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MP investiga agentes suspeitos de torturar presos em Varginha no Sul de Minas


O Ministério Público investiga nove agentes penitenciários suspeitos de torturar presos no Presídio de Varginha (MG). Segundo a promotoria, os funcionários teriam agredido fisicamente os detentos como forma de castigo nos anos de 2009 e 2011.

De acordo com o MP, em um dos casos quatro presos teriam sido submetidos a um intenso sofrimento físico, com chutes, murros e tapas, após um desentendimento ocorrido no momento em que eles assistiam televisão.

Fora esse caso, outras duas suspeitas de tortura também são investigadas pela promotoria.
Segundo as investigações, os nove agentes teriam participado juntos de um dos três casos, registrado em novembro do ano passado. A agressão teria sido contra um preso recém-chegado ao Presídio de Varginha.

De acordo com o inquérito da polícia, o detento ficou com várias lesões pelo corpo depois da agressão.
A Secretaria de Estado de Defesa Social informou que os nove agentes não trabalham mais no local e que quatro deles já não fazem mais parte do quadro de funcionários do órgão. A promotoria de Justiça dos Direitos Humanos pediu a condenação dos agentes com base na lei de tortura, na convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes.

Mãe obrigava filha a fazer sexo oral em "convidados"

Além de sofrer maus-tratos, garota de 14 anos ainda era vítima de abuso sexual cometido pelo padrasto e por amigos dele.


Mais uma atrocidade contra a adolescente de 14 anos, vítima de tortura praticada pelos pais, na Zona da Mata, foi confirmada ontem. A polícia afirmou ontem que, além de sofrer maus-tratos, a garota era obrigada pela mãe a praticar sexo oral no padrasto, de 18 anos, e nos amigos dele. O casal teve a prisão decretada e está foragido. Eles fugiram levando três crianças.

 
O caso veio à tona no último domingo, com a denúncia de um motorista. O homem, que foi contratado para fazer a mudança da família, assustou-se ao ver a menina machucada na casa e acionou o Conselho Tutelar. O crime aconteceu no município de Pacheco, onde a família vivia antes de seguir para Chácara, cidade vizinha a Juiz de Fora.

O laudo médico divulgado ontem não aponta conjunção carnal, mas, em depoimento informal à polícia a adolescente confirmou ter sido obrigada a praticar sexo oral em homens que frequentavam a casa da família, a mando da mãe. A delegada Dolores Tambasco, que está à frente das investigações, disse estar perplexa. "Em 20 anos de carreira nunca vi uma criança ser tão maltratada".

A garota, que permanece internada em Juiz de Fora, só deverá prestar depoimento formal quando tiver alta. A menina está com quadro grave de desnutrição e tem vários ferimentos pelo corpo. Ela era mantida amarrada no galinheiro, do quintal da casa, onde passava horas sob sol e chuva. As primeiras testemunhas do caso começaram a ser ouvidas ontem. Antes de fugir, a mãe foi ouvida pela polícia e alegou que os ferimentos no corpo da garota eram fruto de crises de epilepsia.






Fonte:otempo.com.br