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Prefeito e vice de Campo do Meio são suspeitos de corromper eleitores

Robson Machado de Sá é acusado de corrupção eleitoral nas eleições municipais de 2012

Robson Machado de Sá e o vice Guilherme Miarelli Machado são flagrados em vídeo entregue à Polícia Federal de Varginha, no Sul de Minas, por duas mulheres que teriam recebido proposta para apoiar a candidatura deles

O prefeito e o vice-prefeito de Campo da Meio, município do Sul de Minas, foram denunciados pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), na última semana do mês de agosto. A dupla é suspeita de corromper duas eleitoras para a obtenção de votos nas eleições municipais de 2012.

Robson Machado de Sá e o vice Guilherme Miarelli Machado tiveram seus nomes publicados em uma denúncia feita no dia 29. Conforme informações do Ministério Público Federal (MPF), a dupla prometeu nomear M.G.M.L.M., e a filha M.M.M., para cargos de Agente de Saúde do município.

A tentativa de corrupção teria sido filmada pelas eleitoras e entregue a Polícia Federal de Varginha, cidade da mesma região. No entanto, em conversa com a reportagem de O TEMPO, o prefeito do município nega as acusações. "Já fomos julgados e absolvidos em 1ª e 2ª instância. Fomos absolvidos por cinco votos a um", declarou Robson.

O acusado declarou ainda que este é um processo antigo e disse não ter sido notificado. Sobre a denúncia feita no dia 29 de agosto."Nós fomos pegos de surpresa pela publicação. Não fomos avisados ainda sobre este novo processo. Vamos aguardar uma notificação oficial", reiterou  Marina Pimenta advogada dos acusados.

O texto do MPF informa que, no dia 3 de setembro de 2012, M.G.M.L.M havia sido aprovada em concurso municipal, mas a classificação alcançada havia permitido que ela fosse chamada de imediato, ficando como excedente. A denúncia explica que o então candidato a prefeitura e seu vice na chapa, teriam se dirigido até a residência da concursada e prometido que se ela retirasse da fachada de sua casa, uma placa de apoio ao concorrente na eleição, a mulher seria chamada para ocupar o cargo público.

A denúncia ainda sita que a mulher teria ligado para o então prefeito da cidade na época que teria confirmado que ela na fila de espera ela seria a próxima a ser chamada, mas, claro, se apoiasse a chapa de Robson.

Com medo, M.M.M pediu para que a dupla voltasse a sua casa em uma outra data para fechar o acordo. No dia 7, eles retornaram e a conversa foi gravada por meio de uma uma câmera escondida em uma caneta. Segundo o vídeo, a nomeação aconteceria no dia 8 de outubro do próximo ano - no caso em 2013. Os candidatos pediram, ainda, para que as eleitoral mantassem  a conversa em sigilo.

Cinco dias após a conversa, o vídeo foi entregue a Delegacia da Polícia Federal, em Varginha, na mesma região. Um inquérito foi instaurado e ficou comprovado o crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral, que afirma diz ser crime “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outros, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.

"Isso foi uma manobra da oposição. Armaram pra mim, mas eu já fui inocentado", encerrou o prefeito.

Para este tipo de crime, os denunciados estarão sujeitos a pena de até 4 anos de reclusão e pagamento de 5 a 15 dias-multa.






Fonte: O Tempo

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Evangélicos lançam campanha pelo fim da manipulação do voto nas igrejas

Caio Marçal missionário da Igreja Batista da Redenção em Belo Horizonte

A busca frenética pelo voto evangélico é uma marca das eleições em todo o Brasil, não importa qual seja o cargo disputado. Frequentemente os candidatos se aliam aos líderes religiosos para conquistar a simpatia dos evangélicos e, sem nenhum constrangimento, pedem votos dentro dos templos e durante os cultos. Algumas vezes de maneira nada republicana. Nas 100 maiores cidades mineiras, 271 pastores evangélicos disputam vagas nas câmaras municipais, contra apenas sete padres. Mas essa corrida não é sem motivo, afinal a população evangélica no Brasil representa, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 42,3 milhões de pessoas.

Mas nem todos os que professam essa religião concordam com a prática, batizada de “voto de cajado”, referência ao voto de cabresto, tão comum nos tempos do coronelismo, no meio religioso. Por isso, um grupo que reúne cristãos ligados à defesa da cidadania, dos direitos sociais e da justiça resolveu se mobilizar e lançar no meio evangélico uma campanha nacional de conscientização.


“Queremos abrir um diálogo para repensar o modo de participação dos evangélicos na política”, afirma Caio Marçal, missionário da Igreja Batista da Redenção, em Belo Horizonte, e secretário de mobilização do grupo, batizado de Rede Fale. “O pastor pode participar da formação política de suas ovelhas, mas deve evitar o processo de manipulação político-partidária. A intenção não é afastar o público cristão dessa temática, mas clarificar esse assunto para que a igreja possa participar da vida da cidade, inclusive a política, de forma qualificada e ética”, defende Caio.

No dia 22, a Rede Fale promove na capital mineira um debate sobre o tema na Comunidade Cristã Caverna de Adulão, para discutir os perigos da manipulação do voto nas igrejas e a postura dos cristão ante a política e as eleições. Eventos semelhantes vão ocorrer na mesma semana em São Paulo, Aracaju, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Para Flávio Conrado, doutor em antropologia, o voto evangélico segue a lógica da identificação e do reconhecimento que um igual, no caso um irmão ou irmã na fé ou alguém teoricamente de confiança de seu pastor ou líder, estará atento para as problemáticas da comunidade religiosa. Mas, em muitos casos, segundo ele, os pastores e líderes se orientam por uma visão essencialmente pragmática da política, sem conteúdo ideológico. Para ele, a única maneira de romper isso é por meio da educação baseada em valores republicanos e democráticos, informação e discussão das propostas dos candidatos, além de maior maturidade política e integridade ética por parte dos membros e pastores das igrejas evangélicas. “É preciso avaliar melhor a indicação do pastor ou do líder evangélico. É preciso que o eleitor estude melhor a história dos candidatos, que analise suas propostas, que tenha uma visão mais global dos partidos, julgando não só pelo grau de empatia com o segmento evangélico, mas por critérios mais republicanos”, defende Conrado, estudioso da participação político-eleitoral dos evangélicos.

LIBERDADE 
Apesar da romaria em busca do voto evangélico, para o antropólogo, a indicação do pastor não significa adesão automática a um candidato. “Depende muito da conjuntura, e o chamado voto de cajado tem se provado mais efetivo em mandatos legislativos, e, mesmo assim, não se pode confiar em 100% de ‘conversão’ da indicação em voto.”

A campanha contra o voto de cajado também conta com o engajamento de pastores evangélicos. Para Christian Gillis, pastor da Igreja Batista da Redenção, toda ação em prol da plena liberdade de escolha política deve ser adotada pelos líderes religiosos de todas as correntes. “O voto tem que ser livre de todo tipo de controle e pressão, seja esse domínio de natureza religiosa ou secular. Isso é fundamental para o desenvolvimento da democracia. É preciso alertar contra toda forma de manipulação eleitoral, seja de que matriz for.” Segundo ele, o voto tutelado é uma “prática nefanda que obviamente não se limita aos segmentos evangélicos”. Essa prática, de acordo com ele, reflete “parcialmente os costumes da mesma sociedade”. Otimista, ele avalia uma melhora na “arte de escolher aquilo que trará mais bem comum” . “Isso é resultado dos diversos movimentos, inclusive cristãos, que buscam elucidar bons critérios para a escolha de governantes e legisladores.”







Fonte:Estado de Minas

Candidata a vereadora pede voto de maneira inusitada


A funkeira Suelem Aline Mendes da Silva, a Mulher Pêra, candidata a vereadora pelo PTdoB em São Paulo, esboçou sua mais nova tática para atrair o eleitorado paulistano para suas bases eleitoreiras.

Após atingir a marca de 50 mil seguidores no Twitter, a concorrente a uma cadeira na Câmara da capital divulgou em seu site uma foto em que aparece numa posição ousada.

Em texto publicado junto com a imagem, Pêra descreve suas propostas de campanha e explica: “sou guerreira, funkeira, e mulher de marketing. Assim sendo, fiz essa foto apenas para chamar a atenção e marcar o meu número (…),  sem a ideia de me vulgarizar”. Caso seja eleita a a Mulher Pêra, prometeu  mostrar seu “piercing íntimo”.

Pelo visto a moça quer mostrar o seu talento na Câmara Municipal paulistana.

Ex-prefeito de Borda da Mata é condenado a 3,5 anos de prisão


O ex-prefeito de Borda da Mata (MG), Benedito Cobra Filho, foi condenado na Justiça Eleitoral por corrupção e formação de quadrilha.

Além dele, também receberam a sentença o ex-vereador Clayton Serafim da Silva, o sobrinho do ex-prefeito e tesoureiro da prefeitura na época, João Pessoa Cobra Júnior e Lúcio Duarte Dantas, casado com uma sobrinha do ex-prefeito e que era coordenador da campanha à reeleição. Todos foram condenados em primeira instância a 3,5 anos de prisão em regime semiaberto.

Às vésperas das eleições municipais de 2008, a polícia prendeu três pessoas na cidade suspeitas de tentar comprar votos. Com eles havia R$ 500 em dinheiro e uma lista com nomes de eleitores. Depois do flagrante, o Ministério Público Eleitoral denunciou seis pessoas. Duas foram absolvidas pela Justiça Eleitoral.
Os réus foram condenados também ao pagamento de multa, que chega a 15 salários mínimos. Os envolvidos podem recorrer em liberdade.






Fonte: G1

TRE-MG divulga resultados da recontagem de votos para deputado

Totalização estará disponível para consulta na internet


Os resultados da totalização de votos para deputados estaduais e federais das eleições de 2010 estarão disponíveis para consulta a partir desta quinta-feira (16), no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) de Minas Gerais.

A recontagem foi feita na quarta-feira (15) por causa de candidatos que estavam respondendo a processos de registro de candidatura.

Segundo o TRE, o maior impacto nos resultados foi a totalização dos votos do ex-prefeito de Lavras, Carlos Alberto Pereira, que passa a ser o segundo suplente do PDT na Câmara Federal. Ele obteve 58.544 votos.







Fonte:eptv