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Libertados suspeitos de fraudar licitações em prefeituras

Presos durante operação Convite Certo, da Polícia Federal, saíram após cumprirem a prisão preventiva

Os oito presos durante a Operação Convite Certo, realizada pela Polícia Federal na semana passada, foram libertados na tarde desta segunda-feira (18). Todos estavam sendo investigados por fraudes em licitações para contratação de assessoria jurídica em prefeituras de cidades do interior.


Os advogados Fabrício Alves Quirino, José Otávio Dias Sanches e Marcus Vinicius Souza - sócios da Valor Consultoria -, Eugêncio de Figueiredo Miranda e Marco Antônio Reis - funcionários do gabinete do deputado estadual Dilzon Melo -, Paulo Gomes Santiago - secretário de Educação de Dores do Indaiá -, José Ricardo Leandro da Silva - procurador de Alfenas -, e Deivison Resende Monteiro - procurador de Boa Esperança -, foram libertados após cumprirem os cinco dias de prisão preventiva. Todos estavam na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, e responderão ao processo em liberdade.


Segundo a PF, o esquema criminoso contratava escritórios de advocacia para a prestação de consultoria jurídica às prefeituras, através de licitações fraudadas, cujas modalidades principais e mais utilizadas eram a "Carta Convite" e o "Pregão Presencial". Durante as investigações, ficou claro que o grupo criminoso utilizava inúmeros agentes públicos para montar a fraude nos procedimentos licitatórios, simultaneamente à inserção ilícita na máquina pública municipal, de modo a direcionar o certame para a contratação de escritórios de advocacia vinculados aos interesses da organização criminosa.


Conforme a prefeitura cooptada, surgia a figura do "parceiro", que é aquele agente público, servidor municipal ou não, que exercia uma função diferenciada em benefício da organização criminosa, seja manipulando a licitação, seja influenciando, para o acertamento da empresa "vencedora"; seja, ao final, se beneficiando com a distribuição de parte dos pagamentos mensais que eram efetivados pela administração do escritório contratado.








Fonte:hojeemdia.com.br

Deputado Dilzon Melo faz desafio à PF sobre os R$ 70 mil apreendidos em seu gabinete

O deputado Dilzon Melo (PTB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Minas, desafiou nessa segunda-feira a Polícia Federal (PF) a provar que os R$ 70 mil apreendidos em seu gabinete não lhe pertencem.

Na quarta-feira, o gabinete do deputado virou um dos alvos da Operação Carta Convite, que desmontou uma quadrilha especializada em forjar contratos de licitação com prefeituras. Embora não seja alvo direto da operação, Dilzon viu seu nome ser envolvido no caso depois que dois de seus assessores de confiança – Marco Reis, o Marcão, e Eugênio Mendonça, o Geninho –, foram parar na cadeia junto com mais seis acusados. Eles só foram libertados ontem, junto com outros seis acusados do esquema. No gabinete do deputado, a PF apreendeu documentos e a quantia em dinheiro vivo. Para os federais, o recurso é fruto de propina do esquema e, na realidade, pertence a Marcão e Geninho. Dilzon, mais uma vez, rechaçou essa versão. Ele garante que o dinheiro é de origem lícita e que possui documentos que comprovam isso. Segundo o deputado, a quantia veio da venda de um Ford Fusion e de aluguéis de imóveis. Sobre o destino, uma parte seria usada para compra de cavalos e a outra para pagar salários de trabalhadores da construção civil e lavradores de café.



O senhor vai entrar na Justiça para pedir restituição do dinheiro apreendido?

Logicamente. O dinheiro é fruto do meu trabalho, foi conseguido a duras penas. Além do dinheiro, vou requisitar os documentos que foram apreendidos. Meu cofre não é usado para guardar dinheiro de terceiros. Além disso, eu e meus advogados entendemos que houve ilegalidade na ação da polícia, já que o mandado de busca e apreensão não foi expedido por um desembargador.

Afinal de contas, qual é a origem do dinheiro?

São R$ 52,5 mil de um carro, um Ford Fusion inteirinho, ano 2008, com bancos de couro e apenas 24 quilômetros rodados. Vendi para um conhecido que mora em Boa Esperança e recebi o pagamento em dinheiro vivo. O restante veio de aluguéis de imóveis de diversas origens. Estou absolutamente tranquilo em relação a isso. Gostaria até de ser chamado para participar de uma acareação. Quero contribuir ao máximo com as investigações.

O senhor iria usar os R$ 70 mil em quê?

Em diversos negócios. Comprar animais, pagar apanhadores de café, fazer pagamentos quinzenais no ramo da construção civil. Não quero dizer que é rotina, senão dá a entender que sou prepotente, orgulhoso e que eu tenho muito dinheiro. Não é isso. É um dinheiro de trânsito normal pela quantidade de negócios que tenho. Não vejo nada de abusivo e de extraordinário nessa quantia.

E os dois funcionários? Com seis mandatos na ALMG, o senhor foi enganado?

Até então eram da minha confiança, senão não teriam sido nomeados. São pessoas que trabalharam comigo quando era prefeito de Varginha e que prestavam serviços relevantes em minha base eleitoral, pessoas conhecidas. Se tiver alguma ligação com essa situação, a decepção virá em doses muito fortes. Fiquei surpreendido com esse fato, mas a gente, que tem consciência tranquila, com 30 anos de vida pública e empresarial, quando acontece um negócio desses, parece que o mundo está caindo.

Não é algo anormal guardar tanto dinheiro vivo em cofre particular?

É comum se você for useiro e vezeiro dessa prática. Eu acho incomum porque para isso tem banco. Este caso é específico, em função da quantia que recebi. Como recebi esse dinheiro e tenho, por exemplo, de fazer pagamentos de colheita de café, por que eu ia depositar e depois no outro dia sacar? Então eu guardei esse dinheiro em espécie porque ia fazer pagamentos na próxima semana. Não faço isso como prática.








Fonte:em.com.br

Número de cidades que estão na mira da PF pode dobrar

Peritos analisam o material apreendido para calcular rombo aos cofres públicos



O número de prefeituras mineiras investigadas pela operação Convite Certo, deflagrada anteontem pela Polícia Federal (PF), pode dobrar, segundo o promotor Eduardo Nepomuceno. De acordo com ele, os números não podem ser divulgados, já que a PF ainda está analisando os documentos apreendidos. O promotor garante, porém, que se trata apenas de uma questão de tempo. "A quadrilha atuava em diversas cidades do Estado. Há chances concretas de que novas prefeituras e mais pessoas envolvidas comecem a aparecer", declarou ele a O TEMPO.


Até o momento, nove prefeituras mineiras são alvo da PF e oito suspeitos de envolvimento no esquema tiveram prisão preventiva de cinco dias decretada. Até o fim da tarde de ontem, quatro procuradores suspeitos já haviam chegado à penitenciária Nelson Hungria, em Contagem: Deivison Resende Monteiro, José Ricardo Leandro da Silva, Fabrício Alves Quirino e Eugênio de Figueiredo Miranda.


Quanto ao prejuízo aos cofres públicos, o promotor informou que o balanço ainda não foi concluído, uma vez que os peritos precisam calcular os montantes apreendidos com os envolvidos e os danos aos caixas de cada prefeitura.


Nos bastidores, havia especulações de que as irregularidades também envolviam juízes - informação negada por Nepomuceno. "O processo não foi levado ao Tribunal de Justiça pois não existem elementos para isso", assegurou o promotor.


Fraude. Depois de seis meses de investigações, a PF desarticulou um esquema de fraudes em licitações que culminou no cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e na prisão de advogados, procuradores e assessores parlamentares, incluindo dois funcionários ligados ao gabinete do deputado estadual Dilzon Melo (PTB) - o motorista Eugênio Miranda e o assessor político Marco Antônio Reis.


Segundo a apuração da polícia, dois escritórios de advocacia, um com sede em Belo Horizonte e outro em Dores do Indaiá, lideravam o esquema. Membros dessas empresas procuravam os assessores do deputado, que tinham contato com prefeituras. Ainda de acordo com a PF, os dois, então, articulavam, junto aos Executivos municipais esquemas para fraudar licitações públicas de acordo com os objetivos da quadrilha. Os escritórios providenciavam empresas de fachada para concorrer no processo licitatório. O pagamento feito pela prefeitura à empresa vencedora era, então, dividido entre os envolvidos no esquema.


Até agora, a PF já comprovou o envolvimento das prefeituras de Alfenas, Boa Esperança, Campanha, Campos Gerais, Coqueiral, Carmo do Paranaíba, Dores do Indaiá, Nepomuceno e Três Pontas com os escritórios investigados na operação Convite Certo.









Fonte:otempo.com.br

Operação "Convite Certo" investiga 7 prefeituras do Sul de Minas

Ação teve o objetivo de desmantelar esquema de fraude em licitações


A Polícia Federal prendeu oito pessoas durante uma operação em nove prefeituras de Minas Gerais, sete delas que ficam no Sul de Minas, na manhã desta quarta-feira (13). A ação, batizada de “Convite Certo”, teve como objetivo reprimir fraudes em licitações para contratação de assessoria jurídica nas prefeituras. Foram cumpridos oito mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão. Entre os presos estão advogados, procuradores de municípios, agentes públicos e assessores parlamentares.

No Sul de Minas, as prefeituras de Alfenas, Boa Esperança, Campanha, Campos Gerais, Coqueiral, Nepomuceno e Três Pontas foram visitadas pela Polícia Federal. Durante a manhã, foram apreendidas quantias de dinheiro em espécie e além de farta documentação do esquema criminoso. O balanço final da operação ainda não foi divulgado.

De acordom com a PF, o órgão vai enviar ao Ministério Público elementos suficientes para instruir a ação penal, bem como, para cancelar os contratos administrativos, firmados com essas prefeituras, mediante ação civil pública. A operação apurou os crimes de formação de quadrilha, visando coibir a prática de fraudes licitatórias, além dos crimes de corrupção ativa e passiva e peculato.

O esquema

Segundo a Polícia Federal, o esquema criminoso visava à contratação de escritórios de advocacia para a prestação de consultoria jurídica a prefeituras, através de licitações fraudadas, cujas modalidades principais e mais utilizadas eram a "Carta Convite" e o "Pregão Presencial".

O grupo criminoso se utilizava de inúmeros agentes públicos para a montagem fraudulenta de procedimentos licitatórios, simultaneamente à inserção ilícita na máquina pública municipal, para conseguir a contratação de empresas (escritórios de advocacia) vinculadas aos interesses da organização criminosa.









Fonte:eptv

Mais de 30 cartões são clonados em um único posto de combustíveis

Polícia Civil investiga ação de quadrilha de clonagem de cartões na cidade


A Polícia Civil investiga casos de clonagem de cartões na cidade. Dois inquéritos já foram instaurados no município para apurar os casos de clonagem de cartões. Cerca de 50 pessoas já registraram boletins de ocorrência vítimas do golpe. Em apenas um estabelecimento, um posto de combustíveis, foram clonados 30 cartões. O equipamento que coletou as informações teria sido instalado por um homem que se passou por um funcionário de uma operadora de cartões. Ele trocou a máquina original por outra que copiava dos dados dos consumidores.

As imagens do circuito interno de segurança do posto registraram o momento em que o suspeito entrou no escritório e trocou os equipamentos. O delegado regional de Lavras, Cléber Pevidor, acredita que uma quadrilha do Estado de São Paulo esteja cometendo os crimes.

O dono do posto disse que já trocou a máquina leitora dos cartões, que estava adulterada. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços informou que está mudando a diretoria e por enquanto, não vai comentar o assunto.

Mais um caso

Mais um caso de clonagem de cartões foi registrado em Lavras nesta semana. Na tarde de quinta-feira (17), um homem de 25 anos procurou a Polícia Militar. Ele relatou que na terça-feira, ao conferir o extrato bancários, descobriu que alguém tinha feito compras no nome dele em mais de R$ 1,5 mil.

Polícia Federal

A Polícia Federal também investiga a atuação de uma quadrilha de clonagem de cartões no Sul de Minas. Os bandidos estariam utilizando equipamentos eletrônicos conhecidos como chupa cabras, que roubam os dados dos clientes nos caixas eletrônicos e clonam os cartões. Dois homens foram presos até agora enquanto aplicavam os golpes. Além de Lavras, já foram registrados casos de clonagem de cartões em Varginha e Boa Esperança.









Fonte:eptv

Polícia Federal no encalço de 378 prefeituras

Somente na Região Leste do Estado foram abertos 155 inquéritos sobre desvios de verbas federais


Pelo menos 378 prefeituras de Minas Gerais, cerca de 45% do total, são suspeitas de desvio de verbas federais. A maior parte delas se encontra na Região Leste do Estado: são 155 inquéritos abertos pela Delegacia Regional de Governador Valadares. Mas a sangria com os recursos da União se estende a todas as regiões.


Na Superintendência da Polícia Federal, instalada em Belo Horizonte e responsável pelas cidades da Região Central, há outras 100 administrações investigadas. A ordem é para que o cerco a prefeitos e servidores corruptos, responsáveis pelos prejuízos aos cofres públicos, seja intensificado nos próximos dias.


Para isso, a Polícia Federal colocará no encalço dos prefeitos mineiros 359 agentes a mais na comparação com 2010, quando a investigação começou. Este contingente estava voltado para o combate a crimes eleitorais e a segurança do pleito. Hoje, a PF conta com 676 policiais no Estado. “A prioridade, agora, é a investigação sobre os desvios de verbas federais. Os prejuízos causados à União são de bilhões”, garante o delegado Marcelo Eduardo Freitas, chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado.


No ano passado, em todo o país, foram feitas 272 operações especiais com a prisão de 124 agentes públicos. Na comparação com 2009, houve um aumento de 99 prisões, apesar de, em 2010, terem ocorrido dez operações a menos do que no ano anterior, ou seja, 282. A expectativa é de que, neste ano, o número de operações cresça, assim como o de prisões. “Existem investigações em andamento apontando casos em que os recursos foram repassados, mas as obras sequer foram realizadas”, diz Freitas.


Na Região Norte de Minas, sob a responsabilidade da Delegacia de Montes Claros, o número de prefeituras investigadas chega 65. No Sul de Minas, sob a responsabilidade de Varginha, são 10; No Triângulo, na alçada de Uberlândia, são outros 21 inquéritos.


Segundo o chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime organizado, apesar de o número maior de inquéritos ter sido aberto na Região Leste, as prefeituras do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha vão receber uma atenção “especial” da polícia. “São prefeituras de cidades mais pobres, onde os crimes acontecem em maior quantidade. Muitas vezes, as licitações são combinadas pelos empresários com ou sem a participação dos prefeitos”.


Em todo o Brasil, a Polícia Federal tem aproximadamente 3 mil inquéritos para investigar desvios em prefeituras. Se considerarmos que o país conta com 5.565 municípios, mais da metade das prefeituras está sob investigação. “O problema são as fraudes mais sofisticadas, que contam com parlamentares. Nestes casos, o delito começa na origem dos recursos”, lembra.


AMM diz que precariedade facilita a fraude


O grande número de inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) tendo como alvo prefeitos e servidores públicos municipais em Minas intriga – mas não surpreende – o superintendente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Waldir Salvador. Segundo o representante dos prefeitos, a situação só irá mudar quando as prefeituras passarem a valorizar a atuação dos gestores e dos servidores públicos.


O dirigente da AMM garante que a entidade tenta, ao lado do Ministério Público Estadual (MPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ampliar a informação sobre os processos para a abertura de licitações, contratação de serviços e prestação de contas. “Mas, com o salário que a área pública paga, com as dificuldades das prefeituras em contratar servidores com maior formação, vai ser sempre assim”, diz.


Salvador aponta um diagnóstico, na visão dele, “desanimador”, apresentado por mais da metade das prefeituras de Minas. “Não pagam nem R$ 2 mil para secretários. Tem prefeitura que não tem nem condição de pagar estudante de Direito para trabalhar na área jurídica, ainda mais um bom advogado. Neste cenário, realmente fica difícil a gente ver a realidade se transformar num espaço de tempo pequeno”, projeta.








Fonte:hojeemdia

PF age contra grupo que controla o tráfico de drogas no sul de MG

A Polícia Federal iniciou, na madrugada desta terça-feira, uma operação contra o tráfico de drogas no sul de Minas Gerais que teria conexão com o Estado de São Paulo. A operação batizada de Mão Negra envolve 257 policiais e teve início em Varginha (MG).

As investigações, que duraram oito meses, apontaram a existência de um grupo criminoso na cidade de Santa Rita do Sapucaí (MG). De acordo com a PF, ele era responsável pela distribuição de drogas na região. Além disso, o grupo mantinha relação com traficantes de São Paulo e Campinas.

Estão sendo cumpridos 27 mandados de prisão temporária e 35 mandados de busca e apreensão. A PF deve concluir a ação ainda nesta terça-feira.






Fonte:noticias.terra.com.br