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MPE deflagra operação em 19 prefeituras contra esquema de fraude em combustível


A Procuradoria de Combate aos Crimes Praticados por Prefeitos, do Ministério Público Estadual (MPE) em BH, deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 5, uma operação para coibir fraudes na aquisição de combustíveis envolvendo 19 prefeituras do interior do Estado. Em outras seis cidades estão ocorrendo mandado de busca e apreensão, mas não existem indícios de participação dos prefeitos. No total, a operação atinge 25 cidades. Não há estimativa de valores desviados. De acordo com os investigadores, existem indícios de participação dos prefeitos com uma organização criminosa atuante em todo Estado. Tanto que a operação está sendo acompanhada pelos desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ), tendo em vista que os gestores investigados possuem foro privilegiado por prerrogativa de função.



Com autorização judicial, mandados de busca e apreensão de documentos estão sendo cumpridos nos municípios de Montes Claros, Almenara, Augusto de Lima, Bandeira, Bocaiúva, Bom Jesus do Galho, Botumirim, Felixlândia, Frei Inocêncio, Gameleiras, Glaucilândia, Ipiaçu, Matipó, Minas Novas, Santa Fé de Minas, São José da Lapa, São Lourenço, Tapira e Vespasiano. No último domingo, o Hoje em Dia revelou que 106 prefeitos respondem processos criminais movidos pela procuradoria em BH.

Batizada de "Operação Catagêneses", a ação tem como objetivo colher provas para instruir inquérito, aberto em 2013. Por enquanto, nenhum mandado de prisão foi expedido. Além dos prefeitos, o esquema tem a participação de donos dos postos de combustíveis e funcionários desses estabelecimentos.

Segundo as investigações, o esquema desviou recursos públicos das prefeituras e câmaras municipais gerando enriquecimento ilícito para os políticos. Entre os indícios de crimes, incluem a elevada desproporcionalidade entre as despesas anuais com combustíveis por parte das prefeituras investigadas se comparado com o montante da arrecadação tributária anual.

De acordo com o MPE, havia dois tipos de fraudes. Uma delas consistia na duplicidade de abastecimento. Dessa forma, grande parte dos abastecimentos pendentes na memória do software do Emissor de Cupom Fiscal era descarregada no CNPJ da prefeitura. A duplicidade é caracterizada uma vez pelo suposto consumidor, que não pedia o cupom fiscal de abastecimento, e outra vez pela prefeitura, que tomava a mesma medida.

Na outra modalidade de fraude, mesmo quando o comprador exigia o cupom fiscal, o funcionário do posto cancelava a compra posteriormente. Assim, o documento ficava como pendente no software vinculado ao emissor do cupom. Mais de 500 pessoas estão envolvidas com a operação, entre eles, integrantes do MPE, Polícia Civil e Receita Estadual. Catagênese é uma das quatro fases da formação do Petróleo. Nessa etapa, ocorre o aumento da temperatura e da pressão.






Fonte: Hoje Em Dia

Municípios devem assumir iluminação pública a partir de janeiro

Prefeituras terão que assumir despesas relacionadas à iluminação pública (Foto: Reprodução EPTV)

Municípios do Sul de Minas se preparam para assumir mais uma despesa. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que a partir de janeiro de 2015 a iluminação pública passe a ser de responsabilidade das prefeituras. Os prefeitos esperam um prejuízo ainda maior nos gastos dos municípios e dizem que a luz pode ficar ainda mais cara para o consumidor no ano que vem.

Só em Alfenas, segundo a prefeitura, são 9,3 mil postes e em breve serão instalados mais 3,5 mil. "A contribuição de iluminação pública nossa gira em torno de R$ 2 milhões e quando a gente assumir esse serviço, a gente vai gastar mais de R$ 3 milhões. Já faltam recursos nos municípios, o repasse já diminuiu, então a gente tem que estudar como tem que ser feito", diz o vice-prefeito de Alfenas, Décio Paulino da Costa.

Conforme a determinação da Aneel, as prefeituras de todos os municípios do Brasil teriam que assumir a manutenção, os reparos e as melhorias da iluminação pública em 2012, mas a Associação Mineira dos Municípios entrou com um recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e adiou o prazo para dezembro deste ano.

Segundo a Aneel, cada município ficará responsável em dar manutenção e em alguns casos, instalar os equipamentos. O poste e os cabos de alta tensão continuam sendo de responsabilidade da companhia de energia. O prefeito de Três Pontas, Paulo Luiz Rabelo, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal de Varginha (MG) alegando que não pode atender a determinação da Aneel. Na cidade, são 6,7 mil postes e o sistema de iluminação irá custar R$ 120 mil por mês.

"A Aneel não é parte legítima para legislar. Quem faz isso no país é o Congresso Nacional. Por essa razão, nós achamos que é inconstitucional essa resolução. Nós não estamos hoje preparados para isso. Nós não temos caminhões, material humano necessário para isso", diz o prefeito de Três Pontas.

A Associação que reúne 21 municípios no Sul de Minas, a Ambasp, diz que os prefeitos vão tentar reverter a determinação na Justiça.

"Nós vamos até as últimas consequências com ações para não estar aceitando mais esse tipo de serviço. Oitenta porcento dos municípios mineiros não têm condições econômicas nem profissionais para prestar esse serviço para a comunidade com qualidade. O que se fala é que vai se passar um ativo. Se fosse isso realmente, nenhuma concessionária passaria isso livremente para os municípios. Nós entendemos que isso é um presente de grego", diz Reinaldo Vilela, presidente da Ambasp.

Segundo a Aneel, só Minas Gerais e São Paulo ainda não assumiram a iluminação pública. Ainda conforme o órgão, os dois estados tiveram um prazo maior que os outros para assumir o serviço.








Fonte: G1

Ministério Público vai investigar "máfia escolar" em prefeituras de Minas


O coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Caopp), Leonardo Barbabela, determinou a apuração dos indícios de superfaturamento na compra de lousas digitais por pelo menos sete municípios mineiros.

O Ministério Público Estadual (MPE) também vai investigar os contratos para manutenção, capacitação de professores e locação de um software com um banco de dados das aulas por valores exorbitantes.

O Hoje em Dia mostrou nessa terça-feira (14), com exclusividade, que Santa Luzia (Região Metropolitana de Belo Horizonte), Conselheiro Lafaiete, Itabirito e Juatuba (região Central), Carmésia (Vale do Rio Doce), Arcos e Bom Despacho (Centro-oeste) pagaram, entre 2011 e 2012, de R$ 11 mil a R$ 18 mil por cada lousa digital para as escolas.

Parede em tela

O equipamento “transforma” uma parede em uma grande tela, por meio de um projetor ligado a um computador, e permite a navegação pela internet e a interatividade.

No entanto, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza as lousas digitais para estados e municípios, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por R$ 2.253,70, sendo R$ 1.825 o computador interativo e R$ 428,70 o projetor – ou 698% a menos do que as prefeituras desembolsaram.

Leonardo Barbabela determinou que o Grupo Especial de Defesa do Patrimônio Público (Gepp), do Caopp, atue junto aos promotores das cidades para apurar o caso.

“Se houver irregularidades nas compras e fraudes nas licitações, vamos buscar reparações e responsabilizar os envolvidos”, disse Leonardo.

Improbidade

Segundo ele, a comprovação das denúncias pode configurar ato de improbidade administrativa, que “causa danos ao erário e afronta a moralidade pública”. Nesse caso, as empresas fornecedoras ficariam sujeitas a uma multa de até três vezes o dano imposto aos municípios e seriam proibidas de participar de licitações por dez anos.

Em tese, os gestores poderiam perder a função pública – mas em todos os municípios citados, houve troca na chefia do Executivo. Outras penalidades previstas são inelegibilidade e detenção por até cinco anos. Os demais envolvidos também são passíveis de prisão.









Fonte: Hoje Em Dia

Portais da transparência das prefeituras viram filão para empresas que desenvolvem softwares


O que era para ser uma ferramenta para combater a corrupção pode se tornar um instrumento de malversação do dinheiro público. A implantação dos portais da transparência das prefeituras – que passam a ser obrigatórios em todo o país a partir do dia 28 – virou um filão para empresas que desenvolvem softwares. Com a chegada do prazo final, prefeitos são insistentemente procurados por empresários com propostas de implementação dos programas criando uma legítima “indústria da transparência”. Para evitar abusos, o coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público (Caopp) do Ministério Público de Minas Gerais, Leonardo Barbabela, avisa que os promotores farão um pente-fino nos contratos. “Não vamos permitir que isso (mau uso do dinheiro público) aconteça”, afirma Barbabela.

Em Elói Mendes, no Sul de Minas, cidade de 25 mil habitantes, quem fez a proposta ao poder municipal foi a empresa paulista Generativa, que se especializou nesse mercado. O orçamento de cerca de R$ 10 mil mensais assustou o responsável pelo setor de informática da prefeitura, Luiz Paulo da Silva. A administração passou a buscar alternativas e se informou que a empresa responsável pelo sistema de contabilidade do município poderia fazer o mesmo serviço de implantação e alimentação do site, bastando um aditivo ao contrato, gerando um custo extra de apenas R$ 300 mensais.

Levantamento feito pelo Contas Abertas em 124 portais da transparência de cidades paulistas com mais de 50 mil habitantes mostrou que 70% deles foram produzidos por empresas privadas e apenas 30% pelas próprias prefeituras. “Os portais têm uma qualidade muito ruim. Em uma nota de 0 a 10, considerando o índice de transparência, receberam média de 3,97”, afirma o consultor do Contas Abertas Gil Castelo Branco. Entre as três que dominam o mercado paulista está a Generativa, que sondou Elói Mendes e atua em Varginha, ambas no Sul de Minas.

Como tem mais de 100 mil habitantes, o prazo para a Prefeitura de Varginha concluir o portal da transparência venceu em maio do ano passado. A empresa escolhida foi a paulista Generativa. Foi assinado um contrato de um ano no valor de R$ 84 mil (R$ 7 mil por mês). “Eu acho caro, mas é um contrato que está em vigência, feito pela administração passada”, justifica o prefeito da cidade, Antônio Silva (PTB). Ele garante que vai procurar opções mais baratas e que não optará pela renovação.

A reportagem do Estado de Minas conversou com o diretor comercial da Generativa como se fosse servidor de uma prefeitura interessada em contratar o serviço. Foi informado que o valor mensal pode variar de R$ 2 mil a R$ 9,5 mil para municípios de até 50 mil habitantes. “O problema não é fazer o portal, mas é preciso pagar pelo uso de um Data Center, que fica nos Estados Unidos”, explicou Haroldo Camargo, diretor comercial da empresa. Ele informou que o preço pode ser menor se as prefeituras da região se reunirem. “Podemos estudar um pacote”, ofereceu. Camargo explica que a maior dificuldade é alimentar o site, mas que isso deve ser feito por contadores da prefeitura. Após o negócio fechado, ele afirma que a implantação é imediata e que o prazo apertado não é problema. A empresa tem mais de 70 clientes.

Retardatários Um estudo da Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG) aponta que 73% dos municípios mineiros ainda não têm portal da transparência. A punição para quem não cumprir a lei são sanções, como a suspensão de repasses da União e do governo do estado. A lei já vale para a União (Executivo, Legislativo e Judiciário), estados e municípios com mais de 50 mil habitantes, que divulgam informações orçamentárias em tempo real.

Pente-fino nos contratos

O coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público (Caopp) do Ministério Público de Minas Gerais, Leonardo Barbabela, enviou ofício aos promotores de todas as comarcas do estado ressaltando a importância de cobrar das cidades a criação do portal da transparência. Ele destacou que é fundamental os promotores fiscalizarem os contratos das prefeituras para tentar evitar termos abusivos.

A Lei da Transparência é de autoria do senador João Capiberibe (PSB-AP) e foi aprovada em 27 de maio de 2009, com prazos gradativos para a implantação dos portais. Até o momento, 612 cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes estão obrigadas a alimentar sites com informações sobre a execução orçamentária. A partir de 28 de maio a norma abrangerá todos os 5.570 municípios do Brasil. Assim, 4.958 cidades, com população inferior a 50 mil habitantes, terão de construir ou aprimorar os seus portais.

A melhor solução, segundo o economista Gil Castelo Branco, do Contas Abertas, é que o estado, por meio de suas empresas públicas de informática, desenvolva um portal e o ofereça aos municípios. Em São Paulo, a Secretaria de Gestão está desenvolvendo esse sistema. Experiências bem-sucedidas também são feitas no Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Amapá.

A Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG) elaborou um projeto para o desenvolvimento dos portais. O orçamento feito pela Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge) foi de cerca de R$ 400 mil. Porém, a verba não foi aprovada, paralisando a iniciativa.







Fonte: Estado de Minas

Governo de Minas promove capacitação de prefeituras para celebração de convênios

A Cidade Administrativa receberá cerca de 850 gestores de prefeituras de todas as regiões do Estado

Curso será ministrado entre os dias 18 e 22 deste mês. Previsão é de que no segundo semestre sejam assinados mil convênios no valor aproximado de R$ 72 milhões.

Dando sequência ao trabalho de fortalecimento dos municípios por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (Padem), o Governo de Minas se prepara para, a partir do segundo semestre deste ano, assinar cerca de mil convênios com prefeituras de todas as regiões do Estado. A previsão é de que sejam repassados aos municípios cerca de R$ 72 milhões. A liberação dos recursos se manterá dentro da média histórica dos últimos anos – o que representou, entre 2009 e 2012, no repasse de R$ 240 milhões por meio da assinatura de três mil convênios.

A fim de preparar os municípios para o recebimento e gestão desses recursos, entre os dias 18 e 22 deste mês, a Secretaria de Estado de Governo (Segov), por meio da Subsecretaria de Assuntos Municipais (Subseam), realizará em Belo Horizonte o curso Celebração e Prestação de Contas de Convênios. O treinamento, que será realizado na Cidade Administrativa, tem previsão de envolver cerca de 850 técnicos e assessores parlamentares.

As inscrições terminam dia 15 e cada prefeitura poderá indicar até dois servidores. O treinamento terá duração de três horas e meia e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail subseam@governo.mg.gov.brou pelos telefones (31) 3915-0041 / 3915-0769.

Para a celebração de convênios é fundamental que as prefeituras e as entidades estejam adimplentes no Sistema Integrado de Administração Financeira de Minas Gerais (SIAFI_MG) e no Cadastro Geral de Convenente do Estado (CAGEC). Além disso, as prefeituras e entidades interessadas na implementação deprojetos em parceria com o Governo de Minas precisam apresentar todos os documentos exigidos pela legislação em vigor.

 Mais eficiência e menos problemas

O subsecretário de Assuntos Municipais da Secretaria de Estado de Governo, Aguinaldo Mascarenhas Diniz, avalia que o esforço do Estado no sentido de capacitar os gestores das prefeituras tem obtido resultados relevantes. “Entre 30 e 40% das prestações de contas dos municípios passaram a apresentar um menor índice de erros”, justifica.

Além da melhoria na qualidade das prestações de contas, o subsecretário aponta que os gestores municipais passaram a ter mais preocupação com a utilização dos recursos repassados. “Por outro lado, o Governo de Minas criou um canal de comunicação com as prefeituras, envolvendo diretamente os analistas de prestação de contas e celebração de convênios”, completa. Após a realização dos cursos de capacitação, os gestores municipais, incluindo engenheiros e técnicos, passam a conversar diretamente com os analistas do Governo do Estado, sobretudo procurando tirar dúvidas quanto aos procedimentos que devem adotar.

Segundo Aguinaldo Diniz, o contato direto dos gestores com a Subsecretaria de Assuntos Municipais diminui a distância e o tempo de resposta para o encaminhamento de soluções para as dificuldades encontradas pelas prefeituras.

Além da assinatura de aproximadamente 3 mil convênios no período de 2009 a 2012, a Subsecretaria de Assuntos Municipais treinou cerca de 2 mil servidores de prefeituras e representantes de entidades filantrópicas.

“Com os treinamentos, a Subseam possibilita que as prefeituras estejam capacitadas para apresentar uma prestação de contas bem feita, assim como a elaboração adequada dos projetos pautados na normatização vigente. Elas também devem estar habilitadas com relação às liberações dos recursos referentes aos convênios”, assinala o secretário de Governo, Danilo de Castro.

 Como funcionaráo cursos

O curso de Celebração e Prestação de Contas de Convênios terá duas turmas por dia. Os treinamentos serão realizados no Plenário do 9º andar do Prédio Gerais. Na parte da manhã, o curso será ministrado entre 9 e 12h30. Na parte da tarde, as atividades começarão às 13h30 e terminarão às 17 horas.

O credenciamento dos participantes ocorrerá no térreo do prédio Gerais e será realizado conforme lista de presença previamente confirmada e definida pela Subseam. O inscrito receberá um crachá de identificação para o acesso ao evento.

Elaborado a partir das experiências diárias da equipe da Subseam, o curso abordará matérias em relação aos critérios, aos prazos e ao período. Será apresentada uma relação de itens para a formalização de convênios e também será destacada a importância da apresentação de toda a documentação requisitada para que as assinaturas sejam agilizadas.

Quanto à comprovação da boa e regular aplicação dos recursos advindos dos convênios, a diretora de Prestação de Contas da Subseam, Márcia Mattoso falará sobre planejamento, licitação, check list dos documentos e orientação em relação ao bloqueio e desbloqueio.

Além do curso que será ministrado a partir do dia 18, a Subsecretaria de Assuntos Municipais pretende, este ano, realizar encontros nas associações microrregionais de municípios, contemplando, além das prefeituras, outras entidades beneficiadas com o repasse de verbas por parte do Governo de Minas. A iniciativa tem como objetivo facilitar a participação dos gestores municipais e reduzir as despesas das prefeituras com o deslocamento de servidores para Belo Horizonte.

 Promoção do desenvolvimento

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (Padem)tem a finalidade de promover o desenvolvimento socioeconômico das cidades mineiras por meio de liberação de recursos financeiros provenientes de emendas parlamentares e de ações que estimulem o desenvolvimento municipal.

Nos últimos anos o Padem atendeu todas as dez macrorregiões do Estado: Noroeste, Alto Paranaíba, Centro Oeste, Jequitinhonha, Mucuri, Norte de Minas, Triângulo, Rio Doce, Zona da Mata, Sul de Minas e Central.

No ano passado houve um aumento de aproximadamente 65% na celebração de convênios destinados às macrorregiões dos vales do Jequitinhonha e Mucuri. No Vale do Rio Doce o crescimento foi de 60%. Entre outros benefícios os convênios viabilizaram às prefeituras investimentos na pavimentação de ruas e aquisição de veículos e equipamentos.





Fonte: Agência Minas

De pires nas mãos, prefeitos de Minas tentam recurso do Estado

Prefeitos mineiros das regiões Sul, Sudoeste e Zona da Mata do Estado apresentaram, na última sexta-feira (18), ao governador Antonio Anastasia (PSDB), as dificuldades para administrar cidades com caixas vazios e dívidas da ordem de milhões.

Porém, saíram do encontro sem a promessa de apoio financeiro, de imediato, para sair da crise. Outra queixa foi a queda do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).





De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Cássio Soares, estão previstas, para os próximos dias, novas linhas de investimento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) em máquinas, veículos e calçamento de vias, mas, nesse primeiro momento, o governo do Estado deverá contribuir com as prefeituras basicamente com modelos de gestão.

Governador Antonio Anastasia recomendou aos prefeitos que aderissem ao modelo de gestão 

“Por ora, o governo está oferecendo toda a sua orientação, por parte de capacitação da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), disponibilizando os novos programas de gestão”, afirmou. Não foram divulgados valores a serem repassados para a manutenção dos novos programas estaduais e dos que já estão em execução.

Prefeitos

Presente na reunião, o prefeito de Pratápolis, no Sul de Minas, José Eneido Modesto (PMDB), confirmou que o governador não anunciou repasse de verbas, mas disse estar “esperançoso” com a abertura dada aos pequenos municípios. “Anastasia foi sensível com o que apresentamos, apesar de não ter mencionado ajuda financeira. Mas só de nos ter recebido, por intermédio do secretário, já poderemos aumentar o contato”, contou.

O peemedebista reclama da dívida de pouco mais de R$ 2 milhões que herdou do ex-prefeito. Para conseguir quitar parte do débito, ele terá que cortar cargos comissionados. “Estamos dispensando comissionados, pouco a pouco, e revendo contratos com empreiteiras para conseguirmos adequar as contas”.

Outra prefeitura que está a um passo de demitir funcionários é a de Fortaleza de Minas, na Região Sudoeste. Segundo a prefeita Neli Leão do Prado (PSC), que assumiu o Executivo pela segunda vez, o município deve mais de R$ 1 milhão por atraso no pagamento do 13º dos servidores e pela contratação, em caráter de urgência, de serviços de limpeza.

“Quando assumi, a cidade estava muito suja, sem coleta de lixo, e tive que contratar um pessoal pelo período de dois meses”, justificou. Apesar da dívida, Neli garantiu que a prioridade da gestão dela será pagar os vencimentos atrasados dos servidores.








Fonte: Hoje em Dia


Prefeituras "fechadas para balanço" prejudicam 400 mil


Em pelo menos seis cidades mineiras, a primeira ação dos prefeitos que tomaram posse em 1º de janeiro foi baixar as portas da prefeitura. O motivo alegado pelos novos gestores, em todos os casos, é o caos nas finanças públicas, o que inclui a herança de dívidas e a falta de informações obtidas - no período de transição entre os mandatos - sobre a estrutura da administração.

Em Santa Luzia, na região metropolitana, em Araçuaí e Berilo, no Vale do Jequitinhonha, em Francisco Sá e Manga, ambas no Norte de Minas, e em Lavras, no Sul do Estado, as sedes estão fechadas para atendimento à população e só devem retomar as atividades no fim do mês.</CW>

No total, quase 400 mil pessoas estão sendo prejudicadas, todos os dias, pela situação. De modo geral, apenas serviços básicos, como os de saúde e coleta de lixo, continuam funcionando nesses municípios.

Em Lavras, que tem aproximadamente 100 mil habitantes, o prefeito, Dr. Marcos Cherem (PSD), publicou um decreto no primeiro dia do ano e fechou a prefeitura da cidade "para balanço". O gestor garante que os serviços básicos, como atendimento à saúde e limpeza urbana, e mesmo obras de contenção de enchentes, são mantidos. Cherem coloca a culpa do tortuoso começo de mandato na administração anterior, já que, de acordo com ele, assumiu a prefeitura com dívidas de quase R$ 30 milhões e até com risco de corte no fornecimento de água e luz.

Diante do quadro, o prefeito praticamente exime sua gestão da tarefa de fechar as contas no azul neste ano. "Não vamos conseguir equacionar esses problemas antes do final de 2013", previu Cherem.

Os servidores municipais estão com salários atrasados e, segundo o novo prefeito, os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que foram depositados na conta servirão apenas para pagar parte do que a prefeitura deve para os funcionários.

As despesas com pessoal em Lavras somam R$ 5 milhões por mês. A prefeitura, segundo decreto publicado no dia 2, só deverá ser reaberta para atendimento ao público em 23 de janeiro.

Ordem é denunciar "herança"

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) é autor de aproximadamente 3.000 ações contra gestores municipais por improbidade administrativa em consequência de irregularidades nas finanças públicas.

Nas cidades mineiras que estão convivendo com rombos nas finanças, os atuais prefeitos deram início a auditorias nos cofres municipais. Entretanto, segundo Leonardo Barbabela, promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, os novos prefeitos devem procurar o MPMG e denunciar as irregularidades encontradas.

"O prefeito que entra tem que procurar reunir os elementos de prova necessários e procurar o Ministério Público. O MPMG pode determinar a investigação imediatamente e verificar, por exemplo, se houve enriquecimento ilícito", explicou.

Barbabela alertou, ainda, que a situação enfrentada pelos novos administradores também pode ser vivenciada pelo próximo. "O atual tem que tomar cuidado para não incorrer no mesmo erro", destacou.

A denúncia pode levar o ex-prefeito a responder por ato de improbidade, que custará a suspensão de seus direitos políticos por dez anos, perda da função pública e pagamento de multa. (LP)

Medida radical resulta da ausência de transição

Dos 5.565 municípios brasileiros, em apenas 27% houve reeleição. Nos mais de 4.000 em que um prefeito passou o cargo para outro, era necessária a troca de informações entre as equipes, com um balanço de como terminava o mandato.

"Aqui não houve transição", acusou o prefeito de Santa Luzia, Carlos Calixto (PSB). A denúncia é feita também por outros prefeitos que assumiram o cargo há dez dias e se depararam com problemas em caixa.

Com essa justificativa, Calixto determinou o fechamento de 18 dos 22 postos de saúde do município. A reportagem esteve na cidade nesta semana e verificou as consequências práticas da medida. Superlotação nas quatro unidades que seguem abertas e a dificuldade da população em contar com o serviço básico são apenas algumas delas. Segundo a prefeitura, os postos de saúde devem ser reabertos gradativamente a partir da próxima semana.

Após as eleições do ano passado, o governo federal elaborou uma cartilha para facilitar a transição dos cargos. Entre as orientações, estão a instalação de uma equipe com representantes dos dois governos e a ênfase na obrigatoriedade da prestação de contas. (LP)

MP faz pente-fino nas prefeituras para garantir transparência nas prestação de contas


Ministério Público Federal cobra de 26 municípios da Zona da Mata o cumprimento da lei que determina a divulgação na internet de todas as despesas, programas e obras em execução

O Ministério Público Federal em Manhuaçu ,Zona da Mata mineira, abriu inquérito para apurar o cumprimento da Lei de Acesso à Informação por 26 prefeituras da região. Em vigor desde 16 de maio, a lei obriga todos os municípios com mais de 10 mil habitantes a divulgarem na internet todas as despesas efetuadas pela administração municipal, inclusive pagamento de salários e transferências de recursos para organizações não governamentais e entidades privadas. A lei exige ainda a publicação de todas as informações relativas a procedimentos licitatórios, desde editais até contratos celebrados, e os dados sobre programas e obras em execução pela administração.

O procedimento foi instaurado pelo procurador Eduardo El-Hage. Segundo ele, apesar do prazo de seis meses estabelecido para que as prefeituras se preparassem administrativamente antes da entrada em vigor das novas regras de transparência, muitas ainda não estão cumprindo a lei. O procurador disse que aguarda apenas o envio das informações para decidir qual providência tomar em relação aos municípios. Dependendo do caso, segundo ele, pode ser aberta uma ação ou celebrado um termo de ajustamento de conduta (TAC) . Para o procurador, as prefeituras não têm como alegar falta de recursos para tornar disponíveis as informações, pois é possível criar páginas na internet sem custo. “Ou é incompetência ou é má-fé, pois atualmente colocar um dado na internet tem um custo praticamente irrisório”, argumenta. “O problema é muito mais a tradição patrimonialista brasileira do que empecilho econômico”, acredita.

 Defensor ferrenho da Lei de Acesso à Informação, El-Hage afirma que ela é um passo importante para o fortalecimento da cidadania e do controle pela população da aplicação dos recursos públicos, por isso o empenho do MPF para que seja cumprida. Para ele, todos os municípios, independentemente da legislação, deveriam divulgar todos os dados de suas despesas e receitas. A Lei de Acesso à Informação prevê essa exigência apenas para prefeiturasde cidades com mais de 10 mil habitantes.

Na rede Para os moradores das cidades não enquadradas nessa exigência a dica do procurador é fiscalizar as prefeituras usando as ferramentas disponíveis na internet. Hoje em dia, lembra El-Hage, existem diversos portais de transparências e de informações mantidas pelos governos e sociedade civil que facilitam o controle dos recursos públicos. Para ajudar, ele mesmo criou o blog Fiscalize de casa, no endereço http://fiscalizedecasa.blogspot.com.br, que ensina o cidadão os caminhos para rastrear os gastos públicos. Segundo o procurador, há estudos para transformar o blog em site oficial do MPF. El-Hage explica que a página ensina, por meio de vídeos, como fiscalizar os recursos das emendas parlamentares, verbas “frequentemente desviadas”, dinheiro da saúde e da educação e como pesquisar em fontes importantes de informação como a Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União.

 “A ajuda de todos no combate à corrupção é fundamental. Os órgãos de controle (Ministério Público, tribunais de Contas, controladorias e outros) são incapazes de combater sozinhos a corrupção sem as informações privilegiadas de que os cidadãos dispõem a respeito de empresas em conluio e laranjas, por exemplo. A fiscalização dos recursos públicos por milhões de pessoas, e não por apenas milhares delas (MP, TCU, PF), é muito mais eficaz.”, diz o texto de apresentação da página.



Fonte: Estado de Minas

Incentivos fiscais do governo tiram recursos dos municípios


A servidora municipal de João Pinheiro, região Noroeste do Estado, Raquel Pacheco, está entre os milhares de brasileiros que, por conta da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), conseguiu trocar o fogão e até comprou um micro-ondas. Mas quem acabou pagando por essa renúncia fiscal foi ela mesma. Ao reduzir o imposto - um dos principais componentes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) -, o governo federal arrecadou menos, diminuiu os repasses e faltou dinheiro para as prefeituras. O pagamento de Raquel atrasou. As prestações também. "Eu recebia no dia 30, mas passou para o dia 12 do próximo mês e não pude pagar a parcela no dia certo. Meu micro-ondas custou R$ 326, mas, contando os juros, eu paguei mais de R$ 400", conta.

O caso de João Pinheiro não é isolado. Por todo o Estado, as prefeituras enfrentam dificuldades financeiras porque têm recebido menos dinheiro do FPM, a principal fonte de renda de 70% delas. Na última semana, O TEMPO percorreu 2.100 km em diversas regiões de Minas Gerais. Em cada uma, além de atraso no pagamento, problemas diferentes foram encontrados, mas a explicação foi sempre a mesma: a arrecadação menor da prefeitura. O IPI reduzido começou a valer em maio para carros zero e linha branca. De lá até agosto, a queda nos repasses aos municípios foi de 30%, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional.

"Para manter a economia aquecida, o governo tem procurado isentar impostos para baratear os produtos e estimular as compras. Mas sem criar uma compensação, ele prejudica as contas das prefeituras", ressalta o presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Ângelo Roncalli, prefeito de São Gonçalo do Pará, no Centro-Oeste do Estado.

"Os municípios estão passando pela maior dificuldade da história. Nem a crise de 2008 afetou tanto quanto agora. A maioria vai ficar em situação de insolvência pois, quando uma prefeitura faz seu orçamento, leva em conta a previsão de arrecadação e do repasse do FPM, mas o valor desse fundo caiu muito e o dinheiro não será suficiente para arcar com os compromissos
assumidos", destaca.

O prefeito de João Pinheiro, Sérgio Vaz, conta que está fazendo de tudo para não atrasar a folha de pagamento, o que já não foi possível em setembro. "Cortamos despesas, reduzimos o horário de funcionamento da prefeitura e paralisamos obras, como a de uma creche". Já o prefeito de Carmésia, no Vale do Rio Doce, Roberto Keller, diz que a redução do FPM está comprometendo o caixa. "Ainda não atrasei pagamento de servidor, mas dos fornecedores sim", conta.








Fonte: O Tempo

Shows sem licitação estão na mira do Ministério Público

Brecha na lei permite contratação de artistas, sem licitação pública e com indício de superfaturamento, até para evento particular



Com a proibição dos showmícios pela Justiça, um grupo de empresários de artistas encontrou uma brecha de ouro na lei de licitações, de 1992, para continuar faturando altos cachês em contratos direcionados com prefeituras e governos. Por meio de uma triangulação no envio de dinheiro para firmas privadas, constituídas por empresários que alegam deter o direito exclusivo da apresentação de cantores famosos, verbas públicas que poderiam ser investidas em áreas essenciais estão sendo destinadas a contratos com indícios de superfaturamento para a realização de shows em praças, estádios de futebol, festas de rodeio, quermesses e micaretas. E para piorar: em alguns casos são cobrados ingressos de até R$ 500, o que transforma a situação num velho clássico de desvio de verba pública para custear festa particular. Na última semana, o Hoje em Dia analisou 52 convênios divulgados em diários oficiais e descobriu que o lucrativo esquema movimentou R$ 9,5 milhões em dois anos.


O rateio da fortuna, segundo os extratos, engordou os rendimentos de alguns empresários e de vários artistas como Luan Santana, Alexandre Pires, as duplas sertanejas Rio Negro e Solimões, Bruno e Marrone, e Jorge e Mateus, além de Eduardo Costa, Leonardo, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Skank, Jota Quest, Padre Fábio de Melo e da apresentadora Xuxa Meneghel. Somente em uma apresentação, patrocinada pelo ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, para comemorar os 49 anos de Brasília, a ‘rainha dos baixinhos’ ganhou R$ 500 mil de cachê. Todos os contratos verificados, sem exceção, foram fechados pelo sistema de inexigibilidade de licitação que, na prática, permite que os governantes direcionem contratos para determinados empresários sem que haja qualquer tipo de concorrência.


Para abocanhar os milhões do erário, basta que as estrelas apresentem um certificado dizendo que possuem vínculo exclusivo com determinado empresário. O novo filão está na mira do Ministério Público e foi tema de recente discussão entre promotores de Justiça durante encontro nacional da categoria.


Tradicionalmente festeiro, o Estado do Ceará, do governador Cid Gomes (PSB), é o recordista em convênios sem licitação com empresários de artistas. Dos 52 extratos verificados pelo Hoje em Dia, 27 deles dizem respeito à aplicação de R$ 5.081.571 para a realização do evento ‘Férias no Ceará’, na capital Fortaleza e em cidades do interior. Em 2009, por exemplo, a banda de pop rock Jota Quest lucrou R$ 653.500 por três apresentações, todas elas negociadas pela D&E Promoções de Eventos Ltda. No ano seguinte, a festança consumiu R$ 1.866.071 em 12 contratos, sendo que R$ 1,1 milhão foram gastos para custear cinco shows – três da banda Skank e dois do Jota Quest – ao custo de R$ 223 mil cada um. Nesse caso, a empresa foi a responsável pelo contrato com as bandas mineiras, além de ter negociado em favor do cantor Lulu Santos e das bandas Biquini Cavadão, NX Zero e Tribo de Jah.


Para o evento deste ano, que já está em curso, Cid Gomes caprichou na produção. Ao todo, para custear apresentação de oito artistas, Cid destinou pelo menos R$ 2,5 milhões em verbas para bancar o evento, conforme análise em 12 extratos de contratos divulgados no diário oficial do Estado. Com quatro apresentações agendadas, segundo os contratos, o Skank vai faturar R$ 892 mil. Já a turma do Jota Quest embolsará R$ 1,1 milhão.

Réveillon, festa junina, forró, rodeio...

Enquanto alguns prefeitos realizam marchas até Brasília em busca de recursos, outros aplicaram R$ 3.390.798 em verbas públicas para patrocinar eventos com artistas. O volume gasto foi diluído em 26 dos 52 contratos verificados pelo Hoje em Dia em diários oficiais de municípios.


Primeira colocada do ranking, a Prefeitura de Paulo Afonso (BA) usou R$ 602 mil para patrocinar, em 2009, uma festa junina com a presença de sete estrelas do showbizz. Os cachês mais caros – R$ 180 mil cada - foram embolsados pela dupla sertaneja Victor e Léo, e pelo Padre Fábio de Melo. Já os demais artistas receberam: Mastruz com Leite (R$ 65 mil), Mala 100 Alça (R$ 65 mil), França e Forró da Pisada (R$ 35 mil), Forró Brazil (R$ 35mil) e Gatinha Manhosa (R$ 42 mil).


Na segunda colocação, a Prefeitura de Sertãozinho (SP) gastou R$ 523.200 para ter o pagodeiro Alexandre Pires (R$187.200), a banda Jota Quest (R$ 198 mil) e a dupla caipira Gino e Geno (R$138 mil) no palco da Festcana 2010, evento realizado anualmente pela prefeitura, que mescla apresentações musicais com gastronomia. Apesar do vultoso investimento público, quem quis ver a performance dos cantores teve que pagar ingresso de pelo menos R$ 15.


Antes da Festcana, no réveillon de 2009, o pagodeiro Alexandre Pires ganhou R$ 260 mil por uma única apresentação em São Vicente, no litoral paulista, por meio da empresa Anova - Promoções, Eventos e Publicidade Ltda, que alegou ter os direitos exclusivos das apresentações do cantor.


Em Orlândia (SP), os preços dos ingressos de um rodeio da cidade chegaram a R$ 100. Mesmo sendo uma festa privada, a prefeitura contratou sem licitação para animar a festa os artistas Luan Santana (R$ 110 mil), Rio Negro e Solimões (R$ 85 mil) e Skank (R$ 85 mil) com dinheiro público da cidade. Preço total da farra: R$ 280 mil.

Arruda gasta R$ 960 mil em cachês

Apontado como o chefe do esquema de corrupção no Distrito Federal, que ficou nacionalmente conhecido como mensalão do DEM, o ex-governador José Roberto Arruda não economizou verbas públicas para realizar festejos enquanto esteve à frente do Palácio do Buriti. Somente em três contratos foram consumidos R$ 960 mil em cachês, conforme cópias de extratos de contratos divulgados no diário oficial.


Mirando a comemoração histórica dos 50 anos de Brasília, a qual não esteve presente por causa da repercussão causada pelos vídeos da corrupção do delator Durval Barbosa, Arruda comemorou com pompa os 49 anos da cidade, como se fosse uma espécie de prévia do que estaria por vir no ano seguinte.


Foram várias atrações, mas o grosso da verba pública foi destinada às apresentações da cantora e apresentadora Xuxa Meneghel, da dupla sertaneja Jorge e Mateus e da banda de pop rock Jota Quest.


Estrela maior do evento, a apresentadora e cantora Xuxa Meneghel recebeu cachê de R$ 500 mil pela firma Xuxa Promoções e Produções Artísticas Ltda.


Apesar de serem novatos no showbizz à época, a dupla Jorge e Mateus ficou com R$ 320 mil por intermédio da J&M Produções Artísticas Ltda. Já os integrantes do Jota Quest embolsaram R$ 140 mil pela Eddie Produções Artísticas Ltda.


De acordo com os extratos dos contratos, o caminho percorrido pelo dinheiro público é sempre o mesmo. Conforme os documentos, a verba saiu dos cofres da Empresa Brasiliense de Turismo, foi depositada na conta das empresas que alegam deter cartela exclusiva de shows e, por fim, chegou ao bolso dos artistas.


Em 2001, já durante o Governo de Roseane Sarney (PMDB), a banda Skank foi contratada pelo empresário Guilherme Frota Produções para tocar na abertura dos Jogos Escolares daquele ano.


Pelo extrato de contrato, exatos R$ 124.768,38 em verbas públicas foram destinados ao cachê dos artistas.

Promotor de SP investiga contrato do Jota Quest

O promotor de Justiça Fernando Abujamra, da Comarca de Sertãozinho, no interior de São Paulo, instaurou inquérito para investigar denúncias de irregularidades na contração de empresários de artistas pela prefeitura da cidade, que hoje é administrada pelo ex-sorveteiro Nério Costa (PPS).


Ainda em fase inicial, a investigação tem como alvo o envio de verbas públicas da cidade para custear o cachê de atrações do Festcana, a tradicional Festa da Cana de Sertãozinho, onde são cobrados ingressos na entrada.


Em 2010, o evento contou com a presença do pagodeiro Alexandre Pires, da dupla sertaneja Gino e Geno e da banda mineira de pop rock Jota Quest, ao custo total de R$ 523.200.


Além de cobrar ingresso em festa patrocinada com dinheiro público, a investigação vai mirar também a ausência de licitação no contrato do empresário Luis Carlos Pasquini, que alegou deter os direitos exclusivos dos artistas, pela prefeitura de Sertãozinho.


Pelos extratos, divulgados no diário oficial da cidade, prefeitura pagou R$ 187.200 ao cantor Alexandre Pires, R$ 138 mil foi para o Gino e Geno e, a maior parcela da verba, R$ 198 mil, foi usada para bancar a banda Jota Quest.


Os três contratos foram firmados pela prefeitura e o empresário dos artistas pelo questionável sistema de inexigibilidade de licitação que, permite driblar a livre concorrência. O Festcana de Sertãozinho é considerado um evento particular com aporte de verba pública.


Há cerca de 30 dias, o guitarrista Marco Túlio Lara, do Jota Quest, foi intimado a prestar depoimento na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte em carta precatória enviada pelo MP de São Paulo.


Apresentando tranquilidade, Marco Túlio chegou à sede da promotoria acompanhado de seu advogado de defesa. Poucos minutos depois, ele foi embora. No inquérito do promotor Abujamra, além dos artistas, o prefeito e o empresário também serão chamados a prestar esclarecimentos sobre os três contratos.

Com governos, contratação fica mais cara

A contratação de artistas pelo poder público é mais cara do que pela iniciativa privada. A constatação de que muitos já tinham conhecimento, mas que poucos topam cravar a respeito vem de dois dos maiores empresários do segmento artístico-musical do país.


Em entrevista ao Hoje em Dia, na condição de que suas identidades fossem mantidas no anonimato, os empresários abriram o jogo e revelaram que um show contratado por prefeituras e governos pode custar até 100% mais do que uma apresentação particular.


Apesar dos indícios de superfaturamento, os empresários atribuem a enorme diferença dos preços ao formato das apresentações contratadas por governos. “Contrato com governos é mais alto sempre porque geralmente se trata de apresentações para um grande público”, contou um dos empresários.


“São mais caros porque se leva em conta a vinculação do artista com o político. E isso é uma questão que sempre foi meio complicada”, disse a outra fonte.


Com insistência, um dos empresários consultados aceitou falar em valores de cachê. “Uma banda top de linha hoje do pop rock custa em torno de R$ 100 mil. Já para uma dupla sertaneja de sucesso o cachê é mais salgado, podendo chegar R$ 150 mil. Agora, as musas do Axé cobram até R$ 200 mil por uma apresentação”, revelou.


Ainda em entrevista, um dos empresários afirmou que, como se trata de um segmento altamente instável, os valores dos cachês variam muito e que isso depende do momento em que o artista está passando em sua carreira.


“É como se fosse uma bolsa de valores. Há seis meses um cachê pode ter custado R$ 20 mil e hoje valer R$ 200 mil. O que prevalece é a velha fórmula da oferta e procura”, definiu.









Fonte:hojeemdia.com

Libertados suspeitos de fraudar licitações em prefeituras

Presos durante operação Convite Certo, da Polícia Federal, saíram após cumprirem a prisão preventiva

Os oito presos durante a Operação Convite Certo, realizada pela Polícia Federal na semana passada, foram libertados na tarde desta segunda-feira (18). Todos estavam sendo investigados por fraudes em licitações para contratação de assessoria jurídica em prefeituras de cidades do interior.


Os advogados Fabrício Alves Quirino, José Otávio Dias Sanches e Marcus Vinicius Souza - sócios da Valor Consultoria -, Eugêncio de Figueiredo Miranda e Marco Antônio Reis - funcionários do gabinete do deputado estadual Dilzon Melo -, Paulo Gomes Santiago - secretário de Educação de Dores do Indaiá -, José Ricardo Leandro da Silva - procurador de Alfenas -, e Deivison Resende Monteiro - procurador de Boa Esperança -, foram libertados após cumprirem os cinco dias de prisão preventiva. Todos estavam na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, e responderão ao processo em liberdade.


Segundo a PF, o esquema criminoso contratava escritórios de advocacia para a prestação de consultoria jurídica às prefeituras, através de licitações fraudadas, cujas modalidades principais e mais utilizadas eram a "Carta Convite" e o "Pregão Presencial". Durante as investigações, ficou claro que o grupo criminoso utilizava inúmeros agentes públicos para montar a fraude nos procedimentos licitatórios, simultaneamente à inserção ilícita na máquina pública municipal, de modo a direcionar o certame para a contratação de escritórios de advocacia vinculados aos interesses da organização criminosa.


Conforme a prefeitura cooptada, surgia a figura do "parceiro", que é aquele agente público, servidor municipal ou não, que exercia uma função diferenciada em benefício da organização criminosa, seja manipulando a licitação, seja influenciando, para o acertamento da empresa "vencedora"; seja, ao final, se beneficiando com a distribuição de parte dos pagamentos mensais que eram efetivados pela administração do escritório contratado.








Fonte:hojeemdia.com.br

Número de cidades que estão na mira da PF pode dobrar

Peritos analisam o material apreendido para calcular rombo aos cofres públicos



O número de prefeituras mineiras investigadas pela operação Convite Certo, deflagrada anteontem pela Polícia Federal (PF), pode dobrar, segundo o promotor Eduardo Nepomuceno. De acordo com ele, os números não podem ser divulgados, já que a PF ainda está analisando os documentos apreendidos. O promotor garante, porém, que se trata apenas de uma questão de tempo. "A quadrilha atuava em diversas cidades do Estado. Há chances concretas de que novas prefeituras e mais pessoas envolvidas comecem a aparecer", declarou ele a O TEMPO.


Até o momento, nove prefeituras mineiras são alvo da PF e oito suspeitos de envolvimento no esquema tiveram prisão preventiva de cinco dias decretada. Até o fim da tarde de ontem, quatro procuradores suspeitos já haviam chegado à penitenciária Nelson Hungria, em Contagem: Deivison Resende Monteiro, José Ricardo Leandro da Silva, Fabrício Alves Quirino e Eugênio de Figueiredo Miranda.


Quanto ao prejuízo aos cofres públicos, o promotor informou que o balanço ainda não foi concluído, uma vez que os peritos precisam calcular os montantes apreendidos com os envolvidos e os danos aos caixas de cada prefeitura.


Nos bastidores, havia especulações de que as irregularidades também envolviam juízes - informação negada por Nepomuceno. "O processo não foi levado ao Tribunal de Justiça pois não existem elementos para isso", assegurou o promotor.


Fraude. Depois de seis meses de investigações, a PF desarticulou um esquema de fraudes em licitações que culminou no cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e na prisão de advogados, procuradores e assessores parlamentares, incluindo dois funcionários ligados ao gabinete do deputado estadual Dilzon Melo (PTB) - o motorista Eugênio Miranda e o assessor político Marco Antônio Reis.


Segundo a apuração da polícia, dois escritórios de advocacia, um com sede em Belo Horizonte e outro em Dores do Indaiá, lideravam o esquema. Membros dessas empresas procuravam os assessores do deputado, que tinham contato com prefeituras. Ainda de acordo com a PF, os dois, então, articulavam, junto aos Executivos municipais esquemas para fraudar licitações públicas de acordo com os objetivos da quadrilha. Os escritórios providenciavam empresas de fachada para concorrer no processo licitatório. O pagamento feito pela prefeitura à empresa vencedora era, então, dividido entre os envolvidos no esquema.


Até agora, a PF já comprovou o envolvimento das prefeituras de Alfenas, Boa Esperança, Campanha, Campos Gerais, Coqueiral, Carmo do Paranaíba, Dores do Indaiá, Nepomuceno e Três Pontas com os escritórios investigados na operação Convite Certo.









Fonte:otempo.com.br

Operação "Convite Certo" investiga 7 prefeituras do Sul de Minas

Ação teve o objetivo de desmantelar esquema de fraude em licitações


A Polícia Federal prendeu oito pessoas durante uma operação em nove prefeituras de Minas Gerais, sete delas que ficam no Sul de Minas, na manhã desta quarta-feira (13). A ação, batizada de “Convite Certo”, teve como objetivo reprimir fraudes em licitações para contratação de assessoria jurídica nas prefeituras. Foram cumpridos oito mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão. Entre os presos estão advogados, procuradores de municípios, agentes públicos e assessores parlamentares.

No Sul de Minas, as prefeituras de Alfenas, Boa Esperança, Campanha, Campos Gerais, Coqueiral, Nepomuceno e Três Pontas foram visitadas pela Polícia Federal. Durante a manhã, foram apreendidas quantias de dinheiro em espécie e além de farta documentação do esquema criminoso. O balanço final da operação ainda não foi divulgado.

De acordom com a PF, o órgão vai enviar ao Ministério Público elementos suficientes para instruir a ação penal, bem como, para cancelar os contratos administrativos, firmados com essas prefeituras, mediante ação civil pública. A operação apurou os crimes de formação de quadrilha, visando coibir a prática de fraudes licitatórias, além dos crimes de corrupção ativa e passiva e peculato.

O esquema

Segundo a Polícia Federal, o esquema criminoso visava à contratação de escritórios de advocacia para a prestação de consultoria jurídica a prefeituras, através de licitações fraudadas, cujas modalidades principais e mais utilizadas eram a "Carta Convite" e o "Pregão Presencial".

O grupo criminoso se utilizava de inúmeros agentes públicos para a montagem fraudulenta de procedimentos licitatórios, simultaneamente à inserção ilícita na máquina pública municipal, para conseguir a contratação de empresas (escritórios de advocacia) vinculadas aos interesses da organização criminosa.









Fonte:eptv

Por descaso à saúde, prefeituras mineiras são alvo de milhares de processos judiciai

Municípios mineiros respondem a mais de 5 mil processos por mau atendimento na área, o que significa cerca de 80% de todas as ações que tramitam no estado contra prefeitos


As prefeituras mineiras respondem hoje a mais de 5 mil processos por mau atendimento na área da saúde. Isso corresponde a aproximadamente 80% do total de ações em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) contra prefeitos. Os processos são referentes a falta de medicamentos na Farmácia Básica, cirurgias não realizadas, falta de leitos nos hospitais ou fila de espera para tratamento de doenças graves. As prefeituras são responsabilizadas por todas essas falhas porque são elas que administram os recursos repassados pelo Ministério da Saúde.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, promotor de Justiça Gilmar de Assis, explica que isso ocorre porque, na maioria das vezes, os prefeitos são julgados por responsabilidades da União e do estado. Ou seja, “os governos federal e estadual não contribuem com o que devem contribuir e as prefeituras acabam sobrecarregadas e sofrendo as consequências”.

Para o alento dos prefeitos, a desembargadora Vanessa Verdolim, que também é presidente do Fórum Permanente da Saúde, assegura que a Justiça tende a considerar cada vez mais as condições reais das cidades para dar sua decisão, buscando olhar não só os direitos dos cidadãos à saúde, garantidos na Constituição, mas também as políticas públicas.

“Se não atendermos as políticas públicas, vamos acabar com os municípios, com o poder público, a gestão. Vamos torná-la impossível”, acrescentou. Mas a desembargadora pondera que existem absurdos nas gestões municipais que não podem passar em branco.
Segundo o superintendente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Waldir Salvador, a média no estado de aplicação na saúde dos recursos municipais é de 25%, sendo que a legislação obriga a 12%.

“ Isso significa que falta dinheiro para o fomento econômico, saneamento básico, cultura, meio ambiente e várias outras coisas. Porque você está tirando de onde não pode tirar”, frisou. Ele afirmou que as prefeituras sempre pagaram pela irresponsabilidade do estado e da União. “Nossa esperança é que isso realmente mude”, acrescentou.

Ele ainda observou que cerca de 500 cidades, das 853 do estado, recebem o menor índice do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), de 0,6%, que no ano passado deu pouco mais de R$ 300 mil por mês. “É muito pouco para uma prefeitura administrar por mês saúde, educação, infraestrutura e pagar os funcionários”, disse.

O que os prefeitos reivindicam, tanto aos órgãos fiscalizadores quanto à Justiça, é que os julgamentos e denúncias sejam feitos com “bom senso”. “Não adianta fechar os olhos. É muito fácil punir, mas vá a prefeitura e verifique se o prefeito tem condições de agir. Ele não tem condição para nada. A Constituição é um mundo ideal, mas o mundo em que as cidades vivem é o mundo real”, disse o superintendente da AMM. As colocações foram feitas no evento da AMM Pacto Institucional, que teve como objetivo aproximar as instituições fiscalizadoras dos gestores municipais. A desembargadora Vanessa Verdolim e o promotor Gilmar de Assis participaram das discussões.

Vontade política

Para o presidente da organização não governamental (ONG) SOS Vida, o conselheiro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG, Antônio Carlos Teodoro, os prefeitos têm de ser responsabilizados pelo mau atendimento aos cidadão na área da saúde. “Cabe aos prefeitos buscar ajuda financeira do estado e da União, são eles os responsáveis por dar atendimento digno às pessoas. Falta vontade política para resolver o problema da saúde”, criticou. Ele ainda cutucou o Ministério Público e disse que os promotores têm que começar a fazer mais denúncias contra os gestores. “É o Tribunal de Justiça que está dando vida e medicamento às pessoas”, completou.

Principais motivos das ações

Falta de medicamentos na Farmácia Básica

Cirurgias não realizadas

Carência de leitos nos hospitais

Falta de médicos

Fila de espera para tratamento de doenças graves

Falta de material hospitalar






Fonte:em.com.br

Promotor de Lavras quer, em 30 dias, a cabeça dos ditos "fichas sujas"

Ministério Público quer a demissão de todos os denominados "fichas sujas" que ocupam cargos de confiança nas prefeituras, fundações, empresas de economia mista e outros.


O promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, de Lavras, Dimas Messias de Carvalho, enviou, na segunda-feira, dia 7, para os prefeitos da região, para as fundações, empresas de economia mista e todos os órgãos federais, estaduais e municipais, uma correspondência solicitando a relação de todos os cargos em comissão e designados para funções de confiança.

O promotor, na correspondência, aconselha aos prefeitos, curadores, presidentes e diretores a imediata aplicação da lei denominada "Ficha Limpa", que estabelece diversas hipóteses de inelegibilidade. O Ministério Público aconselha a imediata exoneração de todos aqueles inelegíveis, em razão de atos ilícitos, sob pena de improbidade administrativa.



















Fonte:jornaldelavras

Polícia Federal no encalço de 378 prefeituras

Somente na Região Leste do Estado foram abertos 155 inquéritos sobre desvios de verbas federais


Pelo menos 378 prefeituras de Minas Gerais, cerca de 45% do total, são suspeitas de desvio de verbas federais. A maior parte delas se encontra na Região Leste do Estado: são 155 inquéritos abertos pela Delegacia Regional de Governador Valadares. Mas a sangria com os recursos da União se estende a todas as regiões.


Na Superintendência da Polícia Federal, instalada em Belo Horizonte e responsável pelas cidades da Região Central, há outras 100 administrações investigadas. A ordem é para que o cerco a prefeitos e servidores corruptos, responsáveis pelos prejuízos aos cofres públicos, seja intensificado nos próximos dias.


Para isso, a Polícia Federal colocará no encalço dos prefeitos mineiros 359 agentes a mais na comparação com 2010, quando a investigação começou. Este contingente estava voltado para o combate a crimes eleitorais e a segurança do pleito. Hoje, a PF conta com 676 policiais no Estado. “A prioridade, agora, é a investigação sobre os desvios de verbas federais. Os prejuízos causados à União são de bilhões”, garante o delegado Marcelo Eduardo Freitas, chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado.


No ano passado, em todo o país, foram feitas 272 operações especiais com a prisão de 124 agentes públicos. Na comparação com 2009, houve um aumento de 99 prisões, apesar de, em 2010, terem ocorrido dez operações a menos do que no ano anterior, ou seja, 282. A expectativa é de que, neste ano, o número de operações cresça, assim como o de prisões. “Existem investigações em andamento apontando casos em que os recursos foram repassados, mas as obras sequer foram realizadas”, diz Freitas.


Na Região Norte de Minas, sob a responsabilidade da Delegacia de Montes Claros, o número de prefeituras investigadas chega 65. No Sul de Minas, sob a responsabilidade de Varginha, são 10; No Triângulo, na alçada de Uberlândia, são outros 21 inquéritos.


Segundo o chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime organizado, apesar de o número maior de inquéritos ter sido aberto na Região Leste, as prefeituras do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha vão receber uma atenção “especial” da polícia. “São prefeituras de cidades mais pobres, onde os crimes acontecem em maior quantidade. Muitas vezes, as licitações são combinadas pelos empresários com ou sem a participação dos prefeitos”.


Em todo o Brasil, a Polícia Federal tem aproximadamente 3 mil inquéritos para investigar desvios em prefeituras. Se considerarmos que o país conta com 5.565 municípios, mais da metade das prefeituras está sob investigação. “O problema são as fraudes mais sofisticadas, que contam com parlamentares. Nestes casos, o delito começa na origem dos recursos”, lembra.


AMM diz que precariedade facilita a fraude


O grande número de inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) tendo como alvo prefeitos e servidores públicos municipais em Minas intriga – mas não surpreende – o superintendente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Waldir Salvador. Segundo o representante dos prefeitos, a situação só irá mudar quando as prefeituras passarem a valorizar a atuação dos gestores e dos servidores públicos.


O dirigente da AMM garante que a entidade tenta, ao lado do Ministério Público Estadual (MPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ampliar a informação sobre os processos para a abertura de licitações, contratação de serviços e prestação de contas. “Mas, com o salário que a área pública paga, com as dificuldades das prefeituras em contratar servidores com maior formação, vai ser sempre assim”, diz.


Salvador aponta um diagnóstico, na visão dele, “desanimador”, apresentado por mais da metade das prefeituras de Minas. “Não pagam nem R$ 2 mil para secretários. Tem prefeitura que não tem nem condição de pagar estudante de Direito para trabalhar na área jurídica, ainda mais um bom advogado. Neste cenário, realmente fica difícil a gente ver a realidade se transformar num espaço de tempo pequeno”, projeta.








Fonte:hojeemdia

Quinze prefeituras mineiras suspeitas de irregularidades

Ação da Controladoria-Geral da União constata irregularidades em repasses de R$ 45,7 milhões a prefeituras

A Controladoria-Geral da União (CGU) constatou irregularidades na aplicação de recursos públicos nos 120 municípios brasileiros - sendo 15 em Minas Gerais - incluídos na 31ª e 32ª edição do Programa de Fiscalização por Sorteios. Nessas duas edições do programa, a CGU fiscalizou a aplicação de R$ 2,4 bilhões, dos quais R$ 45,7 milhões em Minas, envolvendo 309 ordens de serviço no Estado.

No caso mineiro, as irregularidades constatadas pela CGU envolvem desde a celebração de convênio com valor insuficiente para execução completa de escola até a aquisição de combustíveis sem a devida comprovação de sua utilização em projeto governamental.

Foi o caso constatado, por exemplo, em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste, município com o maior volume de recursos repassados pelo Governo federal em Minas: R$ 8,1 milhões. Problemas semelhantes foram detectados em Caxambu, no Sul de Minas, segundo município do Estado que mais repasses recebeu do Governo federal: R$ 4,3 milhões.

Em ambos os casos, as prefeituras alegaram que “eventuais problemas” justificam-se pelo “lapso temporal considerável entre a celebração do convênio e a realização da licitação”.
Os relatórios referentes aos municípios fiscalizados nesses sorteios já estão disponíveis no sítio eletrônico da CGU, após terem sido encaminhados, pelo ministro Jorge Hage, para as providências cabíveis, aos ministérios transferidores dos recursos.

Além disso, os relatórios foram enviados, como ocorre sistematicamente, à Polícia Federal, ao Ministério Público (Federal e Estadual), ao Tribunal de Contas da União, à Advocacia-Geral da União, à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal (Mesas Diretoras e Comissões de Fiscalização Financeira e Controle), às prefeituras municipais e às câmaras municipais para as providências cabíveis em cada uma dessas instâncias.

A partir do recebimento dos relatórios, cabe, agora, a cada ministério tomar as medidas corretivas e punitivas em sua área, bem como à Polícia Federal a instauração de inquéritos policiais sempre que houver indícios de crime ou de esquemas organizados envolvendo empresas e prefeituras, como tem ocorrido frequentemente.
À AGU caberá o ajuizamento das ações judiciais para ressarcimento de eventuais prejuízos aos cofres públicos, e ao Ministério Público as ações criminais e civis por improbidade.

No país, alguns municípios como Tefé (AM), tiveram gastos de R$ 11 milhões com recursos do Fundeb que não apresentaram comprovação documental. Em Curralinho (PA), as despesas sem comprovação chegaram a R$ 9,7 milhões. Em Pedra Branca do Amapari (AP), a prefeitura não comprovou gastos de quase R$ 800 mil, destinados ao Programa de Saúde da Família (PSF).

O Programa de Fiscalização por Sorteios é uma iniciativa do Governo federal, para tentar inibir a má-gestão na esfera pública. Foi criado em 2003 e já sorteou mais de 1,7 mil municípios em todo o país, fiscalizando R$ 15,5 bilhões em gastos não autorizados. Os auditores examinam documentos, contas e fazem inspeção das obras e serviços em andamento.




Fonte:hojeemdia

Fomento e Incentivo à Cultura

Publicado novo edital do Fundo Estadual de Cultura

A Secretaria de Estado de Cultura - SEC, por meio da Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura e da Diretoria do Fundo Estadual de Cultura, lança a quinta edição do Fundo Estadual de Cultura, mecanismo de fomento, apresentando algumas mudanças que visam aprimorar suas ações, como a análise de projetos apresentados por entidades que não necessariamente tenham caráter prioritariamente cultural, mas que tenham nos projetos objetivos estritamente artístico-culturais.

“O Fundo Estadual de Cultura é a garantia que estamos no caminho certo para ampliar cada vez mais presença da cultura e da arte em todo o Estado” explica o secretário de Estado de Cultura, Washington Mello, para quem o foco da pasta é o preenchimento de lacunas ao destacarmos a nossa identidade cultural, além da difusão e fruição das tradições que refletem um modo de viver próprio convergindo para o fortalecimento da diversidade cultural.

A Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Nora Vaz de Mello nos conta ainda, que é importante a leitura com atenção de cada item exigido no Edital FEC 01/2010 e a leitura complementar das Leis Estaduais nº 19.088/2010 e nº 15.975/2006 e dos Decretos nº 45.159/2009 e nº 44.341/2006, tendo em vista o atendimento das exigências para a aprovação do projeto. Visando uma adequação gradativa nos aspectos tecnológicos, o beneficiário, ao fazer sua inscrição neste Edital, além do preenchimento e envio da documentação em forma física, deverá enviar, também, os arquivos contendo os formulários gravados em mídia ótica (CDs ou DVDs). Essa medida irá facilitar e agilizar o processo de análise do projeto pelas Câmaras Setoriais Paritárias.

Outro ponto importante neste edital é a oportunidade que as entidades de direito privado sem fins lucrativos e de direito público terão de apresentar até dois projetos, sendo que caso se apresente dois projetos, um dos projetos deve ter como foco proposições que visem o fomento e a promoção do patrimônio imaterial referente à área do Artesanato Tradicional. O valor permitido para o segundo projeto voltado para o Artesanato Tradicional é de até quinze mil reais.

O FEC é instrumento de apoio destinado a projetos que, tradicionalmente, encontram maiores dificuldades de captação de recursos no mercado. O seu objetivo é o de estimular o desenvolvimento cultural nas diversas regiões do Estado, com foco prioritário para o interior. Desde 2006, ano da criação do Fundo, foram disponibilizados mais de R$ 28 milhões (vinte oito milhões de reais) para a modalidade ‘Liberação de Recursos Não Reembolsáveis’, contemplando 397 projetos e 177 municípios. Neste ano, para esta modalidade, está sendo disponibilizado um montante de R$ 6.500.000,00 milhões (seis milhões e quinhentos mil reais).

Quem pode se inscrever

Na modalidade ‘Liberação de Recursos Não Reembolsáveis’, podem se inscrever, exclusivamente, as entidades de direito público (prefeitura ou fundação de natureza cultural vinculada à prefeitura) ou pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, com objetivo e atuação culturais, que apresentem projetos artísticos-culturais.

Na categoria ‘Financiamento Reembolsável’, podem se inscrever as pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, também com objetivo e atuação culturais, que apresentem projetos que visem à criação, à produção, à preservação, à divulgação de bens, às manifestações culturais no Estado e à realização de investimentos fixos e mistos, inclusive aquisição de equipamentos, relativos a projetos de comprovada viabilidade técnica, social, cultural, econômica e financeira, compatíveis com os objetivos do FEC.

As inscrições para a modalidade ‘Liberação de Recursos Não Reembolsáveis’ devem ser feitas até 08 de fevereiros de 2011, e para ‘Financiamento Reembolsável’, entre os dias 1º e 10 de cada mês. O projeto poderá ser enviado pelo correio ou entregue pessoalmente na Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria de Estado de Cultura (Cidade Administrativa de Minas Gerais, Ed. Gerais, 5º andar, Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº - Bairro Serra Verde – Belo Horizonte).

Clique aqui e veja o Edital e os formulários.

Polícia procura por funcionário de prefeitura suspeito de furtos

Medicamentos e animais supostamente furtados por ele foram encontrados pela polícia

A Polícia Civil procura por um funcionário da Prefeitura de Paraisópolis, de 26 anos, que é suspeito de vários furtos na cidade. Na manhã de quinta-feira (2) a Polícia Militar encontrou na casa dele, no bairro Residencial Paraíso, mais de 1,5 mil caixas de remédios de várias marcas que foram furtadas de uma farmácia da cidade na semana passada. No fim da tarde, no sítio dele, foram encontradas duas cabeças de gado que haviam sido roubadas de outra propriedade em maio deste ano. Os animais foram identificados por causa das marcas do dono.

O suspeito é motorista de uma unidade do Programa Saúde da Família na cidade. Um outro rapaz, também de 26 anos, que já tem várias passagens pela polícia por tráfico de drogas, também estaria envolvido nos furtos. Os dois estão foragidos.







Fonte:eptv

Recursos finaceiros enviados aos municípios

Fique sabendo dos recursos financeiros enviados ao seu município acessando o Portal da Transparencia.

Neste exemplo acessamos a cidade de FAMA - MG (link abaixo)




 

Transparência nos Municípios - Fama (MG)


Repasses do Governo Federal para o município em setembro de 2010:
R$ 291.465,59

Repasses do Governo Federal para o município acumulado em 2010:
R$ 3.013.133,30

Cadastro de Convênios
Recursos Recebidos do Governo Federal em 2010
Recursos Recebidos por Área Encargos Especiais --------------------------------------------------------------------------------  R$ 2.795.173,22
Saúde --------------------------------------------------------------------------------  R$ 137.759,96
Assistência Social --------------------------------------------------------------------------------  R$ 62.987,20
Educação --------------------------------------------------------------------------------  R$ 17.212,92
Ver mais Recursos Recebidos por Ação FPM - CF art. 159 --------------------------------------------------------------------------------  R$ 2.601.865,57
PAB Variável - PSF --------------------------------------------------------------------------------  R$ 96.660,00
FUNDEB --------------------------------------------------------------------------------  R$ 71.172,64
Royalties --------------------------------------------------------------------------------  R$ 42.302,87
Apoio Financeiro aos Municípios para Compensação da Variação Nominal Negativa Acumulada dos Recursos Repassados pelo Fundo de Participação dos Municípios -FPM entre os Exercícios de 2008 e 2009 --------------------------------------------------------------------------------  R$ 34.318,21
Ver mais Recursos Pagos Direto ao Cidadão Bolsa Família --------------------------------------------------------------------------------  R$ 60.441,00