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Transparência

A Lei de Acesso à Informação Nº 12.527 de 2011 regulamenta o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas sendo aplicável aos três Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios com vigência a partir do dia 16 de maio de 2012.

O Portal da Transparência do Estado de Minas Gerais, por meio do endereço eletrônico www.transparencia.mg.gov.br, possibilitará a qualquer cidadão o acesso a informações sobre o Poder Executivo do Estado de Minas Gerais requerido pela Lei.

É possível também, por meio do Fale Conosco do Portal da Transparência, solicitar informações complementares às disponibilizadas pelo Portal da Transparência.


Fonte: Agência Minas

Lei da Transparência: Municípios com até 50 mil habitantes têm até 2013 para publicar contas

Municípios com até 50 mil habitantes devem publicar prestações de contas públicas em meios eletrônicos até 2013. O prazo de quatro anos para esses Municípios foi definido a partir da Lei 131/2009 – a Lei da Transparência.  A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta e orienta os Municípios que ainda não estão em dia com essas publicações a se organizarem.

Já expirados, a Lei também determina prazos para Municípios com mais de 100 mil habitantes e entre 50 e 100 mil habitantes em um e dois anos, respectivamente.

Para sanar dúvidas sobre o que deve ser publicado, gestores podem acessar o site do Portal da Transparência.

e-Gov orienta
O Departamento de Governança Eletrônica da CNM (e-Gov) também pode ajudar na orientação de gestores que possuem sites de prefeituras hospedados com a Confederação que ainda não tenham publicado suas contas. Os interessados devem entrar em contato com a entidade para orientações quanto à postagem das contas.

Esclareça suas dúvidas:
Entre em contato com o e-Gov pelo telefone (61) 3878-5123
Ou acesse o Portal da Transparência aqui

Portais da transparência das prefeituras viram filão para empresas que desenvolvem softwares


O que era para ser uma ferramenta para combater a corrupção pode se tornar um instrumento de malversação do dinheiro público. A implantação dos portais da transparência das prefeituras – que passam a ser obrigatórios em todo o país a partir do dia 28 – virou um filão para empresas que desenvolvem softwares. Com a chegada do prazo final, prefeitos são insistentemente procurados por empresários com propostas de implementação dos programas criando uma legítima “indústria da transparência”. Para evitar abusos, o coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público (Caopp) do Ministério Público de Minas Gerais, Leonardo Barbabela, avisa que os promotores farão um pente-fino nos contratos. “Não vamos permitir que isso (mau uso do dinheiro público) aconteça”, afirma Barbabela.

Em Elói Mendes, no Sul de Minas, cidade de 25 mil habitantes, quem fez a proposta ao poder municipal foi a empresa paulista Generativa, que se especializou nesse mercado. O orçamento de cerca de R$ 10 mil mensais assustou o responsável pelo setor de informática da prefeitura, Luiz Paulo da Silva. A administração passou a buscar alternativas e se informou que a empresa responsável pelo sistema de contabilidade do município poderia fazer o mesmo serviço de implantação e alimentação do site, bastando um aditivo ao contrato, gerando um custo extra de apenas R$ 300 mensais.

Levantamento feito pelo Contas Abertas em 124 portais da transparência de cidades paulistas com mais de 50 mil habitantes mostrou que 70% deles foram produzidos por empresas privadas e apenas 30% pelas próprias prefeituras. “Os portais têm uma qualidade muito ruim. Em uma nota de 0 a 10, considerando o índice de transparência, receberam média de 3,97”, afirma o consultor do Contas Abertas Gil Castelo Branco. Entre as três que dominam o mercado paulista está a Generativa, que sondou Elói Mendes e atua em Varginha, ambas no Sul de Minas.

Como tem mais de 100 mil habitantes, o prazo para a Prefeitura de Varginha concluir o portal da transparência venceu em maio do ano passado. A empresa escolhida foi a paulista Generativa. Foi assinado um contrato de um ano no valor de R$ 84 mil (R$ 7 mil por mês). “Eu acho caro, mas é um contrato que está em vigência, feito pela administração passada”, justifica o prefeito da cidade, Antônio Silva (PTB). Ele garante que vai procurar opções mais baratas e que não optará pela renovação.

A reportagem do Estado de Minas conversou com o diretor comercial da Generativa como se fosse servidor de uma prefeitura interessada em contratar o serviço. Foi informado que o valor mensal pode variar de R$ 2 mil a R$ 9,5 mil para municípios de até 50 mil habitantes. “O problema não é fazer o portal, mas é preciso pagar pelo uso de um Data Center, que fica nos Estados Unidos”, explicou Haroldo Camargo, diretor comercial da empresa. Ele informou que o preço pode ser menor se as prefeituras da região se reunirem. “Podemos estudar um pacote”, ofereceu. Camargo explica que a maior dificuldade é alimentar o site, mas que isso deve ser feito por contadores da prefeitura. Após o negócio fechado, ele afirma que a implantação é imediata e que o prazo apertado não é problema. A empresa tem mais de 70 clientes.

Retardatários Um estudo da Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG) aponta que 73% dos municípios mineiros ainda não têm portal da transparência. A punição para quem não cumprir a lei são sanções, como a suspensão de repasses da União e do governo do estado. A lei já vale para a União (Executivo, Legislativo e Judiciário), estados e municípios com mais de 50 mil habitantes, que divulgam informações orçamentárias em tempo real.

Pente-fino nos contratos

O coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público (Caopp) do Ministério Público de Minas Gerais, Leonardo Barbabela, enviou ofício aos promotores de todas as comarcas do estado ressaltando a importância de cobrar das cidades a criação do portal da transparência. Ele destacou que é fundamental os promotores fiscalizarem os contratos das prefeituras para tentar evitar termos abusivos.

A Lei da Transparência é de autoria do senador João Capiberibe (PSB-AP) e foi aprovada em 27 de maio de 2009, com prazos gradativos para a implantação dos portais. Até o momento, 612 cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes estão obrigadas a alimentar sites com informações sobre a execução orçamentária. A partir de 28 de maio a norma abrangerá todos os 5.570 municípios do Brasil. Assim, 4.958 cidades, com população inferior a 50 mil habitantes, terão de construir ou aprimorar os seus portais.

A melhor solução, segundo o economista Gil Castelo Branco, do Contas Abertas, é que o estado, por meio de suas empresas públicas de informática, desenvolva um portal e o ofereça aos municípios. Em São Paulo, a Secretaria de Gestão está desenvolvendo esse sistema. Experiências bem-sucedidas também são feitas no Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Amapá.

A Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG) elaborou um projeto para o desenvolvimento dos portais. O orçamento feito pela Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge) foi de cerca de R$ 400 mil. Porém, a verba não foi aprovada, paralisando a iniciativa.







Fonte: Estado de Minas

MP faz pente-fino nas prefeituras para garantir transparência nas prestação de contas


Ministério Público Federal cobra de 26 municípios da Zona da Mata o cumprimento da lei que determina a divulgação na internet de todas as despesas, programas e obras em execução

O Ministério Público Federal em Manhuaçu ,Zona da Mata mineira, abriu inquérito para apurar o cumprimento da Lei de Acesso à Informação por 26 prefeituras da região. Em vigor desde 16 de maio, a lei obriga todos os municípios com mais de 10 mil habitantes a divulgarem na internet todas as despesas efetuadas pela administração municipal, inclusive pagamento de salários e transferências de recursos para organizações não governamentais e entidades privadas. A lei exige ainda a publicação de todas as informações relativas a procedimentos licitatórios, desde editais até contratos celebrados, e os dados sobre programas e obras em execução pela administração.

O procedimento foi instaurado pelo procurador Eduardo El-Hage. Segundo ele, apesar do prazo de seis meses estabelecido para que as prefeituras se preparassem administrativamente antes da entrada em vigor das novas regras de transparência, muitas ainda não estão cumprindo a lei. O procurador disse que aguarda apenas o envio das informações para decidir qual providência tomar em relação aos municípios. Dependendo do caso, segundo ele, pode ser aberta uma ação ou celebrado um termo de ajustamento de conduta (TAC) . Para o procurador, as prefeituras não têm como alegar falta de recursos para tornar disponíveis as informações, pois é possível criar páginas na internet sem custo. “Ou é incompetência ou é má-fé, pois atualmente colocar um dado na internet tem um custo praticamente irrisório”, argumenta. “O problema é muito mais a tradição patrimonialista brasileira do que empecilho econômico”, acredita.

 Defensor ferrenho da Lei de Acesso à Informação, El-Hage afirma que ela é um passo importante para o fortalecimento da cidadania e do controle pela população da aplicação dos recursos públicos, por isso o empenho do MPF para que seja cumprida. Para ele, todos os municípios, independentemente da legislação, deveriam divulgar todos os dados de suas despesas e receitas. A Lei de Acesso à Informação prevê essa exigência apenas para prefeiturasde cidades com mais de 10 mil habitantes.

Na rede Para os moradores das cidades não enquadradas nessa exigência a dica do procurador é fiscalizar as prefeituras usando as ferramentas disponíveis na internet. Hoje em dia, lembra El-Hage, existem diversos portais de transparências e de informações mantidas pelos governos e sociedade civil que facilitam o controle dos recursos públicos. Para ajudar, ele mesmo criou o blog Fiscalize de casa, no endereço http://fiscalizedecasa.blogspot.com.br, que ensina o cidadão os caminhos para rastrear os gastos públicos. Segundo o procurador, há estudos para transformar o blog em site oficial do MPF. El-Hage explica que a página ensina, por meio de vídeos, como fiscalizar os recursos das emendas parlamentares, verbas “frequentemente desviadas”, dinheiro da saúde e da educação e como pesquisar em fontes importantes de informação como a Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União.

 “A ajuda de todos no combate à corrupção é fundamental. Os órgãos de controle (Ministério Público, tribunais de Contas, controladorias e outros) são incapazes de combater sozinhos a corrupção sem as informações privilegiadas de que os cidadãos dispõem a respeito de empresas em conluio e laranjas, por exemplo. A fiscalização dos recursos públicos por milhões de pessoas, e não por apenas milhares delas (MP, TCU, PF), é muito mais eficaz.”, diz o texto de apresentação da página.



Fonte: Estado de Minas