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Encontro no Sul de Minas reúne especialistas da cafeicultura mineira

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) realiza nesta quarta-feira (9) a 1ª Reunião Técnica da Cafeicultura de São Sebastião do Paraíso e região, no Sul de Minas. Durante o encontro serão apresentados resultados de pesquisas em cafeicultura e experiências de sucesso no setor.

Pesquisadores da Epamig irão abordar temas como diagnóstico e controle das principais doenças do cafeeiro; ampliação da cafeicultura familiar por meio da capacitação e do associativismo; adubação do cafeeiro; desafios para o controle de nematoides do cafeeiro; principais avanços com produtos seletivos aos ácaros predadores encontrados em cafeeiro.

Segundo o chefe do Centro de Pesquisa da Epamig Sul de Minas, Rogério Silva, o encontro contará com a participação de pesquisadores, extensionistas e representantes da área técnica da Cooparaíso e Cooxupé, além de lideranças da cafeicultura regional. “Essa reunião deve levantar questões sobre técnicas de cultivo e manejo que precisam ser aprimoradas e adequadas à realidade dos cafeicultores”, afirma.

A experiência de sucesso dos cafeicultores familiares de Santo Antônio do Amparo será apresentada pela pesquisadora da Epamig Sara Chalfoun. Há cinco anos, a Epamig desenvolve trabalho com os produtores deste município para implantação de técnicas de pós-colheita e qualidade do café, em parceria com a Fundação Hanns Neumann e Emater-MG. A pesquisadora irá explicar como os cafeicultores conseguiram quase dobrar o valor da saca de café a partir da adoção de boas práticas de pós-colheita.

A 1ª Reunião Técnica da Cafeicultura de São Sebastião do Paraíso é uma ação do projeto “Desenvolvimento e Avaliação de Ferramentas de Comunicação Rural para a Cafeicultura do Sul de Mina Gerais”, coordenado pela Epamig.

Serviço:

1ª Reunião Técnica da Cafeicultura de São Sebastião do Paraíso e região

Data: 9 de outubro de 2013

Local: Sede da Cooparaíso – Rua Carlos Mumic, 140 – Vila Alza – São Sebastião do Paraíso

Informações: (35) 3821-6244

Nova técnica pode ajudar dependentes químicos a evitar recaídas


Método expõe os dependentes a fatores que reavivam a memória relacionada ao uso de droga até que eles deixem de ser sensíveis a eles


Pesquisadores da Universidade de Pequim, na China, e do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos identificaram uma nova estratégia para ajudar dependentes químicos que se encontram em abstinência a evitar recaídas. A abordagem da equipe consiste em expor repetidamente os dependentes a fatores como cheiros ou sons que os façam lembrar-se da sensação provocada pela droga até que eles se tornem menos sensíveis aos estímulos. Os resultados da experiência foram publicados nesta quinta-feira na revista Science.

A pesquisa encontrou uma maneira de fazer com que o procedimento de extinção, utilizado para tratar alguns problemas psicológicos, fosse eficaz para ajudar dependentes químicos. Esse método elimina uma resposta que já está estabelecida no cérebro de alguém. Por exemplo, uma pessoa que teve stress pós-traumático devido a um assalto na rua e que fica com medo de sair de casa pode reverter esse problema se expondo a essa situação aos poucos, primeiro acompanhada de uma pessoa para, depois, conseguir sair sozinha.

Esse procedimento, no entanto, não se mostrou, até agora, tão eficaz em tratar pessoas que enfrentam problemas com drogas quanto se mostrou em ajudar pessoas com fobias, por exemplo. Isso se explica pelo fato de dependentes químicos apresentarem uma reconsolidação de memória depois do procedimento, ou seja, voltam ao comportamento antigo mesmo após serem expostos a um método como esse.

A pesquisa — Para chegar aos resultados positivos, os cientistas realizaram experimentos em ratos que foram induzidos à dependência química e também em humanos que eram dependentes de heroína e haviam sido submetidos a uma desintoxicação. Primeiro, eles foram brevemente expostos a um contexto que estivesse relacionado com o uso de drogas e, após dez minutos ou uma hora desse procedimento, os cientistas expuseram durante mais tempo os animais e os humanos a sons, imagens, objetos e cheiros que os remetessem ao uso da droga e os fizessem sentir vontade de consumi-la — o que chamaram de reavivamento da memória.

Os animais e os participantes que passaram pelo processo completo ficaram menos propensos a ter recaídas do que aqueles que receberam apenas o primeiro estímulo. Segundo os autores do estudo, a repetição dos estímulos faz com que animais e humanos se tornem menos sensíveis a eles. Isso só foi possível porque, até uma hora depois do primeiro método, não há reavivamento da memória antiga. Quando a mesma experiência foi feita com um intervalo de seis horas, os efeitos positivos não se repetiram. Os pesquisadores também observaram alterações químicas no cérebro dos ratos após a experiência, embora não tenha sido administrado uso de nenhum medicamento.







Fonte: Veja

Professores do Congo aprendem técnicas agrícolas no Sul de MG

Objetivo é levar conhecimento para ser aplicado no país africano devastado pela guerra



Professores da República Democrática do Congo visitam o Sul de Minas em busca de alternativas viáveis e baratas que possam ser aplicadas no país africano. Eles estão conhecendo de perto vários projetos agrícolas.

Os 15 professores africanos são da Universidade Livre dos Países dos Grandes Lagos, que fica na cidade de Goma, na República Democrática do Congo. Eles vieram conhecer projetos como a agricultura familiar e a agroecologia. A primeira visita aconteceu na sede da ONG Maria de Barro, no município de Nazareno. A Ong trabalha com a conservação do solo e outros projetos voltados para a preservação da natureza. Os professores também visitaram as áreas degradadas que estão sendo recuperadas pela ONG.

Os professores vieram ao Brasil através do projeto "Vozes da África", criado pelo professor Gilmar Tavares, extensionista da Universidade Federal de Lavras. Ele esteve em alguns países africanos e viu de perto a situação que as pessoas de lá vivem. Na região de onde os professores vieram, na foram mais de 30 anos de guerra civil. A situação foi retratada em vários filmes, como o "Hotel Ruanda". Mais de cinco milhões de pessoas morreram durante os conflitos e também de doenças e fome. Hoje, apesar da miséria, Ruanda e a República Democrática do Congo tentam se reestruturar e buscam a paz.

Ao todo, 60 professores do Congo devem visitar o Sul de Minas, divididos em quatro grupos de 15 professores. As visitas terminam no Sul de Minas nesta quinta-feira (17). O primeiro grupo ficou 15 dias na região.







Fonte:eptv