Apesar das diversas hipóteses levantadas em torno da morte do casal de universitários, que tiveram os corpos encontrados nesta quinta-feira em uma pousada em Brumadinho, na região Metropolitana de Belo Horizonte, a polícia trabalha mesmo com a suspeita de envenenamento.
Segundo um primo de Alessandra Paolinelli Barros, que não quis se identificar, é por este e outros motivos que a família não quer se comunicar com a imprensa, principalmente pela hipótese de suicídio, coisa que nenhum amigo ou familiar acredita. “Chegaram a falar que um bilhete de despedida foi encontrado na casa da minha tia, mas isso não é verdade. Infelizmente não está tendo respeito com a dor da família”, afirma.
Sobre outra hipótese levantada, de que o pescoço da jovem estaria quebrado, o primo dela diz que isso também não foi passado aos familiares. “O que nos passaram é que não havia marcas de violência no corpo de nenhum dos dois e que a hipótese mais provável é de envenenamento. Apenas um corte no supercílio dele foi visto”, explica.
A família de Alessandra esteve na noite desta quarta-feira no IML da capital, inclusive a mãe dela, que estava no Amazonas. O corpo da jovem passará por necropsia para saber os reais motivos da morte. O resultado deve sair em 60 dias. O primo de Alessandra não soube informar detalhes sobre o velório e enterro da estudante.
De acordo com o delegado Wagner Pinto, chefe da Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte, que assumiu o caso, ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa. A principal linha de investigação é mesmo o envenenamento por não ter nenhuma marca de agressão física que levasse a morte dos dois universitários. Ele disse que aguarda os laudos para poder apontar o direcionamento das investigações. Ainda segundo o delegado, as hipóteses levantadas até o momento são de homicídio seguido de suicídio ou duplo suicídio.
Fonte:otempo.com.br








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