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Mineiros são mais depressivos do que a média do país, diz IBGE

Estado tem 11,1% de incidência de casos, contra 7,6% da média no Brasil, mostra estudo

Pressão alta. Doença atinge 31,3 milhões de pessoas no país; número é maior entre os idosos

A população mineira sofre mais de depressão do que o restante do Brasil. Esse dado foi revelado pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. Enquanto a média brasileira é de 7,6%, em Minas, o número é de 11,1%. A pesquisa foi feita entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014, e 63 mil pessoas foram entrevistadas.

A advogada Izabella, 29, está nas estatísticas de depressão. Ela foi diagnosticada há cerca de quatro meses e, desde então, está em tratamento. “Meu ex-namorado começou a ‘ficar’ com uma menina, e ela me mandava mensagens o tempo todo. Isso foi a gota d’água para vir à tona um problema que, depois, eu descobri que já tinha havia muito tempo”, conta. Ela diz que começou a ter vários sintomas: além de uma tristeza profunda, ela não sentia vontade de fazer nada, não queria sair de casa, chorava muito e se sentia irritada com muita frequência.

De acordo com o psiquiatra Maurício Lobo de Rezende, presidente da Associação Mineira de Psiquiatria, esses sintomas são o que diferencia a depressão de quadros de tristeza. “Para se diagnosticar a depressão, é preciso que haja irritabilidade, intolerância, nervosismo, desânimo, cansaço, perda da capacidade de sentir prazer, dores pelo corpo e, algumas vezes, tonteiras, insônia, esquecimento. A tristeza é um dos sintomas da depressão e, em alguns casos, ela pode nem estar presente”, explica.

A frequente confusão entre depressão e tristeza, aliás, é como Rezende explica os números da doença em Minas. “Em se tratando de depressão, entrevistas com respostas espontâneas dos participantes podem registrar sentimentos de tristeza como depressão. Isso pode causar confusão nos dados”, afirma ele, observando que os dados epidemiológicos do país apontam que a incidência de depressão, na verdade, costuma girar em torno de 20%.

Outras doenças. A PNS revelou também que 24% dos mineiros sofrem de hipertensão, contra 21,4% da média brasileira. Quando se trata de colesterol alto, o Estado tem 14,8% de casos – quando o Brasil tem média de 12,5%. A incidência de diabetes também se mostrou levemente superior aqui: 6,4%, contra 6,2% da média Brasil. Minas só ficou atrás nos problemas de coluna, em que tivemos média de 17,6%, enquanto o Brasil tem 18,5%.

Procedimento
Coleta para exames. A pesquisa de saúde divulgada ontem é a primeira em âmbito nacional a coletar amostras de sangue e de urina da população entrevistada, o que confere mais precisão aos resultados.

21,4% afirmam ter hipertensão
Rio de Janeiro. A hipertensão, importante fator de risco para doenças cardiovasculares, atinge um em cada cinco brasileiros – 31,3 milhões de pessoas relataram ter sido diagnosticadas com pressão alta. Deste total, 14,1% foram internados por complicações provocadas pela doença.
As mulheres foram mais diagnosticadas do que os homens, 24,2% delas ante 18,3% deles. A proporção de homens e mulheres que sofre de pressão alta é maior conforme aumenta a idade – a partir dos 65 anos, a enfermidade afeta mais da metade da população.

Muita gordura
Maus Hábitos. A pesquisa revelou ainda dados sobre o estilo de vida do brasileiro. 37,2% das pessoas de 18 anos ou mais de idade consomem carne ou frango com excesso de gordura no país, sendo a maioria na região Centro-Oeste (45,7%) e a minoria do Nordeste (29,7%). Deste total, quase a metade (47,2%) dos homens ingerem gordura nesses alimentos, contra 28,3% de mulheres.

Poucas frutas
Abaixo do ideal. O percentual de pessoas com 18 anos ou mais que consumiam a porção recomendada de hortaliças e frutas chegava a 37,3% – sendo a maioria mulher (39,4%), contra 34,8% de homens. A maioria com idade de 60 anos ou mais (40,1%). Outro dado é que as pessoas com menos instrução (33%) consomem menos desses alimentos que os graduados (45,9%).






Fonte:RAQUEL SODRÉ / O Tempo

Graviola: sabor e benefícios para a sua saúde

Você gosta de frutas? Então, saiba que todas elas têm inúmeros benefícios para a nossa saúde. Um grande exemplo dentre essas frutas é a graviola, uma fruta originária das Antilhas, mais comuns nas regiões quentes e úmidas da Américas Latina, inclusive, no Brasil. Poucas pessoas conhecem a fruta in natura e ela é frequentemente mais consumida em forma de sucos, vitaminas, gelatinas, sorvetes, polpas e outros produtos.

A fruta, que tem o sabor semelhante ao da fruta do conde, é considerada por muita gente uma fruta exageradamente doce. Porém, existem muitas pessoas que apreciam o seu sabor.

Mas a graviola não é uma fruta que chama atenção somente pelo seu formato, que se assemelha ao coração, e seu sabor. Uma das grandes características da fruta é ser nutricionalmente rica e proporcionar benefícios que só ela pode, lembrando que todas as partes da fruta podem ser utilizadas. Confira.

Os benefícios da graviola
As folhas da graviola são muito utilizadas para tratar diversas doenças. Existem mitos e verdades a respeito. O importante é sempre comunicar o seu médico antes do uso.

Tratamento do câncer – O que mais tem sido falado a respeito da graviola é a sua capacidade de promover tratamento contra o câncer. Porém, embora alguns médicos e herbalistas acreditem na sua capacidade de matar células cancerígenas, ainda não há as comprovações necessárias.

No entanto, as folhas já são utilizadas como suplemento alimentar para pessoas que estão passando por tratamento contra o câncer.

Trata do sistema digestivo – A fruta é muito utilizada, em alguns países, para tratar de diarreias e disenterias, pois acredita-se que a sua folha pode matar parasitas e vermes, enquanto o seu suco limpa o corpo, eliminando parasitas e toxinas que fazem mal.

Trata a febre – De acordo com a Base de Nutrição Raintree, é comum, em alguns países da América Latina, a utilização das folhas e o suco da graviola para diminuir a temperatura corporal, em casos de febre. No Peru, por exemplo, acredita-se que o chá e o suco da fruta são capazes de aliviar inflamações na membrana mucosa e criar uma casca de refrigeração corporal.

Um sedativo – Pessoas de alguns países costumam utilizar as folhas e as raízes da graviola como um sedativo e costumam também utilizá-las como um tratamento natural para problemas no coração. Entretanto, ainda não existem estudos que confirmem a sua eficácia nesse sentido.

Um remédio natural para a depressão – Acredita-se que os compostos da graviola são capazes de inibir a receptação de serotonina, uma substância responsável por controlar o humor, emoções (tristeza, felicidade, ansiedade) e impactos, mas que, se desiquilibrada, pode causar depressão.


Porém, cuidado….
Segundo algumas opiniões, o tratamento prolongado com a graviola pode causar alguns prejuízos à saúde, porque a planta também mata bactérias benéficas presentes na pele, no intestino e na vagina, bactérias essas que são necessárias para a proteção desses locais.

Uma outra questão é que, embora não haja estudos que comprovem a relação, as mesmas substâncias presentes na graviola foram encontradas em pessoas que sofrem da Doença de Parkinson.

Por enquanto, são especulações. Porém, é sempre bom ter cuidado. Não adote qualquer tratamento sem a opinião de um médico.

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Escrito por: Daysi Pacheco




Fonte:www.colmeia.blog.br

Mortes por depressão crescem 705% em 16 anos, no Brasil

Os dados mostram que, em 1996, 58 pessoas morreram por uma causa associada à depressão


Em 16 anos, o número de mortes relacionadas com depressão cresceu 705% no Brasil, mostra levantamento inédito feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base nos dados do sistema de mortalidade do Datasus. Estão incluídos na estatística casos de suicídio e outras mortes motivadas por problemas de saúde decorrentes de episódios depressivos.

Foi a depressão, somada à dependência química, o que provavelmente levou o ator americano Robin William, de 63 anos, a se matar, na segunda-feira passada, dia 11. Os dados mostram que, em 1996, 58 pessoas morreram por uma causa associada à depressão. Em 2012, último dado disponível, foram 467.

O número total de suicídios também teve aumento significativo no Brasil. Passou de 6.743 para 10.321 no mesmo período, uma média de 28 mortes por dia. As taxas de suicídio são muito superiores às mortes associadas à depressão porque, na maioria dos casos, o atestado de óbito não traz a doença como causa associada.

No Brasil, a faixa etária correspondente à terceira idade é a que reúne as estatísticas mais preocupantes. No caso de mortes relacionadas à depressão, os maiores índices estão concentrados em pessoas com mais de 60 anos, com o ápice depois dos 80 anos.

No caso dos suicídios, embora os números absolutos não sejam maiores entre os idosos, a maior taxa de crescimento no período analisado ocorreu entre pessoas com mais de 80 anos. Entre 1996 e 2012, o suicídio cresceu 154% nesta faixa etária.

Causas

Segundo especialistas, o aumento de suicídios e de mortes associadas à depressão está relacionado com dois principais fatores: o aumento das notificações e o crescimento de casos do transtorno. "Como o assunto é mais discutido hoje, há maior procura por atendimento médico e mais diagnósticos. Mas também está provado, por estudos epidemiológicos, que a incidência da depressão tem aumentado nos últimos anos, principalmente nos grandes centros", disse Miguel Jorge, professor associado de psiquiatria da Unifesp.

Jorge explica que, além do componente genético, que pode predispor algumas pessoas à doença, fatores externos da vida atual, como o estresse e a grande competitividade profissional, podem favorecer o aparecimento da doença.

No caso dos idosos, a chegada de doenças crônicas incuráveis, o luto pela perda de pessoas próximas e a frustração por não poder mais realizar algumas atividades os tornam mais vulneráveis à depressão e ao suicídio. "Um estilo de vida estressante, o uso de drogas e álcool e insatisfação em diversas áreas são fatores de risco para a doença. Fazer escolhas pessoais e profissionais que ajudem a controlar esses fatores é uma forma de prevenir a depressão", diz o especialista.



Agência Estado

Após depressão pós-parto, mãe cria blog e já tem 300 mil seguidoras

Blog criado por advogada de Santa Rita do Sapucaí
já tem mais de 300 mil seguidoras
(Foto: Reprodução EPTV)

Um blog na internet fez com que uma mãe de 30 anos que sofria de depressão pós-parto desse a volta por cima e virasse um fenômeno na internet. Com mais de 300 mil seguidoras, a advogada Isabelle Araújo Carvalho de Andrade, de Santa Rita do Sapucaí (MG), que viveu momentos de angústia e frustração no nascimento da primeira filha, hoje dá conselhos para mães que passam pelo mesmo problema.

Mesmo focada na vida profissional, Isabelle nunca perdeu de vista o sonho de ser mãe. Aos 30 anos, a advogada já tinha alcançado a estabilidade desejada e só faltava a Elisa para a felicidade ficar completa. Hoje Isabelle consegue ser mãe o tempo todo, mas não foi assim quando Elisa nasceu. A advogada sofreu depressão pós-parto e viveu momentos de angústia e frustração.

A gravidez de Isabelle não foi fácil. Aos sete meses de gestação, a pressão arterial de Isabelle subiu e o parto precisou ser antecipado. Prematura, Elisa passou alguns dias na UTI. Para a mãe, o momento mais difícil foi ver o leite secar por causa do medicamento para a depressão. Para vencer a depressão pós-parto, Isabelle começou a dividir o que ela sentia com outras pessoas.


Pela internet, ela encontrou outras mães que viviam os mesmos problemas e passou a trocar experiências. O blog "De repente trintei" foi criado antes da gravidez. Mas só depois de ser mãe, Isabelle passou a interagir diariamente com os internautas.

"Quando eu me tornei mãe, percebi que eu não tinha nada e naquele momento eu passei a ter. Eu não imaginava que as pessoas iam parar para ler aqueles textos. E realmente foi uma surpresa muito grande. Hoje eu vejo inúmeras mulheres dizendo que passaram pelo mesmo problema", conta Isabelle.

Com a depressão superada, Isabelle decidiu ajudar outras pessoas e agora dá dicas no blog para manter a autoestima das seguidoras sempre nas alturas. Hoje, cerca de 10 mil pessoas visitam as páginas do blog, que já tem mais de 300 mil seguidoras. De certa forma, o blog ajudou Isabelle a ver a real importância de ser mãe.


"Descobrir a Elisa, ela descobrindo as coisas, ela me imitando, se espelhando em mim, é uma coisa maravilhosa. Passar o Dia das Mães, tê-la ao meu lado, só me faz agradecer muito a Deus", diz a advogada.


Para acessar o blog clique AQUI




Fonte Informações : G1

Como reconhecer a "Depressão" e o tratamento da doença

A DEPRESSÃO

Caracteriza-se por um estado em que o humor fica deprimido, melancólico, "para baixo".
O indivíduo sente angústia, ansiedade, desânimo, falta de energia e, sobretudo, uma tristeza profunda. Às vezes tédio e apatia sem fim. No mundo inteiro, a depressão atinge um número cada vez maior de pessoas, e dentre todos os distúrbios psiquiátricos, ela ocupa o terceiro lugar em prevalência.
O sofrimento que esta doença causa é difícil de medir, o que muitas vezes acaba retardando o diagnóstico, e pior, o tratamento. Isso, porque o portador da depressão, geralmente, não sabe como, onde ou com quem procurar auxílio e, outras vezes, porque durante a doença, o indivíduo não tem energia ou vontade para agir.
Alguns indivíduos não sabem que, com a ajuda de tratamentos adequados, não há a necessidade de suportar tamanha dor em silêncio. O importante é saber que existe tratamento e não há necessidade das pessoas ficarem tolerando tanto sofrimento.

COMO RECONHECER A DEPRESSÃO

Em geral, a pessoa com depressão percebe não estar bem, mas não aceita o diagnóstico. Ela pode apresentar alguns destes sintomas:

• Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade.
• Desânimo, cansaço mental, dificuldade de concentração, esquecimento;
• Incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades que antes da depressão eram agradáveis;
• Tendência ao isolamento tanto social como familiar;
• Apatia, desinteresse, falta de motivação;
• Falta de vontade, indecisão;
• Sentimentos de medo, insegurança, desespero, vazio;
• Pessimismo, ideias de culpa, baixa autoestima, falta de sentido na vida, inutilidade, fracasso;
• Ideias de morte e até suicídio;
• Dores e outros sintomas físicos geralmente não justificados por outros problemas médicos, tais como, cefaleias, sintomas gastrintestinais, dores pelo corpo, pressão no peito;
• Alterações do apetite;
• Redução da libido, insônia ou aumento do sono.

COMO DIFERENCIAR A TRISTEZA NORMAL DA DEPRESSÃO?

A pessoa deprimida percebe que seus sentimentos diferem de uma tristeza anteriormente sentida. Na depressão grave, ela se isola, perde o interesse por tudo. Algumas pessoas procuram ocupar-se ao máximo para distrair-se e afastar o mal-estar sentido. Podem ficar mal-humorados, sempre insatisfeitos com tudo. Lutam contra a depressão sem saber que sofrem dessa doença. Essa luta lhes rouba a pouca energia que lhes sobra. Com isso, ficam piores, mais irritados e impacientes.

RISCOS E CONSEQUÊNCIAS DA DEPRESSÃO.

Podem ser apontados alguns mais importantes:

• Perda do emprego;
• Problemas no relacionamento conjugal e familiar;
• Risco de adquirir doenças cardíacas;
• Suicídio.

FORMAS DE TRATAMENTO:

O tratamento mais indicado atualmente para a depressão é uma combinação de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, realizada por psicólogos e psiquiatras.

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO TRATAMENTO

Na verdade, a família é atingida como um todo quando um de seus membros apresenta depressão. E não é raro que surjam dificuldades entre a pessoa deprimida e o seu cônjuge, seus filhos e seus próprios pais.
O surgimento de pensamentos negativos, a tristeza e a falta de esperança podem, inclusive, retardar o tratamento. Nesse sentido, a família pode incentivar a pessoa, acompanhá-la nas consultas e conscientizá-la de que os resultados podem demorar algum tempo, mas que serão positivos.
A família deve saber que a depressão não surge por culpa da pessoa e que observar os sintomas, discutir as emoções e as dificuldades do deprimido pode ajudar muito no tratamento. A evolução e a recuperação do indivíduo deprimido dependem muito do apoio e compreensão de seus familiares.


FONTE: http://www.abrata.org.br/new/oqueE/depressao.aspx Este texto foi produzido pelos portadores de depressão que frequentam a ABRATA sob a supervisão do conselho científic

UNIFAL: Simpósio Internacional de Atenção Farmacêutica contará com palestra sobre "Depressão e Qualidade de vida"


Evento acontecerá no dia 23/05/2013

Entre as atividades do III Simpósio Internacional de Atenção Farmacêutica que acontece de 23 a 25/05/2013 na UNIFAL-MG, haverá uma palestra sobre "Depressão e Qualidade de vida".

O evento é destinado às pessoas que sofrem de depressão e necessitam ser melhor informadas a respeito.



DIA: 23/05/2013
HORÁRIO: 20h
LOCAL: Auditório Dr. João Leão de Faria
Entrada Franca.

Informações: Luciene Alves Moreira Marques, coordenadora do evento

Doenças mentais, inclusive a depressão, têm fatores genéticos em comum, diz estudo



Doenças mentais como o autismo, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), a depressão, o transtorno bipolar e a esquizofrenia podem ter em comum fatores de risco genéticos, segundo um novo estudo publicado nesta quinta-feira na revista médica britânica "The Lancet".

Cientistas do Consórcio de Genômica Psiquiátrica (na Carolina do Norte) descobriram que há variantes genéticas que influem nestas doenças que eram consideradas clinicamente diferentes. O estudo analisou e comparou os genes de mais de 33 mil pacientes com algum desses transtornos com quase 28 mil sem nenhum deles.

O objetivo da pesquisa era encontrar variações genéticas comuns que pudessem ser fatores de risco de algum dos cinco distúrbios mentais. Finalmente, foram descobertas quatro variantes genéticas comuns (duas das quais controlam os níveis de cálcio no cérebro) que parecem aumentar o risco de transtorno bipolar, depressão e esquizofrenia em adultos.

Análises posteriores revelaram que os genes que controlam os canais de cálcio — encarregados da relação entre as células do cérebro através de sinais elétricos — também podem ser importantes no desenvolvimento das cinco doenças.


Segundo o coordenador do estudo, Jordan Smoller, professor de psiquiatria de Harvard (Boston, EUA), "(a descoberta) pode mudar o modo com que definimos e diagnosticamos as doenças, baseado em causas biológicas".

— Alguns desses distúrbios têm mais relação entre si do que havíamos imaginado.

No entanto, os especialistas ainda não entendem exatamente como essas variantes estão relacionadas às doenças.

— É a primeira pista que temos sobre genes específicos e vias que podem causar uma maior suscetibilidade perante um determinado número de distúrbios.

O cientista apontou, ainda, que os fatores genéticos descobertos podem ser apenas uma pequena parte do risco que finalmente desemboca em distúrbios como a depressão e a esquizofrenia.

— Não são suficientes para prever o risco de um indivíduo. Uma pessoa pode ter todas essas variações e, por outro lado, nunca desenvolver um distúrbio psiquiátrico.








Fonte:r7

Mais de 350 milhões de pessoas têm depressão, diz OMS

Mais de 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgadas por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, que será promovido nesta quarta-feira. Segundo a OMS, a depressão é comum em todas as regiões do mundo. Um estudo realizado com o apoio da OMS mostra que em torno de 5% de pessoas sofreram com a depressão no último ano.

"As mulheres são mais propensas a sofrer com a depressão do que os homens", afirmou Shekhar Saxena, diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias Psicoativas da OMS. O número de mulheres afetadas pela depressão é 50% mais elevado que o dos homens. Esta maior prevalência nas mulheres se deve principalmente à depressão pós-parto, que afeta até uma mãe em cada cinco.

A depressão, segundo a OMS, é diferente das mudanças de humor mais comuns (Aprenda, nos vídeos abaixo, a diferenciar depressão de tristeza). Ela se manifesta por um sentimento de tristeza que dura, ao menos, duas semanas, e que impede a pessoa de levar uma vida normal. É fruto da interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Em muitas ocasiões, está relacionada com a saúde física. Uma doença cardiovascular pode, por exemplo, desencadear a depressão no enfermo. Além disso, em circunstâncias particulares, como as dificuldades econômicas, o desemprego, as catástrofes naturais e os conflitos podem aumentar o risco de a pessoa sofrer com a depressão.

Nos casos mais graves, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de um milhão de pessoas se suicida a cada ano e uma grande porcentagem delas padece de depressão profunda. "Mais de 50% das pessoas que se suicidam sofriam de depressão", diz Saxena.

Veja vídeo com palavras de especialista:

Hipnose: conheça os mitos dessa terapia, que pode tratar depressão, gagueira e até perda de peso


Sessão de hipnose: relaxamento profundo em prol da saúde Foto: Camila Maia/ 16.10.2009 / O Globo

Um pêndulo balança de um lado para o outro, frente aos olhos de um paciente vulnerável — quase fora de si. Para a maioria das pessoas, essa é a imagem que vem à mente quando o assunto é hipnose. Com mais de 300 anos de uso científico, a terapia ainda segue envolta numa aura de mistério e dúvidas. Na prática, não passa de uma técnica simples que leva a um relaxamento profundo.
— O paciente entra num transe, ou seja, um estágio entre o sono e a vigília. Há uma diminuição da frequência cerebral, a atenção fica concentrada, e a gente faz as induções de acordo com o tratamento. Não se usa pêndulo. Basta o comando da voz — explica a psicóloga e especialista em hipnose clínica, Miriam Farias.
No caso dos psicólogos, a hipnose pode ser usada como auxílio no tratamento de depressão, ansiedade, fobias, pânico, estresse, gagueira, dificuldade de aprendizado e até para perda de peso. Quando o paciente não consegue lembrar a origem do problema, é possível ainda fazer uma regressão.
— Algumas pessoas revivem o momento. Choram, se arrepiam, riem. Outras, conseguem se observar de fora, como um espectador de um episódio da sua vida — conta Miriam.
O tratamento é focal, ou seja, busca solução para uma questão de cada vez. Em média, os resultados surgem com dez sessões. No caso de André Hernandes a terapia se alongou por oito meses.
— Eu tinha dificuldade de aprendizado, de concentração. Quando comecei a hipnose, logo senti uma grande melhora. Mas, durante o tratamento foram surgindo outras questões e acabei continuando — conta o técnico de enfermagem, de 34 anos.
Também podem se especializar em hipnose clínica os profissionais de Medicina, Odontologia e Fisioterapia.
Uma aliada no trabalho
A hipnose também pode ser uma aliada do desempenho profissional. Motivação, autoestima, autoconhecimento e consciência das limitações são alguns dos tópicos trabalhados em empresas pelo hipnólogo Bruno Martins, da Humannum.
— É impressionante como as pessoas se assustam quando eu proponho o uso da hipnose. Esse estado de relaxamento, porém, faz parte de vários momentos na nossa vida, como quando você lê um livro e se desliga completamente. Não há o que temer.
Em alguns casos (como para quem sofre de insônia), o terapeuta pode passar técnicas para fazer em casa.
— Quando a pessoa está hipnotizada, ela não perde a capacidade de raciocinar — garante Miriam Farias.



Agulhas: tratamento efetivo para a depressão


Maria da Conceição recorreu à acupuntura para tratar a depressão

A depressão é a quinta doença mais frequente entre os brasileiros, conforme a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad), de 2008. Quem sofre ou já sofreu com esse mal sabe que os remédios para o tratamento são agressivos e provocam efeitos colaterais. Mas a acupuntura tem se mostrado um caminho eficaz para combater os sintomas do problema e, ao mesmo tempo, garantir qualidade de vida.

Segundo a acupunturista Luciana Meneghel, as agulhas podem amenizar sintomas como perda de interesse ou prazer pelas atividades do dia a dia, alterações de apetite ou peso, sono, dificuldades para concentrar-se ou tomar decisões, diminuição da energia, pensamentos sobre morte, planos ou tentativas de suicídio, entre outros.

“A acupuntura é livre de medicamentos e sem contraindicação. Não há efeitos colaterais e, por isso, ela é mais eficaz que os remédios. O único alerta é para que o tratamento seja realizado por um profissional capacitado”, afirma Luciana Meneghel.

Antes de começar o tratamento, o paciente passa por uma avaliação. Geralmente, as sessões são realizadas uma vez por semana e têm duração média de uma hora. O número de sessões depende das reações de cada um.


Aliados

Para o presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), Hildebrando Sábato, nos casos mais graves de depressão não se deve prescindir dos antidepressivos, e a técnica deve ser aplicada em conjunto.

Como aliado dos remédios, o tratamento com as agulhas é capaz de reduzir as doses alopáticas e ajudar na retirada dos medicamentos. “A acupuntura é interessante, por exemplo, em grávidas deprimidas, que não podem tomar medicamentos fortes”, destaca Hildebrando.

O profissional faz acupuntura na bióloga Maria da Conceição Carneiro Gonçalves, de 52 anos, há cerca de um ano e meio. Além das agulhas, o tratamento tem boas doses de conversa sobre a vida e os sentimentos da paciente.

Ela passou por situações muito difíceis desde que os pais morreram, há dois anos, em um grave acidente de carro, na BR-381. Diagnosticada com sintomas de depressão, ela se recusou a tomar antidepressivos e procurou a acupuntura.

“Achei que nunca fosse conseguir sair daquele mar de tristeza. Entendi que a depressão é um conjunto de manifestações no corpo humano e, no meu, causou pressão alta e elevou a glicose”, conta. Atualmente ela diz que, apesar da saudade dos pais, está bem e lida melhor com os problemas.






Fonte:hojeemdia.com.br

Mãe que matou a filha afogada estava em depressão, dizem testemunhas


Segundo a polícia, mulher passava por tratamento psiquiátrico


A mãe que matou a própria filha de 1 ano e 9 meses afogada em uma banheira, em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas, estava em depressão. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, Júlia Aparecida Alves, de 42 anos, passava por tratamento psiquiátrico e estaria se separando do marido, que mora em São Paulo. Os policiais encontraram no banheiro do apartamento em que ela morava um punhal e cinco cartas para o marido. Nelas, ela falava do amor que sente pelo marido e se despedia.

O crime aconteceu em um prédio no Centro da cidade. A criança e a mãe foram encontradas caídas dentro do banheiro depois que o filho mais velho, de 15 anos, chegou em casa e não encontrou as duas. Ele notou que a porta do banheiro estava trancada e chamou um tio, que o ajudou a abrir a porta. As duas foram levadas para a Santa Casa de São Gonçalo do Sapucaí, mas a criança não resistiu. No hospital, a mãe confessou que havia afogado a filha.

Júlia Aparecida continua internada na Santa Casa de São Gonçalo do Sapucaí e seu estado é estável. Segundo o hospital, ela está em estado de choque e ainda não se deu conta da gravidade da situação. O hospital não tem previsão para dar alta à paciente. A mulher será presa assim que sair do hospital. Segundo o delegado que acompanha o caso, a pena para o homicídio varia de seis a 20 anos de prisão. A mulher deverá passar por um tratamento psicológico.








Fonte:eptv

Brasil é o país com maior número de pessoas em depressão, diz pesquisa

A depressão, ou episódio depressivo maior (MDE, na sigla em inglês) está em crescimento e começa a se tornar um problema de saúde pública no mundo inteiro. É a conclusão de um estudo publicado na revista BMC Medicine, que fez um mapeamento do transtorno em 18 países, incluindo o Brasil, que apareceu como o país com a maior número de pessoas deprimidas.

Os países foram divididos em dois grupos: alta renda (Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos) e baixa e média renda (Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo –, Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia).

De acordo com o relatório, nos dez países de alta renda incluídos na pesquisa, 14,6% das pessoas, em média, já tiveram depressão. Nos 12 meses anteriores, a prevalência foi de 5,5%. Já nos oito países de baixa ou média renda, 11,1% da população teve episódio alguma vez na vida, em comparação a 5,9% nos 12 meses anteriores. A maior prevalência nos últimos 12 meses foi registrada no Brasil, com 10,4%. A menor foi a do Japão, com 2,2%.











Fonte:consuladosocial.com.br

Depressão - Homem que matou mulher e filhos foi ao médico um dia antes do crime

Segundo o médico, o paciente não tinha problemas financeiros, muito menos conjugais


O diagnóstico de depressão clássica foi dado a Nivaldo das Graças Moura pelo clínico geral e homeopata José Rodrigues Corrêa. Um dia antes dos assassinatos, na terça-feira (12), o comerciante foi ao médico acompanhado da mulher.


“O paciente estava mais calado, mas em momento algum demonstrou comportamento agressivo. Tenho 30 anos de profissão e sinto o cheiro de tragédia de longe. Digo com segurança que Nivaldo não apresentou qualquer sinal de que cometeria uma loucura”, afirmou José Rodrigues.


A consulta, que geralmente levaria 40 minutos, durou uma hora e 10 minutos. Nesse período, o comerciante relatou que estava triste e sem motivação. Disse que queria mudanças radicais em sua vida e que venderia patrimônio.


Segundo o médico, o paciente não tinha problemas financeiros, muito menos conjugais. “Ele era muito afetuoso com a mulher e os filhos. Eu disse para não vender nada, não fazer nada de diferente nesse período, devido à depressão. O pensamento dele mostrou uma inquietude típica da doença”, contou o especialista.


Devido à gravidade do quadro clínico de Nivaldo, José Rodrigues – que prefere prescrever medicamentos fitoterápicos (naturais) – optou por receitar um remédio tradicional, indicado principalmente para tratar depressão moderada a grave. Durante a consulta, afirmou o médico, Nivaldo não chorou em momento algum.


O especialista em psiquiatria forense e criminologia Paulo Repsold não quis comentar este caso específico, por não ter dados suficientes para analisar a situação. Mas, de uma forma geral, afirmou acreditar que o comerciante estava sofrendo de algum tipo de perturbação mental. “Não é normal alguém em plena saúde cometer um ato desses, principalmente com os filhos”, disse o psiquiatra.

Na manhã de quarta-feira (13), o comerciante matou a esposa e os dois filhos, de 9 e 13 anos, degolados. Em seguida, se enforcou. O crime aconteceu na casa de Nivaldo, em Conceição do Mato Dentro, Região Central de Minas.










Fonte:hojeemdia.com.br

Condenados a pagar a ex-namorada

Justiça de BH determina que 3 homens indenizem aposentada em R$ 35 mil; eles também foram condenados à prisão


Em menos de um ano, foram três namoros que provocaram uma reviravolta na vida de uma aposentada, de 45 anos, moradora de Belo Horizonte. A mulher, que sofre de transtorno bipolar, doença caracterizada pela depressão, acabou enganada, sendo vítima de extorsão e estelionato. Os responsáveis pelos crimes foram condenados a penas de 6 a 8 anos de prisão e ainda vão ter que pagar uma multa de R$ 35 mil, dividida entre eles. A decisão, que ainda permite recurso, é do juiz titular da 8º Vara Criminal da Capital, Narciso Alvarenga.

"A minha decisão foi tomada com base em um conjunto de provas claras e evidentes. Os réus se aproveitaram da fragilidade emocional da vítima para extorqui-la", explicou Alvarenga.

Conforme o processo, em meados de 1998, a aposentada contratou o serviço do pedreiro N. P. C., de 47 anos, para murar um terreno dela. Pelo serviço, ele cobrou R$ 1.040. Logo após o trabalho, os dois deram início a um namoro que durou cerca de três meses.

Durante o namoro, o pedreiro extorquiu R$ 8.000 da mulher, que foi depositado na conta da irmã dele. Em seguida, ele "veio a terminar violentamente com o relacionamento, expulsando a vítima de sua casa".

Ainda traumatizada com a situação, a aposentada deu início a um novo relacionamento, desta vez com o assessor parlamentar E. C. O., de 47 anos. O suspeito, que na época trabalhava com um deputado estadual, teria se apresentado à vítima como Policial Federal. Com esse artifício, segundo o processo, ele pretendia recuperar o dinheiro que ela havia perdido com N. P. C.. Assim que obteve a confiança da mulher, ele exigiu dela a quantia de R$ 13.650 em dinheiro e cheques, sob constantes ameaças de agressão. Assim que recebeu toda a quantia, desapareceu.

No começo de 1999, a vítima conheceu W. M. A., na época com 39 anos, para quem ela teria relatado toda situação vivida com os outros dois namorados. Segundo o processo, "tal indivíduo, de nenhum escrúpulo, extorquiu-lhe a quantia de R$ 1.000, um aparelho celular e um veículo Monza, além de tê-la obrigado a comprar para ele uma pistola calibre 380".

Após os golpes, a vítima procurou a Polícia Civil, que instaurou um inquérito. A denúncia foi encaminhada à justiça em 2003. A audiência que decidiu pela condenação dos envolvidos aconteceu no dia 26 do mês passado e cabe recurso, por isso os réus estão em liberdade. O advogado da aposentada não está autorizado a falar sobre o assunto, a pedido da cliente, que preferiu ficar em silêncio.









Fonte:otempo.com.br

Depressão tem diminuído expectativa de vida do brasileiro

Problemas psiquiátricos têm diminuído a expectativa de vida do brasileiro mais do que doenças cardiovasculares




A depressão está longe de ser um mal menor - pelo contrário, é uma doença séria que exige acompanhamento médico. A importância do tratamento foi reforçada com a divulgação do estudo "Health in Brazil" (Saúde no Brasil), publicado no periódico científico Lancet, no último dia 9 de maio. Um dos dados mais alarmantes dessa extensa pesquisa é o de que as doenças psiquiátricas, incluindo a depressão, têm diminuído a expectativa de vida do brasileiro mais do que doenças cardiovasculares, que ocupam o segundo lugar no ranking. Aparentemente silenciosa, a depressão é responsável por 19% dos anos a menos - junto a outros distúrbios psíquicos, como psicose e abuso do álcool -, enquanto problemas cardiovasculares foram responsabilizados por 13% desse retrocesso.


De acordo como a pesquisa, 18 a 30% dos brasileiros já apresentaram sintomas de depressão. Além disso, 10,4% dos moradores adultos da região metropolitana de São Paulo sofrem com a doença. Não é fácil lidar com a depressão, ainda mais quando sabemos que, em geral, o comportamento do paciente costuma enterrá-lo ainda mais no quadro. "O 'slogan' dele é 'não vejo saída, não tem solução'", explica a psicóloga e escritora Olga Tessari. Confira a seguir quais são os hábitos mais nocivos ao tratamento da doença:


Isolamento social


É um dos principais comportamentos nocivos e pode variar de acordo com o nível da depressão. A psicóloga Aridinéa Vacchiano, do Rio de Janeiro, diz que, em casos de depressão leve, ainda há algum envolvimento e até mesmo vontade de superação. Em nível moderado, existe mais dificuldade em suportar a pressão, o que compromete o rendimento de sua produção e a clareza da percepção. Isso facilita o isolamento. Já na depressão severa, o depressivo pode sofrer até mesmo de amnésia e ilusões, chegando ao isolamento total.


Nesse último estado, o ciclo de pensamentos negativos se torna constante, podendo levar a pessoa até mesmo ao suicídio. Aqui, familiares e amigos são fundamentais para resolverem algo que está fora do alcance das mãos do depressivo: sua recuperação. O convívio social tem papel importantíssimo, já que tornará menos frequente essas ideias ruins.


A dica da psicóloga Olga Tessari é chamar a pessoa para fazer coisas que a agradem. Brigas frequentes em casa ou a obrigação de ter que fazer algo que não gosta diminui ainda mais a autoestima do portador da depressão, piorando o quadro da doença.


Ao mesmo tempo, a ajuda médica jamais deve ser esquecida. "A depressão provoca desequilíbrio na produção de algumas substâncias e precisa de medicação para restabelecer essa produção, alem de terapia, que tratará das causas da doença", esclarece Olga.


Compulsão por álcool e comidas gordurosas


Quando o depressivo não encontra solução de seus problemas em lugar algum, ele pode recorrer à garrafa de álcool mais próxima, com a promessa de fugir da realidade por alguns instantes. Segundo a neuropsicóloga Evelyn Vinocur, do Rio de Janeiro, o álcool é um grande depressor do sistema nervoso central (SNC), que leva o consumidor ao estado de euforia inicial com relaxamento. No entanto, depois que o efeito passa, a sensação de que nada tem solução retorna.


Outro comportamento perigoso é a compulsão alimentar, que também aparece como tentativa de escapar do sofrimento e suprir necessidades afetivas, seja com doces, refrigerantes, frituras ou outros alimentos gordurosos. "É uma carência, mas, como essa forma de substituir o afeto não é preenchida emocionalmente, a pessoa repete a compulsão, que passa a ser um círculo vicioso", conta a psicóloga Aridinéa Vacchiano.


Automedicação com antidepressivos e ansiolíticos


Embora a medicação seja tarja preta, ou seja, altamente restrita, são comuns os casos de auto-medicação entre depressivos. Os comprimidos - antidepressivos, fórmulas para emagrecer e calmantes -, podem vir de familiares, vizinhos, ou até mesmo de uma compra ilegal. "Alguns ingerem em torno de 20 a 40 comprimidos de uma só vez, em uma tentativa impensada de parar de sofrer", exemplifica a neuropiscóloga Evelyn Vinocur. Atitudes como essa, segundo a psicóloga Olga Tessari, podem piorar o quadro de prostração do depressivo.


Antidepressivos também podem ter efeitos devastadores em pessoas que apresentam quadro de depressão bipolar. Essa depressão representa uma fase característica do portador do transtorno bipolar, que varia entre a fase de euforia e a de depressão, conta o psiquiatra Max Fabiani, da Clínica Conviver, de São Paulo.


Evelyn completa, dizendo que a medicação pode causar a chamada "virada maníaca", onde, segundo Fabiani, o paciente tem uma drástica mudança de estado. "Nestes casos, o uso do antidepressivo só pode ser feito junto com um estabilizador de humor ou antipsicóticos de última geração", adiciona a neuropsicóloga.


Abandono do tratamento


Mesmo depois de procurar o tratamento médico, a batalha não está vencida. Isso porque, explica o psiquiatra Max Fabiani, a perda de ânimo é tamanha que até a medicação pode ser abandonada. Outro desestímulo é a mudança frequente de medicações que acontece no começo do tratamento. Quando isso acontece, os sintomas voltam ainda mais fortes. Em casos de depressão leve a moderada, o quadro de isolamento social piora e a pessoa tende a se tornar mais irritadiça.


"O abandono é muito complicado, pode agravar ainda mais o quadro e, nisso, angústia se torna tão forte que a pessoa realmente quer se matar", alerta Fabiani. Ele conta que, em sua experiência em clínicas psiquiátricas, pôde observar que o suicídio é, de fato, recorrente em pacientes que abandonam o tratamento.


A ajuda que pode ser dada por quem está próximo ao depressivo nada tem a ver com estímulos como "Força, não se deixe dominar!" ou "Saia dessa cama!". "É um distúrbio grave e sério, e o tratamento deve ser incentivado", justifica o psiquiatra. Segundo ele, o que pode ser feito é o acompanhamento nas consultas, de forma que a pessoa se sinta estimulada a continuar o tratamento.


Sedentarismo


A atividade física é uma importante arma contra qualquer tipo de desânimo, já que estimula a produção de substâncias ligadas à felicidade, a serotonina e dopamina. O grande problema, em casos de depressão, é tirar o doente de seu estado letárgico.


O depressivo, como explica a psicóloga Olga Tessari, está prostrado, sem vontade de fazer nada. "O corpo fica cansado, as 'pernas parecem chumbo', e a vontade de deitar e ficar em casa aumenta", adiciona a neuropsicóloga Evelyn Vinocur. Portanto, para que o depressivo pratique alguma atividade física, ele precisará de ajuda médica ou um incentivo emocional.


Você mesmo


O pior inimigo do depressivo pode ser ele mesmo. Pensamentos como "não adianta" ou "não tem solução" não irão parar sozinhos. Pelo contrário, aumentarão, conforme a pessoa se afunda na depressão. Por isso, mesmo que o doente não assuma essa maneira que se sente, é importante que familiares e amigos estejam atentos aos seus sintomas.


"Uma série de sinais fazem você perceber se a pessoa não está bem, antes da depressão propriamente dita. Se ela anda irritada, foge de muita alegria, evita o contato social, reclama muito e tem dificuldade pra acordar de manhã, são sinais de que tem algo errado", enumera a psicóloga Olga Tessari. Insatisfação, insônia, alteração do apetite, falta de energia, fadiga, diminuição do desejo sexual, lentidão ou agitação excessiva, perda ou ganho de peso são outros indicativos que apontam para a depressão, segundo a psicóloga Aridinéa Vacchiano.


Você desconfia que algum querido seu esteja com depressão? Ajude-o! Faça-o rir, leve-o pra passear, incentive o tratamento. E o mais importante: não o julgue. "Tão logo ele melhore, ele vai ser o primeiro a querer sair e curtir a vida", conclui a psicóloga Evelyn Vinocur.








Fonte:hojeemdia.com.br

SAÚDE - Vitamina C provoca rápida melhora no estado emocional de pacientes internados

Pesquisa realizada por cientistas do Jewish General Hospital (JGH), no Canadá, constatou que o tratamento com vitamina C proporciona rápida melhora no estado emocional agudo de pacientes internados.

Durante sete dias, em um ensaio clínico, pacientes internados no JGH foram aleatoriamente designados para receber a vitamina C ou suplementos de vitamina D. Pacientes administrados com a vitamina C tiveram uma melhoria rápida, estatística e clinicamente significativa no estado de humor, mas nenhuma mudança significativa no estado emocional de quem recebeu a vitamina D.

“Estudos anteriores, tanto no nosso hospital e em outros centros, demonstraram que a maioria dos pacientes agudos hospitalizados apresenta níveis subnormais de vitaminas C e D em seu sangue”, disse o pesquisador John L. Hoffer. “Cerca de um em cinco pacientes de cuidados agudos em nosso hospital tem níveis de vitamina C tão baixos que são compatíveis com escorbuto. Mas os pacientes raramente recebem suplementos vitamínicos. A maioria dos médicos simplesmente ignora o problema. A deficiência subclínica de vitamina C e D tem sido associada a anomalias psicológicas, por isso analisamos este aspecto em nosso ensaio clínico.”

“A falta de qualquer efeito da vitamina D sobre o humor é uma boa evidência que não estamos lidando com uma resposta de placebo. Isto parece um efeito biológico verdadeiro. Nossa descoberta definitivamente requer acompanhamento em estudos maiores em outros centros. O tratamento é seguro, simples e barato, e poderia ter grandes implicações na prática clínica”, acrescentou Hoffer.

Funções da vitamina C

- Fortalece os capilares sanguíneos;
- É extremamente importante em tratamentos antialérgicos;
- Ajuda a fortalecer o sistema imunológico;
- É excelente na prevenção de gripes e infecções;
- Atua no organismo como um poderoso antioxidante;
- Dá resistência aos ossos e dentes;
- Facilita a absorção de ferro pelo organismo;
- Atua no metabolismo de alguns aminoácidos.

Problemas de saúde causados pela deficiência da vitamina C

- Escorbuto;
- Sangramento das gengivas;
- Anemia;
- Depressão;
- Hemorragia.

Fontes

- Abacaxi;
- Acerola;
- Agrião;
- Alface;
- Goiaba;
- Laranja;
- Limão;
- Kiwi;
- Pimentão;
- Rúcula;
- Alho;
- Cebola;
- Repolho;
- Espinafre;
- Caju;
- Morango.