Polícia indicia 41 atleticanos por barbárie contra cruzeirense

Há pouco mais de um mês, os brasileiros puderam presenciar o quão brutal pode ser a briga entre torcidas. O espancamento até a morte do torcedor cruzeirense Otávio Fernandes, 19, na região Centro-Sul da capital mineira, foi registrado pelas câmeras do circuito de segurança de um shopping. O que os responsáveis pela barbárie não imaginavam era que as imagens seriam fundamentais para que o crime não ficasse impune. Com base nelas, a Polícia Civil indiciou, ontem, 41 torcedores atleticanos pelo assassinato.

Do total de envolvidos na agressão, oito estão presos e dois, foragidos. A polícia já solicitou que a prisão temporária de todos seja revertida em preventiva (por tempo indeterminado). Os outros 31 atleticanos irão responder ao processo em liberdade por lesão corporal. A apreensão de dois menores que também participaram da briga será solicitada.

O presidente da Galoucura, Roberto Augusto Pereira, o Bocão, e o vice, William Palumbo, o Ferrugem, vão responder por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e lesão corporal (veja as demais acusações no quadro abaixo). Segundo a polícia, os dirigentes da torcida não participaram diretamente da agressão, mas incitaram os ataques.

O crime que resultou na morte do cruzeirense também deixou outros dois torcedores do time celeste feridos. A confusão entre integrantes da Máfia Azul e Galoucura aconteceu no dia 27 de novembro do ano passado, em frente ao Chevrolet Hall, na Savassi, onde ocorria um evento de luta livre. Otávio foi espancado com barras de ferro e placas de trânsito até a morte.

Continuidade. Mesmo com os indiciamentos, a Polícia Civil não encerrou as investigações. Ainda são procurados mais dois torcedores que aparecem nas imagens agredindo o cruzeirense, mas que ainda não foram identificados. Um deles aparece dando chutes na cabeça de Otávio. Testemunhas citaram os dois agressores, mas não souberam nem mesmo informar o apelido dos mesmos.

Para o delegado Wagner Pinto, chefe da Divisão de Crimes contra a Vida (DCCV), todos os 41 indiciados têm alguma participação no crime, agredindo ou impedindo socorro do torcedor.
"A motivação foi justamente a briga generalizada em que dirigentes da torcida, Ferrugem e Bocão, lideraram a ação. Ficou claro nas investigações que os cruzeirenses não provocaram os atleticanos".

Com 288 páginas distribuídas em três volumes, o inquérito deverá ser remetido ao Ministério Público, que decidirá se vai oferecer a denúncia à Justiça.



Fonte:otempo.com.br

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pela visita !

Seu comentário será publicado depois de moderado.

Para parcerias contato via e-mail.