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Maioria dos municípios mineiros tem nível baixo de competitividade

Pesquisa mostra que maioria dos municípios mineiros tem nível baixo ou muito baixo na manutenção de um ambiente favorável aos negócios. Estudo aponta potencial das regiões

Com apenas 12 mil moradores, Setubinha, no Vale do Mucuri, nem chegou a alcançar pontuação, reflexo de carências na infraestrutura e nas condições socioeconômicas


Praticamente oito em cada 10 cidades do estado têm um nível de competitividade classificado como baixo ou muito baixo. É o que mostra o Índice de Competitividade dos Municípios Mineiros/2013, elaborado pelo Sebrae Minas com o objetivo de sintetizar um conjunto de informações que indicam a capacidade dos 853 municípios do estado e de suas micro e macrorregiões em manter um ambiente favorável aos negócios dos pequenos empreendimentos. O indicador, cujas notas oscilam de zero a 100, distribui as cidades em cinco grupos: muito baixo nível de competitividade (pontuação de zero a 20), baixo nível (de 20,01 a 40), médio nível (40,01 a 60), alto nível (60,01 a 80) e muito alto nível (80,01 a 100).

O Estado de Minas teve acesso com exclusividade ao estudo, que será divulgado esta semana pelo Sebrae. A pesquisa aponta características locais que podem gerar vantagens competitivas ou criar obstáculos para o desenvolvimento das empresas. O levantamento revela que 660 municípios – o que corresponde a 77,37% das 853 cidades mineiras – tiveram notas baixa (491 lugares) ou muito baixa (169). Houve uma pequena melhora em relação à pesquisa de 2012, quando 678 municípios (79,4%) tiveram pontuações baixa ou muito baixa.

Na mesma base de comparação também melhorou um pouco a situação das cidades que integram o grupo do nível médio de competitividade, de 150 para 159, e daquelas com nível alto, de 23 para 31. Apenas três municípios foram classificados com alto nível de competitividade. Fazem parte da seleta lista: Belo Horizonte (100 pontos), Uberlândia (82,62) e Nova Lima (81,21). Esta última, na edição passada, fazia parte do grupo imediatamente abaixo – sua pontuação era de 74,7. As notas permitiram ao Sebrae elaborar o ranking com as 853 cidades mineiras. No fim da fila está Setubinha, no Vale do Mucuri, a cerca de 500 quilômetros de Belo Horizonte. Com aproximadamente 12 mil moradores, a cidade obteve pontuação zero.


“O índice geral mostra a capacidade das cidades em criar e manter um ambiente favorável aos negócios (dos micro e pequenos empresários). Um indicador favorável pode criar tanto oportunidades (como atração de aportes privados) quanto limitar o desenvolvimento dos negócios. Há municípios com infraestrutura tão fraca que cria dificuldade para a instalação de, por exemplo, uma indústria”, disse Venússia Santos, analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas. O índice geral, destaca ela, é elaborado com base em cinco subíndices.

Cada subíndice, assim como a pontuação geral, também oscila de zero a 100. O primeiro é a “performance econômica” e abrange aspectos relacionados à remuneração, ao emprego e até ao comércio internacional. O segundo é a “capacidade de alavancagem do governo”, que trata, entre outros assuntos, da saúde das finanças públicas. O “quadro social”, que engloba indicadores nessa área, também é analisado. Da mesma forma, “infraestrutura”, que também compreende o meio ambiente. O último subíndice é “suporte aos negócios”, que leva em conta instituições de apoio, como o próprio Sebrae.

NOTA MÁXIMA

Neste último subíndice, Belo Horizonte foi a única cidade a obter nota 100. Lúcio Aleixo, dono da loja Clube dos 13, especializada em artigos esportivos e com duas unidades na capital, sabe bem da importância de como instituições de apoio ajudam a decolar os negócios de micro e pequenos empresários. Desde o ano passado ele participa do programa Minas Franquia, do Sebrae. Resultado: Lúcio negocia a ida de sua marca para várias cidades mineiras e para fora do estado.

“A franquia nada mais é do que a duplicação de um negócio de sucesso. É um atalho para o crescimento da empresa. A vantagem de trabalharmos com futebol é poder atender todas as classes sociais”, disse Lúcio, que abriu a primeira loja, na Savassi, há sete anos. A segunda, no shopping Estação BH, foi inaugurada no ano passado. O empresário lista algumas das cidades em que há comerciantes interessados em sua marca: “Estamos negociando com (possíveis) franqueados de Curitiba (PR), Pedro Leopoldo, Uberlândia, Juiz de Fora, Manhuaçu, Poços de Caldas…”.

Poços de Caldas, aliás, foi uma das cidades cuja nota subiu de 2012 para 2013. O aumento da pontuação elevou o município da 9ª para a 6ª posição no ranking atual. Varginha, que estava em 16º no ano passado, saltou para o 7º lugar. “Embora tenham ocorrido mudanças no ranking dos municípios, as variações dos índices foram pequenas e não alteraram o nível de competitividade das cidades”, analisa Venússia Santos, do Sebrae.

Avanços tímidos

O Sebrae-MG também calculou o índice de competitividade por macrorregião. O mapa do estado foi dividido em oito áreas, segundo a área de planejamento da própria instituição. Nenhuma delas foi classificada com nível de competitividade alto ou muito alto. “Apesar de algumas cidades terem (nota) alta, o indicador é impactado pela quantidade de municípios com índices baixos”, concluiu Venússia Santos, analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae-MG.



Oito das duas regiões – Centro e Triângulo Mineiro – obtiveram nível médio de competividade, com, respectivamente, notas 54,83 e 45,96. Já as regiões Sul (índice geral de 36,95), Zona da Mata (33,25), Rio Doce (29,17) e Noroeste (23,35) foram classificadas como baixo nível de competitividade. Os piores resultados foram o das regiões Norte (17,87) e Jequitinhonha/Mucuri (8,31), agrupados entre os com muito baixo nível de competitividade.

Os dados, segundo a análise dos técnicos do Sebrae que organizaram o ranking, reforçam “a importância de planejamentos distintos para regiões com características competitivas também diferentes”. Dessa forma, continua a análise no documento, “pode-se atuar sobre aspectos mais relevantes de cada localidade”.

De 2012 para 2013, embora nenhuma das oito macrorregiões tenham alcançado nível de competitividade alto ou muito alto, sete delas apuraram aumento nas notas. É bom frisar que foram aumentos tímidos. O índice geral da Região Centro passou de 52,88 para 54,83; na Sul, de 36,86 para 36,95; na Norte, de 17,45 para 17,87; na Zona da Mata, de 32,64 para 33,25; na do Rio Doce, de 28,39 para 29,17; na do Triângulo Mineiro, de 44,69 para 45,96; na dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, de 7,83 para 8,31.

RECUO Houve queda apenas na Região Noroeste, com o índice geral recuando de 24,04 para 23,35. Em relação aos municípios, o Sebrae concluiu que as cidades que “apresentaram o pior ambiente para o desenvolvimento dos negócios em termos econômicos, sociais, de infraestrutura, de suporte aos negócios e de capacidade de investimento do governo foram Setubinha, Santo Antônio do Retiro, Frei Lagonegro, Bonito de Minas e São João das Missões” (veja quadro).

METODOLOGIA 
Responsável pelo ranking, o Sebrae esclareceu que, “como referência metodológica, utilizou-se o Índice de Competitividade das Nações, calculado pelo International Institute for Management Development (IMD), caracterizado como capacidade de o país criar e manter um ambiente competitivo para as empresas”. Tal indicador é publicado no Anuário da Competitividade Mundial (World Competitiveness Yearbook – WCY) desde 1989. No Brasil, a Fundação Dom Cabral atua como parceira do IMD.





Fonte: Estado de Minas

Consultoria personalizada chega ao sul de Minas


O Sebrae em Minas Gerais começa no próximo dia 20 de agosto as visitas a empreendedores individuais e micro e pequenas empresas do sul do estado. Os encontros acontecerão nas cidades de Varginha, Lavras, Alfenas, Três Corações, Passos e São Sebastião do Paraíso, e fazem parte do programa Negócio a Negócio, uma consultoria personalizada e gratuita para pequenos empreendimentos.


As visitas são feitas por profissionais do Instituto Fides de Pesquisa de Mercado, contratado pelo Sebrae em Minas Gerais. Cada empreendedor receberá três atendimentos personalizados e gratuitos. No primeiro atendimento, o pesquisador levanta dados cadastrais e gerenciais da empresa. Essas informações são analisadas por especialistas do Sebrae, que fazem um diagnóstico do negócio.

No segundo atendimento, o empresário recebe um relatório personalizado, com sugestões de melhorias a serem implementadas. O documento aponta ferramentas de gestão para sanar os pontos fracos que foram identificados. Há ainda uma terceira visita à empresa, para avaliação dos resultados alcançados e levantamento das dificuldades encontradas na implantação das melhorias indicadas.Todos os dados coletados são confidenciais e para uso exclusivo do Projeto Negócio a Negócio, em benefício das empresas.

O Negócio a Negócio foi criado em 2010 para levar orientação gerencial ao empresário. O programa já atendeu mais de 49 mil empreendimentos em Minas Gerais. Em 2011, 39 municípios da região central do estado foram alcançados, totalizando 23 mil visitas e 54 mil atendimentos.

Mineiros querem investir em lojas de roupas e de artesanato

Levantamento do Sebrae no estado mostra ideias de negócios mais procuradas

Lojas de roupas e de artesanato são os ramos de negócios que despertaram mais interesse nos empreendedores mineiros em 2010.

O levantamento foi feito a partir do número de downloads das cartilhas da série Ponto de Partida no site do Sebrae em Minas Gerais. Os manuais trazem informações sobre abertura de empresas em diferentes segmentos.

As ideias de negócios mais procuradas foram: loja de roupas, loja de artesanato, lanchonete, restaurante, fábrica de bloco, laje e pré-moldados de concreto.

A coletânea Ponto de Partida é formada por mais de 250 cartilhas. O conteúdo está disponível para download gratuito no site do Sebrae em Minas. Os interessados em abrir o negócio encontram informações sobre legislação, funcionamento da empresa, equipamentos, instituições ligadas à atividade escolhida e sugestão para leitura e vídeos.

Também estão disponíveis informações sobre como fazer um plano de negócios, aspectos legais para formalização, perfil empreendedor e como identificar oportunidades.

Os manuais também são encontrados nos Pontos de Atendimento do Sebrae em Minas, no interior do estado, com o custo de R$ 10.

Acesse o blog Sebrae-MG com Você e conheça um pouco do que a instituição oferece em serviços no estado.









Fonte:Agência Sebrae de Notícias/MG

Começa em Minas Gerais a Semana Global do Empreendedorismo

Sebrae-MG vai promover atividades gratuitas de orientação.
As comemorações vão até o dia 21 deste mês.

Começou nesta segunda-feira em Minas Gerais a Semana Global do Empreendedorismo. O objetivo é promover e celebrar o empreendedorismo. As comemorações vão até o dia 21 deste mês.

Durante a semana Global do Empreendedorismo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MG) vai realizar uma série de atividades gratuitas para quem quer abrir, formalizar ou melhorar a gestão de negócios. Em oito cidades serão promovidas palestras, encontros, cursos, oficinas, teatro empresarial, painéis com casos de sucesso e consultorias gratuitas.

Um dos destaques da programação é a 2ª Semana de Formalização do Empreendedor Individual. O Mutirão que formalizou 978 trabalhadores informais em BH, no mês de outubro, será repetido, desta vez em Betim e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O Empreendedor Individual é um dispositivo da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas para trabalhadores autônomos, que possuem receita bruta de até R$ 36 mil por ano. A formalização confere benefícios previdenciários, como aposentadoria, licença e salário maternidade, auxilio doença e pensão por morte.

Outros eventos
Durante a Semana Global do Emprendedorismo, o Sebrae-MG realiza atividades de orientação e capacitação empresarial em Belo Horizonte, Poços de Caldas, Uberlândia, Varginha, Pouso Alegre, São João Del Rei e Contagem.

2ª Semana de Formalização do Empreendedor Individual
Betim
16 a 19/11 e 22 a 26/11, de 10:00 às 18:00
Pátio externo do Museu Paulo Araújo Moreira Gontijo - Av. Governador Valadares, 115 - Centro, esquina da Av. Amazonas em Betim

Ribeirão das Neves
22 a 26/11, de 9:00 às 18:00
Local a ser definido
Para mais informações acesse o site da Semana Global