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Ministério Público investiga 16 prefeitos por crime ambiental

Ibirité: Jesus José Gomes viu o sonho de morar em um lugar aprazível transformar-se em um pesadelo

O número é pequeno se levado em conta que foram registrados mais de 45 mil procedimentos ligados ao descumprimento de normas ambientais

Dezesseis prefeitos mineiros estão sendo investigados por prática de crime ambiental. O número é pequeno se levado em conta que, desde 2006, foram registrados na Promotoria Estadual de Meio Ambiente 45.964 procedimentos ligados ao descumprimento de normas ambientais. Este ano, até o mês de maio, foram abertos 2.195 novos procedimentos pelo Ministério Público (MP).

A polêmica discussão em torno do novo Código Florestal, no entanto, deve potencializar as irregularidades cometidas por agentes públicos. Na opinião do coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Luciano Luz Badini, o código é mais uma legislação permissiva e deve significar um retrocesso na legislação ambiental. “Não vejo com bons olhos as mudanças no código. Penso que elas serão nocivas para o meio ambiente e que só temos a perder, caso seja referendada no Senado e sancionada pela presidente Dilma Rousseff.”

Existem atualmente em Minas 300 promotorias aptas para atuar no combate ao crime ambiental, número suficiente para cobrir os 853 municípios do Estado. O problema não é a falta de fiscalização, mas as brechas na legislação, que acabam beneficiando os infratores.

Em vigor desde 1998, a Lei de Crimes Ambientais (9.605) prevê que, em regra, os crimes contra o meio ambiente são de pequeno ou de médio potencial ofensivo, o que significa dizer que eles normalmente são resolvidos por meio de acordos, o que garante ao infrator a possibilidade de se livrar do processo.

Luciano Badini explica que, além de permitir que o processo não vá adiante, caso um acordo seja firmado, a Lei de Crimes Ambientais também incorporou métodos e possibilidades da não aplicação das penas, desde que o infrator recupere o dano, ou, de outra forma, pague sua dívida à sociedade. “Apenas dois crimes não são passíveis de se resolver com acordo, o que faz com que o processo não tramite até o fim: incendiar matas e florestas, e desmatar florestas plantadas ou nativas em terra de domínios públicos. Nesses casos, há a chamada transação penal. A pena é convertida em prestação de serviços ou em reparação do dano ambiental. Pode-se também chegar à suspensão do processo.”

Um dos afetados pelo descaso das prefeituras com o meio ambiente é o mestre de obras Jesus José Gomes dos Santos, de 56 anos. Há 8 anos, ele vem lutando na Justiça para que a Prefeitura de Ibirité recupere o dano causado pelo lançamento de esgoto no córrego que corta sua propriedade. Dono de uma chácara de 8 mil metros quadrados no bairro Águia Dourada, Jesus viu o sonho de morar num lugar aprazível, com água corrente e cristalina, se transformar em um pesadelo depois que a prefeitura do município realizou obras de pavimentação e saneamento na região.

Todo o esgoto do bairro foi lançado no córrego Barreirinho, que corta a propriedade de Jesus. “Venho de uma família pobre, lutei muito para conseguir comprar esse lugar para morar com minha família, hoje olho isso e só tenho desgosto.”

Obras em Ibirité podem ter
rebaixado lençol freático

Como na cidade de Ibirité não há tratamento de esgoto, todos os dejetos sanitários são coletados e caem diretamente nos córregos que cortam o município. Como corre a céu aberto, o odor causado pelo esgoto que passa pela chácara de seu Jesus é insuportável e o risco de contaminação, evidente, como atestam os pareceres técnicos do Instituto Mineiro Gestão de Águas ( Igam) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semad).
Os dois órgãos já solicitaram que a prefeitura de Ibirité repare o dano ambiental causado no local, mas até agora nada foi feito. “Aqui na vizinhança há várias crianças que brincam descalças no córrego. Vivem com diarréia e algumas até contraíram hepatite C”, alerta Jesus.

Além de ter o esgoto correndo a céu aberto no quintal de sua casa, o morador ainda revela que as obras de infraestrutura no bairro rebaixaram o lençol freático, fazendo secar as três lagoas que havia na chácara. “Nessas lagoas eu criava carpas, meus filhos brincavam na água que era limpinha. Agora só restou a sujeira e a lama”, lamenta.

Apesar de estar há quase 10 anos lutando para voltar a viver em um local livre da poluição e sem ter qualquer resposta do poder público, seu Jesus não perde a esperança de recuperar sua propriedade. “Tenho certeza que vou voltar a ver minhas lagoas cheias de peixe. Quero uma ambiente melhor, sem esgoto e sem doenças para mim, minha família e também para meus vizinhos aqui do bairro”.

O secretário de meio ambiente de Ibirité, André Gustavo Matos, afirma que a Copasa, responsável pelas obras de saneamento no município, marcou para julho a abertura do processo de licitação que vai escolher as empresas responsáveis pela construção das redes coletoras e a estação de tratamento do esgoto da cidade. A obra será feita com financiamento do banco alemão KFW “A previsão é que em 30 meses todos os 170 mil habitantes de Ibirité tenham 100% do esgoto coletado e tratado”.

Matos também garantiu que, assim como seu Jesus, todas as famílias que vivem hoje no entorno do córrego do Barreirinho, onde é lançado o esgoto do bairro Águia Dourada, serão removidas do local e devidamente indenizadas. “O projeto de regularização fundiária do local já está em andamento. Sabemos da nossa responsabilidades e queremos reparar os danos. A nossa meta é construir uma parque linear de cerca de 2 km, ao longo das margens do córrego”, explica.

Nota técnica aponta 19 falhas

Uma nota técnica assinada pelo movimento SOS Florestas, que reúne sete ONGs, entre elas o Greenpeace e a WWF Brasil, aponta 19 falhas na proposta do novo Código Florestal e afirma que o texto “incentiva novos desmatamentos” e permite uma “isenção quase generalizada” aos infratores ambientais.
Para o engenheiro florestal, professor da Universidade de Brasília (UNB) e um dos elaboradores do documento, Eleazar Volpato, a proposta do Código Florestal, em tramitação no Congresso, é uma “apologia ao crime”. “É a primeira vez na história que vejo um governo criar condições para depredação do meio ambiente”, diz.

Volpato afirma que, caso o novo Código seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff nos termos aprovados pela Câmara, abrirá brechas para a intensificação da destruição de florestas, nascentes, encostas e beiras de rios. “Para mim um dos pontos mais polêmicos no Código é a possibilidade de se manter a ocupação de Áreas de Preservação Permanentes (Apps) que passarão a ser consideradas áreas rurais consolidadas. Qualquer um pode ocupar essas áreas, pois a lei prevê que depois serão perdoados, o que vai dificultar muito o controle por parte dos órgãos ambientais”, diz.

Ao considerar como área rural consolidada desmatamentos ocorridos até julho de 2008, o Código abrirá caminho para legalizar mais de 40 milhões de hectares derrubados na Amazônia e no Cerrado após 1998.

Os cálculos foram feitos pelo professor Gerd Sparovek, do Departamento de Solos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, com base no texto do relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) e na emenda 164, aprovados na Câmara no final de maio. A conta também leva em consideração a possibilidade de não recuperar a reserva legal, que é a área, dentro das propriedades rurais, que deve ser mantida com vegetação nativa e varia de 20% a 80%.

Sparovek considera que, se for aprovado, o novo Código Florestal fará um desserviço para a sociedade. “É uma lei ambiental que não se preocupa com o meio ambiente. Não existe base científica nenhuma, é um desrespeito ao futuro do País e aos compromissos internacionais que assumimos”. Aprovado na câmara, o texto do novo Código Florestal seguiu para o Senado, onde deve ser votado em pelo menos três comissões e depois no Plenário. A primeira comissão é a de Constituição e Justiça, onde os senadores analisarão se o texto está de acordo com a Constituição.

Enquanto o texto final não é aprovado, continua valendo o código atual e os produtores rurais em desacordo com as regras têm prazo até 11 de junho para regularizar essas áreas, de acordo com o decreto presidencial de 2009.








Fonte:hojeemdia.com.br

Cemig contratou ex-prefeitos em período de eleições

Cerca de 30 políticos foram terceirizados pela Cemig para coordenar as ações do programa Energia Inteligente


Especializados no ofício de arrecadar votos, um grupo seleto de 30 ex-prefeitos ganhou uma nova missão. Foram terceirizados pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para implementar nas bases eleitorais o Energia Inteligente. Trata-se de um programa para combater o desperdício e aumentar a eficiência energética nos municípios mineiros. Entre as funções dos contratados nesse exílio de luz estão a troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes, mais econômicas, e a instalação de equipamentos movidos a energia alternativa, como a solar. Como o trabalho exige um mínimo de capacitação técnica, os ex-prefeitos tiveram de gastar a própria energia na realização de eventos para o eleitorado que prometem, por exemplo, a distribuição de geladeiras mais econômicas.


Os encontros foram realizados em cidades como Carmo do Rio Claro, Betim, Catuti, Pavão, Caraí, entre outras. Um dos coordenadores do programa da Cemig, Higino Zacarias de Sousa, admite que os ex-prefeitos foram contratados no segundo semestre de 2010, ano eleitoral, por um período de seis meses. O próprio coordenador do programa é ex-prefeito de Ritápolis, na Região Central de Minas, e tem cargo de assistente da presidência da Cemig. “Não há nenhuma relação com as eleições. O programa existe há muitos anos e vai continuar sendo executado em Minas”, afirma.


Para implementar o programa Energia Inteligente, os ex-prefeitos receberam salários que chegaram a R$ 5 mil por mês. Segundo Higino, que comanda o programa desde o ano passado, as contratações levaram em conta critérios técnicos e não houve nenhum tipo de apadrinhamento. “Não é certo discriminar a pessoa somente porque ela já ocupou a prefeitura. O importante, neste caso, é conhecer a cidade e as necessidades da população. E eles têm condições para isso”, defende Higino.


Rodolfo de Souza Monteiro, também coordenador do programa, destaca o poder de articulação dos ex-prefeitos como trunfo para o sucesso do Energia Inteligente. “O principal objetivo é conscientizar os moradores dos municípios. E ex-prefeitos sabem falar para a população, conhecem as pessoas. Isso pode ser uma arma importante. Agora, não tenho conhecimento sobre esta situação (campanha), mas sei que o Higino contou com a ajuda de outras pessoas”, disse.


As outras pessoas, no caso, são os ex-prefeitos que, na sua maioria, são filiados ou concorreram em eleições anteriores a cargos públicos sob a bandeira do PSDB, partido do governador Antonio Anastasia. É bem provável que esses ex-prefeitos voltem à ativa em 2012, ano de eleições municipais, o que de certa forma transforma o Energia Inteligente em uma espécie de palanque eleitoral.


Prefeito de Caraí de 1997 a 2004 quando era filiado ao PMDB, Leopoldino José Ribeiro mudou-se para o PSDB e, ano passado, foi um dos nomeados para implantar o programa no município da Bacia do Mucuri. “Nós acompanhamos a execução dos projetos e também organizamos os eventos”, conta.


Leopoldino admitiu ter recebido cerca de R$ 3.500 por mês para participar do Energia Inteligente Em vez dos referidos eventos, a missão do ex-prefeito era coordenar a implantação de programas da Cemig junto a entidades filantrópicas, hospitais e a população carente do município. O ex-prefeito de Caraí desconversa quando o assunto é a eleição em 2012. “Estamos conversando e ainda não há nada certo. Mas pode acontecer.”


Gestores aguardam licitação para trabalhar


O contrato dos ex-prefeitos com o Energia Inteligente terminou no fim de 2010. Diante da série de eventos e dos bons resultados obtidos, na avaliação da coordenação, a Cemig já garantiu o retorno dos ex-gestores ao programa a partir deste ano com vigência até 2012. Os ex-prefeitos aguardam apenas o resultado de licitação, que teve de ser alterada pela companhia energética, para assegurar aos políticos salários de R$ 5 mil e, certamente, prestígio com os eleitores.


O coordenador Higino Zacarias de Souza alega que a licitação para a contratação de empresa para tocar o programa não foi feita antes porque algumas regras tiveram de ser mudadas. Higino nega qualquer tipo de irregularidade no certame. As indicações dos terceirizados, apesar da contratação da empresa por meio da licitação, ficará a cargo da coordenação do programa, reconhece o próprio coordenador.


Segundo os próprios ex-prefeitos, em alguns casos, a duração do novo vínculo com o programa Energia Inteligente pode chegar a quatro anos. O ex-prefeito de Caraí Leopoldino José Ribeiro (PSDB) confirma a possibilidade da renovação dos contratos para os próximos anos. Ribeiro não esconde a ansiedade de voltar.
“Não deve demorar não. Assim que sair a licitação deve sair o anúncio. Estamos só esperando o desfecho da situação”, disse.


Em Pavão, no limite entre as bacias do Rio Jequitinhonha e do Rio Mucuri, o ex-prefeito Walter Villamid Chaves (PSDB) é quem esteve à frente do programa Energia Inteligente no ano passado. Ele reconhece ter recebido R$ 5 mil por mês pela função. Agora, aguarda penas a definição da licitação para voltar ao quadro de “refugiados” no programa.


“A informação que temos é de que durante a licitação houve problemas e isso acabou atrasando. Porém, eles já estão acertando a papelada”, diz Chaves.


Deputados pedem audiência


A Assembleia Legislativa quer esclarecimentos sobre o Energia Inteligente e sobre todas as atividades desenvolvidas pela Cemig que contam com a participação de ex-prefeitos e ex-vereadores. O assunto deve ser tratado durante audiência pública na Casa. O requerimento já foi aprovado e a discussão vai acontecer na Comissão de Minas e Energia. Porém, ainda não há uma data definida.


Autor do requerimento, o deputado estadual Rogério Correia (PT) levanta suspeitas de que “crimes eleitorais” foram cometidos no interior do Estado, onde o programa da Cemig contou com a participação de ex-agentes públicos. “Já pedi os esclarecimentos. Se isso realmente aconteceu, principalmente no período eleitoral, configura um crime. Ainda vamos encaminhar o caso para o TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Este é um exemplo claro do coronelismo à moda antiga”, afirmou.


O deputado também fez críticas ao envolvimento de ex-prefeitos na coordenação do programa. “Na minha visão, a aplicação do programa deveria ser feita por técnicos capacitados. Será que todos são especialistas ou é apenas uma ação entre amigos? Isso (o programa) não pode ser conduzido desta maneira. Temos de investigar e discutir a questão”, ressaltou.


Já o presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado Sávio Souza Cruz (PMDB), confirmou que nos próximos dias vai marcar a data da audiência. O deputado aguarda apenas o levantamento de mais material para sustentar a denúncia. “Vamos averiguar a situação e ver se há alguma irregularidade. É no mínimo suspeito a participação desses ex-prefeitos num programa que distribui geladeiras em pleno período eleitoral”, afirmou.


Para o encontro devem ser convidados o presidente da Cemig, Djalma Morais, o secretário de Desenvolvimento Social, Wander Borges (PSB), a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves da Cunha e o diretor do Sindieletro, Jairo Nogueira Filho. A intenção é esclarecer como funciona o programa, os critérios para atendimento das entidades e a escolha dos funcionários, entre outros pontos. “Além disso, será feita uma análise das atividades já desenvolvidas”, explica Souza Cruz.









Fonte:hojeemdia.com.br

Justiça acata denúncia do promotor de Lavras e condena ex-prefeitos de Ijaci a pagarem mais de R$ 1,2 milhão

Promotor Dimas Messias de Carvalho, que apresentou denúncia contra ex-prefeitos e comerciante.



A Justiça acatou a denúncia do promotor Dimas Messias de Carvalho contra ex-prefeitos da Prefeitura de Ijaci e um comerciante envolvido no caso.


Clebel Ângelo Márcio Pereira e Neimar Pinheiro, além de Dílson Mercini de Oliveira, ex-prefeitos de Ijaci e comerciante, respectivamente, foram condenados por uma série de irregularidades, dentre elas ligação com empresas fantasmas, entre 2001 e 2004. Eles foram condenados a pagar, no total da condenação, quase R$ 1.224,5 milhão, devendo este valor ser acrescido ainda de juros e correção.

Além da condenação, os ex-prefeitos e o outro envolvido tiveram os direitos políticos suspensos por oito anos, além de estarem proibidos de receberem benefícios fiscais pelo prazo de cinco anos.

Segundo a denúncia do promotor Dimas Messias de Carvalho, os dois prefeitos adquiriram peças e contrataram serviços sem licitação e superfaturados. O promotor Dimas ainda atribui a eles altos gastos com pagamentos de serviços não prestados, além de clonagem de notas fiscais e utilização de empresas fantasmas. A prefeitura de Ijaci gastou mais de 400 mil, em serviços e peças que custariam apenas 32 mil, segundo o MP.

Eles foram condenados em primeira instância pelo juiz Mário Paulo de Moura Campos Montoro, da 2ª Vara Civil. Os réus podem recorrer.








Fonte:jornaldelavras.com.br

Sul de Minas - Ex-prefeitos são condenados a pagar multa de R$ 400 mil

Justiça detectou compras sem licitação, fraude de notas fiscais e ligação com empresas fantasmas

Dois ex-prefeitos de Ijaci foram condenados por uma série de irregularidades, dentre elas ligação com empresas fantasmas, entre 2001 e 2004. Neimar Pereira e Clebél Angel Marão, além do servidor público Dilson Mercino, foram condenados a pagar mais de R$ 400 mil de multa. Além da condenação, os ex-prefeitos tiveram os direitos políticos suspensos por oito anos, além de estarem proibidos de receberem benefícios fiscais pelo prazo de cinco anos.

Segundo a denúncia registrada na Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Pereira e Marão adquiriram peças e serviços de manutenção de equipamentos pesados de veículos da prefeitura sem abrirem licitação. A denúncia também aponta altos gastos com pagamentos de serviços não prestados, além de clonagem de notas fiscais e utilização de empresas fantasmas.

Neimar Pereira informou, nesta terça-feira (22), não ter conhecimento da condenação. Clebél Angel Marão e o ex-servidor Dilson Mercino não foram localizados pela reportagem para comentar o assunto.







Fonte:eptv