BRASÍLIA - Para desfazer a impressão de que, nos últimos anos, não têm conseguido resultados práticos, os deputados federais de Minas irão se dividir em grupos que ficarão responsáveis, cada qual, por acompanhar as principais demandas do Estado junto aos Três Poderes, em Brasília. Com o monitoramento, os parlamentares pretendem pressionar pela execução de obras e pela tramitação de proposições legislativas consideradas prioritárias.
Em reunião nesta segunda-feira, a bancada traçará um cronograma de ações, que, além da presença constante na Esplanada dos Ministérios, prevê encontros com a própria presidente Dilma Rousseff. Na pauta, em todos os casos, está a “Agenda Minas” – compêndio de metas e sugestões elaborado por parlamentares, governo estadual e empresários.
Os deputados sonham também com a inscrição de um domínio na internet em que o cidadão possa acessar, “em tempo real”, informações do dia a dia da administração, como liberação de recursos para essa ou aquela obra, aprovação do projeto executivo de tal projeto, entre outras. Em última instância, os congressistas querem fomentar uma ferramenta que possibilite a interação imediata com a população.
Embora não admitam publicamente, os parlamentares iniciam esse movimento organizado com o intuito de reverter a “sensação” de que pouco fazem em benefício do Estado. O motivo da descrença geral seria o próprio fato de os pleitos que defendem aguardarem uma resolução do Poder Público há muitos anos. Nos bastidores, o “sucesso” da “Agenda Minas” é visto como uma forma de recuperar parte da imagem desgastada dos políticos mineiros.
Ao todo, a bancada instalará 19 comitês, que contemplam as cinco “linhas de ação” estabelecidas na “Agenda Minas”. Um deles ficará encarregado exclusivamente do contato com a Petrobras, no intuito de viabilizar investimentos da Estatal.
Outras cinco coordenadorias tratarão de projetos de infraestrutura inclusos no Programa de Aceleração do Crescimento: a duplicação das BRs 381 e 040, a construção do Rodoanel e a reforma e ampliação do metrô de Belo Horizonte.
Quatro grupos de parlamentares ficarão incumbidos das intervenções que demandam parcerias público-privadas, como a adequação e a duplicação de algumas BRs e a ampliação do Aeroporto de Confins.
Os parlamentares ainda se dedicarão a projetos que, por dependerem de negociações, estão emperrados. É o caso da revisão dos royalties do minério, da repactuação das dívidas dos estados e da criação de um Tribunal Regional Federal (TRF) para Minas.
Fonte: Hoje em dia








0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pela visita !
Seu comentário será publicado depois de moderado.
Para parcerias contato via e-mail.