aterros para atender toda a população.
Para a diretora da Feam, essa é uma solução bastante viável, mas o que dificulta é a falta de interesse político porque é preciso aprovar uma lei municipal que autoriza a cidade a fazer parte do consórcio. "Mais de 150 prefeituras já manifestaram interesse em participar dos consórcios", disse a consultora ambiental da Associação Mineira de Municípios, Rosana Franco. Ela explica que o aterro é uma obra onerosa e os municípios precisam se unir para cumprir as metas da PNRS.
Até junho deste ano, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai lançar as metas e diretrizes a serem seguidas por Estados e municípios, que terão dois anos para entregar os planos.
Fonte:otempo.com.br












