Natal...como é bom sonhar!

Crianças abrem o coração e falam de amor, fantasias e presentes


Dia de festa para uns, de sonhos para outros e de muita esperança para os que consideram o Natal a melhor data para celebrar a solidariedade. Neste dia de Natal, nas casas, parques e praças, a criançada se esbalda com bonecas, bolas, carrinhos, jogos de última geração e outros presentes que Papai Noel deixou nos seus sapatinhos. Mas há meninos e meninas que não têm essa sorte e se contentam com um abraço no bom velhinho, mesmo que ele seja de borracha. Para tornar a fantasia realidade, milhares de voluntários procuram proporcionar momentos de alegria à garotada: levam presentes em troca de um sorriso.

Foi amor à primeira vista. As mãos de Aiane, de 6 anos, não pararam um minuto sequer de percorrer os fios macios da longa barba, o gorro vermelho, o casaco de lapela branca e a fivela do cinto. Eletrizada pela oportunidade de chegar, pela primeira vez na vida, tão perto de Papai Noel, a menina de cara sapeca beijou a face rechonchuda e ainda ficou um tempo de olhos fechados, pedindo o seu presente. “Ele é bonito, bonitinho”, repetiu a garota, sem se incomodar de não ouvir resposta, pois, no lugar de um coração, voz e sentimento, o bom velhinho sentado no banco era feito apenas de fantasia, espuma e silêncio.

Moradora do Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, Aiane disse, depois de alguns minutos, que este é o melhor Natal de sua vida: “Nunca vou esquecer o encontro com Papai Noel. É o meu dia mais feliz…Ele existe mesmo!” Como criança não perde a esperança nem a paciência, ela acredita que, desta vez, ganha “uma boneca que fala”, como pede há alguns dezembros. Sem mais tempo para fantasias ou excesso de realidade, a pequena saiu correndo toda serelepe pelos jardins da Praça da Liberdade, onde há papéis-noéis de todos os tamanhos, trenós e renas, bengalas coloridas e outros símbolos que, nesta época, fazem a criançada sorrir. E imaginar.

Pelo olhar da mãe, a doméstica Késia de Souza, de 29, o pedido a Papai Noel vai ter que esperar. “Estava desempregada e comecei no novo serviço dia 1º. A situação está difícil e tenho mais quatro filhos”, contou Késia, que nunca soube o que é decorar a casa com guirlandas coloridas, enfeitar a árvore com bolas de vidro ou saborear a ceia na noite do nascimento de Jesus. “A gente mal tem para comer”, revela sem perder o bom humor.

Mas como diz a canção "Então é Natal..."

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pela visita !

Seu comentário será publicado depois de moderado.

Para parcerias contato via e-mail.