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Saiba como fazer as promessas de Ano Novo saírem do papel em 2012


A chance de a situação se repetir é tão certa quanto os fogos de artifício à meia-noite: sempre tem aquela pessoa que se debruça sobre uma folha qualquer, caneta em punho, para listar as promessas para o Ano Novo. Parar de fumar, ler mais livros, ser mais tolerante, fazer mais atividades físicas, quitar as dívidas, emagrecer, voltar a estudar, comprar um carro, e por aí vai. Após semanas (ou dias) de alguma dedicação e poucos resultados, a lista, que começou sua existência presa por um imã à geladeira ou num mural, acaba no fundo de uma gaveta ou em algum outro limbo do esquecimento que todo mundo tem em casa. Mas, como evitar que isso aconteça?

Para a psicóloga Vívian Marchezini Cunha, mestre em teoria e pesquisa do comportamento pela Universidade Federal do Pará (UFPA), o primeiro erro pode estar em esperar a passagem do ano para começar algo novo.

“Essas resoluções e promessas geralmente são de mudanças que as pessoas pretendem fazer na vida. Se as mudanças fossem simples, elas simplesmente agiriam, sem exigir um dia específico. Como requerem esforço, as pessoas esperam um momento especial, propício. Pense que o final de ano é uma época em que há um clima, energia e astral diferentes, assim como a segunda-feira, o amanhã, nunca o hoje.

Como mudar é difícil, as pessoas protelam, adiam e deixam para fazer quando a situação vai ser mais favorável”, explica.

Psicóloga dá dicas

Para evitar que os sonhos e objetivos morram no papel, Vívian Marchezini alerta que é preciso ter resoluções dentro das possibilidades naquele momento. “O importante é que elas sejam realizáveis. Não adianta querer comprar uma mansão se você mora num apartamento de aluguel. Tem que ter uma meta que seja de preferência simples, em partes menores e com pequenos objetivos. Assim, fica mais fácil ver os resultados a curto prazo”.

Além de pensar em objetivos mais simples, a psicóloga reforça a necessidade de ter a lista de resoluções sempre visível. “É importante interagir com esse bilhete. Até um risco, um ok na lista, simboliza que a pessoa conseguiu. A vida da gente é feita de pequenas conquistas, é nas pequenas coisas que conseguimos as grandes”. Para ajudar as pessoas a não se esquecerem das promessas de Ano Novo, um brasileiro criou, no ano passado, um serviço chamado Aminezia.com. O site funciona como uma espécie de agenda, onde o internauta faz um cadastro e interage com seus objetivos da maneira mais dinâmica possível, com direito a estabelecer um prazo para a realização deles e com a possibilidade de mudança do status para Ainda não comecei, Trabalhando, e também o Desisti.


Vale lembrar que as promessas de Ano Novo não se resumem a conquistas materiais. Ser mais gentil com as pessoas, contar até 10 para evitar uma discussão, passar mais tempo com a família, se casar, ou simplesmente sair da rotina, estão entre os itens mais comuns. Miriã conta que há alguns anos fez uma “promessa conjunta” que reuniu várias amigas e a irmã mais nova, Lídia Andrade, de 22 anos, também adepta das listas desde 2004: fazer pelo menos uma coisa que nunca fizeram na vida todos os dias.

“Minhas listas giram em torno de me tornar uma pessoa melhor, mas creio que isso é o que todos desejam, com ou sem lista de fim de ano”, afirma Miriã Carvalho. Segundo Vívian Marchezini, até as mudanças pessoas precisam ser racionalizadas. “Por exemplo, o que preciso fazer para ser mais tolerante? Vou respirar fundo numa briga. É um pequeno objetivo, próximo e palpável. Nesse ponto o auto conhecimento é importante. É preciso saber quais recursos você tem para alcançar essa mudança. E os que você não tem precisa buscar, o que também é uma resolução. Amigos, familiares e profissionais podem ajudar no processo de identificação desses recursos”.




Fonte:portal uai

Projeto da Prefeitura de Passos-MG prepara artesãos para negócios


A partir de segunda-feira, 10, os artesãos vinculados à Central de Apoio à Economia Popular Solidária – CAEPS - começam a participar do Projeto Gestão de Empreendedorismo para Artesãos.

O projeto tem como objetivos profissionalizar os artesãos, oferecendo a eles conhecimento sobre gestão de negócios, noções de organização de gastos e retorno de lucro, visando à geração de renda sustentável e a inserção social.

Os participantes receberão formação teórica e prática sobre elaboração e gestão de um plano de negócio viável, sustentável e qualificado. Serão trabalhados conteúdos sobre administração de empresas e associações, linguagem e comunicação, administração de compras, controle de produção, finanças, marketing, qualidade e análise mercadológica. O projeto, foi elaborado em módulos, e o tempo de execução dependerá da assimilação dos conteúdos.

As aulas serão ministradas pelo professor de Administração da UniSEB (Universidade do Sistema Educacional Brasileiro) Pedro Ferreira, que fará este trabalho voluntário, por acreditar no potencial dos artesãos da CAEPS. “É muito importante transmitir para os artesãos conhecimentos administrativos, para que possam ter mais êxito na parte comercial e organizacional do empreendimento ” – comenta o professor. Ferreira acredita que “através dos módulos, a visão de mercado dos artesãos se ampliará e eles terão mais segurança para fazer seus investimentos” .

Segundo Simone Lopes Frank, Diretora do Departamento de Assistência Social , “A CAEPS é um projeto da Secretaria Municipal de Assistência Social, que promove o acompanhamento dos participantes, oferecendo um espaço para relacionamentos de aprendizagem, conversas, reflexões e troca de experiências. Com isso, reforça-se a autoestima e confiança das artesãs e consegue-se estreitar o vínculo de amizade entre os participantes e voluntários, além de melhorar a qualidade de vida, através dos princípios da Economia Solidária que são a igualdade, a autonomia, a cooperação e a solidariedade”.

Os artesãos produzem trabalhos em crochê, biscuit, bordado e pedraria, patchwork, fuxico, feltro, chinelos, bambu, madeira, bijuteria, flores, amarradinho, bonecas de pano, além de objetos de decoração. Para Simone “hoje o maior desejo dos artesãos, além de ganhar o mercado, é divulgar seu trabalho, obtendo o reconhecimento da excelente qualidade de seus produtos que são vendidos por preços justos, acessíveis a todos”.

Para dar essa visibilidade e comercializar os produtos, a CAEPS conta com a atenção de parcerias fundamentais como o Banco do Brasil, o Sindicato do Produtores Rurais e a ACIP.

Os artesãos interessados poderão entrar em contato na segunda, terça e sexta-feira, a partir das 13 horas na CAEPS, na Avenida Liquinha Silveira Coimbra, 1115.




Fonte:folhamachadense

Projetos para revitalização do Lago de Furnas são selecionados para pleitear recursos do PAC

A revitalização do lago de Furnas é uma das prioridades dos vinte e cinco projetos de saneamento básico da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), selecionados pela Funasa para pleitear recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Os projetos pré-aprovados são de obras de tratamento de esgoto de 25 cidades do sul de Minas localizadas ao redor do lago de Furnas.

Furnas vai apoiar projetos inovadores de universidades brasileiras

Vinte e um projetos inovadores de pesquisa e desenvolvimento (P&D), elaborados por universidades e centros de pesquisa nacionais, receberão investimentos de Furnas Centrais Elétricas, subsidiária da Eletrobras, no valor de R$ 55 milhões. O anúncio dos vencedores foi feito nessa quinta-feira (4), no Rio, pela estatal.

Do total de projetos, quatro serão desenvolvidos pela Universidade Federal do Rio (UFRJ), um pela Universidade do Estado do Rio (Uerj) e um pela Pontifícia Universidade Católica (PUC).

O gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Furnas, Renato Norbert, informou à Agência Brasil que os projetos devem atender às demandas da empresa e estar alinhados com o seu planejamento estratégico. “Todos os projetos têm que ser inovadores, mesmo porque é uma exigência da Agência Nacional de Energia Elétrica [Aneel]. Mas, mesmo que não fosse, é importante fazer pesquisa sempre com projetos que apresentem algum tipo de inovação em relação ao que está disponível no mercado, pelo menos em termos de Brasil”.

Até o dia 15 de outubro, “no máximo”, Furnas deverá divulgar o Programa P&D 2011, disse Norbert. Em função de uma mudança na legislação, esse novo programa terá características diferentes das edições anteriores. Promulgada em dezembro do ano passado, a Lei 12.349 introduziu alterações nas normas sobre procedimentos licitatórios, definidos anteriormente pela Lei 8.666, conhecida como Lei das Licitações e Contratos Públicos.

“Foi uma forma de compatibilizar a Lei de Licitações com a Lei de Inovação (Lei 10.973) que, em sua cláusula 20, diz que as empresas da administração direta podem contratar empresas e consórcios de empresas privadas, além das instituições de pesquisa privadas, de tecnologia reconhecida, para desenvolver projetos e processos inovadores que envolvam risco tecnológico”. Norbert disse ainda que por meio do inciso acrescentado à Lei 8.666, empresas da administração indireta, como Furnas, passam a poder contratar, por dispensa de licitação, empresas e consórcios de base tecnológica reconhecida.

“Isso vai permitir que as empresas públicas possam desenvolver projetos de P&D na fase da cadeia de inovação, chamados cabeça de série e lote pioneiro. "É exatamente pegar um protótipo, uma coisa que foi desenvolvida de forma mais precária e primitiva, sem características industriais, e transformar aquilo em um produto industrializável”, explicou.

No total, Furnas vai lançar três editais para o Programa P&D 2011, informou o gerente da estatal. No próximo dia 15, será iniciada a prospecção interna de projetos de P&D demandados pela empresa. “Se a aderência for tão boa como no ano passado, vamos ter aí um bom resultado”, estimou. O segundo edital envolverá o desenvolvimento de produtos e processos a partir de protótipos e patentes de propriedade de Furnas.

O terceiro edital vai se referir à coleta de ideias. “A gente vai permitir que instituições ou pesquisadores ligados a instituições apresentem formulário resumido de uma ideia de projeto em P&D”. Se a ideia for considerada de interesse de Furnas, as instituições ou pesquisadores poderão apresentar propostas completas do projeto para desenvolvimento. “Eu pretendo investir, pelo menos, R$ 60 milhões ou R$ 70 milhões em 2011. Mas, como a gente conseguiu, em 2010, R$ 55 milhões apenas com demandas, a gente pode estimar que poderá avançar um pouco mais com esses três editais”.

Nos projetos já encerrados, Furnas investiu cerca de R$ 41 milhões no período de 2001 a 2008.






Fonte:Agência Brasil