Aécio Neves (PSDB) foi um bom candidato à presidência da República, superou Marina quando chegou a ser considerado o possível “fiasco do ano” (quando estava com apenas 14 pontos nas pesquisas) e no segundo turno chegou perto de derrotar Dilma, a candidata do PT.
Mas a derrota fez mal ao senador de Minas Gerais. Político experiente que sempre foi considerado equilibrado, como o avô Tancredo, se comporta como um radical que não sabe perder.
Na entrevista da Globonews, em que disse que foi derrotado por uma “organização criminosa”, desagradou até parcelas do seu eleitorado.
Só os fanáticos que veem o PT como o eixo do mal aceitam um discurso tão rasteiro.
Aécio perdeu para Dilma, para o Partido dos Trabalhadores, o PMDB e outros partidos aliados. Perdeu por decisão do povo brasileiro que em sua maioria preferiu continuar com o governo, pelos seus acertos e apesar dos seus erros.
Perdeu feio para o povo de Pernambuco, do Ceará, da Bahia, de todo o Nordeste, do Rio de Janeiro de Minas Gerais.
Perdeu, acabou.
Dilma já acalmou os mercados com a escolha da equipe que vai comandar a economia e em janeiro começa o segundo mandato. Terá problemas pela frente, pois é inevitável que eles aparecem pela complexidade do Brasil e pelos paradoxos do Partido dos Trabalhadores.
Aécio se conforme em cumprir o restante do seu mandato de senador e tente recuperar o terreno perdido pelo menos no seu Estado de origem.
Do jeito que vai em 2018 não será nem candidato, porque será engolido no seu próprio partido, o PSDB, por Serra ou Geraldo.
As declarações infelizes e rancorosas de Aécio Neves foram criticadas por jornalistas do porte de Jânio de Freitas, ironizadas pelo Secretário de Comunicação do PT, José Américo, que disse que o senador está com problemas psicológicos e golpeadas por uma frase antológica do senador Humberto Costa.
O petista pernambucano, ao comentar a entrevista do tucano, saiu-se com esta: “A derrota subiu a cabeça”!
Aécio anda se apequenando depois do bom desempenho nas urnas e os adversários naturalmente aproveitam.
É preciso saber vencer e saber perder. Tem hora que cabe falar, fazer um discurso veemente, mas em outros momentos é melhor ficar de boca fechada.
Fonte:robertoalmeidacsc.blogspot.com.br
















