Justiça de BH determina que 3 homens indenizem aposentada em R$ 35 mil; eles também foram condenados à prisão
Em menos de um ano, foram três namoros que provocaram uma reviravolta na vida de uma aposentada, de 45 anos, moradora de Belo Horizonte. A mulher, que sofre de transtorno bipolar, doença caracterizada pela depressão, acabou enganada, sendo vítima de extorsão e estelionato. Os responsáveis pelos crimes foram condenados a penas de 6 a 8 anos de prisão e ainda vão ter que pagar uma multa de R$ 35 mil, dividida entre eles. A decisão, que ainda permite recurso, é do juiz titular da 8º Vara Criminal da Capital, Narciso Alvarenga.
"A minha decisão foi tomada com base em um conjunto de provas claras e evidentes. Os réus se aproveitaram da fragilidade emocional da vítima para extorqui-la", explicou Alvarenga.
Conforme o processo, em meados de 1998, a aposentada contratou o serviço do pedreiro N. P. C., de 47 anos, para murar um terreno dela. Pelo serviço, ele cobrou R$ 1.040. Logo após o trabalho, os dois deram início a um namoro que durou cerca de três meses.
Durante o namoro, o pedreiro extorquiu R$ 8.000 da mulher, que foi depositado na conta da irmã dele. Em seguida, ele "veio a terminar violentamente com o relacionamento, expulsando a vítima de sua casa".
Ainda traumatizada com a situação, a aposentada deu início a um novo relacionamento, desta vez com o assessor parlamentar E. C. O., de 47 anos. O suspeito, que na época trabalhava com um deputado estadual, teria se apresentado à vítima como Policial Federal. Com esse artifício, segundo o processo, ele pretendia recuperar o dinheiro que ela havia perdido com N. P. C.. Assim que obteve a confiança da mulher, ele exigiu dela a quantia de R$ 13.650 em dinheiro e cheques, sob constantes ameaças de agressão. Assim que recebeu toda a quantia, desapareceu.
No começo de 1999, a vítima conheceu W. M. A., na época com 39 anos, para quem ela teria relatado toda situação vivida com os outros dois namorados. Segundo o processo, "tal indivíduo, de nenhum escrúpulo, extorquiu-lhe a quantia de R$ 1.000, um aparelho celular e um veículo Monza, além de tê-la obrigado a comprar para ele uma pistola calibre 380".
Após os golpes, a vítima procurou a Polícia Civil, que instaurou um inquérito. A denúncia foi encaminhada à justiça em 2003. A audiência que decidiu pela condenação dos envolvidos aconteceu no dia 26 do mês passado e cabe recurso, por isso os réus estão em liberdade. O advogado da aposentada não está autorizado a falar sobre o assunto, a pedido da cliente, que preferiu ficar em silêncio.
Fonte:otempo.com.br
Em menos de um ano, foram três namoros que provocaram uma reviravolta na vida de uma aposentada, de 45 anos, moradora de Belo Horizonte. A mulher, que sofre de transtorno bipolar, doença caracterizada pela depressão, acabou enganada, sendo vítima de extorsão e estelionato. Os responsáveis pelos crimes foram condenados a penas de 6 a 8 anos de prisão e ainda vão ter que pagar uma multa de R$ 35 mil, dividida entre eles. A decisão, que ainda permite recurso, é do juiz titular da 8º Vara Criminal da Capital, Narciso Alvarenga.
"A minha decisão foi tomada com base em um conjunto de provas claras e evidentes. Os réus se aproveitaram da fragilidade emocional da vítima para extorqui-la", explicou Alvarenga.
Conforme o processo, em meados de 1998, a aposentada contratou o serviço do pedreiro N. P. C., de 47 anos, para murar um terreno dela. Pelo serviço, ele cobrou R$ 1.040. Logo após o trabalho, os dois deram início a um namoro que durou cerca de três meses.
Durante o namoro, o pedreiro extorquiu R$ 8.000 da mulher, que foi depositado na conta da irmã dele. Em seguida, ele "veio a terminar violentamente com o relacionamento, expulsando a vítima de sua casa".
Ainda traumatizada com a situação, a aposentada deu início a um novo relacionamento, desta vez com o assessor parlamentar E. C. O., de 47 anos. O suspeito, que na época trabalhava com um deputado estadual, teria se apresentado à vítima como Policial Federal. Com esse artifício, segundo o processo, ele pretendia recuperar o dinheiro que ela havia perdido com N. P. C.. Assim que obteve a confiança da mulher, ele exigiu dela a quantia de R$ 13.650 em dinheiro e cheques, sob constantes ameaças de agressão. Assim que recebeu toda a quantia, desapareceu.
No começo de 1999, a vítima conheceu W. M. A., na época com 39 anos, para quem ela teria relatado toda situação vivida com os outros dois namorados. Segundo o processo, "tal indivíduo, de nenhum escrúpulo, extorquiu-lhe a quantia de R$ 1.000, um aparelho celular e um veículo Monza, além de tê-la obrigado a comprar para ele uma pistola calibre 380".
Após os golpes, a vítima procurou a Polícia Civil, que instaurou um inquérito. A denúncia foi encaminhada à justiça em 2003. A audiência que decidiu pela condenação dos envolvidos aconteceu no dia 26 do mês passado e cabe recurso, por isso os réus estão em liberdade. O advogado da aposentada não está autorizado a falar sobre o assunto, a pedido da cliente, que preferiu ficar em silêncio.
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