Umidade do ar deve cair mais até o fim da semana, reforçando alerta quanto a riscos de incêndio e danos à saúde
Os índices de umidade relativa do ar registrados em Minas Gerais nos últimos dias tendem a despencar mais até sexta-feira (9), segundo os serviços de meteorologia, e fazem autoridades acionar o sinal de alerta para a possibilidade de agravamento de doenças respiratórias e de novos incêndios florestais. O menor patamar do ano no Estado foi anotado no domingo em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro: 7%.
A previsão é de que a umidade do ar seja inferior a 30%, índice considerado crítico, nas regiões Central, Sul e Norte. Na Oeste, Noroeste e no Triângulo, o índice deverá ficar abaixo de 20%. Em Belo Horizonte e região metropolitana, vai oscilar de 12% a 15%. O patamar ideal é acima de 50%. Em Minas, 105 municípios já decretaram situação de emergência devido à seca.
O meteorologista Cléber Souza, do 5º Distrito de Meteorologia (5º Disme), explica que a umidade do ar se caracteriza pela quantidade de vapor existente na atmosfera. "Com o tempo seco e a alta temperatura, o vapor vai diminuindo, principalmente à tarde.
Os níveis em Minas tendem a cair mais pois uma massa de ar quente e seco permanecerá atuando ao longo desta semana no Sudeste, além do Centro-Oeste e parte do Nordeste do país. "Ou seja, quase todo o Brasil está sendo afetado", diz Cléber.
Na tarde dessa segunda-feira (5), a umidade em BH foi de 19%. A previsão é de que nesta terça-feira o dia seja ainda mais crítico. "A variação de 12% a 15%, que configura clima de deserto, deve prevalecer até sexta-feira", afirma o coordenador da Defesa Civil Municipal (Comdec), coronel Alexandre Lucas Alves.
Não chove em BH desde 10 de junho. "A previsão de chuva é só para o fim de setembro ou início de outubro. Não se trata de uma situação atípica, mas comum nessa época do ano", diz o meteorologista Jorge Moreira, do 5º Disme. Até sexta-feira, os termômetros devem variar de 4 a 36 graus em Minas. Para a RMBH, a previsão é de 15 a 32 graus.
O presidente da Sociedade Mineira de Pneumologia e Cirurgia Torácica, Maurício Meireles Góes, ressalta que a atenção deve ser redobrada quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%. "De 20% a 12%, é estado de alerta. Abaixo de 12%, se configura situação de emergência e são recomendados alguns procedimentos, como a suspensão de atividades físicas nas escolas", diz.
A medida foi tomada pela Comdec, segundo o coronel Alexandre Lucas. "A recomendação é de que as aulas de Educação Física sejam canceladas entre 10 e 17 horas".
Dificuldade para respirar, alergias, tosse, coceiras e irritações na pele são os problemas mais comuns provocados pela baixa umidade, segundo Maurício Góes. "Há casos de complicações que demandam internação", avisa.
O diretor científico da entidade médica, Luiz Eduardo Mendes Campos, ressalta que as pessoas que fizeram traqueostomia são as mais afetadas. "O ar seco que chega à traqueia resseca as secreções, causando dificuldade para respirar. Quem tem alguma doença pulmonar obstrutiva crônica também é muito prejudicado, ficando propenso a infecções". O desconforto causado pelo ar seco atinge ainda crianças com até 5 anos e idosos.
Para evitar incêndios florestais, a dica é não fazer fogueiras próximo a matas. Os motoristas devem ficar atentos à visibilidade reduzida pela fumaça e não podem jogar pontas de cigarros acesas nas margens das estradas.
Fonte:hojeemdia
Os índices de umidade relativa do ar registrados em Minas Gerais nos últimos dias tendem a despencar mais até sexta-feira (9), segundo os serviços de meteorologia, e fazem autoridades acionar o sinal de alerta para a possibilidade de agravamento de doenças respiratórias e de novos incêndios florestais. O menor patamar do ano no Estado foi anotado no domingo em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro: 7%.
A previsão é de que a umidade do ar seja inferior a 30%, índice considerado crítico, nas regiões Central, Sul e Norte. Na Oeste, Noroeste e no Triângulo, o índice deverá ficar abaixo de 20%. Em Belo Horizonte e região metropolitana, vai oscilar de 12% a 15%. O patamar ideal é acima de 50%. Em Minas, 105 municípios já decretaram situação de emergência devido à seca.
O meteorologista Cléber Souza, do 5º Distrito de Meteorologia (5º Disme), explica que a umidade do ar se caracteriza pela quantidade de vapor existente na atmosfera. "Com o tempo seco e a alta temperatura, o vapor vai diminuindo, principalmente à tarde.
Os níveis em Minas tendem a cair mais pois uma massa de ar quente e seco permanecerá atuando ao longo desta semana no Sudeste, além do Centro-Oeste e parte do Nordeste do país. "Ou seja, quase todo o Brasil está sendo afetado", diz Cléber.
Na tarde dessa segunda-feira (5), a umidade em BH foi de 19%. A previsão é de que nesta terça-feira o dia seja ainda mais crítico. "A variação de 12% a 15%, que configura clima de deserto, deve prevalecer até sexta-feira", afirma o coordenador da Defesa Civil Municipal (Comdec), coronel Alexandre Lucas Alves.
Não chove em BH desde 10 de junho. "A previsão de chuva é só para o fim de setembro ou início de outubro. Não se trata de uma situação atípica, mas comum nessa época do ano", diz o meteorologista Jorge Moreira, do 5º Disme. Até sexta-feira, os termômetros devem variar de 4 a 36 graus em Minas. Para a RMBH, a previsão é de 15 a 32 graus.
O presidente da Sociedade Mineira de Pneumologia e Cirurgia Torácica, Maurício Meireles Góes, ressalta que a atenção deve ser redobrada quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%. "De 20% a 12%, é estado de alerta. Abaixo de 12%, se configura situação de emergência e são recomendados alguns procedimentos, como a suspensão de atividades físicas nas escolas", diz.
A medida foi tomada pela Comdec, segundo o coronel Alexandre Lucas. "A recomendação é de que as aulas de Educação Física sejam canceladas entre 10 e 17 horas".
Dificuldade para respirar, alergias, tosse, coceiras e irritações na pele são os problemas mais comuns provocados pela baixa umidade, segundo Maurício Góes. "Há casos de complicações que demandam internação", avisa.
O diretor científico da entidade médica, Luiz Eduardo Mendes Campos, ressalta que as pessoas que fizeram traqueostomia são as mais afetadas. "O ar seco que chega à traqueia resseca as secreções, causando dificuldade para respirar. Quem tem alguma doença pulmonar obstrutiva crônica também é muito prejudicado, ficando propenso a infecções". O desconforto causado pelo ar seco atinge ainda crianças com até 5 anos e idosos.
Para evitar incêndios florestais, a dica é não fazer fogueiras próximo a matas. Os motoristas devem ficar atentos à visibilidade reduzida pela fumaça e não podem jogar pontas de cigarros acesas nas margens das estradas.
Fonte:hojeemdia












