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Caminhão prensa e mata homem na porteira em Fama MG


Em Fama, na noite deste sábado (18/02), um homem morreu em um acidente com caminhão na zona rural, em um sitio localizado na estrada vicinal que liga Alfenas a cidade de Fama.

Segundo fontes, o motorista parou o caminhão para abrir a porteira e o mesmo estava desengatado e veio a prensar o motorista na porteira, que não resistiu e veio a óbito no local.

A vítima foi identificada como Luiz Antônio Alves, 51 anos, morador de Fama, genro do Edson, motorista da prefeitura de Fama.

O seu corpo será sepultado neste domingo (19/02).

Corpo do jovem afogado na cidade de Fama é encontrado boiando na represa


Corpo do jovem Aleksander Reis, de 19 anos, estava desaparecido há dois dias.
Após ter salvo um amigo que estava se afogando ele desapareceu, segundo familiares.

Corpo do jovem afogado em Fama é encontrado / Foto: reprodução Facebook

O corpo do jovem de 19 anos que se afogou na represa de Furnas na cidade Fama (MG), foi encontrado por volta das 14 horas desta segunda-feira (25) boiando na represa. A vítima estava desaparecida deste sábado (23).





Fonte:omelhordosuldeminas.com

Morre cantor sertanejo da dupla 'Tibagi e Miltinho', no Sul de Minas


Foi enterrado na tarde desta terça-feira (12), em São Sebastião do Paraíso (MG), Oscar Tibagi Rosa, o "Tibagi", da dupla Tibagi e Miltinho. O artista tinha 87 anos e desde novembro de 2014 morava no asilo da cidade. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Tibagi, da dupla "Tibagi e Miltinho" morreu em São
Sebastião do Paraíso (Foto: musicas.com.br)

Tibagi ficou famoso na década de 1960 ao formar dupla com Hilton Rodrigues dos Santos, o "Miltinho". Juntos, eles integraram o movimento de renovação da música sertaneja no país, com a introdução de guitarras e orquestras nos arranjos e a fusão dos estilos sertanejos do Brasil e do México.

Sucesso

Entre os sucessos que fizeram a fama da dupla estão "Canarinho do Peito Amarelo" e "Pé de Cedro". Tibagi e Miltinho, que desfizeram a parceria em 1970, são considerados precursores de Pedro Bento e Zé da Estrada, Léo Canhoto e Robertinho e Chitãozinho e Xororó.



O artista ainda chegou a cantar com Zé Mariano, Pirassununga, que mais tarde se tornou conhecido como Dino Franco, Amaraí (da dupla Bel Monte e Amaraí) e Niltinho, que começou a carreira em São Sebastião do Paraíso.

Tibagi era natural de São Paulo (SP) e, segundo o Asilo São Vicente de Paulo, não possuía familiares em São Sebastião do Paraíso. Na cidade, ele chegou a manter um programa em uma rádio local.





Fonte:G1

Batida entre moto e carro mata homem de 26 anos em Carvalhópolis no Sul de Minas


Um homem morreu e uma mulher ficou gravemente ferida depois de um acidente na MGC-262, em Carvalhópolis (MG).

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, Vitor Gabriel Dionísio Avelino, de 26 anos, pilotava uma motocicleta sentido a Carvalhópolis quando, em uma curva, fez uma ultrapassagem irregular e acabou batendo de frente com um carro que vinha no outro sentido.

Com o impacto, o piloto foi arremessado a cerca de 10 metros e teve morte instantânea. Uma jovem de 23 anos, que estava na garupa, sofreu várias fraturas pelo corpo e foi levada em estado grave para o hospital de Machado (MG), onde passaria por uma cirurgia.

O motorista do carro não ficou ferido. O corpo do motociclista, que era natural de Elói Mendes (MG), foi levado para o IML de Alfenas (MG).



Fonte: G1

Covardia: Empresário mata cachorros a tiros em Ipiúna no Sul de Minas

Cães foram mortos a tiros próximo a escola e laticínio em Ipuíuna (Foto: Polícia Militar)

Mais um ato covarde contra animais, já existe um movimento para que a lei contra esse tipo de crime seja mais dura. Várias ONGS estão trabalhando junto aos orgãos responsaveis para punir crimes desse tipo contra animais indefesos.

Um empresário, dono de um laticínio em Ipuiúna (MG), foi preso na manhã desta quarta-feira (29) depois de matar três cachorros em um pasto, próximo a uma escola no Centro da cidade.

Os cães foram mortos a tiros disparados por uma espingarda. O empresário foi preso em flagrante e levado para o quartel da PM.
Segundo a Polícia Militar, o empresário alegou que os cachorros estariam atacando vacas de propriedade dele dentro do laticínio e que inclusive já tinham matado um animal há poucos dias.

Conforme a polícia, o empresário foi levado para a Delegacia de Santa Rita de Caldas (MG) e depois seria encaminhado para Andradas (MG). Ele poderá responder por disparo em via pública, porte ilegal de armas e por maus-tratos a animais.



Fonte:Informações  G1

Mulher de 48 anos morre vítima de gripe H1N1 em Alfenas MG

Desde 2009 uma nova cepa do vírus influenza foi identificada como Influenza A (H1N1)

Foi registrada mais uma morte por gripe suína, a H1N1, em Minas Gerais. A Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Alfenas, no Sul do Estado divulgou nesta segunda-feira (1º) a morte de uma mulher de 48 anos. O exame foi realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Belo Horizonte, e o resultado comunicado na sexta-feira (29) à saúde do município.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que foram registrados 26 casos de mortes por gripe em Minas, sendo 13 diagnosticados com Influenza A (H1N1). O caso de Alfenas ainda não entrou nas estatísticas.

Conforme levantamento feito pela SES, até o momento, neste ano de 2014, foram confirmados 1.900 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 118 decorrentes de gripe. Em 2013, durante todo o ano foram notificados 5.739 casos de SRAG e 147 por gripe.

A gripe fez mais vítimas na faixa etária acima dos 60 anos. Foram 36 casos, que resultaram em  oito óbitos. Entre 50 a 59 anos foram confirmados 20 registros de SRAG e sete mortes.

Em 2009, uma nova cepa do vírus influenza foi identificada como Influenza A (H1N1). Em
agosto de 2010, após evidência epidemiológica, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia como encerrada. No entanto, o vírus continua a circular, produzindo surtos localizados.


Fonte: Hoje Em Dia 

Motim na cadeia de Campestre MG deixa um morto e sete feridos

Insatisfeitos com a transferência de cadeia, dez presos resolveram fazer um motim, na noite dessa segunda-feira (25), em Campestre, no Sul de Minas.

Após colocar fogo em colchões, o grupo foi atingido pelas chamas. Um homem morreu e sete ficaram feridos.
De acordo com a escrivã da delegacia da cidade, Samanta Miranda, os presos albergados, que estavam em regime semiaberto fizeram o protesto em uma cela, que ficou totalmente destruída. “Por determinação judicial, a cadeia será desativada, e ontem (segunda) era a data limite para a transferência dos presos. Mas eles não queriam sair daqui”, explicou a escrivão.

Revoltados, eles começaram a colocar fogo na cela. Dois detentos não foram atingidos pelas chamas. Os oito feridos foram socorridos para hospitais de Alfenas e Poços de Cladas, mas um deles não resistiu aos ferimentos.

Ainda segundo Samanta, a cadeia será desativada por não ter estrutura para acomodar todos os detentos. Eles seriam encaminhados para cadeias de Formiga, Alfenas e Três Corações. Na manhã desta terça-feira (26), começou o processo de transferência dos outros presos. Ao todo, incluindo o que estão hospitalizados, 40 detentos seguirão para outra cadeia.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, um inquérito será instaurado para apurar o caso.

Fonte: O Tempo

Suspeito de assaltar e matar taxista é preso em Guaxupé no Sul de Minas


Está preso o homem suspeito de assaltar e matar um taxista em março deste ano, em Arceburgo, no Sul do Estado. Everton Galdino Reis, de 22 anos, é natural de Tapiratiba, no interior de São Paulo e foi preso no bairro Colmeia, em Guaxupé. Reis também é suspeito de cometer assaltos a mão armada em Guaranésia e região.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, que já estava sendo investigado pela prática de assaltos, acabou confessando a autoria do roubo que culminou na morte do taxista José Dias, de 52 anos, ocorrida durante um assalto, em 14 de março. Ele confessou também ter assaltado um hipermercado, um bar e uma casa lotérica, localizada em Guaranésia.

O delegado regional Sérgio Elias Dias, comandou os trabalhos, juntamente com o titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio, delegado Alexandre Campezato Soares da Costa. O suspeito teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça e foi encaminhado ao presídio de Guaxupé.





Fonte: Informações O Tempo

Ônibus invade plataforma de embarque e mata uma pessoa no Terminal do Tietê em SP


O ônibus da Viação Itapemirim tinha como destino o Rio de Janeiro


Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas em um acidente ocorrido por volta das às 23 horas de domingo (16), no Terminal Rodoviário do Tietê, zona norte de São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, um ônibus invadiu uma plataforma de embarque. Até a madrugada, não havia sido divulgado o estado de saúde dos feridos nem a identidade da vítima fatal. Os feridos foram levados para os prontos-socorros da Santa Casa e do Hospital do Mandaqui. Segundo testemunhas, o ônibus pertencia à viação Itapemirim.

Este é o terceiro acidente envolvendo ônibus nos últimos cinco dias na cidade de São Paulo. Ao todo três pessoas morreram e ao menos 59 pessoas ficaram feridas.

No fim da manhã de sábado (15), pelo menos 45 pessoas ficaram feridas em acidente envolvendo dois ônibus na Avenida Nações Unidas, Brooklin, zona sul de São Paulo. Ao menos dois passageiros tiveram ferimentos mais graves, segundo os bombeiros.

Eles receberam os primeiros socorros no local do acidente e foram levadas para o Pronto Socorro do Hospital Municipal Campo Limpo. Os outros feridos foram levados para a Santa Casa e para os hospitais Jabaquara, Mandaqui e Leforte.

Na quarta-feira (12), um ônibus biarticulado que trafegava no corredor exclusivo da Avenida Vereador José Diniz, na zona sul de São Paulo, não conseguiu frear. O veículo subiu sobre um Corolla preto e ainda colidiu contra outro ônibus articulado que estava à frente e ainda atingiu um taxi. Duas pessoas, um executivo francês e um taxista, morreram. Outras nove pessoas ficaram feridas.





Fonte: Hoje Em Dia

Vendedor de Alfenas morre em acidente na BR 265 em Santana da Vargem


Um vendedor de Alfenas morreu em um grave acidente na tarde desta terça-feira (10), na BR 265 a cerca de três quilômetros de Santana da Vargem. Segundo a Polícia Militar Rodoviária Estadual o motorista de um caminhão seguia sentido Coqueiral quando deparou com um veículo Pólo no sentido contrário rodando na pista. José Maria da Silva de 62 anos tentou desviar, mas não conseguiu e o carro bateu de frente com o caminhão. Com o impacto da batida, o corpo do motorista do veículo Carlos Orlando de Ávila de 36 anos, foi arremessado cerca de dois metros e ele morreu na hora. Chovia muito na hora do acidente.

O caminhoneiro que estava indo para Lavras não se feriu. O automóvel ficou completamente destruído. Havia a suspeita de que a vítima seria de Goias, já que a placa do veículo e documentos encontrados eram de Catalão. O trânsito ficou cerca de duas horas em apenas meia pista, até o termino dos trabalhos da perícia da Policia Civil que vai investigar as causas do acidente.





Fonte: informações varginhaonline

BMW é condenada pela morte do cantor João Paulo e pode pagar R$ 400 milhões

BMW do cantor João Paulo, morto em acidente em 12 de setembro de 1997

A BMW foi condenada pela morte do cantor João Paulo, que fazia dupla com Daniel. A Justiça entendeu que o acidente, ocorrido em 1997, pode ter sido causado pelo estouro de um pneu do veículo, que tinha poucos quilômetros de uso, e não por excesso de velocidade.

Segundo o advogado da família de João Paulo, Edilberto Acácio da Silva, a BMW pode ser obrigada a pagar um total de R$ 400 milhões. O valor é referente à indenização de R$ 300 mil e ao pagamento de pensão de dois terços dos rendimentos mensais de João Paulo, desde o dia da morte até 2030, quando ele completaria 70 anos. A decisão, em primeira instância (ainda permite recurso) foi dada pelo juiz Rodrigo Cesar Fernandes Marinho, da 4ª Vara Cível Central de São Paulo, e foi publicada em 21 de outubro.

"Vamos recorrer para aumentar o valor", diz o advogado ao iG . Um dos pedidos não aceitos foi de que a família fosse ressarcida pelos lucros gerados por músicas que João Paulo viesse a compor.

A BMW informou que também vai recorrer da decisão. "A empresa esclarece que essa é uma decisão de primeira instância e que apresentará recurso de apelação junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo, quando o caso será novamente julgado por um órgão colegiado formado por desembargadores", informou a montadora, em nota.

Falha no pneu

João Paulo morreu carbonizado após a sua BMW 328i/A capotar e explodir na Rodovia dos Bandeirantes (no quilômetro 40, no município de Franco da Rocha, na Grande São Paulo), em 12 de setembro de 1997. A primeira perícia estabeleceu como causa do acidente o excesso de velocidade em conjunto com uma curva à esquerda causada por um "movimento brusco" sem motivos aparentes.

O juiz, entretanto, aceitou a tese de que o motivo foi provavelmente uma falha no pneu dianteiro direito do veículo, e que não houve tal movimento brusco.

Segundo a decisão, uma nova perícia, realizada a pedido pela Justiça, apontou que João Paulo conduzia em velocidade acima do permitido, mas "dentro dos limites de dirigibilidade." A velocidade crítica de capotamento para o local estabelecida pela perícia era de 260 km/h, e a BMW do cantor podia atingir no máximo 240 km/h.

A nova perícia também concluiu que o capotamento foi causado por uma perda de pressão do pneu dianteiro direito, "por causa indeterminada".

Como o juiz entendeu que há uma relação de consumo entre a BMW e João Paulo, caberia à montadora provar que não havia problemas com o pneu. Mas a companhia não informou sequer qual era a marca usada no carro.

"Não há como se descartar a possibilidade de defeito atribuído à fabricação da roda, do pneu ou do sistema de roda/pneu", concluiu o juiz.








Fonte: último Segundo

São Thomé da Letras: Mãe sai para beber e filho de quatro meses morre

A Polícia Civil deve investigar a morte de um bebê de apenas 4 meses ocorrida no domingo em São Thomé das Letras, no Sul de Minas Gerais. A mãe dele, de 18 anos, foi detida por suspeita de abandono de incapaz, mas foi liberada.

O caso aconteceu em uma residência no Centro da cidade. De acordo com a Polícia Militar (PM), a jovem contou que saiu para beber na noite de sábado e deixou o menino dormindo no sofá. Segundo a mãe, sua irmã estava em outro quarto. A mulher só voltou na manhã de domingo e dormiu no sofá. Somente no início da tarde ela percebeu que a criança ainda estava lá e viu o filho desacordado.

A criança foi levada para a Unidade Mista de Saúde de São Thomé das Letras, onde a morte foi constatada. A suspeita é de que o menino tenha morrido asfixiado, mas somente o laudo vai esclarecer a causa do óbito. Conforme a PM, a enfermeira que recebeu a criança disse que ela estava com a fralda suja e apresentava assaduras.

A jovem foi encaminhada à Polícia Civil, mas foi liberada pela delegada de plantão. Ainda de acordo com a Polícia Militar da cidade, a mãe do bebê já é conhecida por se envolver em confusões por causa do consumo de álcool. Após ser liberado do Instituto Médico Legal (IML) de Três Corações, o corpo do menino deve ser sepultado nesta segunda-feira em São Thomé das Letras.

Assaltante bate carro roubado e morre na BR-491 em Alfenas MG

Carro ficou prensado após batida em ônibus na BR-491, em Alfenas (Foto: Edibert Silva / EPTV)


Um assaltante morreu depois de um assalto na tarde desta terça-feira (22) no Sul de Minas. Segundo a Polícia Militar, três homens armados assaltaram funcionários de uma concessionária de veículos usados em Guaxupé (MG) e levaram três carros. Durante a fuga, um dos suspeitos bateu de frente com um ônibus já na BR-491, em Alfenas (MG). O carro ficou prensado e o suspeito morreu. Com o impacto da batida, oito passageiros do ônibus ficaram feridos e foram levados para o Hospital Alzira Velano.
Outro criminoso também bateu um dos veículos também na BR-491, próximo a Muzambinho (MG). O carro foi abandonado e o suspeito fugiu.

Após assalto, criminoso fugiu e bateu em ônibus (Foto: Edibert Silva / EPTV)

Segundo o proprietário da loja de carros, ele recebeu uma ligação de um suposto comprador pedindo que três carros fossem levados a um endereço. Quando chegaram ao local, os funcionários foram rendidos por cinco homens, sendo três deles armados. A polícia procura por dois homens que estão foragidos.

Os passageiros do ônibus sofreram apenas ferimentos leves.






Fonte:Informações G1

Médico é preso após mulher morrer à espera de atendimento em hospital

Médico é preso após mulher morrer à espera de atendimento em hospital (Foto: Reprodução EPTV)


Um médico foi preso em flagrante suspeito de negligência no atendimento de uma paciente com parada cardiorrespiratória na manhã desta segunda-feira (7), em Lavras (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros, Vita de Lourdes Matheus, de 55 anos, foi atendida em casa e levada para o pronto-socorro da cidade.
A paciente já chegou ao hospital com parada cardiorrespiratória e enquanto ela não era atendida pelo médico de plantão, a equipe de resgate tentava reanimar a vítima com massagem cardíaca. Ainda segundo os bombeiros, o médico levou cerca de 20 minutos para atender a dona de casa, que morreu no momento em que o plantonista chegou ao local.

A Polícia Militar foi acionada. O médico foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia da cidade. De acordo com informações do delegado regional de Lavras ao G1, Ailton Pereira, em depoimento, o médico disse que estava na sala de descanso do hospital quando foi informado pela enfermeira que havia uma mulher aguardando atendimento em estado grave.

Ele disse ter ido ao banheiro lavar as mãos antes de atender o chamado, mas confessou à polícia que ele demorou a atender a mulher. O clínico geral era o único médico plantonista no hospital. A vítima morreu logo após ele ter chegado para o atendimento. Após o depoimento, por volta das 14h, o médico foi liberado ao pagar fiança de R$ 5 mil.

Ainda de acordo com o delegado, ele responderá a processo em liberdade por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e relevância da omissão (quando a pessoa tinha a obrigação e podia agir para evitar a morte).




Fonte: Informações G1

Juiz do Sul de Minas condena cães ao corredor da morte


A polêmica decisão do juiz de direito João Cláudio Teodoro, na cidade de Bueno Brandão, no sul de Minas, determinando o despejo de 70 animais que vivem sob a guarda da protetora Ana Karina, mais uma vez revolta a sociedade mineira que questiona a legislação vigente. Segundo nota divulgada no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a decisão foi tomada porque a proprietária não cumpriu o acordo feito em janeiro deste ano de transferi-los para outro local, e consta como autora de infração penal no processo que tramita no juizado especial criminal da comarca da cidade. Seu crime? Perturbação do sossego alheio. Reclamação registrada pela vizinhança. Ainda segundo a nota, o fato de a responsável pelos animais não ter mudado de endereço, representa total desrespeito aos direitos de seus vizinhos e à própria lei. Mas e os direitos dos animais? Ironicamente, o próprio Conselho de Medicina Veterinária autoriza o sacrifício de animais não adotados. O que significa que caso não sejam encaminhados a novos lares, todos eles serão mortos, e o pior, pelo próprio poder público.

A medida é condenada por protetores de todo o país que lutam pelo direito à vida dos animais que ao contrário do que a lei determina, não são simples objetos, mas sim seres vivos dignos de respeito. “Por isso lutamos para alterar a legislação. Os animais tem que ser considerados como vidas, o que efetivamente são. Nos Estados Unidos eles são tidos como um menor incapaz, ou seja, uma vida que como tal, possui todos os seus direitos resguardados”, diz o advogado Arildo Carneiro Junior, especializado em defesa dos animais. Segundo ele a perturbação do sossego só é configurada após a realização de perícia que comprove que o nível de decibéis no local ultrapasse os 85 determinados por lei. “É o único meio de comprovar a denúncia. As autoridades não podem se basear apenas em prova testemunhal de vizinhos, já que na maioria dos casos é constatada apenas uma implicância pessoal de indivíduos que não gostam de animais”. Somente após esta constatação é que o ajuste de conduta deve ser realizado.

De acordo com a lei federal 9.605/98, artigo 32, de proteção ao meio ambiente, praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exótico, é crime. No entanto, a morte de animais resgatados das ruas é prática comum nos centros de zoonoses das cidades brasileiras, e tida como normal. “O sacrifício de qualquer animal é caracterizado como crime de maus tratos. E apesar disso, a legislação municipal de várias cidades confronta a lei federal, permitindo a eutanásia de animais saudáveis”. Muitos destes animais são mortos simplesmente porque os protetores responsáveis não têm condições financeiras para mantê-los, já que não recebem nenhum tipo de ajuda dos poderes públicos . São particulares e grupos que se movimentam tentando fazer um trabalho solitário. Somente em Belo Horizonte são mais de 30 mil cães abandonados nas ruas. A tarefa dos defensores dos animais é árdua, já que além de arcar com todas as despesas dos animais resgatados até encaminhá-los para a adoção, e de conviver com o preconceito de muitos membros da sociedade, ainda tem que enfrentar uma legislação que considera  vidas como objetos. Lamentável.

‘Se você também defende a causa dos animais, curta esta notícia e divulgue esta ideia’.






Fonte: Informações Estado de SP

Sul de Minas: Mais uma vítima da H1N1

Mulher morre por suspeita de H1N1 em Poços de Caldas. (Foto: Reprodução EPTV)
Vítima estava internada com infecção pulmonar desde segunda-feira (20).
Secretaria de Saúde não soube dizer quantos casos há na cidade.

Uma manicure de 47 anos morreu neste sábado (25) com suspeita de gripe H1N1 em Poços de Caldas (MG). Segundo familiares, Rosângela Maria Fabiano Moreira estava internada no Hospital da Santa Casa com insuficiência respiratória e infecção pulmonar desde a última segunda-feira (20) em uma ala isolada. Ela era medicada com tamiflu, remédio receitado para pacientes com suspeita da doença. 
Caso seja confirmado que ela estava infectada, este será o segundo caso de morte em Minas Gerais. O primeiro também foi registrado no Sul de Minas, em Extrema (MG).

A Santa Casa de Poços de Caldas não quis passar informações sobre o caso. O hospital informou que apenas na segunda-feira (27) irá emitir uma nota oficial após uma reunião com representantes da Secretaria Municipal de Saúde. A Secretaria de Saúde também não soube dizer o número de casos suspeitos e já confirmados da doença.
Por telefone, o secretário adjunto de Saúde, Antônio Ângelo Rocha, informou que conversou com a equipe médica que atendia Rosângela e confirmou a situação. “Ela tinha um quadro clínico altamente sugestivo, com alta probabilidade de possuir H1N1”, comentou.

No atestado de óbito da manicure, o médico Marcelo Dias Sena afirmou que a causa da morte foi insuficiência respiratória aguda com infecção pulmonar.  Os familiares da vítima possuem também um prontuário assinado pelo médico Victor Augusto Cardillo no qual é descrito que Rosângela estava infectada com a gripe H1N1.


Primeira morte confirmada em MG
O primeiro caso de morte causada pela gripe H1N1 neste ano foi registrado em Extrema (MG). A vítima foi um homem de 58 anos. Ele morreu no último dia 4 de maio no Hospital Universitário de Bragança Paulista (SP). A Secretaria de Saúde não soube informar se a doença foi contraída em Minas Gerais ou em São Paulo, onde de acordo com o Ministério da Saúde já foram confirmadas 55 das 61 mortes pelo vírus H1N1 no Brasil.








Fonte:Informações G1

Suspeito de matar engenheiro em ônibus no Sul de Minas é preso no Paraná-PR

Fernando Oliveira Miguel foi detido durante um assalto no estado do Paraná

Está preso o suspeito de matar o engenheiro químico João Gabriel Camargos, de 25 anos, baleado dentro de um ônibus na BR-381, no Sul de Minas Gerais. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, Fernando Oliveira Miguel, 33 anos, foi detido pela Polícia Militar depois de assalto a coletivo em Jaguariaíva no estado do Paraná, no dia 5 de abril.

Em Minas, ele era procurado com o nome de Paulo Monteiro da Silva, uma identidade falsa. A informação sobre a prisão foi divulgada pelo delegado responsável pela investigação Ailton Pereira, que está na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira, para discutir o aumento do número de casos de violência em veículos de transporte intermunicipal e interestadual, na Comissão de Segurança Pública.

De acordo com o delegado regional de Jaguariaíva Gumercindo Athayde, o suspeito foi preso depois de assaltar um ônibus que fazia a linha Campinas-Curitiba. A PM da cidade recebeu denúncias com características de Fernando repassadas pelas vítimas do crime. Os policiais descobriram que ele estava escondido em um hotel da cidade e o prenderam em flagrante. Com ele foram encontrados documentos, dinheiro e objetos dos passageiros.

Segundo Athayde, o homem portava uma carteira de habilitação falsa com o nome de Isaías da Conceição Silva, documento que o assaltante comprou na Praça da Sé, em São Paulo. Os investigadores checaram informações sobre o homem e desconfiaram da identificação. Durante o depoimento em Jaguariaíva, Fernando acabou dizendo que usava identidades falsas para fugir da polícia e confessou alguns crimes, inclusive a morte de João Gabriel em Minas.

Fernando é foragido da Penitenciária de Sorocaba (SP), onde cumpria pena de mais de 30 anos por homicídio. Ele também tem ficha criminal em Goiás, porte de arma e receptação e no Rio de Janeiro, onde assaltou um capitão da marinha dentro de um ônibus. Conforme Athayde, o homem pode estar envolvido em mais de cinco assaltos a coletivos, número que o delegado mineiro acredita ser ainda maior.

Sobre a possibilidade de transferência de Fernando para Minas, o delegado Athayde ainda está negociando com autoridades de outros estados. “Vamos depender da autorização dos juízes de direito da comarca. Se ele for transferido para Minas ou para São Paulo vai dificultar a instrução criminal no Paraná. O juiz só deve permitir a saída dele depois da oitiva de todas as vítimas”. Fernando está detido na Delegacia de Jaguariaíva.

O delegado Ailton Pereira acredita que vai prender outros envolvidos na morte do engenheiro químico. “Já sabemos que Fernando não agiu sozinho nesse caso e tinha outros comparsas para assaltar ônibus no trajeto entre Minas e São Paulo. Ele é um criminoso frio, atirou sem piedade para matar o engenheiro e precisa ser mantido preso porque é uma ameaça constante”, afirma o delegado.

Ficha criminal de Fernando Oliveira Miguel*

- Presos em 5 de abril por assalto a ônibus em Jaguariaíva (PR), onde armado ameaçou as vítimas e roubou pertences
- Condenado a pena de 36 anos por homicídio em Sorocaba (SP), crime em que segundo a polícia, esquartejou a vítima
- Acusado de latrocínio contra o engenheiro João Gabriel em Minas Gerais
- Assalto a capitão da marinha no Rio de Janeiro em roubo a ônibus – crime muito parecido com outros ataques a coletivo praticado por ele
- Registro criminal em Goiás por porte ilegal de arma e receptação

*Fonte: assessoria da PM do Paraná

Crime em Minas

O engenheiro morreu na madrugada do sábado, dia 9 de março, em um ônibus da empresa Gardênia, que saiu de Poços de Caldas, Sul de Minas em direção a capital. João Gabriel e a namorada Athena Chaves iam comemorar o aniversário da jovem, com familiares em BH. Por volta de 2h, pouco depois da parada em um restaurante em Perdões, um dos passageiros anunciou um assalto e começou a recolher os pertences de todos no ônibus.

Ao passar pelo casal de namorados, o suspeito atirou na cabeça do rapaz que, segundo testemunhas, sequer reagiu ao assalto. Tudo indica que o assaltante tenha esbarrado no pé de João Gabriel e por isso se irritou. O engenheiro morreu no colo da namorada e o bandido desceu do ônibus ameaçando o motorista. Ele exigiu que o condutor seguisse viagem até a capital sem acionar a polícia, dizendo que um comparsa estava no ônibus.


Engenheiro químico João Gabriel Camargos, de 25 anos, morreu dentro do ônibus ainda na estrada






Fonte:g1

Cantora mineira Clara Nunes: 30 anos de saudade

Clara faleceu aos 39 anos, no Rio de Janeiro

Há exatos 30 anos, o Brasil chorava a perda do canto imponente de Clara Nunes. A mineira, com vestido rendado, pulseiras, tiaras e farta cabeleira vermelha evocava as raízes africanas em seu samba, que sacramentou o poder feminino na música brasileira. Com o LP 'Alvorecer', ela foi a primeira mulher a ultrapassar a marca de 500 mil cópias vendidas. Sua interpretação e sua estética inspiram até hoje gerações de cantoras e parceiros antigos não cansam de reverenciar a diva que teria completado 70 anos em 2012. “Clara era a própria representação da força brasileira. Veio de uma pequena cidade mineira chamada Paraopeba e nunca perdeu a simplicidade e a humildade. Ela marcou a alma do povo pelo canto simples e pela maneira de ser”, afirmou Paulo César Pinheiro em entrevista feita em 2011. Viúvo da cantora, ele teve mais 20 composições gravadas por ela — hoje em dia prefere não comentar o passado.


No Rio de Janeiro, a memória de Clara pulsa nas obras de antigos parceiros. Delcio Carvalho teve sua história transformada pela cantora e acabou mudando o curso da carreira dela também: ele é o compositor da música 'Alvorecer'. “Depois, Clara gravou 'Derramando lágrimas'. Cheguei a mostrar 'Sonho meu' (criada com Dona Ivone Lara), mas achei que ela não tinha gostado. Sorte que Maria Bethânia estava procurando algo para gravar, gostou e a música acabou acontecendo (risos). Com exceção das que já nasceram na tradição, como Elza Soares, Clara foi a maior cantora de samba do país”, lembra o sambista carioca.

Material raro

As homenagens a ela nunca cessaram, mas ganharam fôlego com a proximidade do septuagésimo aniversário. Na Sapucaí, o enredo de 2012 da Portela foi “... E o povo na rua cantando. É feito uma reza, um ritual”, saudando a Bahia e Clara. Em dezembro, o Canal Brasil exibiu uma série com depoimentos de amigos e familiares, primeiro episódio de uma sequência de tributos organizados pelo jornalista Vagner Fernandes, autor da biografia 'Clara Nunes — Guerreira da utopia'.

“O objetivo da série Clara era traçar um panorama da trajetória da Clara artista e da Clara mulher. Mas tínhamos o tempo como limitador. Há muito o que se falar sobre ela, então a série será ganhará materiais extras antes de chegar aos cinemas”, conta Fernandes. Além do filme dirigido por Darcy Burger, o biógrafo revisou os 16 álbuns da cantora — que serão relançados em formato avulso e em box — e reeditou o livro lançado em 2007 e há um ano e meio esgotado nas prateleiras. “É uma edição revista e ampliada. Quero incluir informações como o encarte todo em japonês de um programa que ela participou naquele país, e áudios inéditos”.

A mineira destacava-se pela voz e a intensidade nas interpretações

Entre essas raridades estão as gravações do show Sabor bem Brasil, em que Clara canta ao lado de Luiz Gonzaga, João Bosco, Waldir Azevedo e Altamiro Carilho; da apresentação em Abidjan (Costa do Marfim) com João Nogueira; e dos ensaios do show Sabiá, sabiô, com direção de Hermínio Bello de Carvalho.

Os materiais são do técnico de som Genival Barros, que trabalhou com a artista mineira e hoje faz parte da equipe de Roberto Carlos. “Fui buscar outra gravação com o Genival, quando ele disse que teria algo melhor do que eu procurava. Isso foi no fim de 2011. Sabiá, sabiô tem músicas que não faziam parte da discografia oficial dela, como Quando o carnaval chegar, de Chico Buarque”, diz Fernandes.


Assim como os projetos anteriores, uma exposição dedicada à cantora está prevista para o segundo semestre deste ano. A mostra acontecerá no Rio e terá vídeos, áudios e imagens inéditas. “Quero contar de fato quem foi Clara Nunes. Dar a Clara o que ela merece. Ela é uma das maiores cantoras do Brasil. E digo no presente porque 30 anos depois ela continua sendo lembrada. Clara e sua obra são atemporais”.

Assista ao vídeo de Clara Nunes interpretando 'Canto das três raças', de Paulo César Pinheiro


Fonte: Informações Estado de Minas

Peixes estão morrendo por falta de oxigênio no Lago de Furnas

Falta de oxigênio provoca mortandade de peixes em Furnas (Foto: Reprodução EPTV)


Se antes o problema no Lago de Furnas era a falta de água por causa da estiagem que atingiu a represa no ano passado, agora é o processo de recuperação da represa que preocupa os pescadores. Peixes estão morrendo nos tanques-rede e o motivo são as algas que cresceram na área da represa onde faltou água. A vegetação diminui o nível de oxigênio da água.

Segundo os produtores, estão morrendo desde alevinos até peixes maiores de até um quilo, que já estariam prontos para ser comercializados. Especialistas dizem que a atual condição do lago, ainda em recuperação, favorece o surgimento de bactérias e fungos, que também provocam a morte dos peixes.
Conforme o especialista em recursos hídricos Eduardo Luis Tanure, esse tipo de vegetação retira muito oxigênio da água. "Isso faz a temperatura da água ficar elevada diminuindo o oxigênio dos peixes", explica.

Alguns produtores já perderam até 20% da criação feita nos tanques-rede. "A gente está usando remédio, mas pouco adianta e o prejuízo é grande", conta o piscicultor Donizete Bento dos Reis.
Ainda conforme os especialistas, o problema só será resolvido quando o nível do lago voltar ao normal. Segundo a Alago (Associação dos Municípios do Lago de Furnas), atualmente a represa está com 53,32% de sua capacidade.





Fonte:Informações G1

Traficantes de órgãos torturavam vítimas no Sul de Minas

Vista da Irmandade Santa Casa de Misericordia de Poços da Caldas

Poços de Caldas, Bandeira do Sul e  Carvalhópolis – Estudos da área de segurança pública definem “máfia” como uma organização com estrutura hierárquica definida, múltiplas atividades criminosas e influência velada sobre o poder público. Treze anos depois das primeiras denúncias de assassinato de pacientes para tráfico de órgãos humanos em Poços de Caldas, no Sul de Minas, esse é o tipo de grupo descrito por promotores e juízes de Belo Horizonte que tomaram a frente das apurações e das ações judiciais que resultaram delas. Os trabalhos se referem a uma série de denúncias, encabeçadas por pelo menos oito mortes suspeitas e transações ilícitas de órgãos por meio de uma lista de receptores paralela à oficial. Mais impressionante do que os relatos sobre o grupo de médicos suspeito de deixar pacientes definhar deliberadamente e até retirar vísceras de vítimas ainda vivas, porém, são relatos de horror feitos por parentes dessas pessoas. A reabertura das investigações leva alguns desses familiares, localizados pelo Estado de Minas, a reviver os dias de angústia enfrentados durante as internações na Santa Casa de Poços de Caldas, na qual operava o grupo investigado, e onde, segundo contam, pacientes chegavam a passar fome enquanto, de acordo com a Justiça, eram deixados para morrer.

As denúncias, segundo autoridades que assumiram os processos, passaram anos diante do descaso oficial de policiais e promotores locais. A primeira sentença , divulgada na última semana, saiu depois da designação de autoridades de fora para assumir os casos. Nela foram condenados em primeira instância quatro réus, todos médicos. Alexandre Crispino Zincone, de 48 anos, recebeu pena de 11 anos e meio de prisão; João Alberto Goés Brandão, de 44, Celso Roberto Frasson Scafi, de 50, e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, de 53, foram condenados a oito anos cada um. Todas as penas são em regime fechado, embora os réus possam recorrer em liberdade. As acusações contra Félix Herman Gamarra Alcântara, de 71, e Gérsio Zincone, de 77, caducaram, devido ao fato de serem maiores de 70 anos, embora a Justiça tenha considerados  procedentes fatos pelos quais foram denunciados. A defesa dos acusados informou já ter recorrido da decisão.

O único caso julgado diz respeito à morte de José Domingos Carvalho, que faleceu em 2001, aos 38 anos. Segundo sentença de primeira instância, ele foi morto na Santa Casa de Poços de Caldas para ter os órgãos traficados. Mais de 12 anos depois de enterrá-lo, seus parentes, assim como de outras supostas vítimas da organização, vivem hoje uma angústia. Não sabem se foi sua autorização no papel da MG Sul Transplantes – entidade criada em Poços de Caldas para burlar a lista de espera oficial de receptores de órgãos e tecidos, segundo a Justiça – que permitiu ao grupo investigado tirar a vida do paciente para lucrar com rins, córneas, coração e fígado. “A gente leva a pessoa para o hospital para ver ela sair bem. Para ser curada. Não para morrer nas mãos de quem deveria salvar”, desabafa o pedreiro Júnior Aparecido de Carvalho, hoje com 26 anos, filho da vítima.



A morte do pai ainda assombra o rapaz, que tinha apenas 14 anos quando o enterrou. “Meu filho, não esquece de ajudar sua mãe e de preparar os queijos para a gente pescar quando eu sair daqui do hospital.” Foram as últimas palavras do pai para Júnior. Antes de ser levado para a unidade de saúde de onde só sairia morto, José Domingos sofreu mal súbito e desmaiou em casa. Foi transportado para o posto médico da sua cidade, Bandeira do Sul, e depois para Poços de Caldas, a 19 quilômetros, onde se internou na Santa Casa. Foi lá que a família viu o homem piorar sem receber o que julgaram ser um tratamento adequado. “Meu pai ficou ali seis dias, no meio de 10 pacientes. Um dia, encontramos com ele tentando fugir. Perguntamos o que tinha acontecido e ele disse: ‘Vou sair, porque estou morto de fome. Ninguém me dá comida’”, lembra Júnior. Depois do episódio e dos protestos da família, o homem recebeu um pouco de sopa. “Quase comeu o prato, de tanta fome”, lembra, entristecido, o filho.

Trechos da sentença que condenou os médicos responsáveis pelo atendimento do pai de Júnior reforçam as suspeitas da família. “Verifica-se que o paciente não teve o tratamento adequado, pois desde o início o interesse das equipes médicas era na retirada de seus órgãos para fins de transplante. Não se concebe um paciente com um quadro tão grave ficar internado dias na enfermaria geral”, escreveu o juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, da da 1ª Vara Criminal de Poços, que julgou o caso, referindo-se ao diagnóstico de aneurisma da vítima.

No sexto dia de internação, quando os parentes foram visitar José Domingos, só encontraram o par de chinelos dele sob a cama. Foi quando a família foi informada da morte cerebral. “Veio uma psicóloga conversar com a gente por duas horas sobre a doação dos órgãos. Disse que uma pessoa poderia voltar a ver por causa das córneas do meu pai. A gente estava muito triste, mas concordou”, relembra Júnior. Foi só depois do enterro, quando a família se resumiu à mãe, catadora de café, ao irmão, então com 6 anos e a Júnior, que veio a segunda pior notícia: a suspeita de tráfico de órgãos. “Foi a Polícia Federal que nos procurou e contou tudo. Tiraram o meu pai. Tive de ser pai para meu irmão aos 14 anos. Isso nunca vai sarar.”








Fonte:EM