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Poetisa mineira Adélia Prado é apontada como uma das maiores poetas brasileiras vivas

Adélia Prado/ FotoTiago Queiroz/Estadão




Escritora mineira comenta sua nova obra em entrevista concedida ao Estadão. Poetisa não lançava nada havia três anos

Em entrevista ao Estadão, a poetisa mineira Adélia Prado fala sobre o lançamento do seu novo livro, intitulado Miserere, nesta quinta-feira (27). Segundo a publicação, a escritora flerta com a metafísica ao mesmo tempo em que aposta na grandeza das pequenas coisas nos 38 poemas da obra.

Considerada a maior poeta brasileira viva (ao lado de Gullar e Manoel de Barros), Adélia Prado não publicava nada havia três anos, quando saiu A Duração do Dia. "E, como não poderia ser diferente, sua poesia estabelece um diálogo com Deus, uma ponte com a transcendência", destaca a entrevista.

A poesia, para Ferreira Gullar, nasce de um espanto. Já para Adélia Prado, ela vem da “terceira margem da alma”. Ambos concordam, porém, que os momentos inspirados vêm subitamente, sem controle, reservando ao poeta a função de instrumento para decodificá-los em versos. Por isso é irregular o período que separa cada novo livro de poesia. Adélia, por exemplo, não publicava nada havia três anos, quando saiu A Duração do Dia. O jejum termina na quinta-feira, quando chega às livrarias Miserere (editora Record).

Por que os poemas de Miserere são mais escuros que seus habituais? O título do livro foi definido por conta disso?
Primeiro porque os olhos se turvam na velhice e a privação de regalias da juventude trazem consigo, de maneira não idealizada, as realidades do sofrimento e da morte. Abrir os olhos dói: morrer de tuberculose, que eu achava o máximo na maioria dos poetas que admirava na escola e de muitos santos que me encantavam com seus martírios, é de fato coisa tenebrosa e dificílima. Hoje, quando digo ‘miserere nobis’ (tem piedade de nós), sei um pouquinho mais do que estou falando. Assusta descobrir nossa orfandade original. Mas nada se apresenta sem remédio por causa da fé e da poesia, que considero uma forma estupenda de fé e esperança. O título Miserere foi escolhido porque me parece o que mais revela o espírito do livro.

A senhora faz duas citações de Marie Noël, poeta francesa que viveu a separação entre a fé e o desespero, e cuja obra culminou com um grito blasfemo, mas particularmente comovente. O que lhe atrai na poesia de Noël?
Exatamente o que você citou. Seu sofrimento me deixa perplexa e eu não conheço sua poesia – certamente o que lhe permitiu viver. Sabe onde encontro sua obra? Só conheço Notas Íntimas, que me impressionou muitíssimo e onde me reconheci de corpo inteiro em alguns aspectos. Ler esse livro bastou-me como ingresso em sua tribo.

O mundo atual, perturbado pelo terrorismo e pela guerra, ainda é propício à poesia? 
Não apenas propício à poesia, mas faminto dela.

A senhora já teve alguma experiência mística por meio da arte?
Como diz Guimarães Rosa, não sei de nada, mas desconfio de muita coisa. Mística – a experiência – é dom de Deus que Ele dá a quem quer. Estou na categoria dos seguidores. Ele me protege, tenho medo de certas dores.

A senhora acredita que sua poesia perderia o sentido sem a religião? A poesia é mais oração ou mais comunhão? Acredita que pode haver um poeta ateu?
Certamente escreveria outro tipo de poesia, mas não deixaria de escrevê-la. No texto de um poeta ateu, o substrato de sua poesia é o mesmo no de um poeta crente. Porque o fenômeno poético é religioso em sua natureza. A poesia, independentemente da crença ou não crença do poeta, nos liga a um centro de significação e sentido, assim como o faz a fé religiosa. Por isso é que a poesia é tão consoladora, dá tanta alegria. Minha formação é religiosa, confesso o que creio e é impossível que nossas profundas convicções desapareçam quando escrevemos. Seria esquizofrênico. Mística e poesia são braços do mesmo rio. Deus me deu o segundo, mas a fonte é a mesma, o Espírito Divino. A despeito de si mesmo, o poeta ateu entrega o ouro em sua poesia. É simples, rigorosamente ninguém é o criador da Beleza (poesia). Ela vem, eu diria como Guimarães Rosa, da terceira margem da alma. O poeta é só o “cavalo do Santo”, queira ou não. Às vezes, somos tentados a desistir quando descobrimos que ela, a poesia, é muito melhor que seu autor. É a tentação do orgulho. Que Deus nos livre dela.

É curioso como a realidade também parece exercer forte influência em seus versos – lembro-me de O Ditador na Prisão, que nasceu a partir de sua preocupação do destino do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, e agora em Lápide para Steve Jobs. A força da poesia está em oferecer um conforto moral?
A poesia oferece a realidade e sua beleza. Esta é sua força, seu conforto, sua alegria.

“Graças a Deus sou medrosa, / o instinto da sobrevivência / me torna a língua gentil” são alguns versos de Branca de Neve. Até que ponto isso se aplica à sua poesia?
A poesia não é nem pode ser uma “língua gentil”. Tem que ser sempre uma língua bela. No poema citado, Língua Gentil refere-se ao poeta e a seus medos e não à poesia propriamente. Língua Gentil, no caso do poema, é a língua que o poeta diz usar para não estumar as feras, para que elas não o devorem. De novo, não no poema, mas na vida, para lidar com os monstros interiores.

Quando a realidade cotidiana se mostra como maravilhamento e quando não passa de mera realidade?
Quando olho pedra e vejo pedra mesmo, só estou vendo a aparência. Quando a pedra me põe confusa de estranhamento e beleza, eu a estou vendo em sua realidade que nunca é apenas física. A aparência diz pouco. Só a poesia mostra o real.






Fonte:Estadão

De vampiros a Suassuna: Flip de Poços dá a largada neste sábado (30)

Com programação diversificada, feira reúne bambas da literatura nacional até dia 8


A 6ª edição da Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas traz para a cidade a partir deste sábado (30) nomes consagrados da literatura nacional como Frei Betto, Laurentino Gomes, Rubem Alves, Eduardo Shinyashiki, Jeanette Roszas, Ignácio de Loyola Brandão, Adhemar de Barros, Luis Nassif, Chico Lopes e Ariano Suassuna, entre outros.

A extensa programação segue até domingo (8) no Teatro da Urca com palestras, contação de histórias, encontros literários para crianças e adolescentes, estandes de livros e ciclo de gastronomia. Mais de 10 mil títulos estarão expostos ao público.

De acordo com Gisele Correa Ferreira, organizadora do evento, a programação é baseada nos principais acontecimentos do mercado literário e na expectativa do público. “Procuramos a cada ano promover um encontro diversificado, com base nos principais acontecimentos do mercado editorial, nos eventos da área, nacionais e internacionais, e nos vencedores do prêmio Jabuti. Também nos baaseamos no feeling do que pode dar certo, de acordo com o que sentimos que o público aguarda para os anos seguintes."

Pegando carona no sucesso da literatura de terror entre os adolescentes, um dos destaques da programação de segunda-feira (2) é o bate-papo “Vampiros, Anjos e Fadas”, que a partir das 20h, reúne os jovens escritores do gênero, André Vianco, Karlo Campos e Carolina Munhoz. A mesa será mediada pelo escritor Chico Lopes.

Uma novidade da edição deste ano é a mesa sobre literatura policial investigativa, que conta com a participação do escritor Carlos Amorim, autor de “CV/PCC - A Irmandade do Crime” e a perita criminal Maria do Rosario Serafim, que acompanhou o caso Nardoni. O bate-papo será mediado pelo jornalista Marcos Cripa.

A literatura no meio digital também estará em pauta nas discussões. Neste sábado (30), às 16h, será ministrada uma palestra sobre livros digitais com Henrique Chagas, criador do site Verdes Trigos. No sábado (7) seguinte, é a vez do jornalista Luis Nassif comandar o debate sobre a influência das mídias eletrônicas na política e na economia, a partir das 17h.


Na quinta-feira (5), o hip hop dará o tom da programação. O encontro que reúne grafiteiros e DJs durante todo o dia, promove um bate-papo sobre literatura marginal e cultura na periferia, com encerramento do rapper MV Bill, a partir das 20h, como palestrante.

Dentro da programação voltada para a literatura infantil, as atrações contam com oficinas, saraus, apresentações que unem literatura e magia, além de um espetáculo teatral.

Todas as atividades da feira têm entrada gratuita. As inscrições para as oficinas e palestras devem ser feitas na secretaria do evento mediante a troca de um livro em bom estado de conservação. “Muitas palestras estão com ingressos esgotados, mas como a feira é aberta ao público, tentaremos acomodar todos os interessados, respeitando as normas de segurança”, explica Gisele.

De acordo com a organizadora, a expectativa é que 70 mil pessoas passem este ano pela feira. Veja a programação completa no site: feiradolivropocosdecaldas.com.br

Serviço:O que: 6ª Edição da Feira do Livro de Poços de Caldas
Quando: De sábado (30) a domingo (8), das 9h às 20h (com horários diferenciados em cada dia da feira)
Onde: Teatro da Urca
Praça Getúlio Vargas, S/N - Centro - Em frente ao Relógio Floral
Entrada franca (mediante a apresentação de um livro em bom estado de conservação)




Fonte:eptv

A II Semana de Letras de Alfenas

A II Semana de Letras de Alfenas, a ser realizada de 22 a 26 de novembro de 2010, consolida a iniciativa pioneira da sua primeira versão em 2009, e amplia a discussão da produção científica e acadêmica com a inserção, em sua programação, do I Colóquio Nacional do Grupo de Pesquisa “Literatura, Linguagem e Outros Saberes”. Neste momento, além da oportunidade dos docentes e discentes do curso de Letras da Unifal-MG apresentarem seus trabalhos, voltados para as linhas de pesquisa do grupo ao qual estão filiados e que dá nome ao colóquio, o evento, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Alfenas, instaura um espaço que se pretende contínuo para o intercâmbio de experiências e idéias de estudiosos de diversas instituições e origens.

Em 2010, tendo em vista a comemoração dos 90 anos de nascimento da escritora Clarice Lispector, os organizadores consideraram ser importante homenagear a ficcionista, norteando as atividades do Colóquio em função do trabalho de Clarice Lispector, não somente no aspecto literário, mas também no diálogo com outros saberes, tais como o jornalístico, o teatral, o das artes plásticas, o do cinema. Por isso, em consonância com a II Semana de Letras de Alfenas, o I Colóquio Nacional Literatura, Linguagem e Outros Saberes versará sobre os 90 anos de Clarice Lispector, uma das maiores ficcionistas brasileiras do século XX.

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REFLEXÃO - Um dia você aprende… – Willian Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade. E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto – e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a perdoá-la.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos; aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto. Aprende que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.
Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.

Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências de seus atos. Aprende que paciência requer muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se. (…) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você mesmo seu jardim e decore sua alma – ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe – mesmo após ter pensado não ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida.

Willian Shakespeare

II Livro com peças de teatrólogo alfenense foi lançado em Alfenas

Foi lançado na noite desta terça-feira (21), o segundo volume do livro que reúne as peças do teatrólogo alfenense, Waldir de Luna Carneiro. O lançamento aconteceu no Teatro Municipal e contou com a presença da Secretária de Educação e Cultura, Aliene Eleonora de Carvalho; das Diretoras, Elizabeth Ribeiro da EMEI Dona Zinica, e Célia Regina Fonseca; a EMEI os Canarinhos; do Vice-Diretor da EMEF Antônio Joaquim Vieira, Hélio Fonseca; do Diretor do Teatro Municipal, Nivaldo Martins; do Professor da Unifal, Marcos de Carvalho, vários artistas e amigos do teatrólogo e familiares.
O livro intitulado “O Teatro Completo” foi editado pela Secretaria de Educação e Cultura e terá uma tiragem de mil volumes e traz 16 peças de Waldir de Luna Carneiro e foi distribuído gratuitamente aos presentes na noite especial de autógrafos cujos exemplares serão enviados a bibliotecas, escolas e órgãos públicos.
O livro de cerca de 450 páginas conta ainda com dados biográficos do autor, relação de peças, comentários publicados na imprensa e no meio teatral, além de depoimentos de ex-atores do TAC, o Teatro Alfenense de Comédia. Foram momentos deliciosos com a leitura de um trecho da peça “A Dupla”, lido por Sebastião Meira, e encenação de trecho de “A mandinga” pelos alunos do educador social Marcelo José Divino, Kelvin Divino e Maria Luisa. Mas, o próprio teatrólogo Waldir se encarregou de prender o público e diverti-lo com suas histórias.

SUL DE MINAS - Patrimônio ignorado

Livro mostra o impressionante conjunto de fazendas históricas que sobreviveram no Sul de Minas. Erguidas nos séculos 18 e 19, essas propriedades continuam ativas economicamente.

O livro que Cícero Ferraz Cruz, de 36 anos, lança hoje, em BH, não se resume a estudo sobre a arquitetura rural desenvolvida em Minas Gerais nos séculos 18 e 19. Na verdade, o pesquisador oferece ao país – e sobretudo aos mineiros – o “mapa do tesouro”: revela impressionante conjunto de antigas fazendas que sobreviveram no Sul do estado, mais precisamente na antiga Comarca do Rio das Mortes. Quase três séculos se passaram, mas a maioria continua na lida: nelas, se planta café, cultiva-se o milho, produz-se leite.
O livro Fazendas do Sul de Minas Gerais – Arquitetura rural nos séculos XVIII e XIX (Monumenta/Iphan/Ministério da Cultura) cataloga nada menos de 100 imóveis, com casas-grandes, pátios e senzalas. Alguns em “ótimo estado de conservação e péssimo estado de preservação”, como anota Cícero, ao se referir a propriedades sucessivamente reformadas. Outros se encontram bastante combalidos, mas ainda guardam características de séculos atrás. Também há verdadeiras damas: bem conservadas e orgulhosas em exibir as marcas de origem.
CONJUNTO “A autossuficiência está expressa mais no conjunto das edificações que na casa em si. Tudo é montado para funcionar e abastecer a fazenda. Parece contraditório o fato de elas serem autossuficientes e, ao mesmo tempo, comporem rede superintegrada economicamente, fato inédito na economia brasileira até então. Aliás, a coisa mais importante dessas fazendas é o impressionante conjunto homogêneo que elas formam – e não cada uma individualmente. O mais característico da região é a estrutura autônoma de madeira empregada nessas construções, a famosa ‘gaiola’, e o apuro técnico a que ela chegou no Sul de Minas no século 19”, explica o autor.


Cícero Cruz, na introdução de seu livro, presta tributo a pesquisadores como Sylvio de Vasconcellos, Ivo Porto Menezes, Helena Teixeira Martins, Carlos Lemos, Daici Ceribelli Antunes Freitas, Antônio Luís Dias de Andrade e Vladimir Benincasa, fontes para suas análises. Fazendas do Sul de Minas Gerais não é destinado apenas a arquitetos, pois traz extenso apanhado da história de Minas Gerais nos séculos abordados, conectando economia e cultura à arte de construir.

Minas e seus poétas

Carlos Drummond de Andrade




Não há estado no Brasil onde se tenha feito tanta poesia quanto em Minas Gerais. Não é bairrismo, Minas é um estado poético. Sua geografia acidentada por extensas montanhas de ouro e minério de ferro fez do mineiro um sujeito essencialmente reflexivo. O mineiro sempre quer saber o que se esconde atrás da serra, e a poesia foi um dos meios mais utilizados para explicar o que ele via do alto dos montes. Foi assim, escalando montanhas e escrevendo poemas, que surgiram expoentes da poesia nacional como Tomás Antônio Gonzaga, Alphonsus de Guimarães, Carlos Drummond de Andrade (maior poeta brasileiro de todos os tempos), Murilo Mendes, Adélia Prado e tantos outros.


Tudo pra mineiro vira poesia. Desde a guerra dos Emboabas até a Praça do Papa, tudo é matéria de versos. Por isso todo mineiro é poeta, mesmo os que não escrevem poesias.

"ROTA DA VIDA" de MARCIO STEVES


Mineiro da cidade de Alfenas e comerciante na cidade de Fama - MG, Marcio mostra em seu livro "ROTA DA VIDA" seu talento como escritor. O livro pode-se dizer uma auto-biografia, narra passagens curiosas e muito interessantes que nos leva de imediato a relembrar a rota de nossa própria vida. Nossos parabéns ao Marcio pelo belo livro e pelo seu talento !