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Prefeito acusado de desviar recursos vai gerenciar consórcio de saúde em Minas

Há sete anos, a Polícia Federal fez uma grande operação no Hospital Sagrado Coração de Jesus, de propriedade do atual prefeito

Denunciado por desvios de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), o prefeito de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, Rêmolo Aloise (PSDB), foi eleito presidente do consórcio público que vai gerenciar o sistema de saúde de sete municípios do Sudoeste mineiro que representam juntos uma população de cerca de 120 mil habitantes. Ele foi escolhido por aclamação pelos prefeitos das cidades de Itamoji, Jacuí, Pratápolis, São Tomás de Aquino, São João Batista do Glória e Bom Jesus da Penha para o cargo de presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Sudoeste Mineiro.

Rêmolo é um dos proprietários do Hospital Sagrado Coração de Jesus, descredenciado da rede pública em 2006 depois que investigações do Ministério Público, Polícia Federal e também uma auditoria do Ministério da Saúde apontaram a existência de superfaturamento no pagamento de procedimentos médicos feitos pelo SUS para pacientes das cidades que integram o consórcio.

O prefeito responde a uma ação de improbidade na Justiça Federal por causa das acusações do Ministério Público Federal (MPF) e no fim do ano passado foi denunciado criminalmente pelo mesmo motivo. Como ainda não houve decisão colegiada sobre o caso em nenhuma das ações, nada impede que Rêmolo exerça o cargo de prefeito e até mesmo de gestor do SUS. O hospital permanece sem atender pela rede pública, mas, de acordo com informações de funcionários da instituição, brevemente ele voltará a prestar serviços para pacientes do SUS. O vice-prefeito, Daniel Aloise – filho de Rêmolo –, também foi denunciado, pois figura na Junta Comercial como um dos proprietários do hospital. Os dois são acusados de peculato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e falsificação de documento público.

A assessoria de imprensa do prefeito, por meio de nota, confirmou a existência das denúncias de suposta fraude no SUS envolvendo o seu nome. Garantiu ainda que as “denúncias são infundadas e que sua eleição foi a maior prova de sua inocência”.

Irregularidades

Segundo levantamento do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), na glosa das fichas dos pacientes do SUS do hospital foram encontrados relatórios de pacientes diferentes com assinaturas semelhantes, laudos exatamente iguais, procedimentos realizados sem comprovação. Foram encontrados ainda relatórios de exame preventivo de câncer de próstata em mulheres e homens diagnosticados com câncer de mama. Segundo o relatório do Denasus, entre abril e março de 2005 o hospital cobrou o repasse relativo a 2.485 consultas ambulatoriais, mas conseguiu comprovar apenas 322. Foram apontados desvios de cerca de R$ 4,9 milhões.

De acordo com a denúncia criminal, além da cobrança por procedimentos não realizados, o esquema que seria comandado pelo atual prefeito de Paraíso “afetou os dados sobre saúde pública na região, mascarando indicadores e prejudicando a organização e planejamento das ações de saúde do SUS, bem como afetou os particulares, cujos dados foram indevidamente usados na criação de atendimentos não realizados”.

Muitas das denúncias sobre as irregularidades na cobrança das consultas foram feitas por servidores das prefeituras que integravam o consórcio e que, em função das fraudes, não conseguiam atendimentos para os pacientes de seus municípios. É que com a descentralização da gestão da saúde, cada cidade tem direito a um determinado número de atendimentos por mês pelo consórcio, de acordo com a população e as estatísticas de doenças da região, nos hospitais e consultórios contratados pela associação. Os municípios contribuem mensalmente para a manutenção do consórcio.

Memória

Vai e vem na Justiça

A primeira denúncia envolvendo o caso, alvo da Operação Torniquete em 2005 e de uma série exclusiva de reportagens do Estado de Minas, foi em 2006. Na época Rêmolo Aloise era deputado estadual e em função do foro privilegiado ela tramitava na segunda instância da Justiça Federal. Quando perdeu o cargo, na eleição seguinte, ela passou a tramitar na primeira instância, na comarca de São Sebastião do Paraíso. Agora com sua eleição para prefeito, ela voltará a tramitar na segunda instância. Esse vai e vem e a troca de juízes são apontados pelo Ministério Público Federal como a razão da demora da finalização do processo, que até hoje não teve sentença em nenhuma das instâncias onde tramitou.







Fonte: Estado de Minas

Ex-prefeito de Conceição da Aparecida e um empresário da região foram condenados por desviar recursos públicos


O ex-prefeito de Conceição da Aparecida, Adenilson Nascimento Ferreira, e o empresário Edson Fernando Maciel Tavares foram condenados pela Justiça Federal de Passos a três anos e seis meses de prisão em regime aberto.

A dupla foi denunciada, em 2006, pelo Ministério Público Federal (MPF) por desvio de recursos públicos destinados a obras de saneamento e abastecimento de água. Os recursos desviados originaram-se de um convênio, firmado com o Ministério do Planejamento e Orçamento, para a execução do Programa de Ação Social em Saneamento. O programa era destinado à construção de rede de esgoto e de abastecimento de água na zona rural do município de Conceição da Aparecida, no Sul do Estado.

Segundo o MPF, a empresa de Edson, Pavidez Engenharia Ltda, venceu a licitação para realizar a obra. Além de superfaturar a obra, os acusados teriam praticado várias outras irregularidades como aquisição de material e contratação de mão de obra com dinheiro da prefeitura, serviços que deveriam ser prestados pela empresa. Além disso, houve expedição de nota de saída de materiais após a conclusão da obra.

Para o juíz federal de Passos, o ex-prefeito, junto com o dono da empresa, “orquestrou procedimento licitatório fraudulento, mediante contratação de obra superfaturada, apropriando-se das cifras remanescentes”, afirmou.

A título de reparação do dano causado aos cofres públicos, foi determinada a devolução de R$ 21.450,00 referentes ao custo dos serviços previstos no Plano de Trabalho que não foram executados.

A pena foi convertida na doação de 40 salários mínimos, em dinheiro, para uma entidade assistencial. Foi decretada também a inabilitação dos dois para o exercício de cargo ou função pública por cinco anos.







Fonte: O Tempo

Ilicínea - MG - MP denuncia 10 por suspeita de desvio de recursos

Investigação apontou esquema comandado por vereador e ex-secretários


Uma investigação do Ministério Público descobriu um esquema de desvio de dinheiro da Prefeitura de Ilicínea, no Sul de Minas, entre os anos de 2006 e 2008. O esquema envolveria um vereador, a mulher dele, a secretária de Educação na época e o ex-secretário de Saúde. As investigações do MP começaram em janeiro de 2009, após uma denúncia feita por dois vereadores. O esquema seria comandado pelo vereador Neidson Cristiani e a mulher dele, Neiva Maria Alves Cristiani, que era secretária de Educação na época, além do ex-secretário de Saúde Salvador Ferreira de Oliveira. Outras sete pessoas, que seriam laranjas, também estariam envolvidas nas possíveis fraudes.

Esquema

Segundo o promotor Fernando Muiz, o esquema funcionava da seguinte forma: em várias compras do Departamento de Educação aparece o nome de uma empersa chamada "Adriano da Luz", que ficaria no Leste de Minas Gerais. No entanto, segundo o promotor, no endereço citado não existe nenhuma firma. "Adriano da Luz" seria uma empresa de comércio atacadista de armarinhos e confecções, mas a ex-secretária teria comprado deles materiais escolares, além de ventiladores, armários e suplementos de informática. Alguns produtos deveriam ser entregues em uma escola municipal, mas em depoimento, a diretora da escola negou que tenha recebido parte dos materiais.

Na ação, o Ministério Público afirma ainda que Neiva, o marido e o ex-secretário de Saúde emitiam cheques nominais à empresa "Adriano da Luz", mas que na verdade o dinheiro ia parar nas contas bancárias deles ou de laranjas. Os sigilos fiscal e bancário dos acusados foram quebrados. O Ministério Público constatou que um cheque no valor de R$ 4.962,10, que têm assinaturas do vereador e do ex-prefeito da cidade, Sílvio Ribeiro de Lima, foi emitido no dia 20 de junho de 2006 e depositado na conta de Neiva no dia seguinte. Outro cheque de R$ 3.499,00, emitido em junho de 2007, foi depositado na conta de um dos filhos do casal.

O Ministério Público também suspeita da evolução do patrimônio do casal. Em 2000, quando Neidson se candidatou a vereador, ele declarou à Justiça Eleitoral que não possuia qualquer bem. Já nas eleições de 2008, declarou ter uma casa de R$ 100 mil, três alqueires de terra com 20 mil pés de cafés e 50 sacas de café no valor de R$ 12 mil. Ele também informou que custeava o curso de Medicina do filho, em um gasto mensal de R$ 3 mil. Patrimônio e despesas que o promotor considera incompatível com os ganhos de Neiva e o marido.

Denúncia

O promotor de Justiça já pediu à Justiça o bloqueio dos bens dos denunciados e ainda deve pedir a suspensão das funções públicas e dos direitos políticos dos envolvidos. O MP também quer que os suspeitos sejam condenados a pagar multa e proibidos de fazer contratos com o poder público.

O promotor Fernando Muniz disse ainda que o ex-prefeito Sílvio Ribeiro de Lima também será chamado para dar esclarecimentos à Justiça. Por telefone, Sílvio informou que não foi comunicado e que na época, como prefeito, assinava muitos cheques. Por isso, alega desconhecer que o valor de R$ 4.962 tenha sido depositado na conta da mulher do vereador. No inquérito da promotoria, consta que o ex-secretário de Saúde, Salvador Ferreira de Oliveira, reside hoje em Sete Lagoas. Ele não foi encontrado para falar sobre o assunto.





Fonte:eptv

Desvio entre Sul de Minas e o Rio aumenta trajeto em 40km

Trecho da BR-354 está parcialmente interditado



Os motoristas de ônibus e caminhões que seguem do Sul de Minas para o Rio de Janeiro pela BR-354 precisam pegar um desvio que aumenta em 40km o trajeto. A pista está parcialmente interditada em três trechos, por conta das chuvas do início do ano, e as obras devem começar na semana que vem.

O desvio é feito no trevo de Itanhandu. O motorista deve seguir pela MG-158 e passar por Passa Quatro e Cruzeiro, até pegar a Via Dutra no município de Cachoeira Paulista.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o trecho está sinalizado e o motorista que não respeitar o desvio será multado em R$ 85,13 e terá quatro pontos adicionados à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).










Fonte:eptv