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Lago de Furnas está 12% abaixo do nível esperado para dezembro

Represa está com 48% da capacidade quando mínimo aceitável seria 60%.

Segundo comitê, ainda faltam sete metros para lago atingir cota máxima.

Mesmo com as chuvas dos últimos meses, o nível do Lago de Furnas está 12% abaixo do esperado por turistas e comerciantes que dependem da represa. Segundo o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica de Furnas, Fausto Costa, atualmente o lago está com 48% da capacidade, quando o mínimo aceitável para essa época do ano seria 60%.

Em janeiro de 2012, a represa estava a 764 metros acima do nível do mar e baixou cerca de 11 metros até o fim do ano, levando prejuizos para pescadores e para quem vive do turismo nas 34 cidades banhadas pela represa no Sul de Minas. As explicações para a queda do nível do lago foram a pouca quantidade de chuva no ano passado e a necessidade de geração de energia em outras hidrelétricas ao longo do Rio Grande.

Com isso, foi preciso utilizar a água da represa, mas até hoje a situação ainda nao voltou ao normal e ainda faltam sete metros para o lago atingir a cota máxima.

Diante das questões que envolvem o volume de chuva e a geração de energia elétrica, Costa acredita que é difícil prever quando o reservatório vai atingir a cota máxima. De acordo com o presidente do comitê, a expectativa é de que isso aconteça em 2015.






Fonte:g1

Maioria dos municípios mineiros tem nível baixo de competitividade

Pesquisa mostra que maioria dos municípios mineiros tem nível baixo ou muito baixo na manutenção de um ambiente favorável aos negócios. Estudo aponta potencial das regiões

Com apenas 12 mil moradores, Setubinha, no Vale do Mucuri, nem chegou a alcançar pontuação, reflexo de carências na infraestrutura e nas condições socioeconômicas


Praticamente oito em cada 10 cidades do estado têm um nível de competitividade classificado como baixo ou muito baixo. É o que mostra o Índice de Competitividade dos Municípios Mineiros/2013, elaborado pelo Sebrae Minas com o objetivo de sintetizar um conjunto de informações que indicam a capacidade dos 853 municípios do estado e de suas micro e macrorregiões em manter um ambiente favorável aos negócios dos pequenos empreendimentos. O indicador, cujas notas oscilam de zero a 100, distribui as cidades em cinco grupos: muito baixo nível de competitividade (pontuação de zero a 20), baixo nível (de 20,01 a 40), médio nível (40,01 a 60), alto nível (60,01 a 80) e muito alto nível (80,01 a 100).

O Estado de Minas teve acesso com exclusividade ao estudo, que será divulgado esta semana pelo Sebrae. A pesquisa aponta características locais que podem gerar vantagens competitivas ou criar obstáculos para o desenvolvimento das empresas. O levantamento revela que 660 municípios – o que corresponde a 77,37% das 853 cidades mineiras – tiveram notas baixa (491 lugares) ou muito baixa (169). Houve uma pequena melhora em relação à pesquisa de 2012, quando 678 municípios (79,4%) tiveram pontuações baixa ou muito baixa.

Na mesma base de comparação também melhorou um pouco a situação das cidades que integram o grupo do nível médio de competitividade, de 150 para 159, e daquelas com nível alto, de 23 para 31. Apenas três municípios foram classificados com alto nível de competitividade. Fazem parte da seleta lista: Belo Horizonte (100 pontos), Uberlândia (82,62) e Nova Lima (81,21). Esta última, na edição passada, fazia parte do grupo imediatamente abaixo – sua pontuação era de 74,7. As notas permitiram ao Sebrae elaborar o ranking com as 853 cidades mineiras. No fim da fila está Setubinha, no Vale do Mucuri, a cerca de 500 quilômetros de Belo Horizonte. Com aproximadamente 12 mil moradores, a cidade obteve pontuação zero.


“O índice geral mostra a capacidade das cidades em criar e manter um ambiente favorável aos negócios (dos micro e pequenos empresários). Um indicador favorável pode criar tanto oportunidades (como atração de aportes privados) quanto limitar o desenvolvimento dos negócios. Há municípios com infraestrutura tão fraca que cria dificuldade para a instalação de, por exemplo, uma indústria”, disse Venússia Santos, analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas. O índice geral, destaca ela, é elaborado com base em cinco subíndices.

Cada subíndice, assim como a pontuação geral, também oscila de zero a 100. O primeiro é a “performance econômica” e abrange aspectos relacionados à remuneração, ao emprego e até ao comércio internacional. O segundo é a “capacidade de alavancagem do governo”, que trata, entre outros assuntos, da saúde das finanças públicas. O “quadro social”, que engloba indicadores nessa área, também é analisado. Da mesma forma, “infraestrutura”, que também compreende o meio ambiente. O último subíndice é “suporte aos negócios”, que leva em conta instituições de apoio, como o próprio Sebrae.

NOTA MÁXIMA

Neste último subíndice, Belo Horizonte foi a única cidade a obter nota 100. Lúcio Aleixo, dono da loja Clube dos 13, especializada em artigos esportivos e com duas unidades na capital, sabe bem da importância de como instituições de apoio ajudam a decolar os negócios de micro e pequenos empresários. Desde o ano passado ele participa do programa Minas Franquia, do Sebrae. Resultado: Lúcio negocia a ida de sua marca para várias cidades mineiras e para fora do estado.

“A franquia nada mais é do que a duplicação de um negócio de sucesso. É um atalho para o crescimento da empresa. A vantagem de trabalharmos com futebol é poder atender todas as classes sociais”, disse Lúcio, que abriu a primeira loja, na Savassi, há sete anos. A segunda, no shopping Estação BH, foi inaugurada no ano passado. O empresário lista algumas das cidades em que há comerciantes interessados em sua marca: “Estamos negociando com (possíveis) franqueados de Curitiba (PR), Pedro Leopoldo, Uberlândia, Juiz de Fora, Manhuaçu, Poços de Caldas…”.

Poços de Caldas, aliás, foi uma das cidades cuja nota subiu de 2012 para 2013. O aumento da pontuação elevou o município da 9ª para a 6ª posição no ranking atual. Varginha, que estava em 16º no ano passado, saltou para o 7º lugar. “Embora tenham ocorrido mudanças no ranking dos municípios, as variações dos índices foram pequenas e não alteraram o nível de competitividade das cidades”, analisa Venússia Santos, do Sebrae.

Avanços tímidos

O Sebrae-MG também calculou o índice de competitividade por macrorregião. O mapa do estado foi dividido em oito áreas, segundo a área de planejamento da própria instituição. Nenhuma delas foi classificada com nível de competitividade alto ou muito alto. “Apesar de algumas cidades terem (nota) alta, o indicador é impactado pela quantidade de municípios com índices baixos”, concluiu Venússia Santos, analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae-MG.



Oito das duas regiões – Centro e Triângulo Mineiro – obtiveram nível médio de competividade, com, respectivamente, notas 54,83 e 45,96. Já as regiões Sul (índice geral de 36,95), Zona da Mata (33,25), Rio Doce (29,17) e Noroeste (23,35) foram classificadas como baixo nível de competitividade. Os piores resultados foram o das regiões Norte (17,87) e Jequitinhonha/Mucuri (8,31), agrupados entre os com muito baixo nível de competitividade.

Os dados, segundo a análise dos técnicos do Sebrae que organizaram o ranking, reforçam “a importância de planejamentos distintos para regiões com características competitivas também diferentes”. Dessa forma, continua a análise no documento, “pode-se atuar sobre aspectos mais relevantes de cada localidade”.

De 2012 para 2013, embora nenhuma das oito macrorregiões tenham alcançado nível de competitividade alto ou muito alto, sete delas apuraram aumento nas notas. É bom frisar que foram aumentos tímidos. O índice geral da Região Centro passou de 52,88 para 54,83; na Sul, de 36,86 para 36,95; na Norte, de 17,45 para 17,87; na Zona da Mata, de 32,64 para 33,25; na do Rio Doce, de 28,39 para 29,17; na do Triângulo Mineiro, de 44,69 para 45,96; na dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, de 7,83 para 8,31.

RECUO Houve queda apenas na Região Noroeste, com o índice geral recuando de 24,04 para 23,35. Em relação aos municípios, o Sebrae concluiu que as cidades que “apresentaram o pior ambiente para o desenvolvimento dos negócios em termos econômicos, sociais, de infraestrutura, de suporte aos negócios e de capacidade de investimento do governo foram Setubinha, Santo Antônio do Retiro, Frei Lagonegro, Bonito de Minas e São João das Missões” (veja quadro).

METODOLOGIA 
Responsável pelo ranking, o Sebrae esclareceu que, “como referência metodológica, utilizou-se o Índice de Competitividade das Nações, calculado pelo International Institute for Management Development (IMD), caracterizado como capacidade de o país criar e manter um ambiente competitivo para as empresas”. Tal indicador é publicado no Anuário da Competitividade Mundial (World Competitiveness Yearbook – WCY) desde 1989. No Brasil, a Fundação Dom Cabral atua como parceira do IMD.





Fonte: Estado de Minas

Lago de Furnas entra na estiagem com 4 metros abaixo do nível normal

Lago de Furnas chegou a ficar 14 metros abaixo do normal em 2012 (Foto: Tiago Campos / G1)

Quatro metros abaixo do nível normal. É assim que o Lago de Furnas entra no período de estiagem em 2013 após a pior seca dos últimos 11 anos, quando a represa chegou a ficar 14 metros abaixo do nível operacional.

O Lago de Furnas movimenta a economia de 34 municípios. Pessoas que investem na piscicultura, turismo e lazer tiveram as atividades prejudicadas por causa da seca. Onde havia água, o solo rachou e o mato tomou o lugar dos peixes.

A situação da represa é preocupante, já que o período de estiagem começa agora. De acordo com a meteorologia, a previsão é de que a estiagem vá até setembro, com média por mês entre 50 e 100 milímetros. Segundo o secretário executivo da Associação dos Municípios do Lago de Furnas, Fausto Costa, se isso acontecer mais uma vez a situação pode ficar crítica.

“A expectativa é que o lago deva diminuir novamente o volume a partir de setembro, deixando a represa com níveis baixos que nem os de 2012”, afirma Costa.

O secretário ainda informou que o lago deve atingir a capacidade máxima de água apenas em 2015.






Fonte:G1

Nível do Lago de Furnas sobe 2 metros


Lago de Furnas começa a recuperar seu nível com chuvas de verão (Foto: Reprodução EPTV / Claudemir Camilo)

O Lago de Furnas começa a se recuperar com as chuvas dos últimos dias. O nível do reservatório já subiu cerca de dois metros com o aumento da entrada de água no lago, ganhando cerca de 5% de sua capacidade. A melhora gera boas expectativas nos piscicultores que, nos últimos meses, tiveram grandes perdas com a baixa do lago.

A última vez que o nível da represa de Furnas caiu como neste ano foi em outubro de 2000, quando o reservatório ficou com apenas 11% da sua capacidade. Neste sábado (19), depois das chuvas dos últimos dias na região, o lago está com o nível em 755 metros, treze abaixo da cota máxima. Equivale a uma recuperação de 5%, já que o lago chegou a estar 15 metros abaixo do normal.
"Tivemos um índice muito bom de chuvas, o que é muito bom, pois dependemos muito do lago para movimentar a economia na região", comenta o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica de Furnas, Fausto Costa.

Aos poucos a água começa a voltar ao Lago de Furnas. Do alto, é possível ver uma nova coloração nas águas do lago. A terra e a vegetação boiando mostram que o reservatório está enchendo. O Rio São Tomé deságua no reservatório em Alfenas (MG), e no local, é possível ver a elevação da água, pelo capim que já começa a ser encoberto. Porém, essa mistura de terra e mato provoca queda na qualidade da água. "Por causa das alterações da água, na cor, densidade, será preciso um tratamento melhor para usar a água", explica Eduardo Luis Tanure, especialista em recursos hídricos.

Na parte do lago que chega a Paraguaçu (MG), havia cerca de 40 tanques de peixe. Hoje, existem apenas oito. Apesar de parecer pouco, o número é bom, pois representa um sinal de que ainda é possível continuar com a produção. Janeiro seria o mês que o piscicultor Rondon José do Prado venderia os peixes, mas ele ainda os alimenta na esperança de que atinjam o peso ideal para a venda em breve. "Era para estar muito maior, mas... Espero que a água consiga melhorar", diz ele.

Segundo o coordenador técnico da Emater de Alfenas, Francisco de Paula Vitor Alves, 70% dos piscicultores do Lago de Furnas foram afetados pela seca, uma perda estimada em três mil toneladas de peixes. A esperança é de que o prejuízo poderá ser recuperado na próxima safra. “Essa safra ia chegar na semana santa. Esperamos que a água do lago volte a um nível satisfatório, pra continuar a produção", explica o técnico da Emater.

De acordo com as últimas medições do Operador Nacional do Sistema (ONS), o volume de água que entrou no reservatório de Furnas essa semana foi de aproximadamente sete vezes o volume que passava pelas turbinas. Eram quase três mil litros de água por segundo chegando ao lago, e pouco mais de quatrocentos litros, por segundo, gerando energia elétrica.

Ainda segundo o ONS, não há previsão sobre quando o reservatório atingirá uma situação melhor e mais confortável. É preciso esperar a chegada das chuvas que caíram nas cabeceiras dos rios que abastecem Furnas.





Chuva esta que nunca foi tão desejada pelos piscicultores. "Estamos rezando bastante para que venha bastante chuva, pra que a gente consiga continuar a produção... Só queremos os peixes de volta", desabafa o produtor Prado, com lágrimas nos olhos

Fama-MG:Represa de Furnas baixa 14 metros destroi embarcações e prejudica comércio

Barcos estão 'atolados' em terra firme por falta de água em Fama. (Foto: Wagner Rodrigues de Oliveira)

Apesar da chuva que caiu no Sul de Minas nos últimos dias, o nível do Lago de Furnas ainda está muito baixo: cerca de 14 metros abaixo da cota máxima. Esta é a pior seca no reservatório desde 2001. Em Fama (MG), a navegação pelo lago está praticamente impossível. Com isso, lanchas e casas flutuantes estão às margens da represa, em terra firme.

Casas que antes ficaram às margens do lago, agora estão distantes. (Foto: Wagner Rodrigues de Oliveira)

Além disso, ruínas de uma estação de trem também começaram a aparecer com a falta de água. Casas e condomínios, antes muito próximas do lago, agora estão distantes, separadas da água por uma grande faixa de terra.









Fonte: Informações g1

Lago de Furnas está 11 metros abaixo do normal em Varginha

Lago de Furnas está 11 metros abaixo do normal em Varginha (Foto: Cacilda Paiva)


Segundo Alago, nível da represa está 11 metros abaixo do normal.
Pescadores e turismo da região são afetados com a baixa.

A queda do nível do Lago de Furnas continua assustando moradores e turistas que visitam o Sul de Minas. A falta de chuvas e a diminuição do volume de água prejudica pescadores e o turismo da região.

Preocupada, a internauta Cacilda Paiva enviou para o G1 fotos que mostram como está a situação na região do Barreiro, em Varginha (MG). As fotos mostram que a represa praticamente desapareceu no local.

"Tirei essas fotos no sábado, dia 27, o nível da represa está baixo demais. O que resta é só o Rio Verde que corre lamascento. Impossível a navegação, pesca nem pensar. Cenário triste de se ver. Será mesmo só as chuvas a responsável por essa seca? Ou as comportas estão abertas para manutenção?", disse Cacilda.

Nota da redação: Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico, no mês de setembro, o volume do Lago de Furnas estava em 48,45%, contra 72,30% do mesmo período em 2011. Já em outubro do ano passado, o volume do lago estava em 66,34%. Os valores deste mês ainda não foram divulgados.

O Lago de Furnas é responsável por cerca de 15% do abastecimento nacional de energia. Com a seca, segundo a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), a represa está 11 metros abaixo do normal, o pior nível desde 2002. Para atender o abastecimento, as comportas da Usina de Furnas foram abertas para geração de energia.







Fonte: varginha on line