“A água está com cheiro de inseticida, estou comprando água potável para minha mãe idosa e para os meus netos. Já ouvi dizer que muitas pessoas foram parar no hospital com diarréia e vômito”. Essa foi a declaração de uma comerciante, que preferiu não se identificar, de Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas, sobre a situação da água na cidade. Há mais de uma semana, a água que sai da torneira está diferente, para alguns moradores o líquido tem cheiro de peixe, para outros o odor é de veneno. Outra moradora, que também não autorizou a divulgação de seu nome, relatou que nem quis beber a água. “Não me arrisquei a beber, mas o cheiro é de veneno”, contou.
Além do mau-cheiro, a água pode ter deixado pessoas doentes. “Atendemos muitos casos de diarréia e vômito, mas não podemos afirmar que tem relação com a água”, disse uma técnica em enfermagem do hospital da cidade. Entretanto, os responsáveis pela instituição de saúde não foram encontrados para falar sobre o assunto.
A Copasa, responsável pela água distribuída no município, informou que, na última segunda-feira (11), o aumento do nível da água lago de Furnas provocou a movimentação de matéria orgânica localizada às margens do manancial, fato que causou alterações no aspecto da água. O órgão relatou que o processo de tratamento foi imediatamente adequado. A empresa alegou que realizou a limpeza das redes que compõem o sistema de abastecimento de água da cidade. Nesta sexta-feira (15), a Copasa garantiu que foram realizadas dezenas de análises químicas ao longo do dia e que a água atende aos padrões do Ministério de Saúde.
Sobre os quadros de diarréia e vômito, a Copasa informou que não há comprovoção de que os casos estejam relacionados com a água. A empresa afirmou que vai continuar monitorando a região e situação das pessoas doentes.
Nota:
A pergunta que se faz é: As autoridades eleitas por esse povo que está bebendo dessa água já cobraram da Copasa explicações e provas técnicas sobre isso ?
Fonte: O Tempo












