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MP impugna candidatura de ex-prefeito mineiro condenado pela Justiça


O ex-prefeito Jânio Lima Borges(PP), de Juramento, no Norte de Minas, foi o primeiro político da região a ter sua candidatura impugnada pelo Ministério Público (MP), com base na Lei da Ficha Limpa. Como ele foi condenado pela Justiça por abuso político, em 2011, acusado de fazer campanha extemporânea no ano de 2004, o MP pediu que fosse negado o registro de sua candidatura. Jânio Borges ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG).

Na quinta-feira (12) à tarde, o Ministério Público aprovou o registro da candidatura do ex-prefeito Athos Avelino (PSB) de Montes Claros, e do vereador Cláudio Rodrigues de Jesus como candidato a vice-prefeito, da Coligação “Montes Claros em Boas Mãos”. O promotor Ivam Eleutério Campos explicou que ainda nesta sexta-feira (13) será manifestada a posição sobre as outras cinco candidaturas, mas a decisão final caberá ao juiz eleitoral.

Como a comarca de Montes Claros envolve sete municípios, são mais de 1.000 candidaturas que o Ministério Público precisa manifestar e, por isto, o grupo de promotores formado está fazendo mutirões na parte da tarde para analisar os pedidos de registros de candidaturas.

Irregularidades

O juiz Isaias Caldeira Veloso reprovou a prestação de contas de 11 partidos de Montes Claros, referente ao ano de 2011 e solicitou que a decisão fosse encaminhada à direção nacional de cada partido, pois eles ficarão impedidos de receber os recursos do Fundo Partidário. Foram indeferidas as contas do PV, PRB, PSOL, PDT, PHS, PTN, PMN, PRTB, PRP, PSC e PSL, conforme decisões publicadas na quinta à tarde.









Fonte: Hoje em Dia

Ministério Público denuncia morador de Varginha suspeito de estupro



O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra um homem de 62 anos, morador de Varginha, no Sul de Minas, suspeito de estupro. De acordo com a denúncia, o homem é acusado de abusar sexualmente de seis meninas, de 4 a 10 anos de idade. Entre elas estão parentes do agressor e crianças que eram cuidadas pela esposa dele, que era babá.

Conforme apurado em inquérito, na maioria das vezes, os abusos aconteciam na casa do agressor, onde as crianças eram deixadas aos cuidados da esposa dele. A investigação apontou ainda que o acusado é reincidente na prática do crime, já que a denúncia cita casos ocorridos entre 1985 e 2011.

Segundo o promotor de Justiça Mário Antônio Conceição, "a investigação mostrou que o acusado há longo tempo pratica crimes dessa natureza, aproveitando-se da idade de suas vítimas, de sua inocência e da confiança que elas tinham nele, o que dificultou que os atos fossem descobertos antes".

A pedido do MPMG, o homem, que confessou os crimes, teve a prisão preventiva decretada. O MPMG também pede a condenação do acusado ao pagamento de dano moral pelo constrangimento causado às vítimas.







Fonte: O Tempo

Ibitiúra-MG - Ministério Público investiga concurso que teve prova copiada da internet


Prova é idêntica a uma aplicada em 2009 em Lucélia, no interior de SP

O Ministério Público investiga a suspeita de uma fraude em um concurso público de Ibitiúra de Minas, no Sul de Minas. A prova aplicada no início deste mês estava disponível na internet e já havia sido usada em um outro concurso aplicado em 2009, em Lucélia, no interior de São Paulo. A "coincidência" foi descoberta depois que uma candidata teve dúvida sobre uma questão e decidiu procurar a resposta na internet.

A prova para o cargo de enfermeiro, aplicada pela empresa Sesp Serviços Especializados, tem as mesmas 50 questões, na mesma sequência, de uma prova aplicada pela empresa "Vunesp", em Lucélia, no interior de São Paulo, em 2009. No dia em que a prova foi aplicada em Ibitiúra de Minas, em 02 de outubro, o gabarito já estava disponível na internet. Os candidatos também encontraram na internet a prova completa aplicada para o cargo de farmacêutico.

Justiça anula concurso da prefeitura de Juruaia, no sul de Minas

A justiça anulou o concurso público da prefeitura de Juruaia, sul de Minas, depois que o Ministério Público (MP) da cidade de Muzambinho encontrou indícios de irregularidades na etapa de licitação e aplicação de provas. O concurso foi feito no dia 7 de maio e 196 candidatos foram aprovados.

Segundo o MP, quem não foi chamado para assumir o cargo perdeu o direito de assumir a vaga. Os servidores que já foram empossados podem perder a vaga.

A promotora do MP, Gisele Martins, disse que algumas contratações foram realizadas sem licitação e a prefeitura assinou contrato com pessoa física que tinha problemas juduciais. itas sem licitação e a prefeitura fechou contrato com uma pessoa física que tinha problemas na justiça.

“Constatamos que ele [ pessoa física] havia sido condenado por sentença transitado em julgado na comarca de Montes Claros com a sanção da impossibilidade de contratar com o poder publico. Então, desta forma o contrato celebrado é nulo”, afirmou. Ela ainda disse que há indícios de favorecimento nas contratações.

O MP também informou que é possível que seja firmado acordo com a prefeitura para que os servidores sigam trabalhando até a realização de outro exame. As novas avaliações devem ocorrer até o final do ano, segundo a prefeitura. O homem que foi contratado em condições supostamente irregulares pela prefeitura não quis comentar o caso.











Fonte:otempo

Prefeito de Cambuquira-MG é investigado por mau uso do dinheiro público

Um Fusca total flex que consome 882,8 litros de diesel e 1.268,4 litros de gasolina por mês. Quatrocentos quilos de carne para alimentar 25 crianças. Essas foram algumas das notas fiscais, no mínimo curiosas, apresentadas pelo prefeito de Cambuquira, Evanderson Xavier (PT), à Câmara Municipal. Desconfiados, pelo absurdo dos gastos, os vereadores da cidade do Sul de Minas enviaram as notas para o Ministério Público de Minas Gerais, que instaurou inquérito civil para apurar o caso. Para o prefeito, as denúncias são intrigas da oposição, que está de olho nas eleições do ano que vem.

Na cidade, ninguém nunca viu um Fusca total flex, até porque nunca foi fabricado um modelo movido a diesel e gasolina. Os vereadores dizem que a prefeitura não tem, na sua frota, nenhum carro do modelo. Entretanto, para comprovar o gasto de R$ 5.126,35, o prefeito apresentou uma nota de 882,8 litros de diesel e 1.268,4 litros de gasolina que teriam abastecido o tal Fusca. Levando-se em conta que o carro consuma em média um litro de combustível a cada 10 quilômetros rodados, a quantia daria para percorrer 12.684 quilômetros, mais de 53 viagens a São Paulo, que fica a 238 quilômetros de Cambuquira.

Muito preocupado com a alimentação das 25 crianças do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), em um mês, o prefeito comprou 200 quilos de músculo e 200 quilos de peito de frango, no valor de R$ 2.238. Fazendo as contas, cada criança comeu em 30 dias quase dois quilos de carne por dia. O mais curioso é que, para os mais de 1,3 mil alunos das escolas estaduais, a prefeitura comprou 500 quilos de carne, pouco mais do que a compra feita para as 25 crianças.

Em relação à compra de carnes, a prefeitura informou que a nota fiscal foi emitida depois de seis meses de entrega do alimento. Já em relação à quantidade impossível de gasolina e diesel para abastecer o Fusca em um mês, o Executivo informou que houve engano na emissão da nota de empenho e que os combustíveis foram usados em vários carros da Secretaria de Saúde e que o erro já foi corrigido. “Não devo nada a ninguém. Tenho como me defender de todas as acusações e quero mostrar o que está acontecendo. É politicagem, não tenho nada a esconder”, se defendeu Evanderson Xavier. O prefeito disse ainda que a oposição está com inveja por Cambuquira nunca ter tido um gestor que fez tanto pela cidade como ele.

Os vereadores da oposição tentaram reprovar as contas do petista, entretanto, segundo a vereadora Rejany Carvalho Lemes (PTB), Evanderson tem maioria na Casa. Dos nove parlamentares, seis são da sua base de governo. A denúncia foi entregue ao Ministério Público pelos vereadores no início do mês. Além das notas fiscais, a promotoria está apurando o uso do carro do Conselho Tutelar em uma viagem para o Rio de Janeiro, autorizada pelo prefeito. Entre as notas apresentadas da viagem, apareceu um gasto com motel. A prefeitura disse ainda não ter sido notificada sobre o caso.








Fonte:em.com.br

Shows sem licitação estão na mira do Ministério Público

Brecha na lei permite contratação de artistas, sem licitação pública e com indício de superfaturamento, até para evento particular



Com a proibição dos showmícios pela Justiça, um grupo de empresários de artistas encontrou uma brecha de ouro na lei de licitações, de 1992, para continuar faturando altos cachês em contratos direcionados com prefeituras e governos. Por meio de uma triangulação no envio de dinheiro para firmas privadas, constituídas por empresários que alegam deter o direito exclusivo da apresentação de cantores famosos, verbas públicas que poderiam ser investidas em áreas essenciais estão sendo destinadas a contratos com indícios de superfaturamento para a realização de shows em praças, estádios de futebol, festas de rodeio, quermesses e micaretas. E para piorar: em alguns casos são cobrados ingressos de até R$ 500, o que transforma a situação num velho clássico de desvio de verba pública para custear festa particular. Na última semana, o Hoje em Dia analisou 52 convênios divulgados em diários oficiais e descobriu que o lucrativo esquema movimentou R$ 9,5 milhões em dois anos.


O rateio da fortuna, segundo os extratos, engordou os rendimentos de alguns empresários e de vários artistas como Luan Santana, Alexandre Pires, as duplas sertanejas Rio Negro e Solimões, Bruno e Marrone, e Jorge e Mateus, além de Eduardo Costa, Leonardo, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Skank, Jota Quest, Padre Fábio de Melo e da apresentadora Xuxa Meneghel. Somente em uma apresentação, patrocinada pelo ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, para comemorar os 49 anos de Brasília, a ‘rainha dos baixinhos’ ganhou R$ 500 mil de cachê. Todos os contratos verificados, sem exceção, foram fechados pelo sistema de inexigibilidade de licitação que, na prática, permite que os governantes direcionem contratos para determinados empresários sem que haja qualquer tipo de concorrência.


Para abocanhar os milhões do erário, basta que as estrelas apresentem um certificado dizendo que possuem vínculo exclusivo com determinado empresário. O novo filão está na mira do Ministério Público e foi tema de recente discussão entre promotores de Justiça durante encontro nacional da categoria.


Tradicionalmente festeiro, o Estado do Ceará, do governador Cid Gomes (PSB), é o recordista em convênios sem licitação com empresários de artistas. Dos 52 extratos verificados pelo Hoje em Dia, 27 deles dizem respeito à aplicação de R$ 5.081.571 para a realização do evento ‘Férias no Ceará’, na capital Fortaleza e em cidades do interior. Em 2009, por exemplo, a banda de pop rock Jota Quest lucrou R$ 653.500 por três apresentações, todas elas negociadas pela D&E Promoções de Eventos Ltda. No ano seguinte, a festança consumiu R$ 1.866.071 em 12 contratos, sendo que R$ 1,1 milhão foram gastos para custear cinco shows – três da banda Skank e dois do Jota Quest – ao custo de R$ 223 mil cada um. Nesse caso, a empresa foi a responsável pelo contrato com as bandas mineiras, além de ter negociado em favor do cantor Lulu Santos e das bandas Biquini Cavadão, NX Zero e Tribo de Jah.


Para o evento deste ano, que já está em curso, Cid Gomes caprichou na produção. Ao todo, para custear apresentação de oito artistas, Cid destinou pelo menos R$ 2,5 milhões em verbas para bancar o evento, conforme análise em 12 extratos de contratos divulgados no diário oficial do Estado. Com quatro apresentações agendadas, segundo os contratos, o Skank vai faturar R$ 892 mil. Já a turma do Jota Quest embolsará R$ 1,1 milhão.

Réveillon, festa junina, forró, rodeio...

Enquanto alguns prefeitos realizam marchas até Brasília em busca de recursos, outros aplicaram R$ 3.390.798 em verbas públicas para patrocinar eventos com artistas. O volume gasto foi diluído em 26 dos 52 contratos verificados pelo Hoje em Dia em diários oficiais de municípios.


Primeira colocada do ranking, a Prefeitura de Paulo Afonso (BA) usou R$ 602 mil para patrocinar, em 2009, uma festa junina com a presença de sete estrelas do showbizz. Os cachês mais caros – R$ 180 mil cada - foram embolsados pela dupla sertaneja Victor e Léo, e pelo Padre Fábio de Melo. Já os demais artistas receberam: Mastruz com Leite (R$ 65 mil), Mala 100 Alça (R$ 65 mil), França e Forró da Pisada (R$ 35 mil), Forró Brazil (R$ 35mil) e Gatinha Manhosa (R$ 42 mil).


Na segunda colocação, a Prefeitura de Sertãozinho (SP) gastou R$ 523.200 para ter o pagodeiro Alexandre Pires (R$187.200), a banda Jota Quest (R$ 198 mil) e a dupla caipira Gino e Geno (R$138 mil) no palco da Festcana 2010, evento realizado anualmente pela prefeitura, que mescla apresentações musicais com gastronomia. Apesar do vultoso investimento público, quem quis ver a performance dos cantores teve que pagar ingresso de pelo menos R$ 15.


Antes da Festcana, no réveillon de 2009, o pagodeiro Alexandre Pires ganhou R$ 260 mil por uma única apresentação em São Vicente, no litoral paulista, por meio da empresa Anova - Promoções, Eventos e Publicidade Ltda, que alegou ter os direitos exclusivos das apresentações do cantor.


Em Orlândia (SP), os preços dos ingressos de um rodeio da cidade chegaram a R$ 100. Mesmo sendo uma festa privada, a prefeitura contratou sem licitação para animar a festa os artistas Luan Santana (R$ 110 mil), Rio Negro e Solimões (R$ 85 mil) e Skank (R$ 85 mil) com dinheiro público da cidade. Preço total da farra: R$ 280 mil.

Arruda gasta R$ 960 mil em cachês

Apontado como o chefe do esquema de corrupção no Distrito Federal, que ficou nacionalmente conhecido como mensalão do DEM, o ex-governador José Roberto Arruda não economizou verbas públicas para realizar festejos enquanto esteve à frente do Palácio do Buriti. Somente em três contratos foram consumidos R$ 960 mil em cachês, conforme cópias de extratos de contratos divulgados no diário oficial.


Mirando a comemoração histórica dos 50 anos de Brasília, a qual não esteve presente por causa da repercussão causada pelos vídeos da corrupção do delator Durval Barbosa, Arruda comemorou com pompa os 49 anos da cidade, como se fosse uma espécie de prévia do que estaria por vir no ano seguinte.


Foram várias atrações, mas o grosso da verba pública foi destinada às apresentações da cantora e apresentadora Xuxa Meneghel, da dupla sertaneja Jorge e Mateus e da banda de pop rock Jota Quest.


Estrela maior do evento, a apresentadora e cantora Xuxa Meneghel recebeu cachê de R$ 500 mil pela firma Xuxa Promoções e Produções Artísticas Ltda.


Apesar de serem novatos no showbizz à época, a dupla Jorge e Mateus ficou com R$ 320 mil por intermédio da J&M Produções Artísticas Ltda. Já os integrantes do Jota Quest embolsaram R$ 140 mil pela Eddie Produções Artísticas Ltda.


De acordo com os extratos dos contratos, o caminho percorrido pelo dinheiro público é sempre o mesmo. Conforme os documentos, a verba saiu dos cofres da Empresa Brasiliense de Turismo, foi depositada na conta das empresas que alegam deter cartela exclusiva de shows e, por fim, chegou ao bolso dos artistas.


Em 2001, já durante o Governo de Roseane Sarney (PMDB), a banda Skank foi contratada pelo empresário Guilherme Frota Produções para tocar na abertura dos Jogos Escolares daquele ano.


Pelo extrato de contrato, exatos R$ 124.768,38 em verbas públicas foram destinados ao cachê dos artistas.

Promotor de SP investiga contrato do Jota Quest

O promotor de Justiça Fernando Abujamra, da Comarca de Sertãozinho, no interior de São Paulo, instaurou inquérito para investigar denúncias de irregularidades na contração de empresários de artistas pela prefeitura da cidade, que hoje é administrada pelo ex-sorveteiro Nério Costa (PPS).


Ainda em fase inicial, a investigação tem como alvo o envio de verbas públicas da cidade para custear o cachê de atrações do Festcana, a tradicional Festa da Cana de Sertãozinho, onde são cobrados ingressos na entrada.


Em 2010, o evento contou com a presença do pagodeiro Alexandre Pires, da dupla sertaneja Gino e Geno e da banda mineira de pop rock Jota Quest, ao custo total de R$ 523.200.


Além de cobrar ingresso em festa patrocinada com dinheiro público, a investigação vai mirar também a ausência de licitação no contrato do empresário Luis Carlos Pasquini, que alegou deter os direitos exclusivos dos artistas, pela prefeitura de Sertãozinho.


Pelos extratos, divulgados no diário oficial da cidade, prefeitura pagou R$ 187.200 ao cantor Alexandre Pires, R$ 138 mil foi para o Gino e Geno e, a maior parcela da verba, R$ 198 mil, foi usada para bancar a banda Jota Quest.


Os três contratos foram firmados pela prefeitura e o empresário dos artistas pelo questionável sistema de inexigibilidade de licitação que, permite driblar a livre concorrência. O Festcana de Sertãozinho é considerado um evento particular com aporte de verba pública.


Há cerca de 30 dias, o guitarrista Marco Túlio Lara, do Jota Quest, foi intimado a prestar depoimento na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte em carta precatória enviada pelo MP de São Paulo.


Apresentando tranquilidade, Marco Túlio chegou à sede da promotoria acompanhado de seu advogado de defesa. Poucos minutos depois, ele foi embora. No inquérito do promotor Abujamra, além dos artistas, o prefeito e o empresário também serão chamados a prestar esclarecimentos sobre os três contratos.

Com governos, contratação fica mais cara

A contratação de artistas pelo poder público é mais cara do que pela iniciativa privada. A constatação de que muitos já tinham conhecimento, mas que poucos topam cravar a respeito vem de dois dos maiores empresários do segmento artístico-musical do país.


Em entrevista ao Hoje em Dia, na condição de que suas identidades fossem mantidas no anonimato, os empresários abriram o jogo e revelaram que um show contratado por prefeituras e governos pode custar até 100% mais do que uma apresentação particular.


Apesar dos indícios de superfaturamento, os empresários atribuem a enorme diferença dos preços ao formato das apresentações contratadas por governos. “Contrato com governos é mais alto sempre porque geralmente se trata de apresentações para um grande público”, contou um dos empresários.


“São mais caros porque se leva em conta a vinculação do artista com o político. E isso é uma questão que sempre foi meio complicada”, disse a outra fonte.


Com insistência, um dos empresários consultados aceitou falar em valores de cachê. “Uma banda top de linha hoje do pop rock custa em torno de R$ 100 mil. Já para uma dupla sertaneja de sucesso o cachê é mais salgado, podendo chegar R$ 150 mil. Agora, as musas do Axé cobram até R$ 200 mil por uma apresentação”, revelou.


Ainda em entrevista, um dos empresários afirmou que, como se trata de um segmento altamente instável, os valores dos cachês variam muito e que isso depende do momento em que o artista está passando em sua carreira.


“É como se fosse uma bolsa de valores. Há seis meses um cachê pode ter custado R$ 20 mil e hoje valer R$ 200 mil. O que prevalece é a velha fórmula da oferta e procura”, definiu.









Fonte:hojeemdia.com

Denúncias e inquéritos contra políticos de Minas Gerais ficam engavetados

Inquéritos "agarram" no MPE, que sofre com falta de estrutura.
Investigações demoram até dois anos para serem levadas à Justiça.


Quem se lembra da denúncia de que deputados mineiros tinham apresentado notas frias para comprovar gastos? E da suspeita de um cartel para fornecimento de merenda escolar em cidades mineiras? Esses e muitos outros casos começaram a ser investigados pelo Ministério Público Estadual (MPE) logo após serem revelados, mas, até hoje, os processos não foram concluídos. Segundo os próprios integrantes do MPE, a quantidade de inquéritos em andamento no órgão e, principalmente, a complexidade das investigações são determinantes para a demora nos resultados.


"Muitas vezes, o inquérito pode ficar mais de dois anos parado pela dificuldade de se produzirem as provas", diz o promotor de Defesa do Patrimônio Público Eduardo Nepomuceno.


Não são poucos os exemplos de escândalos que se arrastam na fase de apuração. Em julho do ano passado, uma operação envolvendo as polícias Militar e Civil, auditores fiscais e promotores combateu uma quadrilha que fraudava a compra de merenda escolar em Contagem, Mariana, Varginha e Uberaba. Uma das empresas investigadas tem sede na Central de Abastecimento de Minas (Ceasa). Um ano depois, não há notícias sobre o rumo das investigações. "Esse é um caso emblemático. Pela complexidade do esquema, que envolve prefeituras de cidades grandes, a investigação é bastante demorada. Mas não significa que ela esteja parada", explica Nepomuceno.


[Empréstimos. Outra suspeita de irregularidade sob investigação no MPE envolve 58 cidades mineiras, entre elas Betim, na região metropolitana da capital. Os municípios começaram a ser investigados, no início do ano passado, sob suspeita de firmar contratos de exclusividade com o Banco do Brasil para conceder empréstimo aos servidores públicos com desconto na folha de pagamento. A prática, em tese, fere o direito de escolha previsto no Código de Defesa do Consumidor e pode configurar monopólio. Procurada, a assessoria de imprensa do MPE não informou se alguma prefeitura foi denunciada à Justiça pelo MPE.


Já em Nova Lima, na região metropolitana da capital, a Promotoria de Patrimônio Público apura, desde outubro de 2010, denúncias de cobrança de propina contra um vereador, que estaria recebendo dinheiro de empresas privadas para que projetos de doação de terrenos públicos fossem aprovados na Câmara. Embora o caso tenha tido grande repercussão na época, ainda não houve resultado prático da investigação.


No Triângulo Mineiro, o MPE em Uberaba investiga, desde novembro de 2009, um esquema de cobrança de taxas para circulação na Ponte de Ferro, sobre o rio Grande, que liga a cidade mineira de Delta a Igarapava, em São Paulo, além da comercialização ilegal de produtos agrícolas entre os dois Estados. Pelo menos 23 pessoas estariam envolvidas, entre policiais e servidores públicos. Também nesse caso as investigações não avançaram.








Fonte:otempo.com.br

Novos vereadores vão custar R$ 26,8 mi por ano em Minas

A partir do mês que vem, os vereadores de todo o Brasil terão pela frente um projeto a mais para votar em plenário – e não é, necessariamente, um tema de interesse direto da população. Trata-se da criação de 7.816 vagas nas câmaras municipais, das quais 836 em 236 municípios em Minas Gerais. Na capital, não haverá mudança. O custo com os novos parlamentares seria de pelo menos R$ 251,6 milhões por ano, R$ 26,8 milhões somente com os mineiros, incluído o décimo terceiro e levando-se em conta o piso salarial dos vereadores. Para que os cargos estejam na disputa das eleições de outubro de 2012, basta a inclusão deles na lei orgânica do município até setembro – um ano antes do pleito. No país, há hoje 51.756 vereadores, total que pode subir para 59.572.

As novas cadeiras atendem à Emenda Constitucional 58, que estabeleceu 24 faixas populacionais para a fixação da composição das câmaras, e ao Censo 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro passado, com o número atualizado de habitantes dos mais de 5 mil municípios de todo o país. As câmaras podem ter entre nove e 55 cadeiras – para cidades até 15 mil e com mais de 8 milhões de habitantes, respectivamente. Mas as entidades representantes dos vereadores alertam que, antes de atingir o número máximo de cadeiras permitido pela Constituição a partir de 2013, os vereadores devem levar em consideração os gastos com a nova composição.

É que os salários dos parlamentares são vinculados aos dos deputados estaduais e federais, ambos com reajuste de 62% a partir de fevereiro, graças a legislação aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. Em razão do efeito cascata previsto na Constituição Federal, em janeiro de 2013, os vencimentos dos vereadores variarão de R$ 2.476,87 a R$ 15.031,75 – mais uma vez é o número de habitantes que define o valor. Logo, os atuais parlamentares terão que fazer muita conta para verificar se o município terá como arcar com um gasto maior a partir da próxima legislatura. Vale lembrar que, além do salário, há o gasto com os gabinetes.

Para piorar a situação, a mesma emenda constitucional que abriu a possibilidade de criação de mais vagas nas câmaras cortou em um ponto percentual o orçamento do Legislativo, que passou a variar entre 3,5% e 7% da arrecadação do município. Antes da emenda, os valores variavam de 5% a 8% do orçamento da prefeitura. “Serão mais pessoas (vereadores) com menos recursos. Os vereadores terão que discutir isso na hora de decidir se vão fixar o teto previsto na Constituição Federal”, afirma o presidente da União dos Vereadores do Brasil (UVB), Bento Batista (PTB), vereador de Juranda, no Paraná.

Opinião semelhante tem o presidente da Associação Brasileira das Câmaras Municipais (Abracam), Rogério Rodrigues (PDT), que prevê uma discussão grande entre os parlamentares que serão a favor e contra o aumento do número de cadeiras. “A grande maioria das câmaras deverá aprovar o número máximo de vereadores, mas algumas terão dificuldade, por causa do corte na receita”, opina. “Um município muito pobre e com grande população teria que ficar no mínimo, embora, se pensarmos em fortalecimento da representatividade e democracia, o ideal seria adotar o teto”, completou.



Fonte:em.com.br