As eleições do último domingo (3) foram positivas especialmente para o Sul de Minas Gerais. A região aumentou sua representatividade na Assembléia Legislativa com a eleição de 9 deputados. Um aumento de 50% em relação à atual legislatura que tem 6 representantes com domicílio eleitoral no Sul de Minas.
Além de aumentar sua representatividade no Estado, o Sul de Minas manteve o mesmo número de deputados na Câmara Federal. Mais uma vez, a região elegeu 6 representantes que vão atuar em Brasília (DF).
Análise
A cientista política Vanilda Aparecida dos Santos: quantidade não quer dizer qualidade
Para saber o que significa esse aumento de representantes para a região, a reportagem do EPTV.com ouviu a cientista política Vanilda Aparecida dos Santos, graduada pela Universidade Paris VIII, na França. Segundo a cientista, mais do que quantidade, o importante é saber a qualidade dos políticos que foram eleitos.
"O aumento de deputados é positivo do ponto de vista da própria democracia, uma vez que as questões são decididas pelo voto. Os interesses da região ganham força a partir do momento em que há mais representantes. Representar significa trabalhar em direção dos interesses da região. Tão importante quanto a quantidade é a qualidade de nossos representantes".
Dos 15 candidatos do Sul de Minas que foram eleitos, 11 já são conhecidos do eleitor da região. Apenas 4 dos eleitos foram escolhidos pela 1ª vez. Todos os novatos são deputados estaduais. Entre eles não há presença de nenhuma mulher. Os eleitos representam 11 partidos diferentes. Para a cientista política, a reeleição de nomes já conhecidos mostra uma tendência de continuidade.
"Em Minas Gerais, assim como na maior parte do país, candidatos que tinham como principal plataforma de governo de campanha a continuidade do governo anterior saíram-se vitoriosos. Percebemos uma eleição marcada pelo sentimento de bem-estar da população. Este sentimento pode ser explicado pelo ambiente econômico positivo que o Brasil está vivenciando, pelo crescimento da renda e pela expansão do crédito. O resultado do 1º turno deixou claro que o eleitor vota mais pensando em seu bem-estar do que de acordo com as convicções ideológicas subjetivas".
Fonte:eptv








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