Mostrando postagens com marcador deputados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador deputados. Mostrar todas as postagens

NOSSO DINHEIRO: Um terço da Assembleia de MG gasta R$ 6 milhões em verba de gabinete

Total. Ao todo, os 77 deputados mineiros gastaram R$ 15,83 milhões em verba indenizatória em 2013


Dos 77 deputados estaduais de Minas, 25 – ou seja, um terço – gastaram em 2013 cada centavo da verba indenizatória de R$ 240 mil disponível por ano. A prestação de contas dos mais gastadores da Assembleia soma R$ 6 milhões. Em ano pré-eleitoral, o extrato mostra que as maiores despesas do grupo foram com divulgação do mandato, aluguel de carro e combustível. Se somados, os dois últimos itens chegam a corresponder a 60% do total pago.

A julgar pelas notas apresentadas, manter uma frota à disposição do gabinete foi a principal locomotiva para os deputados exercerem o mandato. Zé Maia (PSDB) lidera o time dos mais gastadores da rubrica. Só em combustível e aluguel de veículos, ele gastou R$ 143.227, ou 60% do total disponível por ano.

Do montante, R$ 59.366 foram para a compra de gasolina, e outros R$ 84 mil para locação. Os valores são suficientes para alugar seis carros populares por mês (R$ 1.100 cada) e bancar combustível para rodar 348.390 km ao ano, ou 954 km por dia, durante todo o ano.

Em segundo lugar, aparece Alencar da Silveira Jr. (PDT), que apresentou faturas num total de R$ 140.966 com aluguel e abastecimento (R$ 81,6 mil e R$ 59.366, respectivamente). O montante representa 57% do total da verba indenizatória, que pode ser utilizada em 11 itens. Em seguida, aparece Luiz Henrique (PSDB), com R$ 137.273 gastos nas duas rubricas.

Esses parlamentares gastaram só em combustível e aluguel de carro mais do que os cinco colegas mais econômicos usaram em todas as rubricas. A cota de cada um deles por mês é de R$ 5.000 para abastecimento e de R$ 7.000 para locação.

Divulgação. Para divulgar os trabalhos parlamentares, cada deputado tem direito a R$ 120 mil por ano. Glaycon Franco (PTN) usou cada centavo deles em 2013. Já Duílio de Castro (PMN) chegou a investir R$ 118,3 mil com a publicidade de seus feitos.

“Divulgar o trabalho em todos os 853 municípios é muita coisa. Se pensar, a verba é muito pequena para tudo. Tem entrevista em rádio, jornal institucional para as bases, isso tudo”, disse Castro.

Gustavo Valadares (PSDB) completou o time dos que mais gastaram no tópico, com R$ 113.348. Em média, ele apresentou um gasto mensal de R$ 9.344 com divulgação. Nenhum dos três foi encontrado para comentar os dados.







Fonte:TÂMARA TEIXEIRA/ O Tempo

Os deputados Dilzon Melo (PTB) e Pinduca (PP) são os menos frequentes na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)



Os deputados Dilzon Melo (PTB) e Pinduca (PP), compareceram a apenas uma das nove reuniões ordinárias realizadas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em fevereiro. Do total de 77 deputados, 18 deles, ou seja, mais de 20%, mais faltaram do que estiveram nas sessões.

Segundo o Regimento Interno da Casa, as sessões só são abertas quando há presença mínima de um terço dos deputados, ou seja, 26 dos 77 parlamentares. Nos dias 14 e 21 de fevereiro, apenas 25 estiveram em plenário. No dia 7, a frequência foi ainda menor: 17.


De acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia, as faltas nas sessões em plenário não rendem aos parlamentares descontos em seus contra-cheques. "A remuneração é pelo exercício do mandato parlamentar, ou seja, pelas sessões em plenário, reuniões em comissões, seminários e outros eventos da Assembleia, reuniões no interior do Estado", justificou a assessoria da Casa. "O parlamentar pode estar em outras atividades no momento da sessão ordinária", completou.







Fonte: Informações O Tempo

Deputados estão proibidos de empregar vereadores em gabinetes da ALMG


Nenhum deputado estadual de Minas Gerais poderá empregar vereador em seu gabinete a partir de agora. A Assembleia Legislativa publica nesta quarta-feira, em sua intranet, e na segunda-feira, em seu boletim interno, a deliberação da Mesa Diretora, aprovada por unanimidade, que proíbe as contratações, que, conforme mostrou o Estado de Minas, ocorrem em alguns gabinetes. Os 77 parlamentares começaram a ser comunicados ontem sobre a nova norma e terão de exonerar quem se enquadrar na restrição.

Por meio de um parágrafo que será incluído na Deliberação 2.541/2012 fica estabelecido: “É proibida a acumulação de cargo de provimento em comissão com o cargo de vereador”. A regra foi editada depois que o EM mostrou que o deputado estadual Fábio Cherem (PSD) emprega em seu gabinete os vereadores de Lavras Antônio Marcos Possato (PTB), presidente da Câmara Municipal, e Ânderson Marques (PV). Também tem cargo no gabinete dele a mulher do vereador Daniel Costa (PSDB), mas ela não será enquadrada na proibição. Todos trabalham no escritório parlamentar em Lavras com uma jornada de quatro horas diárias. Pela Constituição federal, não há impedimentos desde que o trabalho seja compatível com o de vereador.

A Assembleia não soube informar quantos deputados contratam vereadores na Casa e indicou que, como feito na época em que foram proibidas as contratações de parentes de parlamentares, caberá aos próprios parlamentares exonerar essas pessoas, sem a necessidade de informar o motivo. “Acho que o deputado pode ajudar o vereador a chegar à Câmara, depois disso ele tem que andar sozinho”, afirmou o 3º secretário Alencar da Silveira Jr. (PDT). De acordo com ele, desde a publicação da notícia no EM, “tem vereador fazendo fila para pedir emprego”.

COMISSÕES

Os deputados concluíram nessa terça-feira a formação das comissões, com a eleição dos presidentes e vices. Na área de segurança, em que havia a maior disputa entre os deputados da base, Sargento Rodrigues (PDT) contou com a ajuda da oposição para ficar com a vice-presidência. Ele disputava o comando da comissão, alegando que haveria acordo para isso, mas o PSDB insistiu em manter o tucano João Leite, que ficou com o cargo. Sargento Rodrigues, que nem teria assento na comissão, trocou com a bancada do PT a vice-presidência pela mesma posição na Comissão de Educação. Problemas com o efetivo e a frota de viaturas estão entre os focos do parlamentar, que promete continuar denunciando as dificuldades do setor da segurança.

Além de Rodrigues, o deputado Cabo Júlio (PMDB), que também pleiteava a presidência, integra a comissão. A primeira disputa interna entre o cabo e o sargento já começou. Ambos querem a relatoria do projeto de Lei Orgânica da Polícia Civil. João Leite afirmou que não espera ter problemas por causa da disputa que marcou a formação do grupo. “Já mostramos nosso caminho de trabalho e sei que vão contribuir”, disse.








Fonte:EM

A "Oração da Propina" não deu certo


O ex-deputado Júnior Brunelli (DEM) foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a devolver aos cofres públicos R$ 3 milhões – R$ 400 mil de multas, R$ 1,2 milhão por danos causados ao Erário e R$ 1,4 milhão por danos morais. Ele perdeu os direitos políticos por dez anos, prazo em que também está proibido de firmar qualquer contrato com o poder público. A decisão foi tomada pelo juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara da Fazenda Pública, na quinta-feira (14).

Brunelli é acusado de participar do esquema de distribuição de propina pelo governo do Distrito Federal, durante a gestão de José Roberto Arruda, escândalo que ficou conhecido por “mensalão do DEM”, e que foi denunciado pelo delator do esquema, Durval Barbosa – que se filmou entregando dinheiro para o próprio Arruda e para uma série de parlamentares de Brasília. Nas filmagens de Durval, Brunelli reza depois de receber uma bolada de dinheiro – episódio que logo ganhou o nome de “oração da propina”.

Em ano eleitoral, deputados mineiros começam se mexer

Bancada federal vai se dividir em grupos para cobrar do governo federal demandas de Minas paradas há anos

BRASÍLIA - Para desfazer a impressão de que, nos últimos anos, não têm conseguido resultados práticos, os deputados federais de Minas irão se dividir em grupos que ficarão responsáveis, cada qual, por acompanhar as principais demandas do Estado junto aos Três Poderes, em Brasília. Com o monitoramento, os parlamentares pretendem pressionar pela execução de obras e pela tramitação de proposições legislativas consideradas prioritárias.

Em reunião nesta segunda-feira, a bancada traçará um cronograma de ações, que, além da presença constante na Esplanada dos Ministérios, prevê encontros com a própria presidente Dilma Rousseff. Na pauta, em todos os casos, está a “Agenda Minas” – compêndio de metas e sugestões elaborado por parlamentares, governo estadual e empresários.

Os deputados sonham também com a inscrição de um domínio na internet em que o cidadão possa acessar, “em tempo real”, informações do dia a dia da administração, como liberação de recursos para essa ou aquela obra, aprovação do projeto executivo de tal projeto, entre outras. Em última instância, os congressistas querem fomentar uma ferramenta que possibilite a interação imediata com a população.

Embora não admitam publicamente, os parlamentares iniciam esse movimento organizado com o intuito de reverter a “sensação” de que pouco fazem em benefício do Estado. O motivo da descrença geral seria o próprio fato de os pleitos que defendem aguardarem uma resolução do Poder Público há muitos anos. Nos bastidores, o “sucesso” da “Agenda Minas” é visto como uma forma de recuperar parte da imagem desgastada dos políticos mineiros.

Ao todo, a bancada instalará 19 comitês, que contemplam as cinco “linhas de ação” estabelecidas na “Agenda Minas”. Um deles ficará encarregado exclusivamente do contato com a Petrobras, no intuito de viabilizar investimentos da Estatal.

Outras cinco coordenadorias tratarão de projetos de infraestrutura inclusos no Programa de Aceleração do Crescimento: a duplicação das BRs 381 e 040, a construção do Rodoanel e a reforma e ampliação do metrô de Belo Horizonte.

Quatro grupos de parlamentares ficarão incumbidos das intervenções que demandam parcerias público-privadas, como a adequação e a duplicação de algumas BRs e a ampliação do Aeroporto de Confins.

Os parlamentares ainda se dedicarão a projetos que, por dependerem de negociações, estão emperrados. É o caso da revisão dos royalties do minério, da repactuação das dívidas dos estados e da criação de um Tribunal Regional Federal (TRF) para Minas.







Fonte: Hoje em dia

Furnas ignora convênio e faz doação a hospital

Santa Casa de Três Pontas recebeu recursos da estatal para ampliar setor da maternidade

Estatal admite que, a pedido de deputados, repassou R$ 150 mil, sem necessidade de concorrência

A estatal Furnas Centrais Elétricas assumiu, na quinta-feira (5), que repassou R$ 150 mil à Santa Casa de Misericórdia de Três Pontas, no Sul de Minas, a pedido dos deputados Antônio Júlio (PMDB) e Anderson Adauto (PMDB). Questionada se houve algum tipo de convênio ou seleção que possibilitasse o repasse, a estatal de energia se recusou a responder. Por meio de nota, disse apenas que existiu o repasse.

"O pedido é datado de 3 de janeiro de 2002 e foi assinado por Raul Assunção Pinto, provedor da Santa Casa; Glimaldo Paiva, coordenador clínico; Anderson Adauto, então deputado estadual; e Antônio Julio, na ocasião presidente da Assembleia Legislativa de MG", diz trecho da nota. Segundo a assessoria de Furnas, o valor, inicialmente solicitado, foi de R$ 300 mil. A empresa, ainda, informa que existe um programa social de doação a municípios vizinhos, porém, não disse se a Santa Casa está incluída.

A Santa Casa também não conseguiu apresentar cópia de convênio que legalizaria a doação de R$ 150 mil de Furnas à entidade filantrópica. Também não existe na instituição qualquer documento referente ao processo de seleção para recebimento de recursos públicos da estatal. Segundo o administrador geral do hospital, José Rogério Abreu, a Santa Casal possui em seus arquivos o recibo emitido à Furnas e o comprovante de depósito, porém, não existem outros documentos que comprovariam os trâmites usuais da operação.

O deputado estadual Antônio Júlio disse que o recurso foi intermediado por ele, em 2002, diretamente com o ex-presidente da estatal, Dimas Fabiano Toledo. Por isso, seu nome consta da 'Lista de Furnas'. Para que uma entidade filantrópica receba recursos da estatal, faz-se necessário um cadastro, conforme normas de um edital publicado no 'Diário Oficial da União'. Depois do primeiro passo, ela ainda concorre com outras entidades até ser selecionada. O último passo é a assinatura do convênio e o repasse da verba. No caso da Santa Casa, Antônio Júlio sustenta que foi ao ex-dirigente, no período eleitoral, e pediu a liberação do recurso. Em seguida, o dinheiro caiu na conta do hospital. "Este recurso entrou aqui no hospital. Recebemos R$ 150 mil, através de Furnas. Temos na nossa contabilidade o recibo. A origem, não vamos discutir. Vamos esperar a Justiça. Isso não é da minha gestão, mas não encontrei outros documentos", afirmou José Rogério Abreu, que disse esperar pelo Judiciário para prestar esclarecimentos. A verba foi usada na ampliação da maternidade do hospital.

O Ministério Público Federal apura a 'Lista de Furnas' em um inquérito aberto na unidade do Rio de Janeiro. O documento foi divulgado em 2006 pelo lobista Nilton Monteiro, hoje, preso em Belo Horizonte. A Polícia Federal (PF) atestou a autenticidade da lista. Nela, constam os nomes de 156 políticos, especialmente do PSDB e DEM, que teriam recebido recursos de um suposto caixa dois de empresas estatais. Entre eles, está Antônio Júlio com o valor de R$ 150 mil.

O recibo emitido pela Santa Casa data de julho de 2002. A 'Lista de Furnas' tem a assinatura de Dimas Toledo com data de novembro do mesmo ano. Por meio de advogado, Toledo nega que tenha assinado ou confeccionado o documento, mesmo após o atestado de peritos da PF. Antônio Júlio sustenta que negociou o repasse com Toledo, no Rio de Janeiro. Dimas foi nomeado diretor de engenharia de Furnas em 1995. Permaneceu na empresa até 2005, demitido pelo ex-presidente Lula.







Fonte:hojeemdia

TRE-MG divulga resultados da recontagem de votos para deputado

Totalização estará disponível para consulta na internet


Os resultados da totalização de votos para deputados estaduais e federais das eleições de 2010 estarão disponíveis para consulta a partir desta quinta-feira (16), no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) de Minas Gerais.

A recontagem foi feita na quarta-feira (15) por causa de candidatos que estavam respondendo a processos de registro de candidatura.

Segundo o TRE, o maior impacto nos resultados foi a totalização dos votos do ex-prefeito de Lavras, Carlos Alberto Pereira, que passa a ser o segundo suplente do PDT na Câmara Federal. Ele obteve 58.544 votos.







Fonte:eptv

Salário extra é privilégio só dos deputados estaduais de Minas

Maioria das Assembleias do país aboliu pagamento por sessão extraordinária. A de Minas está entre as que mantêm o bônus




Os 77 deputados estaduais de Minas Gerais estão entre os poucos do país a engordar o contracheque mensal participando de reuniões extraordinárias convocadas por eles mesmos. Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que, até o início deste ano, o benefício era pago também apenas nas Assembleias Legislativas do Amazonas, Goiás e Tocantins. Nos dois primeiros estados, ele já foi extinto. Em Tocantins ainda é discutido seu fim, mas na última reunião extraordinária, realizada no dia 13, os deputados estaduais já não foram remunerados. Lá, eles ganhavam R$ 774 por sessão.


O presidente da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT-MG), admite que são poucas as Casas que mantêm o privilégio. Segundo levantamento enviado pela Unale, estão ainda entre as Assembleias que convocam sessões extraordinárias e pagam por elas as do Acre, Paraíba, Pernambuco e Rondônia, esta apenas se convocadas durante recesso parlamentar.

Em Minas, cada deputado recebe R$ 1.002,12. Como podem participar de até oito sessões por mês, o bônus extra dos mineiros pode alcançar a quantia de R$ 8.016,96 mensalmente, caso o deputado compareça a todas. Também conhecido como jeton, o bônus extraordinário é vinculado ao salário dos deputados. No caso da Assembleia de Minas, o valor corresponde à fração de um 30 avos do salário, acrescido de 50%. Somente este ano, em nove extraordinárias já realizadas, o custo foi de R$ 604.278,36. E detalhe: em oito delas a sessão foi encerrada antes por falta de quórum, ou seja, não havia deputados suficientes para continuar a reunião.

Para receber esses extras, os deputados votaram apenas dois requerimentos e cinco vetos do Executivo a leis aprovadas no Legislativo ano passado. Em uma delas, realizada no dia 5 deste mês, mesmo com a marcação de presença de 69 parlamentares, nada foi votado porque não havia o número mínimo de deputados no plenário. Em 15 de março, 67 presenças foram registradas, mas, durante a discussão de um veto, restavam menos que os 39 parlamentares necessários para votá-lo. Ao todo, nas nove reuniões extras, foram registradas 603 presenças. Em duas delas, ocorridas em março, 72 parlamentares estavam presentes no início.

PROJEÇÃO MILIONÁRIA

Na legislatura passada, a Assembleia Legislativa destinou exatos R$ 15.056.400,42 para custear a realização de 364 reuniões extraordinárias. Como o valor naquela época era de R$ 619,20 por sessão, cada deputado embolsou, em média, a quantia de R$ 194 mil somente para bater o ponto em plenário e, muitas vezes, ir embora logo em seguida. Mas pelo andar da carruagem, a conta ao fim desta legislatura vai aumentar e muito, já que agora, com o reajuste de 61,8% nos salários, eles ganham R$ 1.002,12 por reunião, podendo chegar à incrível soma de R$ 28 milhões em dezembro de 2014, caso mantenham a performance da última legislatura. Dentro dessa projeção, cada deputado mineiro vai ganhar R$ 352.746,24 em quatro anos de mandato.

A justificativa apresentada pela Casa para a convocação de sessões extras é a necessidade de esgotar o número de reuniões para a discussão de um projeto, além de abrir mais espaço para os acalorados debates entre situação e oposição – o que acaba atrasando a votação de projetos. Para o esvaziamento depois do início da reunião, a alegação é que muitas vezes há acordo entre os parlamentares para encerrar a sessão em razão da falta de consenso em torno de algum projeto.







Fonte:em.com.br

Dinheiro extra para pouco trabalho nos salários dos deputados

Deputados estaduais ganham R$ 1 mil por sessão marcada pela manhã ou à noite. Em menos de um mês Assembleia Legislativa desembolsou mais de R$ 600 mil por nove convocações



Fazer hora extra sem muito esforço e aumentar o próprio salário em até 40% por mês é de encher os olhos de qualquer trabalhador brasileiro, mas está ao alcance de poucos, especificamente os 77 deputados estaduais mineiros. Mesmo recebendo R$ 1.002,12 por participação em reunião extraordinária, marcada pela manhã ou à noite, os parlamentares não têm esperado o fim dos trabalhos para deixar o plenário. Das nove reuniões já realizadas este ano, oito tiveram de ser encerradas porque não havia no local o número mínimo de deputados necessário para continuar a sessão.

Ao custo de R$ 604.278,36, os deputados votaram apenas dois requerimentos e cinco vetos do Executivo a leis aprovadas no Legislativo ano passado. Em uma delas, realizada no dia 5 deste mês, mesmo com a marcação de presença de 69 parlamentares, nada foi votado por falta de quórum. Na pauta estavam três requerimentos, oito indicações do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) para cargos em órgãos públicos, um veto e dois projetos de lei. Em 15 de março, 67 presenças foram registradas, mas, durante a discussão de um veto, restavam menos que os 39 parlamentares necessários para votá-lo.

Se o trabalho foi pouco, a presença foi muita. Ao todo, nas nove reuniões extras, 603 registros. Em duas delas, ocorridas em março, apenas cinco dos 77 não compareceram. Em cada uma foi votado um veto e em seguida os trabalhos terminaram por falta de quorum. Pelas regras do Legislativo, basta bater o ponto eletrônico para ter direito à verba. Não há limite para a realização das sessões extraordinárias mas somente oito por mês podem ser remuneradas, número que nos últimos anos os parlamentares vêm seguindo à risca. A média de encontros realizados fora do horário tem sido historicamente de sete ou oito.
Nesta legislatura, eles têm um motivo a mais para manter a “assiduidade”. Com o reajuste de 61,8% que passou seus salários de R$ 12.384,07 para R$ 20.042,35, também a hora extra passou a render mais no bolso dos parlamentares – de R$ 619,20 passou a valer R$ 1.002,12. Com isso, cada deputado estadual pode engordar o próprio contracheque em até R$ 8.016,96 mensais. Em quatro anos de mandato, podem somar R$ 352.746,24 só de “hora extra”.

Privilégio particular

Alguns deputados já estão na lista dos que, nos primeiros meses, vão receber integralmente o benefício. Vinte e oito deles participaram de todas as nove extraordinárias realizadas em março e este mês. Outros 16 estiveram presentes em oito e 21 de sete. A Assembleia de Minas Gerais é uma das poucas do Brasil a pagar jeton pelas reuniões fora do horário. Dos estados do Sudeste, é a única. Na Câmara dos Deputados, o pagamento de hora extra foi extinto em 1988.

O secretário-geral da Mesa, José Geraldo de Oliveira Prado, argumentou que é comum e legítimo o encerramento de reuniões plenárias por causa da falta de consenso entre os deputados em torno de um projeto. “O que acontece é um consenso entre os deputados para abandonar o plenário e, formalmente, aparece como falta de quórum. Tão legítimo e importante quanto votar é não votar, no caso de um projeto que precisa ser melhorado ou sobre o qual não haja consenso. O Legislativo não é uma máquina de fazer lei”, disse.

Conforme o secretário, mesmo sem projetos de lei prontos para votação, a convocação de extraordinárias é uma estratégia para acelerar as discussões comuns entre os parlamentares da situação e oposição em plenário. Ele lembrou que essa legislatura começou com cinco vetos e 18 indicações de nomes para órgãos da administração pública, designados de maneira interina até obterem o aval dos deputados.

“Como as reuniões têm sido muito acaloradas entre situação e oposição, a maneira que encontramos para dar desdobramento às ações é fazer mais reuniões”, explica Prado. Na semana passada, foi votado o último veto que trancava a pauta. Com a liberação, estão prontos para votação cinco projetos de lei, nove projetos de resolução e 10 indicações para cargos na administração pública estadual.







Fonte:hojeemdia.com.br

MG - Deputados forçam 'hora extra' para ganhar R$ 1.000 por reunião

Prática, que já é comum, pode elevar salários em até R$ 8.000 por mês



Deputados estaduais derrubam o quórum mínimo das reuniões ordinárias para que sejam realizadas sessões extraordinárias, que garantem pagamento extra. A cada sessão plenária extraordinária, os deputados presentes recebem R$1.002,12. O regimento interno limita a realização de tais reuniões a oito por mês. A prática pode garantir aos deputados estaduais mineiros um acréscimo de até R$ 8.016,96 em seus salários.

No mês de março, por exemplo, foram realizadas seis extraordinárias, quase atingindo o limite regimental. A sétima já havia sido convocada para a última quarta-feira, mas, segundo a assessoria de imprensa da Assembleia, foi cancelada devido à morte do ex-vice-presidente José Alencar. Ainda havia a possibilidade de convocação da oitava, na quinta-feira. Mas o velório de Alencar em Belo Horizonte paralisou os trabalhos da Casa.

Como o regimento interno da Casa elimina das extraordinárias o chamado pinga-fogo - uma hora liberada para debates em plenário - elas costumam durar cerca de trinta minutos apenas.
Os parlamentares não negam a prática da derrubada do quórum nas ordinárias, mas garantem que medidas serão tomadas. "O assunto já foi tema de reuniões da Mesa. Temos orientação para que os projetos sejam votados nas ordinárias", afirmou o segundo vice-presidente da Casa, Inácio Franco (PV).

O regimento interno da Casa prevê que as extraordinárias devem ser convocadas em casos de urgência e de interesse público relevante, posses e quando ocorrer intervenção em município.
Para Franco, o pinga-fogo e o horário das ordinárias são os responsáveis pelo esvaziamento das reuniões plenárias. "Muitas vezes o deputado não tem interesse em ouvir o colega". Ele sugere que as reuniões sejam realizadas das 11h às 14h. "Dessa maneira, ficamos livres na parte da tarde para marcarmos audiências e nos reunirmos nas bases".

O líder de governo, Luiz Humberto (PSDB), nega que haja esvaziamento nas sessões ordinárias, mas assume o elevado número de extraordinárias em março. "Como estamos em começo de mandato, muitos deputados querem fazer pronunciamentos, o que diminui o tempo de votação e cria a necessidade da convocação de extras. Passando essa fase, vamos diminuir o número de extraordinárias", garantiu o parlamentar.







Fonte:otempo.com.br