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Nova igreja gerou uma espécie de guerra santa entre a população religiosa de Alfenas

Galpão onde seguidores do padre André se reúnem tem 600 metros quadrados e chega a abrigar 400 pessoas aos domingos (Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press )

Inconformado com a punição, sacerdote atrai multidões de devotos e desperta uma cisão na comunidade de fiéis de um dos municípios mais católicos de Minas Gerais

Alfenas – Cerca de 300 fiéis olham fixamente para o altar montado no galpão de 600 metros quadrados na periferia de Alfenas, no Sul de Minas, a 378 quilômetros de Belo Horizonte. As luzes se apagam e, por pouco mais de 10 minutos, o padre André Aparecido Silva, de 34 anos, iluminado por uma lanterna, passeia entre os presentes com a imagem dourada, de formato arredondado, contendo uma hóstia – o Santíssimo Sacramento da Igreja Católica. Alguns se ajoelham, choram, uma mulher grávida toca o objeto sagrado enquanto acaricia a barriga e senhoras rezam em voz alta, ao passo que o violonista vai aumentando o tom da voz para ditar a emoção.

Durante uma hora e meia, o discurso ameno e conciliador do sacerdote conduz a celebração, semelhante à de qualquer outra igreja católica sobre a face da terra – não fosse por um motivo. Em 7 de maio, André recebeu a excomunhão – a pena mais severa imposta sob as leis do Vaticano – por ter criado uma nova religião, a Igreja Católica Independente, que segue os mesmos preceitos e ritos da igreja milenar fundada por Pedro, mas sem qualquer vínculo com a hierarquia do Vaticano. A criação da nova igreja gerou uma espécie de guerra santa entre a população religiosa de Alfenas, uma cidade de 78 mil habitantes, dos quais 57 mil (73%) se declararam católicos no último Censo, em 2010 – percentual superior ao do Brasil (64,6%) e ao de Minas Gerais (70,4%).

A ampla maioria católica da cidade está distribuída em cinco paróquias, a mais nova delas a de São Sebastião e São Cristóvão, da qual André foi pároco nos últimos seis anos, até ser afastado da função no fim de agosto do ano passado. Na ocasião, o bispo da diocese de Guaxupé, dom José Lanza Neto, o afastou do cargo devido à “delicada situação financeira da paróquia”. O bispo cobrava explicações sobre o uso do dinheiro proveniente da venda de parte de um terreno de 26 mil metros quadrados, localizado em frente à paróquia, no Bairro Santa Maria, comprado em 2011 por R$ 550 mil.

Segundo André, o valor da venda de 10 mil m² por R$ 1,088 milhão – negociação que ocorreu após uma supervalorização imobiliária na região – serviu para quitar as parcelas restantes da área total, adquirir uma casa paroquial no valor de R$ 280 mil, reformar igrejas e capelas pertencentes à paróquia, além de construir e reformar casas de pessoas carentes – o que, segundo o padre, não seria permitido pela diocese. À exceção do dinheiro direcionado aos mais necessitados, todo o montante arrecadado e gasto constava na prestação de contas enviada à diocese, que, mesmo aprovada em 2012, não aliviou a punição imposta pelo bispo.

Desde então, o que se viu em Alfenas foi uma queda de braço entre o padre e a diocese, entremeada de acusações, decretos e repreensões, que serviram para dividir a opinião dos moradores. Em 15 de setembro, o bispo dom José Lanza emitiu uma repreensão canônica, alegando que o padre, ao explicar os motivos de seu afastamento à comunidade, havia feito discurso “altamente agressivo, com afirmações injustas e inverídicas” contra ele. O sacerdote foi obrigado a pedir desculpas diante dos paroquianos. Dez dias depois, mesmo aceitando o pedido de perdão, o bispo emitiu um preceito (similar a um decreto) impondo afastamento a André de qualquer celebração pública, por um ano, além de outras restrições que, caso não cumpridas, poderiam culminar no afastamento definitivo.

O religioso não cumpriu as ordens episcopais e, desde outubro, passou a celebrar missas em sua casa. Com o crescimento do número de fiéis nas celebrações restritas, o padre decidiu criar, em março, a Igreja Católica Independente, que segue os mesmos ritos e preceitos das missas tradicionais. A criação culminou na excomunhão latae sententiae (ou automática, sem julgamento) de padre André, pelo delito de cisma (recusa de sujeição ao sumo pontífice). Segundo o Código de Direito Canônico, comete-se o delito de cisma por duas maneiras: quando alguém se nega a se submeter ao papa, negando sua autoridade; e quando se nega a comungar com os membros da Igreja. O delito é punido automaticamente com a excomunhão, cuja a competência de aplicá-la é do bispo diocesano.

COBRANÇAS E SILÊNCIO

A excomunhão da igreja contribuiu para o aumento da repercussão do caso e, consequentemente, para o crescimento da animosidade entre os fiéis que permaneceram na paróquia e os que migraram para a Igreja Católica Independente. As celebrações alternativas, às quartas e domingos, em um galpão alugado e bancado por devotos em uma região carente da cidade, têm reunido centenas de pessoas por encontro – superando a casa das 400, aos domingos. A intenção, segundo o padre, não é expandir a nova igreja, mas se dedicar à comunidade, com a criação de casas de assistência a pessoas carentes.

André recebeu a reportagem do Estado de Minas em uma sala anexa à recém-fundada igreja. Durante mais de uma hora, falou dos planos para a iniciativa, apresentou documentos e prestação de contas e comentou a polêmica que dividiu os fiéis da cidade. Tanto ele quanto os devotos que migraram para a nova religião cobram da diocese explicações sobre o afastamento e as punições, que consideram desproporcionais.

A reportagem procurou o bispo dom José Lanza Neto. Por telefone, o chanceler da cúria, Claiton Ramos, disse que a diocese não se pronunciaria e que tudo sobre o caso está exposto em notas oficiais no site. O atual pároco da São Sebastião e São Cristóvão, padre Gilmar Antônio Pimenta, não quis gravar entrevista. Em conversa informal, na secretaria da paróquia, disse não estar autorizado a falar e que teria pouco a contribuir, já que chegou à cidade depois do afastamento. Disse que a comunidade está se recuperando e que a fé segue inabalada.








Fonte:Estado de Minas

Papa enfrenta 1º escândalo da gestão

O papa Francisco vive o primeiro escândalo do pontificado, com a revelação, por uma revista italiana, de um suposto lobby gay presente no banco do Vaticano. A acusação é de que a pessoa escolhida por ele para liderar a reforma no Instituto para as Obras de Religião (IOR), a instituição financeira da Santa Sé, levou por anos uma vida dupla como diplomata no Uruguai.

O jornalista Sandro Magister, da revista L'Espresso, foi quem revelou a história. Os relatos sobre o monsenhor d. Battista Mario Salvatore Ricca surgem repletos de escândalos sexuais. Apesar de ser religioso e ocupar o cargo de núncio apostólico, teria oferecido trabalho e casa a um capitão da Guarda suíça, com quem mantinha um caso. Com frequência seria visto em bares com ele e até teria sido espancado.

A Santa Sé desmentiu a publicação, mas a revelação fez surgir comentários dentro do Vaticano de que o vazamento da informação já faz parte de um contra-ataque das alas mais conservadoras da Igreja - profundamente irritadas com as atitudes do novo papa. A publicação ainda sai às vésperas de sua primeira viagem internacional.

Ricca foi nomeado para servir como representante de Francisco no banco do Vaticano, instituição que se deseja reformar de forma dramática, diante dos escândalos recentes de lavagem de dinheiro e corrupção.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que a reportagem "não tem credibilidade" e Ricca continua tendo a confiança total do papa. Ontem mesmo, a revista rebateu a crítica, alertando que as fontes são seguras e o Vaticano tem até documentos sobre o caso. Segundo a revista, o caso já chegou a ser avaliado pela administração da Santa Sé e se sugeriu que o monsenhor fosse removido do Uruguai - o religioso seguiu para Trinidad e Tobago e o capitão acabou demitido.

O relato. Antes de assumir o posto no IOR, Ricca atuou como diretor das residências do Vaticano. O diplomata viveu no Uruguai no fim dos anos 1990 até o início da década seguinte.

Seu companheiro seria o capitão do Exército suíço Patrick Haari. Ricca até conseguiu que o parceiro fosse transferido para fazer a segurança da mesma embaixada onde serviria, segundo a publicação.

Mas os escândalos iriam além. Em Montevidéu, o religioso teria sido espancado em um bar gay, tendo de telefonar para religiosos para que o resgatassem. Ele teria ficado preso com "um jovem" em um elevador durante toda uma noite.

A revista poupa Francisco, alegando que esses incidentes foram retirados dos arquivos de Ricca e o papa não havia sido informado disso tudo ao nomeá-lo para o cargo há um mês. Na mesma época, o pontífice teria admitido em um encontro com bispos a existência do "lobby gay" dentro do Vaticano, lamentando essa realidade.









Fonte: Estadão

Próximo beato também será do Sul de Minas


Padre Francisco de Paula Victor, de Três Pontas, já teve virtudes heroicas reconhecidas pelo Vaticano e só falta a provação de milagre

Um dos próximos beatos brasileiros deverá ser o padre Francisco de Paula Victor, negro e descendente de escravos como Nhá Chica, beatificada na tarde deste sábado em Baependi, onde viveu mais de 70 anos. Mineiro de Três Pontas, padre Victor nasceu em 1827 e morreu em 1905. Seu processo de beatificação começou junto com o de Nhá Chica, em 1992. O Vaticano já reconheceu suas virtudes heroicas, o que lhe valeu o título de venerável.

"Falta agora a aprovação de um milagre", disse o postulador da causa, o advogado italiano Paolo Vilotta, que chegou a Caxambu, cidade a seis quilômetros de Baependi, em companhia do cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, que veio de Roma para presidir a cerimônia de beatificação.

O bispo d. Diamantino Prata de Carvalho, da Diocese de Campanha, a qual pertencem as cidades de Baependi e de Três Pontas, está entusiasmado com a possibilidade de poder contar em breve com dois santos na região. "É muito bom para o sul de Minas e para todo o Brasil", comentou em Caxambu, após ter desembarcado com o cardeal Amato em Caxambu.

Sobre as expectativas de políticos e comerciantes que preveem um crescimento do turismo nas cidades do Circuito das Águas, que inclui também São Lourenço, Campanha, Cambuquira e Lambari, d. Diamantino admite que a situação vai melhorar. "Aliás, o progresso já começou, basta ver como as estradas foram recuperadas", brincou.

Baependi deverá entrar, com a beata Nhá Chica, no roteiro religioso de Aparecida e Guaratinguetá, cidades respectivamente do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, que ficam a 140 km de distância. "Não se pode comparar com Aparecida, nem queremos isso, mas com certeza Nhá Chica vai atrair muitos devotos", disse d. Diamantino.

Entusiasmo. As ruas de Baependi, de cerca de 19 mil habitantes, foram enfeitadas de amarelo e branco, cores da Santa Sé, com bandeirolas, faixas e cartazes. Milhares de devotos chegaram de outras cidades. O centro foi fechado, com acesso para veículos cadastrados.

A Igreja preparou os fiéis para a beatificação com uma vigília de orações, depois de uma procissão, na véspera à noite, pelas ruas centrais. Foi uma procissão solene na qual d. Diamantino levou o Santíssimo Sacramento (a hóstia consagrada), desde o Santuário de Nhá Chica até a matriz.

Até o pontificado de João Paulo II, as beatificações eram feitas pelo papa, geralmente em Roma. O papa continua fazendo as canonizações. O beato é considerado santo, com a diferença de que tem direito a uma veneração restrita a lugares onde viveu. Os santos canonizados podem ser cultuados universalmente pelos católicos.








Fonte:Informações Estadão

Corrupção, sexo, e tráfico de influências no Vaticano

O jornal italiano La Repubblica garantiu nesta quinta-feira que Bento XVI decidiu renunciar após receber um informe ultrassecreto elaborado por três cardeais sobre uma trama de corrupção, sexo e tráfico de influências no Vaticano.

De acordo com o diário, em uma reportagem assinada pela jornalista Concita di Gregorio, o relatório que foi encomendado por Bento XVI a três cardeais no ano passado - o espanhol Julián Herranz, o eslovaco Jozef Tomko e o italiano Salvatore De Giorgi -, após vazamentos de documentos confidenciais em um escândalo que ficou conhecido como Vatileaks, revela um sistema de "chantagens" internas baseado em fraquezas sexuais e ambições pessoais.

O texto de 300 páginas que se refere a um "lobby gay" dentro do Vaticano, foi entregue em dezembro ao pontífice, segundo a jornalista que não esclarece como teve acesso ao documento. "Fantasias, invenções, opiniões", assegurou o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, após advertir que não comentará a reportagem e que os cardeais envolvidos não aceitarão conceder entrevistas.


Francis Arinze, cardeal da Nigéria

Com o título "Não fornicarás, nem roubarás, os mandamentos violados no informe que sacudiu o Papa", o jornal sustenta que o cardeal espanhol Herranz, do Opus Dei, ilustrou ao Papa no dia 9 de outubro do ano passado os "assuntos mais escabrosos" do relatório, em particular a existência de uma "rede transversal unida pela orientação sexual".

"Pela primeira vez a palavra homossexualidade foi pronunciada no gabinete papal", escreve o impresso italiano. A reportagem sustenta que, durante oito meses, os cardeais interrogaram muitos prelados e laicos, dividindo-os por congregação e nacionalidade, e estabeleceram que existem vários grupos de pressão dentro do Vaticano, entre eles um sujeito a chantagem, a "impropriam influentiam" por sua homossexualidade.

Outro grupo é especializado em montar e desmontar carreiras dentro da hierarquia vaticana e outro usaria recursos multimilionários para seus próprios interesses à sombra da cúpula de São Pedro através do Banco do Vaticano, segundo a publicação. Em uma publicação especial, a revista Panorama defende que o documento será determinante para a eleição do sucessor de Bento XVI, em um artigo assinado por Ignazio Ingrado.

Para as duas publicações, o Papa se convenceu que um sucessor mais jovem, forte e enérgico é o melhor indicado para fazer uma limpeza na instituição e, por isso, teria decidido deixar o Trono de Pedro no próximo dia 28 de fevereiro.








Fonte: Terra



Vaticano é dono oculto de imóveis caros em Londres



Poucos turistas em visita a Londres imaginariam que as instalações da refinada joalheria Bulgari em New Bond Street têm qualquer conexão com o papa. O mesmo vale para a sede do próspero banco de investimento Altium Capital, na esquina de St. James' Square e Pall Mall.

Mas esses edifícios de escritórios em um dos bairros mais caros de Londres são parte de um surpreendente império secreto de imóveis comerciais do Vaticano.

Por trás de uma estrutura disfarçada por companhias de paraísos fiscais, a carteira internacional de imóveis da igreja foi expandida ao longo dos anos, com o uso de dinheiro pago originalmente por Mussolini em troca do reconhecimento do regime fascista pelo papa, em 1929.

Desde então, o valor internacional desse patrimônio criado com a ajuda de Mussolini vem crescendo até atingir os 500 milhões de libras.

Em 2006, no auge da mais recente bolha imobiliária, o Vaticano investiu 15 milhões de libras desse dinheiro para adquirir o imóvel do nº 30, St. James' Square. Outros imóveis britânicos controlados pela igreja ficam em 168 New Bond Street e na cidade de Coventry. O Vaticano também controla edifícios de apartamentos em Paris e na Suíça.

O aspecto surpreendente da história, para alguns, será o esforço do Vaticano para preservar o sigilo sobre os milhões de Mussolini. O edifício da St. James' Square foi adquirido por uma empresa chamada British Grolux Investment, que detém outros imóveis no Reino Unido.

O registro de empresas britânico não revela os verdadeiros proprietários da empresa e não menciona o Vaticano.

Menciona dois acionistas nominais, ambos proeminentes executivos bancários católicos: John Varley, que até recentemente presidia o Barclays Bank, e Robin Herbert, ex-executivo do banco de investimento Leopold Joseph.

O "Guardian" enviou cartas a ambos perguntando a quem eles representavam, mas não recebeu respostas. A lei britânica permite que os verdadeiros proprietários de uma empresa sejam protegidos por sócios nominais.

BANQUEIRO

Os investimentos com o dinheiro de Mussolini no Reino Unido são controlados hoje, em companhia de outras propriedades europeias e de uma subsidiária de câmbio, por um funcionário do Vaticano em Roma, Paolo Mennini, que opera como banqueiro de investimento do papa.

Mennini comanda uma divisão especial do Vaticano, a divisão extraordinária da Amministrazione del Patrimonio della Sede Apostolica, que administra o chamado "patrimônio da Santa Sé".

De acordo com um relatório do Conselho da Europa no ano passado, que investigou os controles financeiros do Vaticano, os ativos controlados pela divisão de Mennini superam € 680 milhões.

Embora o sigilo quanto à origem fascista da riqueza papal pudesse ser compreensível durante a guerra, o que fica menos claro é o motivo para que o Vaticano tenha continuado a guardar segredo sobre suas propriedades em Londres mesmo depois que sua estrutura financeira foi reorganizada, em 1999.

O "Guardian" perguntou ao representante do Vaticano em Londres, o núncio apostólico Antonio Mennini, por que o papado continuava a manter tanto segredo sobre seus investimentos imobiliários na cidade. Também perguntou em que o papa gastava a receita gerada por eles.

Confirmando sua tradição de silêncio sobre o tema, um porta-voz da Igreja Católica afirmou que o núncio nada tinha a declarar.







Fonte: Folha

Papa Bento 16 vai deixar o cargo dia 28


O Papa Bento 16 anunciou, nesta segunda-feira, que vai renunciar do cargo no próximo dia 28.

O Papa disse em um comunicado que está "plenamente consciente da dimensão do seu gesto" e que renuncia do cargo por livre e espontânea vontade.

Ainda de acordo com o documento, um dos motivos da renúncia seria sua idade avançada. O Papa tem 85 anos. Nascido na Alemanha no dia 16 de abril de 1927, ele é o pontífice númer 265 da Igreja Católica e o sétimo Chefe de Estado do Vaticano.

Um conclave será covocado para escolher o próximo pontífice.

O pontificado de Bento 16 começou em abril de 2005, após a morte do Papa João Paulo 2º.

O último Papa a renunciar foi Gregório XII, em 1415.

Leia abaixo a íntegra do comunicado do Papa Bento 16:

"Queridísimos irmãos,

Convoquei-os a este Consistório, não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar-vos uma decisão de grande importância para a vida da Igreja.

Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino. Sou muito consciente que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também e em não menor grau sofrendo e rezando.

No entanto, no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para conduzir a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado.

Por isso, sendo muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao Ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos Cardeais em 19 de abril de 2005, de modo que, desde 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro ficará vaga e deverá ser convocado, por meio de quem tem competências, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Queridísimos irmãos, lhes dou as graças de coração por todo o amor e o trabalho com que levastes junto a mim o peso de meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos.

Agora, confiamos à Igreja o cuidado de seu Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e suplicamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista com sua materna bondade os Cardeais a escolherem o novo Sumo Pontífice. Quanto ao que diz respeito a mim, também no futuro, gostaria de servir de todo coração à Santa Igreja de Deus com uma vida dedicada à oração.

Vaticano, 10 de fevereiro 2013."








Fonte: Folha

Vaticano teria recebido mais de R$ 1 milhão por enterro de mafioso em basílica




O enterro ocorreu há mais de 20 anos

Uma fonte da Santa Sé divulgou novas informações apontando que o Vaticano enterrou um notório chefe da máfia há 22 anos em troca do pagamento de R$ 1,3 milhão de uma viúva, para permitir que seu marido pudesse descansar em uma basílica, ao lado de antigos papas.

De acordo com o contato da agência de notícias italiana Ansa, "apesar da relutância inicial", o então vigário-geral de Roma, o cardeal Ugo Poletti, "face a um montante tão conspícuo, deu sua bênção" ao sepultamento de Enrico De Pedis, chefe do grupo Banda de Magliana, de Roma. O dinheiro teria sido usado em missões e na restauração da Basílica de São Apolinário, onde o mafioso foi enterrado, ao lado de papas e cardeais, após o seu assassinato em 1990.

Na semana passada, como tentativa de combater as crescentes críticas, sobre como um notório criminoso foi enterrado em um local considerado sagrado, e ajudar a resolver o mistério sobre o assassinato que perdura há mais de 20 anos, as autoridades do Vaticano decidiram retirar os restos mortais de De Pedis de sua cripta especial.

No início do mês, o procurador Giancarlo Capaldo afirmou que altos funcionários do Vaticano sabiam muito mais do revelavam sobre as ligações do chefe da Magliana com a Santa Sé e o suposto sequestro e assassinato de Emanuela Orlandi, 15 anos, filha de um funcionário do Vaticano, em 1983. "Há pessoas que ainda estão vivas, e ainda estão dentro do Vaticano, que sabem a verdade", acrescentou.

Para alguns, o pai da garota tinha provas que ligavam o Instituto per le Opere di Religione, banco do Vaticano, ao crime organizado e De Pedis. Para mantê-lo em silêncio, o sequestro foi organizado.








Fonte: Pop

Comissão do Vaticano aprova milagre atribuído à Nhá Chica


Grupo formado por médicos concluiu que cura de professora não tem explicação científica



Uma comissão formada por médicos do Vaticano estudou e aprovou o milagre atribuído à Venerável Francisca de Paula de Jesus, Nhá Chica. Segundo o postulador da causa de beatificação, Paolo Vilota, os sete médicos chegaram à conclusão que a cura não tem explicação científica.

A cura aceita pela Comissão de Médicos do Vaticano, que deu início ao processo de Beatificação de Nhá Chica, refere-se a uma professora aposentada de Caxambu (MG), que pediu a intercessão da Venerável e teve resolvido, sem necessitar de cirurgia, um problema congênito muito grave no coração. O fato se deu em 1995 e, desde então, a aposentada faz exames regulares comprovando que o problema jamais voltou.

Ana Lúcia Meirelles Leite, 65 descobriu que tinha um defeito congênito no coração quando foi submetida a exames médicos, logo após uma isquemia, em julho daquele ano. Na véspera da cirurgia, a professora foi acometida de uma febre muito alta, que a impediu de realizar a operação, que foi marcada para uma nova data. Ao fazer a cirurgia, o médico constatou que a abertura no coração havia fechado, sem necessidade de cirurgia. Médicos de Baependi, Pouso Alegre, Belo Horizonte e São Paulo deram testemunho de que a medicina não explicava o acontecido, que não havia possibilidade de cura sem a cirurgia.

No dia 8 de junho de 2010, no Vaticano, uma Comissão de Cardeais deu parecer favorável às virtudes da Serva de Deus Nhá Chica, e no dia 14 de janeiro de 2011, Papa Bento XVI aprovou as suas virtudes heroicas: castidade, obediência, fé, pobreza, esperança, caridade, fortaleza, prudência, temperança, justiça e humildade.

Agora, a conclusão dos médicos passará por uma comissão de cardeais e bispos. Havendo confirmação, o Papa Bento XVI deverá assinar o decreto de beatificação.







Fonte:eptv

Vaticano fará reunião sobre pedofilia em fevereiro de 2012

Uma importante reunião será realizada em fevereiro de 2012 em Roma destinada a reunir bispos e chefes de congregações religiosas para dar uma "resposta global aos problemas de pedofilia", anunciou nesta segunda-feira a assessoria de imprensa do Vaticano.

"Esse importante simpósio é organizado pela Universidade Pontifícia Gregoriana", indicou a assessoria.

No simpósio participarão cerca de 200 pessoas, entre bispos, superiores das congreções religiosas (jesuítas, dominicanos, franciscanos, etc.), acrescentou a fonte.

O objetivo da reunião é responder adequadamente à demanda de diretrizes de luta contra a pedofilia formulada em maio passado pela Congregação da Doutrina da Fé.


Da AFP Paris









Fonte:pernambuco.com

Família de gêmos de úteros didelfos atribui gravidez a Padre Victor

Nascimento da primeira filha da mãe dos gêmeos está sendo analisado pelo Vaticano


A família dos bebês que nasceram em uma mulher com úteros didelfos, ou seja, dois úteros completos ao invés de um, em Três Pontas, no Sul de Minas, acredita que a gravidez foi um milagre de Padre Víctor. A mãe já havia pedido a intervenção do religioso no nascimento da outra filha, há sete anos. O possível milagre está sendo analisado pelo Vaticano, no processo de beatificação do padre. As crianças foram registradas em homenagem ao religioso: Isabela Vita Leopoldina e Mateus Victor Leopoldino. A devoção da mãe, Jucéa, pelo padre é tão grande, que ela passou o parto inteiro com uma relíquia de Padre Victor nas mãos.

A história de fé em Padre Victor começou quando Jucéa ficou grávida pela primeira vez de Bianca, sua primeira filha. A gravidez foi complicada e o parto foi considerado uma vitória pelos médicos, já que ela tem dois úteros.

A mãe e as crianças foram para casa nesta sexta-feira (27). Antes de ir para a residência, a família foi na Igreja Matriz de Nossa Senhora D´ajuda para agradecer a bênção.








Fonte:eptv

Vaticano aprova documentação sobre vida e virtudes de Padre Victor

Aprovação é passo para que religioso seja reconhecido como Venerável



O Vaticano aprovou na tarde desta sexta-feira (13) a documentação enviada sobre a vida e virtudes de Padre Victor. Esta etapa possibilita a candidatura do religioso ao título de Venerável, que será concedido caso um milagre ligado ao padre seja comprovado.

Segundo a Associação Padre Victor, em Três Pontas, entidade que cuida do processo de beatificação no Brasil, um milagre está sendo investigado para ser anexado ao processo em Roma. O processo de beatificação começou a ser feito em 1993. A documentação está em Roma desde 2002.

O padre

Padre Victor nasceu em Campanha - MG, no dia 12 de abril de 1827. Em 1852, se estabeleceu em Três Pontas. Paroquiou na cidade por 53 anos, quando morreu no dia 23 de setembro de 1905.






Fonte:eptv