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Detento de Alfenas é aprovado em vestibular de Direito

Cristiano Ferreira Robazza cumpre pena em regime semi-aberto e vai freqüentar aulas no campus da faculdade (Foto: Divulgação / Seds)

Detento estudou para as provas na biblioteca do presídio.

O desejo de ingressar em uma universidade agora se tornou realidade para o preso Cristiano Ferreira Robazza, do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas. No último dia 27, o detento prestou vestibular para o curso de Direito na Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas), sendo aprovado em 35º lugar entre os 180 classificados.

Para se preparar para as provas, Cristiano estudava diariamente na biblioteca do presídio. A partir do segundo semestre deste ano, o detento, que é do regime semi-aberto, irá freqüentar as aulas presenciais no campus da faculdade, em Alfenas.

Para a direção da unidade prisional, a aprovação de Cristiano no vestibular mostra o quanto a educação contribui para a evolução da ressocialização. “O estudo faz com que os presos tenham a oportunidade de se tornarem cidadãos de bem”, ressalta o diretor geral do presídio, Helisandro César Sales. Recentemente, o Presídio de Alfenas recebeu o Prêmio de Humanização do Atendimento ao Preso do Sistema Prisional, pelas ações de ressocialização desenvolvidas na unidade.

Minas terá presídio exclusivo para quem não paga pensão


Estado registra explosão no número de prisões de quem não quita obrigações com filhos. Detentos precisam ser isolados e secretaria já pensa em unidade só para esse tipo de infrator


Uma ligação ontem, dia do aniversário de 14 anos de Suzana (nome fictício), interrompeu os seis meses que a adolescente ficou sem contato com o pai, que é sapateiro em Belo Horizonte. Desde que a mãe, a copeira Simone, de 30 anos, o acionou judicialmente para pagar a pensão alimentícia da filha, o ex-marido desapareceu. Por duas vezes a Justiça decretou sua prisão, mas ele conseguiu prorrogar prazos e rola a dívida há dois anos. Casos como o dele, aparentemente corriqueiros, abarrotam a Justiça e as cadeias de Minas e podem obrigar o governo até mesmo a criar uma unidade prisional especial para os devedores. O plano da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) de construir o Centro de Referência para Devedores de Alimentos, com cerca de 100 vagas só para esse tipo de infrator, é a resposta do estado para a explosão no número de detenções relativas a esses casos.

Em dezembro de 2010 eram 179 presos no sistema estadual por esse motivo. No mesmo período do ano passado, o número cresceu 11%, chegando a 199 pais e responsáveis detidos por não pagamento do benefício. A quantidade disparou, chegando a um crescimento de 33% em fevereiro deste ano, quando alcançou 238 internos. Em 2010, segundo a Defensoria Pública de Belo Horizonte, corriam 2.800 processos pedindo pagamento de pensão em Minas Gerais.

E não são apenas pessoas humildes que acabam detidas por não pagar: o tetracampeão de futebol Romário, hoje deputado federal pelo PSB/RJ, chegou a ficar preso em casa por não quitar o benefício da filha, em 2009. Um ano antes havia sido a vez de o ator Mário Gomes ser detido devido à dívida com a filha. Em 2007, Werley di Camargo, irmão da dupla Zezé di Camargo e Luciano, foi preso em Belo Horizonte pelo mesmo motivo. “Quem não paga o determinado pela Justiça pode ficar preso entre 30 e 90 dias. É uma forma de coerção. Quitando a dívida, a pessoa é libertada. É diferente de um processo criminal, que muitas vezes não resulta em cadeia imediata, mas é feito assim com o objetivo de garantir a sobrevivência do dependente”, pondera o defensor público de Belo Horizonte Valter Guilherme Alves Costa.

O projeto do centro de referência seria um alento para desafogar os presídios, porque hoje a Suapi precisa abrir alas especiais, separando esses presos dos que cometeram crimes mais graves – isso em uma rede prisional que já se encontra saturada. No ano passado, segundo o Sistema Integrado de Informações Penitenciárias do Ministério da Justiça, as vagas para presos provisórios existentes em Minas Gerais eram ultrapassadas em 61% pela quantidade de internos. Pelo relatório, 23.537 presos provisórios – entre eles quem não pagou pensão alimentícia – ocupavam espaço feito para 14.610.

Ação criminal

Diferente do processo civil, que resulta em prisão de 30 a 90 dias, se o Ministério Público entender que há prejuízo maior ao dependente, por uma negligência de cuidado continuada, um processo criminal é aberto e tem punição prevista de um a quatro anos de reclusão. Os condenados acabam tendo a detenção comutada em penas alternativas ou em semiliberdade, o que não os poupa da estada de numa cela até a decisão da Justiça.

Na Região Metropolitana de BH, segundo a Suapi, os presos ficam abrigados no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira, na Região Oeste de BH. De acordo com a subsecretaria, no momento um local adequado que “atenda o propósito” está sendo procurado. Mas não há previsão orçamentária para isso. Como a pasta mudou de secretário recentemente, o plano passa por reavaliação e, enquanto isso, as unidades prisionais passam por adaptações para receber esse tipo de preso em alas separadas.

Suportando toda a sobrecarga representada pela criação da filha, a copeira Simone afirma que a prisão é uma boa forma de convencer o devedor a quitar suas dívidas e assumir responsabilidade com os dependentes. “Ele (o pai da garota) não paga. Faz acordo, não cumpre e vem a decisão de prisão, mas ele sempre consegue um jeito de resolver mais tarde”, conta. “Não importa o lugar onde ele vai ficar preso, se é uma unidade para quem não paga pensão alimentícia ou se é a delegacia. Ele precisa ser punido para entender que precisa ajudar a filha. Ele tem um menino de 9 anos de outro casamento, que também não recebe nenhum centavo”, diz Simone.

A filha Suzana, segundo ela, sente muito com o castigo forçado que representa toda essa situação, mas já declarou seu apoio. “Ela ia para casa do pai todos os fins de semana, mas, desde quando recorri à Justiça, ele nunca está em casa quando ela liga para conversar ou para marcar uma visita”, disse. “A Suzana fica triste, mas entende a situação e já me disse que, se ele ajudasse, ela poderia ter coisas que gostaria e eu não tenho como comprar.”

Da dívida até o xadrez

Os passos da prisão por não pagamento de pensão

* Uma ação de pensão alimentícia é aberta na Justiça para estabelecer com quanto os responsáveis deverão contribuir mensalmente para o sustento do dependente

* Se o pagamento atrasa, uma ação de execução alimentícia pode ser aberta para cobrar o benefício

* O juiz cita o responsável, que recebe intimação de um oficial de Justiça para comparecer ao fórum em até três dias

* Lá, o devedor deve justificar de forma satisfatória o não pagamento, comprovar que está em dia ou quitar o que é devido

* Nos casos em que o devedor não se justifica, o juiz determina a prisão por prazo de 30 a 90 dias, segundo o Código de Processo Civil

Centro é aprovado até por ex-devedor

A construção de uma unidade prisional, como o Centro de Referência para Devedores de Alimentos, para abrigar presos que não pagam a pensão a dependentes é aprovada até mesmo por quem não consegue pagar o benefício e vive a ameaça de ser detido. O garçom Vagdo Pereira Lima, de 33 anos, ficou apreensivo quando recebeu a ordem judicial para pagamento da pensão da filha de 16, sob pena de prisão. Ele diz que ficou quase um ano sem ajudar a menina e é favorável à criação de unidade de detenção específica, até para preservar detidos de presos perigosos como traficantes, homicidas e assaltantes. “Não fiquei sem pagar porque quis, tive um problema de família e imprevistos”, disse.

Ele afirma que, quando recebeu a intimação, várias cenas de violência passaram por sua cabeça. “Fiquei assustado com a possibilidade de ser preso. Sou trabalhador, pai de família, e ficar preso com todo mundo seria constrangedor e arriscado para a minha própria vida”, conta. No caso dele o centro de referência seria garantia de integridade.

Pai de sete filhos, Vagdo fez acordo com a ex-mulher. Ele pretende quitar os pagamentos atrasados com descontos em folha. Do seu salário, 20% são destinados aos gastos com a filha. Segundo ele, a situação complicada não interferiu no afeto e a relação com a menina é muito boa. “Agora tudo vai se resolver e não pretendo mais correr o risco de ser preso.”

Acostumado a lidar com os dois lados da moeda, o defensor público Valter Guilherme Alves Costa, da capital, cuida dos interesses de quem deve e de quem cobra pensão. Segundo ele, a melhor solução é sempre um acordo entre as partes, como o Vagdo e a ex-mulher. “Fazer as duas partes se entenderem costuma ser mais eficaz e duradouro do que a decisão de um juiz, que pode levar à prisão”, explica.

Para o defensor, a razão do aumento de prisões se deve justamente ao maior conhecimento da população sobre seus direitos. “Fazemos cada vez mais acordos na Defensoria Pública e também tem aumentado a procura por representação na Justiça. Num primeiro momento a execução serve para cobrar os últimos três meses devidos. Ninguém é preso de repente. A pessoa recebe citação da Justiça e tem três dias para comprovar que já quitou a dívida ou pagá-la”, salienta.

De acordo com ele, muitas vezes o responsável desaparece e, como não se comprova o pagamento, o juiz emite um mandado de prisão. “Quando o devedor, por exemplo, vai tirar documentos, o funcionário público puxa sua ficha, encontra o mandado em aberto e chama a polícia. Se o devedor parar num blitz, o policial pode também identificar a ordem de prisão”, acrescenta Costa.
Valter Costa explica que desemprego não é justificativa para escapar da prisão. “O dependente precisa desse recurso e só um motivo muito forte, como uma internação hospitalar, pode eximir o pagamento.

O que diz a lei

O Código de Processo Civil estabelece que o devedor de pensão tem três dias, depois de citado, para pagar, provar pagamento ou justificar a impossibilidade de fazê-lo. Se o devedor não pagar nem justificar, o juiz pode decretar prisão de um a três meses, suspensa com a quitação. O Código Penal define que deixar de prover a subsistência do cônjuge ou de filho menor de 18 anos ou inapto para o trabalho tem pena de detenção de um a quatro anos e multa de um a 10 salários mínimos. A Lei 5.478, de 1968, determina que o cumprimento integral da pena de prisão não exime o devedor do pagamento.






Fonte: Estado de Minas

Presidio de Alfenas - Defesa Social vai investigar fuga de suspeito de matar ex-prefeito

Homem fugiu com outro detento no dia 9 de abril do Presídio de Alfenas.

A Secretaria de Estado de Defesa Social divulgou uma nota nesta quarta-feira (18) informando que um procedimento interno foi instaurado para investigar as circunstâncias da fuga do suspeito de matar o ex-prefeito de Carvalhópolis e de mais um detento, foragidos desde o dia 9 de abril do Presídio de Alfenas (MG). José Irineu Rodrigues foi morto com 3 tiros na cabeça em agosto de 2011.

O homem de 27 anos estava preso desde a época do crime e aguardava julgamento. Ele e outro detento fugiram da fábrica de blocos, que fica dentro do presídio. A nota da Defesa Social ainda esclarece que o preso tinha autorização judicial para trabalhar no local.

O juiz da 1ª Vara de Machado, Fernando Tamborini, que cuida do processo do suspeito, não havia sido informado de que ele estava realizando trabalhos internos no Presídio de Alfenas. Segundo o juiz, o benefício de redução de pena normalmente é concedido a presos com bom comportamento, mesmo que ainda não tenham sido julgados.

O delegado de Machado, Cleovaldo Marcos Pereira, disse que só recebeu o mandado de recaptura do suspeito quase 10 dias após a fuga.

O crime

O ex-prefeito de Carvalhópolis e de Cordislândia, ambas no Sul de Minas, José Irineu Rodrigues, foi morto na tarde do dia 16 de agosto de 2011 às margens da MG-453 com três tiros na cabeça próximo ao distrito de Douradinho, em Machado. O suspeito de 27 anos foi preso durante a noite, duas horas após o crime, no município de Turvolândia (MG). A polícia acredita que ele tenha sido contratado para matar o político. O suspeito era natural do Maranhão, morava em São Paulo e não conhecia a vítima ou tinha qualquer relação com a região.

A polícia trabalha com as possibilidades de prováveis acerto de contas, dívidas ou desavença e investiga ainda se houve algum mandante. A hipótese de crime político foi descartada.
Segundo a polícia, o suspeito teria ligado no celular do ex-prefeito, que era advogado, com o pretexto de contratá-lo para atuar em uma causa trabalhista. Quando Rodrigues chegou ao local marcado, às margens da rodovia, o suspeito foi até a porta do carro dele e disparou três vezes contra a cabeça do político.

A arma usada no crime foi encontrada dois dias depois. A pistola 380 foi encontrada no bairro Camargos, na zona rural de Machado, a cerca de dois quilômetros do local indicado pelo suspeito. Ela estava em um matagal, às margens de uma rodovia.
Uma das filhas de Rodrigues afirmou em entrevista que o pai tinha inimigos, mas que desconhecia que ele vinha sendo ameaçado de morte.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito negou a autoria do crime dizendo que ele teria sido cometido por uma outra pessoa que estava com ele.

O suspeito estava preso na Cadeia de Machado, mas de acordo com o Ministério Público, ele foi transferido para o Presídio de Alfenas por ser um local de segurança mais reforçada.







Fonte: G1

Presidio no Sul de Minas terá ovos de Páscoa feitos por detentas

Neste domingo de Páscoa (8), os detentos e funcionários do Presídio de Boa Esperança, no Sul de Minas, serão presenteados com ovos de chocolate produzidos por seis presas da unidade prisional. Serão entregues cerca de 400 ovos. As detentas aprenderam a técnica da confecção de ovos de Páscoa na última semana de março, durante um curso oferecido pela direção da unidade em parceria com a Escola Profissional Ávia Tereza de Moraes, localizada no município.

A detenta Cleusa Maria Marques Maciel, de 38 anos, conta que trabalhou muitos anos como cozinheira, mas que nunca havia confeccionado ovos de chocolate. Para ela, o curso ofereceu muito mais que um aprendizado. “Foi um momento de distração. Se eu pudesse, ficaria o dia inteiro confeccionando os ovos”, disse.

A presa já decorou o processo de produção e diz que é muito fácil de fazer. “Basta ralar uma barra de chocolate e colocá-la em banho-maria. Quando o chocolate derreter e você esfriá-lo numa superfície lisa, é só passar uma camada em cada um dos lados da forma e levar à geladeira por um minuto. Depois desse tempo, você deve repetir o processo com outra camada. O número de camadas vai depender da espessura do ovo que se quer produzir. Depois, é só embalar com carinho e esperar a alegria das pessoas,” finalizou.

Material

Todo o material utilizado no curso foi doado pelo Conselho de Segurança Pública da comunidade e por autoridades da Comarca de Boa Esperança. Foram arrecadados cerca de 30 quilos de chocolate, embalagens e formas para ovos de Páscoa.

Segundo o diretor-adjunto, Breno dos Reis M. Marques, o curso foi recebido de maneira positiva pelas presas. “Nossa expectativa é oferecer aos presos mais especializações na área de culinária. Para isso, estamos em busca de novas parcerias”, contou.

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Machado - MG - Construção de presidio conta com reforço de Aécio Neves


O vice-prefeito José Miguel de Oliveira (PSDB), o presidente da Câmara Municipal, Juliano Paes (PPS) e os vereadores Josias Aguiar Ribeiro (Geléia/PDT) e Evâneo Caixeta (PSD) estiveram ontem, terça-feira, em Brasília, com o Senador Aécio Neves.
Ex-governador de Minas, Aécio garantiu que irá assumir a bandeira da segurança pública em Machado e da construção do novo Presídio.








Fonte: informações folhamachadens

Machado-MG - Deputado Carlos Mosconi garante que Presídio será erguido em 2012


Em entrevista à veículos de comunicação da região, o deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) afirmou, semana passada, que estão garantidos, junto ao Orçamento do Estado de Minas Gerais, recursos financeiros para a construção, no próximo ano, do Presídio Regional de Machado.
Duas unidades serão erguidas, em 2012, no sul de Minas: em Poços de Caldas e Machado. Licitação deverá ocorrer no início do ano. - O processo de construção levará 09 meses, aproximadamente.






Fonte:folhamachadense

Alfenas-MG - Droga e celulares são encontrados dentro de presídio


Materiais foram apreendidos e entregues à delegacia


Dois celulares e 50 gramas de maconha foram apreendidos dentro da cela de um presídio nesta terça-feira (27), na Rodovia Ottoni Ferreira Barbosa, em Alfenas, no Sul de Minas. Segundo a Polícia Militar, agentes penitenciários acionaram a PM após encontrarem a maconha dentro de uma marmitex, além de dois celulares mais um carregador dentro de um colchão. Na cela havia 12 detentos, sendo que um deles, de 21 anos, assumiu ser dono dos objetos. Os materiais foram apreendidos e entregues à delegacia. O caso será investigado e o detento poderá responder por outro processo.






Fonte:eptv

Mulher presa ao tentar entrar em presídio com maconha na vagina

Uma mulher foi presa ao tentar entrar no Presídio de Igarassu levando meio quilo de maconha dentro de uma camisinha, introduzida no órgão genital. Cristiane Maria dos Santos foi presa em flagrante ontem, dia de visitas na unidade prisional.

Cristiane foi encaminhada à Delegacia de Peixinhos onde foi autuada em flagrante. De lá, ela foi encaminhada para a Colônia Penal Feminina Bom Pastor, no bairro do Engenho do Meio, onde ficará à disposição da Justiça.









Fonte:pernambuco.com

Preso consegue pular muro e foge da Apac de Passos, no Sul de Minas

Policiais militares e civis tentam recapturar um homem de 31 anos que fugiu da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Passos, no Sul de Minas, onde cumpria pena.

De acordo com a Polícia Militar, o detento fugiu no começo da noite desse sábado (26) após conseguir pular o muro da instituição.

Segundo a PM, momentos depois de confirmada a fuga do preso foi iniciado rastreamento na região para tentar localizá-lo, mas até esta manhã ele permanecia foragido.








Fonte:otempo.com.br

Subsecretaria de Administração Prisional abre concurso para presídio de Três Pontas no sul de Minas Gerais





Após as inscrições, os participantes deverão levar toda a documentação exigida à delegacia de Três Pontas no sul de Minas Gerais.

A Subsecretaria de Administração Prisional (SUAPI) promove concurso público para admissão de funcionários ao Presídio de Três Pontas, que passará aos cuidados do Estado. As inscrições se estendem até a próxima sexta-feira (18).

Ao todo serão 50 vagas distribuídas da seguinte forma: 8 vagas para agente de segurança penitenciário feminino (salário de R$ 1776,97); 27 vagas para agente de segurança penitenciário masculino (R$ 1776,97); 2 vagas para oficial de serviços gerais (R$ 606); 4 vagas para auxiliar administrativo (R$ 866); 4 vagas para auxiliar de enfermagem (R$ 866); 1 vaga para analista técnico jurídico (R$ 1038,38); 1 vaga para assistente social (R$ 1038,38); 1 vaga para enfermeiro (R$ 1038,38); 1 vaga para médico clínico geral (R$ 1038,38) e 1 vaga para psicólogo (R$ 1038,38).

Para as vagas de agente de segurança penitenciário feminino e masculino, auxiliar administrativo e enfermagem, analista técnico jurídico, assistente social, enfermeiro, médico clínico geral e psicólogo, o participante precisa ter concluído o ensino superior. Em compensação, às vagas de oficial de serviço gerais há a necessidade de ter cursado o ensino fundamental.

As inscrições são efetuadas por meio do site Secretaria de Estado da Defesa Social. Após as inscrições, os participantes deverão levar toda a documentação exigida à delegacia de Três Pontas.






Fonte:eptv



Detentos do Presídio de Caxambu produzem peças para exportação

Mosaicos feitos de pedra São Tomé produzidos por detentos de Caxambu


Mosaicos feitos de pedra São Tomé produzidos por detentos do Presídio de Caxambu, no Sul de Minas Gerais, estão indo parar na Itália.

É que a unidade prisional firmou uma parceria com a empresa G.A. Pedras, cuja produção é quase que inteiramente voltada para o mercado externo. A maior parte vai exatamente para a Itália, mas também há peças distribuídas para outros países como Japão, Estados Unidos e Inglaterra.

De acordo com a chefe do departamento de pessoal da G.A Pedras, Patrícia Pinto Meireles, investir em um projeto social é uma atitude gratificante e até serve de impulso para a venda das peças no mercado exterior. “Lá fora eles têm outros olhos quando a empresa desenvolve um trabalho social. O mercado externo valoriza esse tipo de parceria. É diferente do mercado interno”, explica.

Atualmente, quatro detentos trabalham oito horas por dia na produção de mosaicos em uma oficina que montada dentro da própria unidade. Em troca, recebem três quartos do salário mínimo e remissão de pena, ou seja, a cada três dias trabalhados têm um a menos no cumprimento da sentença. “O desempenho deles é excelente. É tudo perfeito, a qualidade, a dedicação com quem fazem. Estamos adorando”, revela Patrícia Meireles.

O sucesso da iniciativa gerou a perspectiva de ampliação do projeto ainda em 2011, com o envolvimento de outros detentos de Caxambu e, até mesmo, a realização uma nova parceria, desta vez com a unidade prisional de São Lourenço. As medidas já estão sendo providenciadas.

Ressocialização
Além dos detentos de regime fechado que produzem as peças, há três presos do regime semiaberto que também trabalham na G.A Pedras e se destacam entre os colegas. “Eles são os melhores funcionários, os que mais se dedicam”, conta Patrícia. A experiência bem sucedida fez com que ela pedisse à direção do presídio que a avisem quando os presos do regime fechado que hoje trabalham para a empresa obtiverem progressão ou recuperem a liberdade. “Quem sabe não os chamamos para continuar a trabalhar conosco? As empresas têm que dar oportunidade a essas pessoas, para melhorar a sociedade”.

O diretor-adjunto do Presídio de Caxambu, Rafael Barbosa, destaca que a parceria é benéfica não apenas para a empresa, mas também para os próprios presos, que além de receberem remuneração, saem capacitados para o mercado de trabalho. Além da parceria com a G.A Pedras, a unidade também tem dez detentos que trabalham para a prefeitura local, fabricando blocos, realizando calçamento de ruas e capina urbana.

Artesanato
O Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Ipatinga, no Leste do Estado, é outro exemplo de atuação voltada para reinserção social dos detentos. O diretor-geral Valdeci Ribeiro da Silva desenvolve oficinas de artesanato nas quais ele mesmo ensina aos presos como fazer imãs de geladeira. Por enquanto, apenas cinco internos estão envolvidos no projeto e os imãs são comercializados entre os funcionários. A ideia, porém, é que outros participem da oficina e os produtos possam ser comercializados mais amplamente. “Já fizemos contato com algumas lojas da cidade e vamos colocar no mercado”, antecipa o diretor.

De acordo com Valdeci, a participação na atividade traz visíveis mudanças de comportamento entre os presos. “Eles passam a pensar de forma diferente, evitar ocorrências e movimentos de indisciplina e, com isso, levam outros presos a também mudar de comportamento, na perspectiva de conseguirem uma oportunidade de trabalho”, avalia. O diretor destaca que a fabricação de imãs é apenas a primeira atividade desenvolvida, mas há planos de ensinar aos detentos outras formas de artesanato, como fabricação de bolsas e tapetes.








Fonte:Agência Minas

Presídio de Alfenas recebe prêmio de humanização e atendimento ao preso

Projetos desenvolvidos em parceria com instituições, empresas públicas e
privadas destacaram-se no ano e receberam premiação

O Presídio de Alfenas existe há apenas dois anos e abriga atualmente 225 detentos. O reconhecimento chegou no final do ano passado, quando a Unidade Prisional de Alfenas recebeu o prêmio pelas ações humanitárias de ressocialização para inserção do preso na sociedade e se destacou como um dos três melhores projetos do Estado.

Segundo o diretor do Presídio Helisandro Cesar Sales, hoje participam 164 detentos de todas as atividades dos programas de inserção social.
Além de Alfenas, outras quatro cidades do Estado foram agraciadas com o I Prêmio de Humanização do Atendimento ao Preso do Sistema Prisional 2010 e o Presídio de Alfenas é um dos mais novos a receber a honraria. “Somos uma unidade nova e podemos ter hoje esse privilégio e o reconhecimento da SUAPI – Secretaria de Administração Prisional e do Governo Estadual. Esse reconhecimento é importante para todos os funcionários do presídio e também fortalece ainda mais a parceria que temos com as empresas privadas, o Ministério Público, sistema judiciário e a Prefeitura Municipal e vários setores da sociedade”, destacou o diretor do Presídio de Alfenas, Helisandro.

Os programas desenvolvidos pelo presídio incluem várias atividades e trabalhos em empresas privadas e públicas que contribuem para a ressocialização dos presos com direito a benefício de pena e conta ainda com a participação deles em projetos de limpeza urbana, horta comunitária, fábrica de blocos, fundição de alumínio e bronze. Além de cursos profissionalizantes para qualificação dos presos, eles participam de atividades culturais como: Ressociarte, Coral Querubim, teatro, música e dança e contam com o apoio de empresas privadas e instituições como: Rotary Clube, Cresça Brasil, Paramotos, Poliarte, ABC – Artefatos de Cimento, Campneus, Casa Pinto, entre outras. A recuperação de presos faz parte ainda do “Projeto Vida Nova”, iniciativa integrada ao Programa Cidade Limpa e tem como objetivo dar assistência e direcionamento e a Prefeitura de Alfenas cria oportunidades para a reintegração de ex-presidiários à sociedade, com bom comportamento, sendo um projeto inovador na cidade e na região.

O prefeito visitou o Presídio do município e verificou a execução dos trabalhos e todas as ações humanitárias desenvolvidas dentro dos programas de ressocialização e parabenizou todos envolvidos nos projetos de profissionalização, capacitação e qualificação do apenado para sua inserção posterior ao cumprimento da pena, no mercado de trabalho.

A remuneração mensal é de ¾ do salário mínimo, paga pelo município diretamente à família do reeducando, com benefício de redução de pena. O município dentro do programa oferece também o uniforme de trabalho, ferramentas, almoço e transporte até os locais de limpeza pública. Este projeto tem o acompanhamento pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, que deu início aos trabalhos em maio de 2010, além da participação do município em vários outros programas de atenção ao preso. Este programa faz parte do termo de cooperação técnica entre a Prefeitura de Alfenas com a Secretaria de Estado de Defesa Social, através da Subsecretaria de Administração Prisional, em ações de profissionalização, capacitação, qualificação e ressocialização de presos.





Fonte:www.alfenas.mg.gov.br