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Bombeiros retiram helicóptero e resgatam corpo de 2ª vítima em Fama MG

Casal morreu em queda de helicóptero no Lago de
Furnas, em Fama
(Foto: Eliane Reis / Arquivo pessoal)



Vídeo da queda do helicóptero no Lago de Furnas


Equipes do Corpo de Bombeiros resgataram na noite deste domingo (21) o corpo da segunda vítima que morreu após a queda de um helicóptero na tarde de sábado (20) na represa do Lago de Furnas, em Fama (MG). Por volta de 20h, o restante da aeronave que estava submersa no lago foi retirada da água. O corpo de Lívia Reis Carvalho, de 27 anos, estava preso às ferragens. O cadáver foi removido e levado para o IML.

Durante a tarde, o corpo do sargento da Polícia Militar Marcos Antônio Alves, de 44 anos, foi enterrado no cemitério da cidade. Alves era o comandante do destacamento da PM em Fama e fazia um voo panorâmico com a mulher quando o acidente aconteceu. Os dois eram primos e estavam juntos há cerca de um ano. O sargento deixou dois filhos que teve no primeiro casamento.

Helicóptero que caiu no Lago de Furnas é resgatado pelo Corpo de Bombeiros (Foto: Marlon Santiago / EPTV)


Testemunhas disseram que o piloto voava baixo sob o lago e que em determinado momento, a aeronave se descontrolou. O piloto Bruno Abitbol de Andrade Nogueira conseguiu pular da aeronave. Após ser resgatado, ele fugiu do local do acidente, mas se entregou em Elói Mendes (MG), cidade a 50 quilômetros de Fama. Ele prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado. Conforme a polícia, um inquérito será instaurado e ele deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.






Fonte:G1

Julgamento de médicos acusados de matar criança é adiado em Poços, MG

Médicos foram condenados por  retirada irregular
de órgãos de menino (Foto: Jéssica Balbino/ G1)

Médicos já condenados no caso

Três médicos que foram incluídos posteriormente como réus do Caso Pavesi, por terem participar da remoção de órgãos do menino, foram condenados em janeiro de 2014 a penas que variam de 14 a 18 anos de prisão em regime fechado por participação no caso. Eles não foram a júri popular.

Os médicos Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes chegaram a ficar presos por 30 dias e ganharam na Justiça o direito de recorrer da sentença em liberdade. Já Sérgio Poli Gaspar ficou foragido por um mês e após se entregar passou apenas um dia preso. Ele também pode recorrer em liberdade. As condenações provocaram também a reabertura do inquérito referente à morte de Carlos Henrique Marcondes, o Carlão, que foi diretor administrado do Hospital Santa Casa até o ano de 2002. Ele foi encontrado morto na época com um tiro na boca dentro do próprio carro.

Os réus do julgamento são quatro médicos: O nefrologista Álvaro Ianhez, o anestesiologista Marco Alexandre Pacheco da Fonseca, o intensivista José Luiz Bonfitto e o neurocirurgião José Luiz Gomes da Silva. Eles são acusados de retirar em 2000 os órgãos do garoto Paulo Pavesi, de dez anos, que caiu de uma área a dez metros do chão. O exame que apontou a morte cerebral teria sido forjado e o garoto ainda estaria vivo no momento da retirada dos órgãos. Os quatro negam qualquer irregularidade tanto nos exames quanto nos transplantes aos quais o garoto foi submetido.

O Caso Pavesi

O caso aconteceu em abril de 2000 e ganhou repercussão internacional. Na ocasião, Paulinho, como era conhecido, caiu de uma altura de 10 metros do prédio onde morava e foi levado para o pronto-socorro do Hospital Pedro Sanches. Ainda de acordo com o Ministério Público, o menino teria sido vítima de um erro médico durante uma cirurgia e foi levado para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde teve os órgãos retirados por meio de um diagnóstico de morte encefálica, que conforme apontaram as investigações, teria sido forjado.

Após receber uma conta hospitalar no valor de R$ 11.668,62, o pai do menino, Paulo Airton Pavesi, questionou as cobranças e deparou-se com dados que não condiziam com o que havia sido feito, inclusive com a cobrança de medicamentos para remoção de órgãos, que oficialmente é custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Paulinho Pavesi morreu aos 10 anos após cair, passar por cirurgia e ter os órgãos removidos (Foto: Paulo Pavesi/ Arquivo Pessoal)

A descoberta de um suposto esquema para a retirada ilegal de órgãos de pacientes em Poços de Caldas fez com que a Santa Casa da cidade fosse descredenciada para a realização de transplantes e remoção de órgãos no ano de 2002. A entidade que geria os trabalhos na cidade, MG Sul Transplantes, também foi extinta no município. Quatro médicos: José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado do menino Pavesi.

Na denúncia, consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

Ainda na época, o médico Álvaro Ianhez foi denunciado por chefiar a entidade MG Sul Transplantes, que realizava as retiradas dos órgãos e os encaminhava aos possíveis receptores. A organização foi apontada pelo Ministério Público como  “atravessadora” em um esquema de tráfico de órgãos humanos.

Segundo o Ministério Público, a constatação da morte encefálica da criança foi feita de forma equivocada, o que levanta a suspeita de que o menino estivesse vivo no momento da retirada dos rins e das córneas. Outra linha de investigação é de que os órgãos retirados do garoto foram transplantados de maneira irregular. As córneas do menino foram levadas para Campinas (SP), quando deveriam ter sido transplantadas em pacientes da lista de espera de Minas Gerais, já que se trata de um procedimento regionalizado.

Em 2010, a Justiça determinou que a equipe médica responsável pela cirurgia de retirada dos órgãos do menino Paulo Veronesi Pavesi fosse a júri popular, o que acontece nesta quinta-feira (31) no Fórum de Poços de Caldas.

Pai denunciou a Santa Casa de Poços de Caldas por suposto tráfico de órgãos do filho

Garoto de 10 anos teve os órgãos retirados na Santa Casa de Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)

“Fui ameaçado, intimado e humilhado”, disse o gerente de sistemas Paulo Pavesi, de 44 anos, que em 2008 precisou pedir asilo à Itália para sair de Poços de Caldas (MG) após denunciar irregularidades na retirada de órgãos do filho Paulo Veronesi Pavesi, em 2000.

O caso voltou a ter repercussão após a condenação de quatro médicos envolvidos com a remoção e o transplante de órgãos do paciente José Domingos de Carvalho, morto aos 38 anos em 18 de abril de 2011, na Santa Casa de Poços de Caldas.

De acordo com Pavesi, desde que denunciou no ano 2000 a cobrança feita pelo hospital referente à internação do filho, que morreu aos 10 anos após cair de uma altura de 10 metros e teve os órgãos retirados na Santa Casa da cidade, passou a ser ameaçado. “A cidade se voltou contra mim e me apontaram como alguém que queria destruir a Santa Casa. Passei a receber e-mails e recados de todos os lados. Me denunciaram à Justiça por injúria, calúnia e difamação, até eu deixar a cidade”, contou.

A denúncia do hospital e da retirada dos órgãos teve início quando Pavesi foi pagar a conta do hospital. “Eu percebi que tinha algo errado no prontuário que me mostraram. Tinha muitas rasuras e a cobrança era claramente abusiva. Até então eu nem imaginava o que haviam feito, foi então que levei o caso ao Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos”, comentou.

Após desentendimentos com o Ministério Público durante o processo de investigação do caso que ficou conhecido como a Máfia dos Órgãos, Pavesi recebeu o convite de uma Ong italiana de combate à pedofilia para apresentar o caso na Europa e em seguida pediu asilo ao país. “Eles entenderam que eu corria riscos e me apoiaram no pedido de asilo. Mas a mudança foi traumática.

Pedir asilo não é algo agradável. Fui enviado para um centro de asilados onde dividia o quarto com um paquistanês e dois nigerianos, que se tornaram muito amigos, mas era como se eu estivesse preso em um regime semi-aberto. Eu podia sair às 8h mas tinha que voltar antes das 19h. Era monitorado durante 24 horas, embora tenha sido muito bem tratado. Contudo, a Itália hoje é a minha pátria. Amo o país como se estivesse nascido aqui”, disse.

Paulo Pavesi em coletiva de imprensa na Europa sobre o documentário H.O.T. (Foto: Arquivo Pessoal)

Atualmente Pavesi vive em Londres. Ele conseguiu a cidadania italiana um ano após chegar ao país e não precisou mais do asilo. No entanto ele não pretende voltar ao Brasil, nem mesmo para acompanhar o julgamento dos quatro médicos indiciados por homicídio doloso pela retirada dos órgãos do garoto de 10 anos. “Não volto mais para o Brasil. Não vale a pena. A minha presença não vai mudar em nada o julgamento e depois de tudo que vi, não posso afirmar que haverá julgamento. Temo que o juiz não fique muito tempo no cargo, já que está afrontando os poderes da cidade”, destacou. 
Mesmo longe, o gerente de sistemas teme as ameaças sofridas. “Afrontei poderes que até hoje ninguém em Poços de Caldas teve coragem de afrontar. Obviamente que existe risco”, disse.

Com o asilo, Pavesi ficou longe do Brasil, mas não deixou de acompanhar o caso, as investigações e posta em um blog na  internet fatos referentes ao processo. Participou também do documentário italiano Human Organ Traffic (HOT), que aborda o tráfico de órgãos no mundo.


MPF insiste na retirada de símbolos religiosos de repartições públicas


Nesta quinta, 31, o Ministério Público Federal anunciou que recorreu da decisão judicial de primeira instância que negou a retirada de todos os símbolos religiosos de repartições públicas federais no Estado de São Paulo.

Segundo informa o "Estadão", o recurso foi apresentado pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão. De acordo com  a apelação, a ostentação dos símbolos religiosos "ofende a laicidade do Estado e atenta contra os princípios constitucionais da liberdade, da igualdade e da impessoalidade".

"O princípio da laicidade do Estado, expressamente adotado pelo Brasil, e a liberdade religiosa impõem ao Poder Público o dever de proteger todas as manifestações religiosas, sem tomar partido de nenhuma delas", defende o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias.

Para Dias, a presença de símbolos religiosos em prédios públicos "é prejudicial à noção de identidade e ao sentimento de pertencimento nacional aos cidadãos que não professam a religião a que pertencem os símbolos expostos".

Na apelação, o procurador deixa claro que respeita a opção do servidor público que manifesta sua liberdade religiosa e coloca na parede do seu espaço de trabalho um símbolo religioso. "O que não se pode admitir é que em salas destinadas ao público, como é o caso da sala de audiência ou mesmo do hall de entrada dos edifícios forenses, alguém esteja autorizado a colocar este ou aquele símbolo religioso."

Outro lado - Em novembro de 2012, a juíza federal Ana Lúcia Jordão Pezarini considerou o pedido "por demais genérico" já que "nem sequer permite discutir e avaliar quais os símbolos e a relevância de sua expressão histórico-cultural e a necessidade de sua preservação".

Para a juíza, "a existência de símbolos religiosos em prédios públicos não pode ser tida como violação ao princípio da laicidade ou como indevida postura estatal de privilégio em detrimento das demais religiões, mas apenas como expressão cultural de um país de formação católica, que também deve ser protegida ou respeitada".