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Tomate caro faz proliferar piadas nas redes sociais




Item teve alta impressionante de 104,11% nos últimos 12 meses

O ladrão anuncia o assalto: "Passa o tomate!" Para proteger o bem maior, a vítima tenta convencer o agressor: "Não quer levar a carteira e deixar o tomate?". Este diálogo faz parte da charge que tem circulado nos últimos dias nas redes sociais. As duas ilustrações desta página, feitas especialmente para a reportagem, vêm se juntar ao rol de piadas.

O fato é que o tomate virou o vilão da inflação da vez.

No acumulado do primeiro trimestre, o tomate apresentou elevação de 70,9% e nos últimos 12 meses encerrados em março uma alta impressionante de 104,11%, pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na capital mineira, o preço médio é de R$ 7,20 por quilo no varejo, em março. Proporcionalmente, o fruto custa mais que itens como um pacote de café 500g (R$ 6,73), um quilo de feijão (R$ 5,88) e um litro de óleo de soja (R$ 3,57).

A entressafra - que é a principal causa apontada pelos produtores para a elevação do preço do produto no mercado - ainda deve durar até o final do mês de maio.

"Os preços não devem subir mais do que já estão. Hoje, uma caixa chega a custar até R$ 120 no atacado", diz o orientador da seção de informação de mercado das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas), Douglas Costa.

Por enquanto, não há previsão de recuo nos preços. Enquanto alguns alegam que a saída é torcer para o outono trazer menos chuvas, outros assinalam que uma ambição menor dos comerciantes ajudaria.

Enquanto isso, as piadas se proliferam. No Twitter, por exemplo, internautas se perguntam quando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai anunciar o fim do IPI para o tomate. (Com agências).








Fonte: o Tempo

Dona de casa recebe R$ 10 mil por camisinha em extrato de tomate

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou nesta segunda-feira que manteve a condenação por danos morais da empresa Unilever Brasil Ltda., que foi obrigada a pagar R$ 10 mil a uma dona de casa que encontrou um preservativo aberto dentro de uma lata de extrato de tomate.

De acordo com o STJ, após preparar e consumir o jantar com a sua família, a dona de casa iria guardar o restante do extrato de tomate quando encontrou o preservativo masculino no fundo da lata. A mulher levou a lata para análise em uma universidade e contatou o fabricante.

Porém, a Unilever Brasil não quis pagar amigavelmente uma indenização.Após a abertura do processo, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) condenou a empresa a pagar R$ 10 mil por danos morais, porém a Unilever alegou que o preservativo não poderia ter sido colocado na fábrica, já que todo o processo é mecanizado.

Além disso, a companhia afirmou não ter que pagar indenização por danos morais, “já que a dona de casa se sentiu confortável para dar entrevistas à imprensa”.Porém, a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, rejeitou as alegações, já que não se podia excluir todas as hipóteses que possibilitariam a presença da “camisinha” na embalagem e de que “contar o que aconteceu é parte do processo de expiação do mal”, afirmou.